Mulheres fazem história à frente das CDLs mineiras

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A presença das mulheres no mercado empreendedor é uma conquista recente. Imagine que, até 1962, a mulher precisava pedir uma autorização para seu marido, caso quisesse trabalhar fora!

De lá para cá, o cenário melhorou bastante e, apesar de ainda existirem muitos desafios, como as diferenças salariais em relação aos homens, preconceitos e até mesmo taxas de juros maiores na hora de pegar um empréstimo, as mulheres vêm derrubando barreiras e conquistado cada vez mais seu espaço. Sexo frágil? Que nada!

Dados do Sebrae apontam que o Brasil é o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras: são mais de 30 milhões (57,7%) tocando seus próprios negócios, gerando empregos e movimentando a economia. Entre os microempreendedores individuais (MEI), elas também formam uma fatia significativa, representando 48% do total.

Fazendo história

A presença feminina no empreendedorismo já é notada também no movimento lojista. As mulheres têm ocupado cada vez mais cargos de liderança nas entidades, tradicionalmente tão dominadas por homens. Minas Gerais conta atualmente com 36 presidentes mulheres nas CDLs, que vêm fazendo história no Sistema CNDL.

Exemplo disso é a CDL Nanuque, que chama a atenção por uma característica ímpar: 100% de sua diretoria é composta por mulheres! E essa já é a segunda gestão consecutiva nesse mesmo formato. Além da presidente, são 13 diretoras comandando a entidade. Uma prova de que a atuação feminina na defesa dos interesses empresariais gera bons resultados.

“A diretoria ser totalmente feminina é bastante sintomático. A maioria dos empreendimentos comerciais aqui de Nanuque são gerenciados por mulheres. Então, formarmos uma diretoria feminina, é uma consequência natural desse cenário, da força da mulher em nossa cidade”, afirma a presidente Priscila Souza. Ela destaca que sua gestão está comprometida em capacitar mais mulheres para gerirem seus próprios negócios e fortalecer ainda mais o empreendedorismo feminino no município.

Advogada de formação, porém de família de empresários, ela atualmente comanda uma empresa de crédito financeiro, ao lado da mãe, além de uma loja de artigos esportivos. “Eu me juntei ao movimento associativista porque acredito que é unindo forças que se consegue ir mais longe, sobretudo diante desse cenário tão desafiador, de crise econômica, agravada pela pandemia. Nós estruturamos a diretoria em 13 pastas, conforme o talento de cada diretora. Sabemos do nosso potencial e estamos colocando todo nosso empenho à serviço do associado e da comunidade. O propósito da nossa gestão é servir e realizar o melhor para nossa cidade”, ressalta Priscila.

Opinião parecida à da presidente da CDL Patrocínio, Isabela Rezende Cunha. “Nenhum problema estará além do desejo e da capacidade. Portanto, é necessário ousarmos! Foi com essa vontade de fazer acontecer que entrei para o mundo empresarial aos 25 anos, jovem, mas convicta de que ali eu poderia fazer a diferença. No início, tive problemas por ser mulher/jovem com fornecedores, prestadores de serviço. Mas nada como o tempo, a determinação, o respeito e o trabalho para possibilitar alcançarmos nossos objetivos”, relata.

Para o presidente da FCDL-MG, Frank Sinatra, a presença das mulheres no mercado de trabalho, no empreendedorismo e no movimento lojista, são fundamentais para o fortalecimento do país. Ele ressalta, inclusive, que a própria Federação tem  44% de seu quadro formado por mulheres: são sete colaboradoras, sendo cinco delas ocupando cargos de coordenação.

“Já está mais do que provada a força feminina, não apenas nos negócios, mas em todas as áreas. O fato de estarem conquistando mais espaço é um reflexo de todo o talento, competência e perseverança que elas carregam consigo. O caminho muitas vezes desafiador, num mundo ainda tão machista, é o combustível que as torna mais brilhantes e incansáveis”, analisa.

De acordo com Isabela Resende, os desafios sempre existirão, e é preciso enfrentá-los. “Na história da CDL Patrocínio, sou a segunda presidente mulher. Sofri e sofro muitos pré-conceitos, frases desmotivadoras e machistas, porém nada me impede de fazer e dar o meu melhor, todos os dias. Sou grata por representar grandes, médios e pequenos empresários e empresárias. Que possamos juntos, mulheres e homens, fazer um presente e um futuro de conquistas e vitórias, para que a qualidade de vida de todos os cidadãos se torne cada vez melhor. Esse é meu desejo: contribuir!”, finaliza.

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E que assim seja! Vida longa às nossas mulheres empreendedoras!

 

Matéria: FCDL/MG