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Correntistas podem renegociar dívidas com o banco pela internet

Fonte: FCDL-MG

 

O aumento da inadimplência fez com que os bancos abrissem sites exclusivos para renegociação de dívidas de seus correntistas. Nessas plataformas, todos os débitos do cliente -em cartão de crédito e cheque especial, por exemplo- podem ser somados e se transformar em um único crédito pessoal.

 

As instituições financeiras apostam que a discrição do sistema, em que o cliente não precisa falar com o gerente e fica livre de cobranças por telefone, serve como estímulo para a quitação das dívidas. Mas, para educadores financeiros, a ferramenta pode fazer o cliente pagar mais na hora de sair do negativo. Para eles, a negociação pessoal sempre será mais vantajosa do que a feita por computador, já que possibilita obter descontos melhores.

 

"É preciso tomar cuidado com a questão da impessoalidade, já que o cliente vai estar conversando com o computador, que oferece opções já fechadas de parcelamento", afirma o educador financeiro Silvio Bianchi. Ele argumenta que, pela internet, a pessoa não vai poder dar "aquela choradinha" para obter um desconto, o que poderia ocorrer se conversasse com o gerente.

 

Na renegociação pela internet, o correntista não consegue saber se a taxa de juros cobrada no novo contrato é a mais barata possível. Questionados, os bancos não informaram a taxa do crédito renegociado. De acordo com o Banco Central, a taxa média de juros para pessoa física na renegociação era de 56% ao ano, no levantamento de junho. No cheque especial, era de 315% ao ano, enquanto no cartão de crédito chega a 470% ao ano.

 

Só trocar a dívida não é suficiente, diz Reinaldo Domingos, presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros). "Se não houver condições de pagar, é melhor nem renegociar e esperar o momento mais adequado para fechar um acordo", afirma.

 

MELHOR PARA BANCOS

 

A combinação de juros, inflação e desemprego em alta fez a inadimplência das pessoas físicas subir para 6,1% no mês de junho, ante 5,3% há um ano. Isso significa mais custo para os bancos, que precisam reforçar suas reservas contra calotes. O Banco do Brasil lançou um canal de renegociação em 2014 e fechou 280 mil acordos desde então. O total de dívidas já renegociadas é de R$ 2,8 bilhões, afirma Walter Malieni Júnior, vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do BB.

 

De acordo com o executivo, 80% dos acordos de renegociação fechados via internet são cumpridos -taxa maior que a obtida pelas empresas de cobrança, que é de aproximadamente 70%. No Itaú Unibanco, o sucesso das negociações no ambiente digital é, em média, 20% maior na comparação com outros canais, segundo Adriano Pedroti, diretor de Crédito e Cobrança da instituição. "O cliente consegue, em poucos segundos, solucionar suas pendências pelos diversos meios digitais. É bom para o cliente, que ganha tempo, e também para o banco", afirma Pedroti.

 

A Caixa lançou sua plataforma em julho. Além do site exclusivo, montou uma frente de renegociação em seus perfis no Facebook e no Twitter e planeja lançar um aplicativo dedicado ao serviço. No caso do Bradesco, a solução foi firmar parcerias com os portais Quero Quitar e Acordo Certo. Segundo o banco, neste ano já foram realizadas mais de 60 mil consultas de clientes aos portais. A instituição não informou o total renegociado.

 

Já o Santander diz que está desenvolvendo uma solução via web, que abrange todos os produtos para renegociação. Por enquanto, é possível negociar com um atendente via chat pelo site do banco.

Supermercadistas podem rever meta de crescimento do setor

Fonte: FCDL-MG

 

As vendas dos supermercados de Minas Gerais cresceram 4,07% em julho sobre junho, impulsionadas pela ocorrência de cinco fins de semana no mês passado, que são os melhores dias de venda do setor. Na comparação com o mesmo mês de 2015, o aumento foi de 1,97%. Já no acumulado do ano até julho, foi registrada uma elevação de 2,83% sobre os mesmos meses do exercício passado. Os dados são da pesquisa mensal “Termômetro de Vendas”, da Associação Mineira de Supermercados (Amis), divulgada ontem.

 

O superintendente da Amis, Antônio Claret Nametala, lembrou que julho foi o segundo mês do ano quando foi apurado crescimento em relação ao mês anterior. Antes, a alta foi registrada em março sobre fevereiro em função da Páscoa (6,8%). “O avanço das vendas em julho com certeza é influência de um mês que teve cinco finais de semana, ou seja, tivemos cinco vezes os melhores três dias no mês. Isso faz uma diferença grande para os supermercadistas”, explicou.

 

Já sobre a evolução das vendas no acumulado até julho sobre o mesmo período de 2015 (2,83%), Nametala afirmou que a entidade pode, inclusive, rever para cima a projeção de crescimento feita no início do ano. “Este resultado é um indicador que nos leva a crer que vamos superar a meta inicial do ano de alta de 0,5%. Só não estamos batendo o martelo porque vamos esperar a evolução dos fatos dessa semana, no processo de impeachment”, disse.

 

Em 2015, as vendas dos supermercados mineiros subiram 0,7% sobre as de 2014 e, para este ano, em meio a um cenário de pressão inflacionária, crise econômica e instabilidade política, a Amis projetou até agora um crescimento de 0,5%. “Devemos revisar isso para cima”, destacou.

 

Regiões - O levantamento da Amis mostrou que a região Central do Estado foi a que mais se destacou em julho, com um crescimento de vendas da ordem de 5,18%. Segundo Nametala, isso aconteceu porque um maior número de consumidores permaneceu na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) devido à crise econômica, deixando de viajar para outros estados no mês tradicional de férias escolares.

 

Nas regiões Sul e Centro-Oeste, na mesma direção, foram apuradas altas de 3,32% e 3,35%, respectivamente, no confronto entre julho e o mês anterior. Em igual comparação, também houve aumentos no Norte de Minas (3,39%); Triângulo (4,09%); e Zona da Mata (2,27%).

 

No Vale do Rio Doce, foi registrado o pior desempenho, abaixo da média do Estado para julho sobre junho, com alta de 2,25%. Conforme Nametala, a região ainda sofre os efeitos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (região Central), da Samarco Mineração, em novembro do ano passado, que trouxe grandes impactos ambientais e econômicos para toda a área de influência do rio Doce.

Impostômetro mostra que brasileiro já pagou R$ 1,3 tri em tributos

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingiu a marca de R$ 1,3 trilhão nesta terça-feira (30/08) às 7h10. O montante representa o total de taxas, impostos e contribuições pagos pela população brasileira desde o começo do ano.


O valor foi alcançado dois dias depois do que em 2015, o que mostra que houve queda na arrecadação de um ano para outro.


Alencar Burti, presidente da ACSP, avalia que esse recuo deverá ser revertido nos próximos meses. “É provável que a arrecadação tributária – e, consequentemente, o número mostrado pelo Impostômetro - se acelere no último trimestre de 2016, já que a atividade econômica dá sinais de recuperação", afirma Burti, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).


Segundo ele, outro fator que vai contribuir para a elevação da arrecadação é que o fim do ano é um período mais favorável para os negócios, em especial para o varejo, aquecendo a economia. O Impostômetro foi inaugurado em 2005 pela ACSP para conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos de qualidade.


O painel está localizado na sede da ACSP, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. Outros municípios se espelharam na iniciativa e instalaram seus próprios painéis, como Florianópolis, Guarulhos, Manaus, Rio de Janeiro e Brasília.

Como vender mais? Confira nossas dicas e aumente suas vendas

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Fonte: Saia do Lugar

Como as vendas são a fonte de recursos mais importante para a maioria das empresas, o aumento no número delas frequentemente aparece como um objetivo entre os negócios.

Como vender mais?

O problema é que vender, por si só, é uma tarefa complexa e muitas empresas não sabem onde focar seus recursos e esforços para, finalmente, conseguir aumentar o número de conversões.

Se você quer que o seu negócio tenha mais vendas, mais clientes e mais receitas, então veja a seguir nossas dicas para conseguir esse resultado.

Como saber se estou vendendo para as pessoas certas?

Antes mesmo de pensar em aumentar as vendas você deve reconhecer a situação atual do seu negócio. Uma dessas identificações deve ser a de saber se você está ou não vendendo para as pessoas certas.

Fazer essa identificação é muito importante porque um cliente que não é adequado dificilmente ficará satisfeito com o que você oferece.

O motivo é simples: no seu planejamento estratégico, o seu produto tem como finalidade atender a uma necessidade pré-determinada.

Se você vende para as pessoas erradas, está oferecendo um produto que resolve apenas parcialmente o problema delas.

Nesse caso, o erro não está no seu item e nem no consumidor, mas no fato de que a compra foi direcionada para a pessoa inadequada.

Para saber se você está vendendo para a pessoa certa, coloque em prática ações como:

Identifique a aderência dos produtos ao mercado

Se você estiver vendendo para as pessoas certas, seus produtos têm boa receptividade no mercado e boa aderência junto aos consumidores.

Por outro lado, se as pessoas incorretas estão realizando as compras, o seu produto torna-se a segunda opção ou então o item que é sempre deixado de lado.

Avalie, por exemplo, questões como quantidade de vendas, vendas recorrentes e popularidade dos produtos.

Quanto maiores forem esses números, maiores são os indícios de que o público certo está sendo atingido.

Avalie a satisfação do cliente

Inclusive, o item anterior está diretamente relacionado à satisfação do cliente.

Quanto mais satisfeito ele fica, mais ele compra, mais vezes ele retorna e mais ele divulga o produto.

Se você tem garantias sobre a qualidade do item, tem processos de atendimento e vendas alinhados e bem planejados e ainda assim a satisfação do cliente está em níveis abaixo do esperado, então pode ser que você esteja vendendo para a pessoa errada.

Analise o ciclo de vendas

É natural que alguns empreendimentos possuam um ciclo de vendas mais demorado, especialmente quando a tomada de decisão é mais importante ou envolve um valor maior.

Por outro lado, se o ciclo de vendas está muito mais longo do que o esperado, pode ser devido à venda para as pessoas erradas.

Quando o alvo das vendas não é a pessoa certa, é preciso realizar um esforço muito mais para convencê-lo a comprar, o que eleva o ciclo de vendas de maneira considerável.

Como usar o funil de vendas?

funil de vendas ou pipeline de vendas é uma ferramenta muito útil para planejar as suas estratégias de vendas.

Ele basicamente coloca o cliente em estágios diferentes do processo de compras, permitindo uma abordagem mais adequada.

Para usar o funil corretamente, cada etapa é caracterizada da seguinte forma:

Topo do funil

Clientes que estão no topo do funil ainda não sabem que têm um problema ou apenas recentemente tomaram conhecimento da situação.

Ainda não compreendem completamente qual é o problema e nem consideram soluções.

Nessa etapa, o ideal é educar o cliente de modo a garantir que ele compreenda melhor o seu problema.

Meio de funil

Quando o cliente está no meio de funil ele já tem noção do problema ou situação que encara e começa a considerar as primeiras opções para resolver essa questão.

Aqui, o importante é continuar a oferecer informações que apoiem a tomada de decisão do cliente, mas também é necessário começar a mostrar quais são as opções disponíveis de modo que o processo de compra se encaminhe para o final.

Fundo de funil

No fundo de funil, o cliente já sabe qual é seu problema e qual a solução necessária e agora ele considera as opções entre as diferentes empresas.

Essa etapa é a mais adequada para a abordagem direta da equipe de vendas, de modo a fazer uma oferta atrativa e que corresponda ao perfil do comprador.

7 dicas de como aumentar as vendas

Está vendendo para as pessoas certas e colocou o funil de vendas em prática? Ótimo, agora você pode colocar em prática algumas dicas para conseguir aumentar o volume de vendas de maneira geral.

Dentre as indicações, aproveite as seguintes recomendações:

Estude seu cliente mais a fundo

Por mais que você tenha uma buyer persona bem definida e saiba, no geral, quem é o seu público-alvo, você não deve se manter acomodado com esse tipo de informação.

O motivo é bem simples: o mercado é bem dinâmico e as necessidades dos seus clientes podem mudar sem fazer alarde.

Por isso, estude seu cliente mais a fundo para conhecer exatamente do que ele precisa, o que ele espera de uma solução para seus problemas e o que o satisfaz.

Com esse tipo de informação, fica mais fácil planejar uma boa estratégia de vendas.

Tenha metas bem definidas

E por falar nisso, é fundamental definir estratégias adequadas.

Simplesmente visar ao aumento das vendas de modo genérico não é o suficiente, já que vender uma unidade a mais já é um aumento, nesse caso.

Por isso, defina um período de tempo para que esse aumento nas vendas aconteça e estabeleça números para esse acréscimo nas vendas.

Além de contribuir para o controle e acompanhamento, essa atitude também favorece a motivação dos vendedores.

Agregue valor ao produto

Em vez de simplesmente diminuir o preço em promoções que nem sempre são efetivas e que comprometem a lucratividade, opte por agregar valor ao seu produto.

Uma melhora na qualidade, um ganho de funcionalidade ou uma característica diferenciada são elementos que permitem que o seu produto tenha mais valor percebido pelos clientes.

Se você mantém o preço e agrega valor a produto, o resultado é que o cliente sente que paga menos por mais, o que leva a um aumento das vendas.

Fidelize sua base de clientes

Saber como vender mais não significa, necessariamente, atingir novas pessoas. Em vez disso, é possível fidelizar quem já comprou no seu negócio.

Além de ser mais barato, isso gera dois efeitos benéficos: os clientes ficam mais satisfeitos e divulgam os produtos para outras pessoas, diminuindo o custo de aquisição para novas vendas.

Por isso, vale a pena caprichar no atendimento e, principalmente, se focar no pós-venda para conseguir compras recorrentes.

Faça um atendimento personalizado

O cliente não quer, necessariamente, comprar o seu produto.

O que ele quer de verdade é resolver um problema ou ter uma necessidade atendida — e pode calhar de o seu produto ser a solução ideal.

Por isso, é fundamental reconhecer quais são essas necessidades e interesses e isso só é possível ouvindo o cliente.

Na hora do atendimento, garanta que a sua equipe realmente escute o que o cliente tem a dizer de modo a poder ajudá-lo de forma personalizada.

Além disso, um tratamento mais pessoal — o que não significa íntimo — funciona muito melhor do que um tratamento puramente comercial.

Chamar o cliente pelo nome, dar espaço a ele e dividir experiências funciona mais do que apenas tentar vender a todo custo.

Faça a compra ser uma conclusão do cliente

Uma das melhores técnicas de venda é fazer com que o cliente sinta que concluiu de maneira independente que a compra de determinado produto é a melhor atitude a se tomar.

Nesse sentido, você deve fazer perguntas para o cliente que façam com que ele reflita sobre a necessidade e experiência de compra.

Em vez de elencar como um produto pode resolver os problemas do cliente, perguntar “O que você pensa sobre a funcionalidade X para o seu problema Y?” é mais efetivo.

Além de demonstrar atenção e interesse na situação do cliente, isso também faz com que ele chegue à conclusão de que a compra é o caminho certo a ser seguido.

Isso diminui o esforço da equipe de vendas, que não precisa atuar de maneira estritamente comercial, e também aumenta as vendas.

Seja honesto, claro e preciso

Querer vender mais não pode significar abrir mão da ética ou de revelar a verdade para o consumidor.

Embora isso possa fazer com que o cliente compre em um primeiro momento, uma vez que ele descubra a mentira se sentirá enganado e muito insatisfeito, podendo se tornar, inclusive, um detrator do seu produto.

Por isso, é fundamental ser sempre claro, honesto e preciso na abordagem de vendas. Isso transmite segurança para o cliente e ajuda a criar um vínculo duradouro.

Além de isso gerar satisfação, as vendas também aumentam porque o cliente sente que pode confiar em seu negócio.

Além de vender para as pessoas certas e usar o funil de vendas, para vender mais é possível colocar em prática essas outras dicas.

O resultado não é apenas o aumento doas transações, mas também da fidelização e da satisfação do público de interesse.

Comércio deve ganhar fôlego com R$ 9 bi a mais na economia

Fonte: FCDL-MG 

 

No esporte, até que o Brasil teve um bom desempenho neste mês, ao conquistar 19 medalhas nos jogos olímpicos. Mas a festa esportista acabou e, no campo econômico, nada mudou no país. O desemprego é recorde e a inflação e as taxas de juros continuam nas alturas. Mas o varejo pode ter algum respiro na virada deste mês. A partir desta quinta-feira (25/08) até 8 de setembro, 23,6 milhões de aposentados terão em suas contas R$ 9 bilhões a mais devido ao pagamento da 1ª parcela do 13º salário.


Esse valor que entra na economia, equivalente ao tamanho do PIB da cidade de São Carlos (SP), representa um aumento de 45% em relação aos R$ 20 bilhões que são pagos mensalmente para aposentados e pensionistas no país. “O montante pode gerar um efeito positivo para o varejo nas vendas de setembro e melhorar o clima para os negócios, apesar de não haver data comercial em setembro”, afirma Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Outros dois fatores podem dar um empurrãozinho nas vendas. O sucesso da Olimpíada, que provocou uma melhora no humor do brasileiro, e a chegada da coleção primavera-verão às lojas, de acordo com lojistas consultados pelo Diário do Comércio. Até agora, os indicadores do varejo não são nada positivos. Mas as quedas nas vendas, na comparação com o ano passado, começam a diminuir, o que já é considerado um bom sinal.


O volume de vendas do varejo paulista, incluindo os setores de material de construção e concessionárias de veículos, caiu 10,5% em junho em relação a igual período de 2015, de acordo com a pesquisa ACVarejo, da ACSP. Em maio a queda foi maior, de 12,9%. Daqui para a frente o comércio vai viver de “espasmos”, e a recuperação das vendas não será rápida, terá de ser construída. É o que afirma Emílio Alfieri, economista da ACSP. 


O que ele chama de “espasmos” são os períodos em que o consumidor fica mais bem humorado, por algum motivo, o que pode ter algum reflexo positivo em vendas. O sucesso da Olimpíada no Brasil é um bom exemplo. A seleção brasileira não ganhou de 7 a 1 da seleção alemã, diz ele, mas o resultado do jogo deu uma animada no humor do consumidor.

O que todo empreendedor deve saber sobre comunicação e marca

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

A grande maioria das empresas, principalmente nos seus primeiros anos de crescimento, não olha com a atenção que deveria para a comunicação e identidade de marca do negócio. Ana Couto, mentora Endeavor, empreendedora e designer, conta que mesmo o Brasil sendo a nona economia global, não temos nenhuma empresa no ranking das marcas mais valiosas do mundo.

O tema é tão relevante que virou pauta de uma mentoria para os empreendedores que fazem parte do programa Braskem Labs 2016.

Por mais de uma hora, Ana compartilhou seus conhecimentos e colocou os empreendedores para pensar fora da sua zona de conforto. De tudo que ela falou, alguns pontos se destacaram:

Marketing: a ponta do iceberg
Muito se ouve sobre o tão famoso marketing. Alguns acham que ele faz até milagres, mas a verdade é que se você não tiver uma marca que represente verdadeiramente a sua empresa, você tem grandes chances de morrer na praia junto com a sua ideia. E por que a marca é tão importante para uma empresa?

Simples: ela é responsável pela percepção de valor de longo prazo do seu negócio. Seus produtos e serviços podem sofrer modificações e até mesmo um reposicionamento no mercado, mas sua marca deve ser sólida. Vamos pensar na Apple.

Lá atrás, a Apple nada mais era do que uma empresa que vendia computadores para designers gráficos. Eles tinham uma proposta de valor clara, mas, com os anos, Steve Jobs percebeu que tinha um mercado muito maior a ser explorado e decidiu trabalhar seu posicionamento de uma forma um pouco diferente.

Desde então, a Apple começou a fazer diversos produtos, mas a sua proposta de valor mudou pouco. O que mudou de fato foi o seu posicionamento ao se aventurar em outros mercados, mas sempre de forma consistente.

Nesse processo, a marca foi o fio condutor para que a Apple não deixasse de trazer a proposta de valor de sempre, de quando era uma empresa de computadores para designers. As cores, o design, todo o lado intangível da empresa continuou o mesmo, sendo como um fio condutor do seu propósito e proposta de valor.

Os 4 pilares para construir uma marca
Uma das dúvidas que os empreendedores levantaram foi a dificuldade em se construir uma marca forte o bastante que sobreviva a esse mercado tão feroz. Ana conta que para uma marca ser bem consolidada, a empresa precisa pensar em 4 pilares:

1. Diferenciação: o que eu faço que ninguém mais faz (proposta de valor);

2. Relevância: o quanto o meu produto ou serviço são relevantes para as pessoas. É isso que faz com que a empresa evolua constantemente;

3. Propriedade: o que compõe o universo da marca, como seu perfil, cores, tipografia, etc;

4. Consistência: o quão sólida sua marca é. Lembre-se: não é a sua marca que muda o tempo o todo, o que se adapta é o modelo de negócio.

Muitos empreendedores também fazem confusão quando falamos em marca, negócio e comunicação. Esses termos são estratégias diferentes que uma empresa pode utilizar. Para você não se confundir, aqui vão as explicações:

#Marca: é aquilo que vai puxar sua visão de valor a longo prazo. É aquilo que você constrói e que dura;

#Negócio: estratégia do seu produto. Ou seja, como você pode surpreender seus clientes, realizar a promoção da empresa etc

#Comunicação: o que faz sua empresa ser conhecida. Ela tem que reforçar seu diferencial, ou seja, sua marca.

Qual o valor da sua marca?
Qualidade é um dos primeiros adjetivos que vem a sua cabeça você quando pensa na Nike? Agora, pare e tente puxar na sua memória outra marca que te faça pensar logo de cara no mesmo adjetivo. Difícil, não é? Isso acontece porque a Nike construiu sua proposta de valor de forma tão clara que quando pensamos em outras marcas a única coisa que vem em nossas mentes é que elas são empresas que vendem tênis.

Para que a sua marca seja a próxima Nike, o primeiro passo é construir uma “plataforma”. Essa plataforma é como um código genético da sua empresa, você pode pensar nela em 3 dimensões:

I. Proposta de valor
A proposta de valor nada mais é do que sua essência. A da Coca-Cola são “momentos felizes”, da Apple é o desafio do status quo. E a da sua empresa, qual seria? Vale lembrar que essa construção é algo eterno que não acaba de um dia para o outro. Nessa hora você também define os pilares racionais e emocionais que quer trabalhar na sua marca. Em resumo, isso é seu DNA, é como a marca nasceu e quer ser vista.

II. Posicionamento
É nessa camada que você pensa no seu público-alvo, quem são as referências do setor, o que eles estão fazendo e por aí vai. Depois de ter todos esses dados, é hora de definir seu diferencial e sprint ou, em outras palavras, o que faz da sua empresa única.

Em alguns casos, esse posicionamento de marca pode ser de médio prazo. Tudo isso vai ser ditado pelo mercado que seu negócio está inserido, já que o posicionamento serve para te colocar ao lado dos seus concorrentes. Se você atua no setor de tecnologia, por exemplo, seu diferencial pode ser revisado a cada 2 anos. Lembrando que ele sempre deve estar ligado à sua proposta de valor.

III. Propósito
O que sua empresa constrói para um mundo melhor? Aqui, podemos analisar 3 ondas que moldaram muitas empresas ao longo dos anos. A primeira era focada em surpreender e criar awareness da marca. Durante a segunda, o cenário já tinha mudado um pouco e as marcas queriam construir relevância para o mundo, apelando para conexões emocionais e valor.

A terceira onda é a que vivemos atualmente, dentro da qual as marcas têm um propósito forte e definido, com uma comunicação que quer engajar pessoas e criar um ecossistema.

Em resumo, para criar valor você precisa saber para onde ir. Sua marca tem que ser maior que o seu negócio, você, como empreendedor, tem que fazê-la muito maior. Uma boa forma de conseguir esse posicionamento pode ser por meio das redes sociais ou até mesmo embaixadores da marca.

Quem são as pessoas que melhor representam a sua marca? Comunicação e marketing podem fazer toda a diferença para a sua empresa, já pensou se daqui uns anos você é a nova Nike ou Coca-Cola? Bem, tudo vai depender de como você olha para a sua marca hoje!

 

Prazo de entrega da DeSTDA é suspenso pela Subsecretaria da Receita Estadual

A Subsecretaria da Receita Estadual, diante da possibilidade de prorrogação do prazo de entrega da Declaração de Substituição Tributária, Diferencial de Alíquota e Antecipação (DeSTDA), e considerando as discussões envolvendo a matéria no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ); considerando ainda que a DeSTDA é uma obrigação acessória instituída pelo Ato Cotepe 47/2015 a ser cumprida, a partir de 1º de janeiro de 2016, pelos contribuintes do ICMS optantes pelo Simples Nacional; COMUNICA o sobrestamento da data de entrega da DeSTDA até que seja publicada a alteração do Ajuste SINIEF 12/2015  e sua respectiva implementação na legislação mineira por meio de Decreto. 

 

Para mais esclarecimentos, os contribuintes podem acessar o site da Fazenda, procurar uma repartição fazendária ou acionar o Fale Conosco da SEF, neste link.

 

Fonte: Secretaria Estadual da Receita

70% dos jovens empreendedores acreditam que novas tecnologias ajudam nas vendas

O jovem empreendedor brasileiro reconhece a importância da inovação e das novas tecnologias para aperfeiçoar a gestão e impulsionar as vendas, mas muitos ainda não investem em técnicas e processos nesse sentido. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todos os Estados e no Distrito Federal, sete em cada dez entrevistados acreditam que as novas tecnologias ajudam a desenvolver negócios (70,3%) e potencializam a lucratividade de suas empresas (69,2%). Apesar dessa visão positiva, apenas 50,3% dos jovens empreendedores reconhecem já ter incorporado processos e ideias inovadoras as suas empresas, contra 49,7% de empresários que admitem não adotar essas práticas. A inovação mostra-se mais presente entre os empreendedores com formação universitária (63,1%).

 

Considerando os empresários que já adotaram processos e ferramenta de inovação, as mais mencionadas são as novas tecnologias para pagamento (44,3%), ferramentas para realizar vendas pela internet (34,9%) e o uso de plataformas tecnológicas para se relacionar com clientes (33,8%). De acordo com a pesquisa, 55,3% dos jovens empresários se dizem dispostos a incorporar ideias e novas tecnologias em favor de melhorias e inovação na empresa, chegando em muitos casos a adotar essa prática.

 

Mais de um terço dos que não promovem inovação justificam falta de tempo

 

A pesquisa também procurou investigar as razões e os potenciais benefícios que levam os jovens empreendedores a adotar métodos e ferramentas inovadoras. Observa-se que, entre aqueles que já incorporaram mudanças, as vantagens mais mencionadas são a possibilidade de atingir um maior número de clientes (56,9%), destacar-se frente à concorrência (36,7%) e aumentar as vendas (34,2%). A incorporação das inovações parte, principalmente, da observação da concorrência (34,3%), de pesquisas (16,5%) e navegando pela internet (13,6%).

 

Já entre os que ainda não incorporaram nenhuma ideia ou processo inovador (49,7%), a principal justificativa é a falta de tempo (34,0%). Também há os que não veem necessidade de adotá-las no atual momento da empresa (14,0%) e os que não avaliam o investimento como algo que valha a pena (13,8%).

 

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, uma empresa que não busca melhorar sua performance a partir da inovação acaba colocando em risco a sustentabilidade de seus negócios no longo prazo. “Processos mais eficientes e novas tecnologias podem ajudar a reduzir custos e aumentar a produtividade, tornando a empresa mais competitiva. Portanto, se o empreendedor não estiver atento, em pouco tempo seu negócio pode vir a perder espaço para a concorrência”, alerta a economista.

 

Para Pablo Guterres, presidente da CDL Jovem, entidade ligada à CNDL que fomenta o desenvolvimento de jovens empresários, o empreendedor deve entender que o investimento em inovação tem como objetivo a racionalização de processos. “Parcela expressiva ainda se fecha para novas ideias e tecnologia, alegando falta de tempo, dinheiro ou mesmo resistência em mudar o jeito que aprendeu a gerir a empresa. É preciso mudar esse traço comportamental. Há inúmeras formas de abordar a inovação e muitas vezes ela não implica necessariamente em grandes custos”, explica Guterres.

 

Jovens empresários priorizam ferramentas de relacionamento com clientes

 

A pesquisa também mapeou o uso de ferramentas tecnológicas no dia a dia das empresas e descobriu que os jovens empreendedores priorizam as que facilitam a interação com outras pessoas, como redes sociais (83,3%) e programas de mensagens instantâneas (79,9%). Em contrapartida, aplicativos de venda e geolocalização (29,3%), plataformas de educação à distância (32,4%), serviços de compartilhamento de vídeos (35,1%) e programas de armazenamento na nuvem e de partilha de arquivos (45,4%), ainda apresentam baixo índice de utilização.

 

Para manter-se informados, os jovens empreendedores se utilizam, sobretudo, da internet (41,9%) e das redes sociais (31,5%), além da conversa com outros profissionais do setor (26,6%). O aplicativo de troca de mensagens WhatsAppp (51,9%) é a principal ferramenta de comunicação que os jovens empreendedores usam para o relacionamento com clientes, ficando à frente de perfis corporativos nas redes sociais (41,2%) e de anúncios no Facebook (26,9%).

 

Para a economista Marcela Kawauti, “além de possibilitar acesso a um vasto contingente de informações, a internet é o referencial maior em termos de inovação, pois nela as tendências podem ser detectadas com agilidade, bastando que o empresário consulte suas fontes preferidas. Além disso, o investimento financeiro para fazer uso do meio é baixo, o que facilita ainda mais a adesão”.

 

Fonte: SPC Brasil

Trabalhadores informais chegam a 10 milhões no País, segundo FGV

Fonte: FCDL-MG

 

Nas ruas mais nobres da zona oeste de São Paulo, toda vez que o semáforo fecha, Gil Nunes se infiltra rapidamente entre os carros parados para vender sacos alvejados - os chamados panos de chão. Desde que perdeu o emprego no setor químico, há dois meses, essa tem sido sua rotina. "Espero voltar ao mercado de trabalho formal. Trabalhar aqui é só uma consequência do desemprego", afirma.


Nunes não está sozinho no novo negócio. Na mesma região em que trabalha quase todos os dias da semana, tem a companhia de um primo e do cunhado de seu irmão. Para cada 100 sacos vendidos, eles embolsam R$ 80. Por dia, vendem 200 unidades. "É daqui que tiramos o nosso salário para pagar aluguel", diz Nunes.


A proliferação de trabalhadores em semáforos é um dos indicadores de que a crise econômica tem empurrado parte dos brasileiros para a informalidade como alternativa ao desemprego crescente. 


Em todo o Brasil, são hoje cerca de 10 milhões de trabalhadores informais, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua compilados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). A quantidade de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada tem crescido nos últimos meses.


No início deste ano, eram 9,7 milhões. "São profissionais sem nenhum tipo de contribuição trabalhista e previdenciária", diz Tiago Cabral Barreira, pesquisador do Ibre e responsável pelo levantamento. Apesar do crescimento recente, esse número já foi maior. No fim de 2012, o contingente de informais chegou a 11,2 milhões de trabalhadores.

Especialistas explicam como não deixar a alta inflação atrapalhar os negócios

Nesta semana, o Banco Central anunciou uma nova expectativa para a inflação. Segundo os analistas de mercado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano passou de 7,20% para 7,31% - ainda acima do teto de 6,5% do sistema de metas e longe do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.

 

A alta da inflação, portanto, deve continuar preocupando os empreendedores. O medo de não conseguir manter os preços competitivos depois dos reajustes é uma das principais inseguranças.

 

Desde produtos populares até artigos de luxo, todos são impactados pelo aumento da inflação. Para não deixá-la atrapalhar o seu negócio, Paulo Wyss, professor de finanças da Business School São Paulo, indica que é preciso planejar. “A alteração de preços deve ser muito bem planejada de modo que a empresa não perca espaço de mercado”.

 

O planejamento é essencial para saber até quando é hora de reduzir as margens. "Em algumas situações, não resta outra alternativa senão a redução das margens de lucratividade dos produtos e serviços.", diz Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo do Insper.

 

Conheça as abordagens que devem ser aplicadas para qualquer negócio manter os preços competitivos:

 

1. Foque no valor e não no preço

Em muitas situações, o valor entregue é mais importante que o preço. Para o professor de empreendedorismo do Insper, você pode manter o cliente se ele enxergar valor nos seus produtos. “Os eletrônicos da Apple e os artigos vendidos por determinadas grifes são ótimos exemplos de empresas que não são tão abaladas pela questão da inflação já que eles vendem algo além do preço", diz Nakagawa.

 

2. Monitore a concorrência

Muitos empreendedores acreditam só o preço atual pode ajudar a manter os clientes. “Em várias situações, os concorrentes também aumentam o preço. Dessa forma, mesmo que faça um pequeno acréscimo, o empreendedor ainda mantém seu preço competitivo”, diz Nakagawa.

 

3. Conheça a formação de preços

A inflação de mais de 7% não significa que o empreendedor deve ajustar seus produtos no mesmo percentual. Para Wyss, é importante conhecer a formação de preços do item para ajustar melhor o valor. Por exemplo, se a matéria-prima não teve reajuste, mas a energia elétrica subiu 5%, o empresário deve calcular qual o peso da energia no seu preço final para ajustar corretamente o valor, sem assustar os clientes. "Quando o empreendedor conhece cada parte da cadeia produtiva, desde a mão de obra, a matéria-prima até o gasto de energia, ele consegue repassar para o preço final apenas um pedaço de um desses itens”, diz Wyss.

 

4. Invista nas versões mais econômicas dos produtos

Criar versões mais econômicas dos seus produtos pode ser uma alternativa para driblar o aumento da inflação. Muitos negócios caem na tentação de reduzir o tamanho ou a qualidade do produto e manter o preço. Ao invés de enganar o consumidor, o ideal é criar uma nova versão mais econômica do mesmo item.

 

5. Reduza a necessidade de capital de giro

Em períodos de inflação mais alta, o custo de financiar o capital de giro também sobe quando ele está investido em ações que não aumentam a competitividade do negócio. “É importante receber no menor prazo médio possível, postergar ao máximo o pagamento das saídas de caixa sem que isto implique em ajustes de preço, e reduzir ao mínimo possível os estoques”, diz Nakagawa.

 

Fonte: Portal Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios