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Tabela do INSS 2020 muda cálculo de desconto no salário do trabalhador

Começou a valer no dia 1 de março, conforme previsto em lei, as novas faixas de contribuição do trabalhador para Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A atualização da tabela do INSS 2020 foi discutida e aprovada dentro da reforma da Previdência no ano passado.

A partir de agora, a forma de cálculo passa a ser progressiva. Sendo assim, não será mais aplicada uma alíquota única sobre o salário, de acordo com o total da renda mensal do trabalho.

Logo, quem ganha mais irá pagar mais, e aqueles que ganham menos vão pagar menos, conforme definiu a Secretaria de Previdência.

Essas alíquotas serão aplicadas em cada faixa de salário, até o teto, que é o valor máximo que pode ser recebido pelo trabalhador. Hoje essa quantia é de R$6.101,06. Isso é semelhante ao que acontece no Imposto de Renda (IR).

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Para simplificar, siga o exemplo: Um trabalhador cujo salário seja de R$ 1.500 pagará 7,5% sobre R$ 1.045 (R$ 78,38), mais 9% sobre os R$ 455 que excedem esse valor mínimo (R$ 40,95). No total, a taxação lhe custará R$ 119,33, o equivalente a 7,96% do seu salário.

Na regra antiga, o teto da primeira faixa era fixado em R$1.039 e o piso da segunda, estava em R$1.039,01. As outras faixas não foram alteradas.

Antes desse reajuste, o teto dos benefícios, que é o valor máximo que o trabalhador pode receber passou de R$5.839,45 para R$6.101,06.

Com isso, mesmo que o trabalhador contribua com mais do que o teto esse será o máximo que ele poderá receber.

O novo cálculo da contribuição vale para os trabalhadores da iniciativa privada empregados, inclusive domésticos, e avulsos (que prestam serviços para empresas mas não têm carteira assinada).

Para trabalhadores autônomos, inclusive prestadores de serviços, e segurados facultativos do INSS, continuam valendo as alíquotas atuais.

(Fonte: FDR)