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Nossas escolhas nos momentos difíceis: olhar o lado positivo das coisas

Por Ricardo Gandra | Palestrante

Olá estimado(a) leitor(a), você já se perguntou quantas vezes teve que tomar decisões difíceis? Às vezes em um único dia, somos convidados a tomar diversas decisões complicadas. E é essa é a grande notícia, afinal, segundo Chico Xavier, somos detentores do maior poder do mundo: o do livre arbítrio. Podemos fazer as nossas escolhas, optamos em andar rumo a caminhos aos quais desejamos, contudo, não podemos desfrutar dos desdobramentos das nossas opções. No frigir dos ovos, colhemos aquilo que plantamos.

Existem decisões complexas, outras bem mais fáceis, algumas em situações delicadas. A sabedoria é o que torna o nosso poder de decisão virar algo que podemos desfrutar. No entanto, sabemos que por sermos seres humanos, muitas escolhas que tomamos são falhas e perigosas. Às vezes tomamos um rumo em que cavamos o próprio buraco para cair.

Veja a vida de Lucinha Araújo, mãe do falecido, cantor e poeta, Cazuza. Algum tempo após sua morte, Lucinha criou uma entidade que ajuda portadores do HIV, mesmo vírus que vitimou seu filho. Para os mais espiritualistas, ela transformou a sua dor em puro amor. Usou a ausência carnal de seu filho para reverter ou amenizar o caminho doloroso de outras pessoas que tiveram e que têm a mesma doença que tinha Cazuza.

Em minha palestra “Crescer na vida: uma questão de atitude”, falo destes exemplos e ilustrações que nos inspira, porém, quando sentimos na própria pele que nossas decisões em momentos difíceis são vitais para o nosso crescimento ou simplesmente para uma longa estagnação, percebemos que palavras bonitas necessitam também de nossa compreensão, das nossas atitudes e principalmente de discernimento e sabedoria. Exigir do ser humano tudo isso em momentos que envolvem a emoção não é uma prática simples.

Mas quis Deus que eu e minha mãe fôssemos testados. Há poucos dias, meu irmão sofreu um assalto em que foi muito espancado no rosto. A imagem para quem o vê nesta situação é aterrorizante, impressionante, perturbadora e causa muita revolta. Sua moradia está longe de onde resido e nesses dias se encontrava hospedado em meu apartamento. Minha mãe é a que mais sofre com tudo isso. Porém, amigo(a) leitor(a), sempre procurei fortalecer a minha fé e olhar o lado bom das coisas. Temos o poder de enxergar que ele está vivo, que pode contar com nossos cuidados para sua recuperação emocional e física e que, com a graça de Deus, estará fortalecido e com uma lição rigorosa diante do que vivenciou: não se pode andar só nas madrugadas, ainda mais em grandes cidades, onde o crime, a desigualdade social e impunidade estão cada vez mais constantes.

Que você faça sempre a melhor escolha, que diante das dificuldades, você opte em olhar o lado bom das coisas, pois só assim conseguiremos caminhar rumo a uma evolução pessoal e espiritual.