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Elabore o planejamento estratégico da sua empresa

Equipe empresarial elaborando um planejamento estratégico

Para atingir grandes resultados, é preciso ter um bom trabalho de planejamento estratégico para que os objetivos sejam alcançados. Além disso, esse processo é fundamental para que o empreendimento consiga se destacar da concorrência no seu mercado de atuação e ter uma boa administração de empresas.

Um planejamento e análise de estratégias deve englobar diversos aspectos como: análise da satisfação interna, indicadores de resultados, definições de metas e objetivos, além do ambiente externo da empresa.

Tudo isso só faz sentido se houver uma execução primorosa das estratégias pensadas. Por isso, o plano estratégico de uma empresa deve ser muito bem estruturado e, principalmente, analisado periodicamente. Com isso, fica muito mais fácil alcançar os propósitos e os resultados que geram muito valor à marca.

Pensando um pouco mais nas dúvidas que podem surgir sobre essa temática, elaboramos este material com todas as informações necessárias sobre o assunto. Quer se tornar um especialista em planejamento estratégico? Então, confira a leitura de todo o artigo até o final!

1. Analise as forças competitivas no mercado

Em primeiro lugar, é fundamental que haja uma análise da concorrência. Nesse ponto, há necessidade de se abrir um pouco mais o entendimento acerca de mercado. Isso baseia-se no fato de que ter concorrentes é um ponto positivo. Sabe o porquê disso?

Pois bem, isso significa que há um grau maior de maturidade no nicho de atuação, com um público consumidor estabelecido. Ou seja, se existem concorrentes, há muito espaço para inovar e crescer. Imagine um exemplo para facilitar o compreendimento sobre esse processo.

Há uma nova empresa que fabrica suplementos orgânicos para o cultivo de uma variedade de plantas existentes apenas no Japão. Esse novo empreendimento não tem concorrentes no país. Isso quer dizer que os clientes ainda precisam ser educados e conscientizados acerca da necessidade de adquirir esse produto.

Percebeu a diferença da atuação em um mercado que já é estabelecido e tem diversos concorrentes? Agora, vamos aprofundar um pouco mais sobre como é importante realizar uma análise das forças competitivas no mercado. Continue a leitura!

O empresário e a sua equipe devem concentrar esforços a fim de conseguir extrair informações valiosas sobre como é o mercado. Isso deve levar em conta diversos pontos e indicadores financeiros.

De posse dessas métricas, estratégias podem ser implementadas para fazer uma análise baseada na diferenciação. Ou seja, de que modo o meu negócio pode acrescentar ao mercado e surpreender a experiência do cliente. Afinal, em nichos concorridos, vender mais do mesmo pode não ser suficiente para garantir o crescimento e sua da empresa. Pense nesse aspecto!

Há 3 estratégias genéricas de diferenciação, segundo o conceito de Michael Porter. Veja.

Diferenciação

Como o próprio nome já sugere, a diferenciação consiste em demonstrar de que forma o seu produto ou serviço pode inovar. Além disso, o que faz com que ele não seja igual aos outros concorrentes presentes no mercado. Isso promove uma maior percepção de valor e custo-benefício ao ser bem trabalhado.

Liderança de baixo custo

A liderança de baixo custo é uma das estratégias mais utilizadas para a diferenciação e o ganho de mercado. Ela concentra-se somente em um determinado ponto: o preço. Isso é o que vai determinar se um cliente vai optar por seu produto ou de um concorrente.

É fundamental ter uma atenção especial na liderança de baixo custo, pois pode ser que a sua empresa opere no negativo. Isso ocorre caso não haja um estudo profundo de quanto o produto pode ser vendido sem que seja prejudicial ao caixa da empresa.

Afinal, com menos recursos, o custeio de todos os gastos fixos e variáveis ficam em risco. Todo esse contexto pode fazer com que a perpetuação da empresa no mercado torne-se muito difícil.

Foco

Nesse ponto, o objetivo principal é ganhar mercado focando em um nicho específico. Com isso, a empresa procura se tornar especialista e autoridade no segmento. Esse é o caso de marcas especializadas, que não têm um grande mix de produtos e clientes de áreas diferentes. Ela procura se tornar uma autoridade no mercado.

2. Identifique os principais stakeholders

Em primeiro lugar, você sabe o que é um stakeholder? Pois bem, esse termo em inglês significa que existem questões delicadas, com interesses de diversas partes em torno de um mesmo objetivo.

Então, o gerenciamento dos stakeholders é uma forma inteligente de analisar o conflito de interesses, procurando garantir um desenvolvimento sustentável e harmônico.

A identificação dos stakeholders pode ser feita analisando os principais envolvidos. Confira a lista a seguir de alguns mais comuns!

  • leis (exigidas pela esfera governamental);
  • consumidores (sedentos por qualidade, preço e condições);
  • comunidade (por exemplo, objetivando vagas de empresa para a localidade);
  • fornecedores (análises referentes a prazos e qualidade);
  • concorrência.

Os grupos de stakeholders podem estar em alguns dos tópicos acima. Entretanto, isso não quer dizer que somente nos casos acima eles estarão presentes, pois cada empresa tem uma realidade diferente. Por isso, a análise tem que ser feita considerando as particularidades do negócio em questão.

Outro detalhe importante quando se trata dos stakeholders é que eles são formados por grupos com interesses divergentes. Dessa forma, o conflito de interesses é algo muito recorrente. Para analisar como esses parceiros podem impactar o seu negócio, há a necessidade de fazer uma análise criteriosa do ambiente externo.

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Para isso, é fundamental se colocar no lugar de cada um dos grupos a fim de identificar quais pontos de interesse poderão se cruzar e gerar conflitos. Isso também é muito interessante, pois durante esse processo, novos stakeholders podem ser identificados. Ou seja, novas demandas que não estavam no planejamento inicial surgem.

Após essa análise, é preciso ter uma rotina de conduta para trabalhar com os stakeholders identificados. Isso possibilita a geração de uma relação mais amigável e aberta ao diálogo. O empreendedor deve ter bons meios de comunicação para ouvir as demandas e necessidades desses grupos. Com isso, um caminho pode ser construído a fim de alcançar uma relação mais amigável e que não traga prejuízos ao negócio.

3. Defina uma identidade para a empresa

Criar os conceitos de missão, ideia e valores é algo muito comum e recorrente para a maioria dos empreendedores. Porém, a criação de uma identidade forte e projetar a marca para um outro patamar exige uma postura diferente.

São exatamente esses pontos que fazem com que seja formada a identidade forte de uma empresa. Será que você está cometendo algum erro ao estruturar esse processo? Descubra abaixo logo abaixo.

A síntese dos valores que orientam os rumos do seu negócio é um dos passos iniciais. O trabalho deve ser muito mais profundo, analisando quais os impactos decorrentes de como os valores afetam a rotina de trabalho. A retenção de talentos é um ponto que não pode deixar de ser pensado!

A palavra-chave para conseguir alcançar a união desses ideais com a rotina de uma empresa é por meio da vivência. Isso vem do fato de que a experiência adquirida com a execução de operações diárias para tomar decisões é uma grande escola.

Ou seja, o conhecimento vindo da execução das mais diversas tarefas pode ser usado para reforçar a identidade da empresa. Nessa lógica, deve haver a criação de estratégias que reforcem a construção dessa identidade.

Responder a algumas perguntas básicas pode ajudar nesse procedimento. Minha imagem de marca é verdadeira? Como os clientes veem a marca em relação a outros concorrentes? Há uma presença online significativa do meu negócio?

A última tem um significado muito importante e demonstra como o empresário deve estar atento às mais diversas mudanças que impactam o seu negócio. O mundo está se tornando cada vez mais online. Ou seja, a presença digital virou praticamente uma obrigação para quem está atuando no mundo empresarial.

Isso só reforça a tese de como é importante conseguir planejar a construir uma identidade vitoriosa do seu empreendimento.

4. Avalie sua empresa

Você sabe o que é SWOT? Esse termo em inglês significa a abreviação das palavras “strenghts”, “weaknesses”, “opportunities” e “threats”. Traduzindo para o bom português, quer dizer “forças”, “fraquezas”, “oportunidades” e “ameaças”.

Essa conceituação de forma geral já dá uma ideia do quanto é importante incluir essa análise no seu planejamento estratégico. Antes de falarmos um pouco mais sobre como o SWOT é importante e pode ser executado, é necessário destacar um erro crucial que muitos cometem.

Alguns empreendedores acreditam que a análise SWOT deve ser feita apenas no início de um novo projeto. Isso quer dizer que eles pensam que o ambiente externo e interno deve ser verificado apenas para compreender se a ideia e estratégia do negócio pode ser vencedora. Em outras palavras, se a empresa tem chances de vingar no mercado.

Porém, pela própria criação da matriz SWOT, que é baseada na simplicidade, elaboração e análise, o processo deve ocorrer de forma recorrente. Isso diverge do pensamento incorreto que só quando um novo negócio é aberto que deve haver a ocorrência dessa tarefa.

Pois bem, agora você vai descobrir como implementar de fato a análise SWOT no seu planejamento estratégico. Leia abaixo!

Desenvolvendo sua análise SWOT

Como as siglas já trazem uma ideia do significado de cada uma na sua análise, é preciso listar algumas tarefas básicas para alcançar o sucesso. Então, defina primeiramente quais são as possíveis forças do seu negócio. Após isso, é preciso conhecer quais as fraquezas, principalmente como elas atuarão contra as suas forças.

Liste algumas das oportunidades que podem estar presentes na sua estrutura empresarial. Consequentemente, enumere as ameaças e trabalhe para não deixar de descrever todas elas. Feito isso é recomendável criar uma planilha com todos os itens.

Assim, correlações podem ser feitas para verificar cada fator da matriz. Por exemplo, veja como as forças podem potencializar algumas oportunidades. Ou então, de que forma elas podem combater algumas fraquezas.

O inverso também é uma analogia que precisa ser feita: de que modo as fraquezas podem prejudicar as oportunidades? Além disso, esses mesmos pontos de fragilidade podem aumentar as ameaças ao seu negócio.

Com essas relações fica mais fácil descobrir alguns pontos vitais ao bom andamento das atividades e desafios que a sua empresa pode enfrentar. Negligenciar alguma das informações é um erro que pode custar a perpetuação da ideia empreendedora e fazer com que as atividades encerrem. Esse é o maior medo de todo comerciante, não é verdade?

Para que um negócio consiga criar um planejamento estratégico, organizativo e tático, é importante que a empresa conheça seus processos muito bem. Dessa forma, ela conhece perfeitamente o ambiente em que está se posicionando, identifica as oportunidades e os pontos que podem impactar diretamente na atividade.

Tudo isso converge para o bom andamento dos processos pelo autoconhecimento das características intrínsecas ao empreendimento. Conhecendo os ambientes externos e internos, a empresa sai na frente da concorrência por estar mais preparada e com processos bem definidos. Planejamento é tudo para qualquer atividade da vida!

5. Determine metas realistas e desafiadoras

Metas e objetivos são importantes em qualquer comércio. Independentemente do porte ou mercado de atuação, deve haver um planejamento muito bem pensado de quais as ambições para o empreendimento.

Um ponto de fundamental importância quando se fala de metas é o aspecto da realidade. Sabe o que isso quer dizer? Bem, uma empresa deve basear os seus projetos de crescimento conforme a realidade financeira, empresarial e produtiva do negócio.

Imagine uma situação na qual uma loja de roupas venda R$ 30,000,00 por mês. Depois de muitas conversas o empreendedor definiu a meta para o próximo mês subsequente: R$ 70,000,00. Não é preciso ser um exímio gestor para entender que essa meta está muito acima das potencialidades do comércio.

Afinal, um crescimento de mais de 100% na receita de um mês para outro é algo bem difícil de se executar. Esse exemplo foi somente para ilustrar o quanto é importante considerar as particularidades de cada negócio.

Isso porque as metas são objetivos. Ou seja, precisam ser alcançadas. Elas não são coisas fruto da imaginação ou de ilusões empresariais. Com planejamento, dedicação e empenho o caminho para o alcance de uma meta é bem menos sinuoso.

Nessa perspectiva, o seu planejamento estratégico deve englobar de forma muito bem organizada os pontos relativos ao estabelecimento de metas. Uma outra dica muito válida é sempre consultar a sua equipe e outros colaboradores para entender melhor quais os planos de crescimento.

Os maiores informantes dos resultados e pontos a serem maximizados na sua empresa são os próprios colaboradores. Dessa forma, fique sempre atento aos feedbacks e opiniões que cada trabalhador pode descrever sobre o negócio e pense sempre em como fazer a contratação de funcionários para sua empresa crescer.

6. Monte um plano de ação para atingir as metas

Muito mais importante do que definir metas, é alcançá-las. Para isso, um plano de ação precisa ser planejado e executado com maestria. Antes disso, há a necessidade de uma avaliação de qual o tipo, objetivo e característica da meta.

Isso pode ser muito válido, pois existem metas empresariais focadas na redução de custos e outras que focam no crescimento da receita. Nesse caso, pode haver um aumento do faturamento, mas também com consequente elevação dos custos.

O plano de ação precisa ser previamente discutido com os seus colaboradores. Quando for definido o melhor caminho e práticas que vão ser implementadas, há a necessidade do foco para o alcance dos resultados.

Alguns passos podem ser extremamente úteis para a criação de um plano de ação. Falaremos mais logo abaixo.

Saiba aonde quer chegar

O empreendedor, por ser um líder, deve guiar os seus colaboradores em direção aos objetivos do negócio. Então, ele deve fazer uma lista de como a sua equipe pode ajudar no alcance dos objetivos corporativos. Tudo isso deve ser feito de forma clara e informativa a fim de que todos tenham conhecimento e se engajem para os propósitos definidos.

Liste as tarefas a serem executadas

É fundamental que todas as tarefas que vão constar no seu planejamento sejam listadas. Essa prática facilita a delegação de funções e a ajuda de outros profissionais. Peça que cada colaborador coloque em sua folha de papel ou planilha qual o propósito e contribuição dele para o alcance das metas.

Divida as grandes tarefas em menores e mais gerenciáveis

Essa dica é muito válida. Isso ocorre porque muitas metas, aparentemente, parecem ser mais difíceis de serem gerenciadas e alcançadas. Por isso, sempre que for possível, procure fragmentar esses grandes blocos em alguns menores.

Essa prática ajuda a gerenciar e dá mais clareza para que os colaboradores dêem a sua contribuição. Além disso, há um princípio básico de que gerenciar atividades e processos menores é algo muito mais prático e palpável.

Não se esqueça que essa prática também faz com que reduza significativamente as chances de erros ocorrerem durante a execução.

Crie uma representação visual para o seu plano de ação

O intuito deste tópico é auxiliá-lo quanto à execução de um plano de ação de forma prática e confiável. E esse tópico aqui representa muito bem como algumas pequenas ações podem gerar grandes resultados.

A criação de uma representação visual ajuda o seu time a ficar ainda mais engajado e facilita a absorção de informações importantes do seu plano de ação. Isso ocorre porque a visualização gráfica permite identificar as tarefas com mais facilidade e os objetivos. Inclusive, fica muito mais fácil e didático observar se as metas estão sendo alcançadas ou não.

Acompanhe as ações com frequência

Por fim, com o plano estabelecido, é imprescindível que tornar o hábito de análise um hábito. Além disso, há a necessidade de cobrar dos responsáveis e demais colaboradores para que todos façam a sua parte. É exatamente disso que o plano de ação se baseia: a entrega.

Isso mesmo! Cada um contribuindo da sua forma faz com que a união alcance um resultado fantástico para a empresa e todos os envolvidos.

7. Monitore cada passo

Como já foi citado brevemente no tópico acima, há a monitoração é uma prática que não pode ficar de fora do seu planejamento estratégico.

O uso de algumas ferramentas pode ajudar na automatização desse processo e trazer mais segurança nas análises. O Enterprise Resource Planning (ERP), por exemplo, é um software que auxilia na gestão geral de toda a empresa. Ele setoriza todos os departamentos da empresa e possibilita uma visão global de diversos pontos do negócio.

Com isso, fica mais prático adotar medidas para conseguir se antecipar a novas demandas de mercado ou corrigir problemas internos do empreendimento. Além dele, há a boa e velha planilha.

Ela pode ser uma excelente ferramenta para o registro e monitoramento de informações. A atualização e análise periódica deve ser feita em comum com as planilhas. Ou seja, qualquer mudança de rumo e atualização correlacionado ao planejamento estratégico deve ser incluído nas tabelas. Não se esqueça dessa prática!

8. Conclusão

O planejamento estratégico é algo muito mais próximo da realidade do empreendedor do que ele imagina. Isso vem do fato de que muitos processos incluídos nessa análise já estão presentes no dia a dia da empresa. Entretanto, isso não é feito de forma estruturada e direcionado para o uso produtivo dos dados.

A participação da equipe é uma grande contribuição para o desenvolvimento de um plano estratégico alinhado aos princípios, potencialidades e características da empresa. Todo empreendimento é feito de pessoas. Então, procure sempre extrair o máximo possível dos seus colaboradores. Assim, toda a firma só tende a sair ganhando.

(Fonte: CDL/BH)


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