2via boleto

Maioria dos negócios criados no País em 2016 é de microeemprededores individuais

As regiões Sul e Sudeste são as principais responsáveis pelo aumento no surgimento de novas empresas no Brasil no primeiros quatro meses do ano. De janeiro a abril, 674.975 novos negócios foram criados no País, alta de 4,1% em relação a igual período de 2015 e o maior nível desde 2010, segundo levantamento. No entanto, por região, apenas Sul e Sudeste apresentaram expansão, de 1,8% e 4,8%, respectivamente. Entre as demais regiões, que registraram queda, o Centro-Oeste teve o maior recuo: 6,5%.

O Nordeste teve o segundo pior desempenho, com retração de 5,7%, à frente da região Norte, onde o número de empresas criadas caiu 3,5% no acumulado do ano até abril. A maior parte das empresas criadas foi, mais uma vez, formada por microempreendedores individuais (MEIs), dessa vez em nível ao superior do ano passado. Nos quatro primeiros meses deste ano, os MEIs representaram 80,1% dos novos negócios, contra 72,1% em 2015 e, numa comparação mais distante, 42,4% em 2010. Economistas afirmam que esta maior participação dos MEIs é resultado do aumento do desemprego, que impulsiona trabalhadores desempregados a buscarem alternativas para geração de renda.

O setor de serviços continuou sendo o mais procurado pelos empreendedores, com a abertura de 425.026 novas empresas no primeiro quadrimestre de 2016, o equivalente a 63,0% do total de novos negócios. Em seguida, 192.002 empresas comerciais (28,4% do total) surgiram nos quatro primeiros meses do ano e, no setor industrial, foram abertas 56.266 empresas (8,3% do total). Inadimplência - Apesar do maior número de negócios criados no Brasil, a crise tem elevado a inadimplência das empresas em operação no País.

Outra pesquisa da Serasa, divulgada no início do mês, mostrou que, em abril, mais da metade das empresas brasileiras estava inadimplente. São 4,4 milhões de companhias com dívidas em atraso, de um total de cerca de 8 milhões de negócios em atividade. Esse índice é recorde - a marca anterior tinha sido batida em junho do ano passado, quando 3,8 milhões de empresas estavam inadimplentes. O total das dívidas soma R$ 105,6 bilhões. O levantamento aponta ainda que, do total de companhias inadimplentes, 45,2% são comerciais (lojas de vestuário, concessionárias, lojas de eletrônicos, entre outros), 45% são do segmento de serviços (bar, restaurante, salões de beleza, turismo, entre outros) e 8,9% são indústrias. O Sudeste é a região que concentra a maioria das empresas com dívidas em atraso do país: 51%. Em segundo lugar aparece o Nordeste, com 17,9%, seguido do Sul (16,6%), Centro-Oeste (8,9%) e Norte (5,7%).

Pesquisas mostram aumento da demanda de MPEs por crédito

Dois levantamentos divulgados nesta terça-feira (21/06), mostram que o interesse de empresas por financiamento aumentou em maio na comparação com abril. 


De acordo com o  indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito, houve avanço de 12% na busca por financiamentos no mês passado em relação ao mês anterior.


O avanço resultou, sobretudo, da intenção de micro e pequenas empresas (+12,6%), visto que as companhias de porte médio registraram uma alta bem menor (+0,4%), e as grandes diminuíram em 0,2% a sua procura por crédito.


O mesmo apetite por capital entre as micro e pequenas empresas foi observado no Indicador de Demanda por Crédito MPE, que cresceu 15,1% em maio ante abril e chegou a 13,44 pontos. O índice é calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).


No confronto de maio com o mesmo período do ano passado, as pesquisas apontam movimentos divergentes. O levantamento da Serasa mostrou um aumento da demanda por crédito também em relação a maio de 2015 no caso das MPEs (+12,1%), enquanto o levantamento do SPC Brasil e da CNDL apontou uma retração (de 16,36 pontos para 13,44 pontos).


Na avaliação do SPC, essa variação reflete a tendência ao longo de toda a série histórica de os micro e pequenos empresários estarem com baixa intenção de contratar crédito.

 

Fonte: Diário do Comércio

Consumidor idoso está no topo da lista de inadimplentes em Minas Gerais

A inadimplência entre os consumidores do Estado cresceu 3,43% em maio na comparação com o mesmo mês de 2015. Em relação a abril deste ano, a elevação foi mais leve, de 0,17%, mas foi a quinta vez consecutiva. Os idosos, impactados pela combinação de gastos com planos de saúde, remédios e redução do poder de compra, representam a faixa etária que mais contribuiu para o aumento da inadimplência em Minas no período. Os dados são de pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).

 

De acordo com o levantamento, a inadimplência entre as pessoas com mais de 65 anos cresceu 13,6% em maio frente ao mesmo mês de 2015. Para o presidente da CDL/BH, Bruno Falci, os idosos sofrem com a redução da renda e aumento dos gastos. “Idosos, normalmente, são aposentados e a aposentadoria não é corrigida pela inflação, então existe uma perda maior do poder de compra. Ao mesmo tempo, o custo de vida também é mais alto, com planos de saúde e remédios mais caros”, explicou.

 

Falci destacou ainda que acredita que a sequência de aumentos da inadimplência neste ano é resultado da retração econômica do País, do aumento da inflação e do desemprego. Em relação ao mês anterior, em janeiro a inadimplência no Estado aumentou 0,59%. Ficou em 0,2% em fevereiro, 0,71% em março, 1,22% em abril e 0,17% em maio.

 

Ao ser questionado sobre a redução do ritmo do crescimento da inadimplência no Estado, o presidente da CDL/BH pontuou que o “fenômeno” está ocorrendo porque “quem corre o risco de ser inadimplente é quem consome e muita gente deixou de comprar, inclusive jovens que perderam emprego”.

 

“Isso é reflexo da economia equivocada e irresponsável do governo nos últimos anos. O pior exemplo que temos em termos de educação financeira é de quem deveria dar o maior exemplo, que é o governo. Se você não pratica a ‘Lei de Responsabilidade Fiscal’, como pessoa física, você se torna inadimplente”, criticou.

 

Gênero - Na comparação por gênero, entre maio deste ano e igual mês em 2015, a inadimplência aumentou mais entre as mulheres (3,83%), enquanto os homens fecharam o período com alta de 2,44%. O presidente da CDL/BH destaca que essa diferença pode ser explicada pela compra por impulso, que, sendo maior entre o público feminino, aumenta as chances de um não pagamento das dívidas pela falta de planejamento.

 

Por faixa etária, na mesma comparação, inadimplência teve maior aumento, depois dos idosos, entre os consumidores de 50 a 64 anos (9,18%). Em seguida, aparecem as faixas de 40 a 49 anos (7,63%); 30 a 39 (5,14%); 25 a 29 (0,28%). O único grupo que apresentou queda na inadimplência foram os consumidores de 18 a 24 anos, com retração de 20,51%.

 

O número de dívidas em atraso em Minas Gerais também apresentou crescimento, de 3,72% em maio sobre o mesmo mês de 2015. Em relação a abril, a alta foi bem mais leve, de 0,02%. Para falci, os juros elevados acabam dificultando a negociação dos débitos.

 

Fonte: Diário do Comércio

Inflação medida pela Fipe inicia junho em ritmo menor

Fonte: FCDL-MG

 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, iniciou junho com variação de 0,4%, taxa inferior à do fechamento de maio (0,57%).


Dos sete grupos pesquisados, apenas o de habitação apresentou aumento no ritmo de correção, ao passar de uma alta de 0,51% para 0,54%. Em transportes, o índice manteve-se em queda de 0,51%, mas indicando um movimento de recuperação dos preços porque na apuração anterior havia recuado de forma mais expressiva ( -0,61%). Entre os grupos que mais contribuíram para a desaceleração do IPC está o de alimentação (de 0,73% para 0,26%).

 

Em despesas pessoais, que tem pressionando bastante o bolso do consumidor, a taxa variou de 1,3% para 1,1%. No grupo saúde, o índice desacelerou de 1,53% para 1,07%; em vestuário, de 0,86% para 0,41%, e em educação, de 0,19% para 0,14%.

Impostômetro brasileiro atingiu R$900 bilhões um dia antes do ano passado

Fonte: FCDL-MG

 

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingiu a marca de R$ 900 bilhões neste domingo, 12/6, às 7h10. O montante representa o total de impostos, taxas e contribuições que a população brasileira pagou desde o início do ano. Em 2015, esse mesmo valor foi alcançado em 13 de junho.

“A população brasileira já paga tributos demais e, neste período de forte recessão, isso pesa ainda mais. Apoiamos os ajustes propostos pelo governo, mas ponderamos que é impossível cogitar qualquer ideia de aumento de impostos agora: isso aprofundaria a crise”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).


Para Burti, é urgente fazer uma reforma tributária para que aumente a eficiência do Estado e os recursos sejam melhor aplicados. O Impostômetro foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar dos governos serviços públicos de qualidade.

Pelo portal do Impostômetro é possível levantar os valores por estado e município, entre outras informações.

Fonte: Diário do Comércio

5 dicas para fidelizar clientes

shutterstock 234358672

FONTE: saiadolugar.com.br - Luiz Piovesana

Basicamente existem dois momentos em que você pode causar uma boa impressão em seu cliente: antes e depois da venda.

Eles não são excludentes entre si, mas com certeza o momento “pós-venda” é o mais importante.

A partir da venda, seu cliente passa a depender de você em aspectos como: prazo de entrega, pagamento, garantia, atendimento, renovação/revenda etc. Causar uma boa experiência é essencial para o sucesso de qualquer negócio, pois é assim que você garante que o seu cliente não só retornará, como também te recomendará para seus contatos.

Aqui vão 5 dicas para você fazer isso acontecer e fidelizar clientes da melhor maneira:

1- Facilite que seu cliente entre em contato com você
Como consumidor, é sempre muito ruim quando acontece algum problema e você não consegue ser atendido, certo? Então não faça seu cliente passar por isso.

Você não precisa fornecer infinitas formas de contato, mas é sempre ideal deixar claro quais as opções e facilitar que o seu cliente saiba quais são – no caso de um site, deixar botões e telefones BEM visíveis.

Uma ferramenta bem bacana para que clientes entrem em contato com você através de seu site/loja virtual é o help desk. Além de substituir o email/formulário de contato, sistemas help desk te ajudam muito a organizar as solicitações existentes em um só lugar.

2- Surpreenda seu cliente
Existe algo chamado modelo de Kano que diz que entregar mais do que o cliente espera gera uma satisfação infinitamente maior do que se você tivesse entregue apenas o prometido.

Para efetivamente causar esse efeito em seus clientes, o que é viável fazer? Entregar o produto comprado antes da hora? Entregar um brinde junto? Algo que ele poderá usar junto com o que ele comprou? Um vale desconto para uma próxima compra? Conteúdo de utilidade para ele (normalmente relacionado ao serviço/produto que você entrega)?

Lembre-se: por mais que isso gere um custo, se o seu cliente voltar a comprar com você, esse custo acaba virando ‘investimento de captação/marketing’ (normalmente menor do que o custo de captar um novo cliente) – ou seja, é possível fazer as contas para decidir que ação tomar. Investir em aumentar o LTV (life-time value) pode trazer excelentes resultados.

3- Dê incentivos para que ele retorne
Além de cupons de desconto para próximas compras, uma tática que tem ficado cada vez mais comum é o cartão de fidelidade.

Além de ser uma forma de organizar sua estratégia de marketing, você incentiva que o seu cliente retorne, pois ele saberá que ganhará benefícios por ser fiel.

Um bom exemplo é o sistema de milhas de companhias aéreas ou o de pontos em cartão de crédito.

4- Tenha um controle dos clientes (CRM)
As ferramentas de CRM (Customer Relationship Management) servem pra você gerenciar os seus clientes. Nelas você pode guardar informações como:

  • Informações de contato – nome, telefone, email, endereço etc.
  • Data de nascimento – talvez pra mandar um email ou presente de aniversário;
  • Quantos e quais itens foram comprados – conhecer as preferências do seu cliente sempre pode ajudar a fazer boas recomendações;
  • Quanto ele já gastou (LTV) – é legal saber quais clientes que dão maior retorno;
  • Relatório de reclamações e elogios feitos por esse cliente.

O ponto aqui não é “vá atrás do CRM mais completo do mundo agora!”, mas sim refletir: quais informações são importantes conhecer sobre o seu cliente para que você possa não só escolher o melhor sistema pra você (nem que seja uma planilha de Excel), mas também programar ações para reter seus clientes?

Exemplo de ação: se você está com uma promoção atual de venda de porta cartões de visita e você sabe que tem um cliente que já comprou produtos relacionados a ele, por que não avisá-lo ou dar preferência a ele?

5- Mantenha o relacionamento ativo
Você tem as informações dos seus clientes cadastradas num CRM. E agora?

Se você for pensar cliente por cliente no que fazer em cada caso, ou você tem uma empresa de serviços (que precisa de poucos clientes) ou você tá lascado =P. A ideia é segmentar a sua base de clientes em grupos, assim com uma ação você consegue atingir um grande número de pessoas e, ao mesmo tempo, dar um toque personalizado.

Você pode segmentar por tipo de produto comprado, por perfil etário, por época em que compraram, por valor pago etc.

Depois da segmentação, é preciso montar um plano de ações para manter a relação viva. Se o seu cliente não lembra que você existe, a chance de fidelizá-lo assim é praticamente nula.

Como você vai se comunicar com ele? Algumas possibilidades:

  • Mandar email a cada x semanas/ x meses;Telefonar depois de x semanas da compra para pegar feedback;
    • O que cada email conterá? Conteúdo útil, promoções, novidades?
  • Mandar catálogo de produtos depois de x meses;
  • Telefonar para avisar que haverá um período de promoção aberto apenas para alguns clientes e que essa pessoa está nesse grupo seleto.

Mais uma vez, esse é um trabalho de formiguinha: é preciso disciplina e esforços constantes para que ações desse tipo tragam bons resultados.

Neuromarketing e as estratégias para exposição de produtos

emagreça6

Você já parou para pensar em quantos produtos diferentes estão expostos nas prateleiras de um supermercado? Embora esse número seja muito grande, mais de 80% deles acabam sendo descontinuados no seu primeiro ano de vida, como Neale Martin descreve em seu livro ‘Hábitos de Consumo’. Além da marca, do preço e do produto, as embalagens são capazes de influenciar a decisão de compra do consumidor e gerar um grande impacto na tomada de decisão. Com a ajuda do neuromakerting, as empresas conseguem avaliar a experiência dos consumidores, aprimorando suas embalagens e desenvolvendo produtos que agradam e, possivelmente, vendem mais. 

De acordo com a Forebrain, especialista no assunto, uma das grandes descobertas da neurociência, é que boa parte das decisões que tomamos é feita de maneira não consciente. Somos influenciados por estímulos e informações sem que nos demos conta e nossas emoções sempre estão dominando nossas escolhas e desejos. “Conhecer o inconsciente do consumidor e as melhores maneiras para interagir diretamente com ele têm se tornado cada vez mais importante para as empresas que buscam uma posição de destaque no mercado”, afirma Billy Nascimento, co-CEO da Forebrain. 

O neuromarketing tem sido utilizado para o desenvolvimento de produtos e embalagens mais atraentes e que possuem valores mais adequados às necessidades e desejos do consumidor. “Os estudos neurocientíficos são capazes de mostrar qual embalagem chama mais atenção do consumidor e o que ele sente e entende diante daquela comunicação visual”, explica Billy.

A Forebrain produziu um e-book sobre Neuromarketing e Embalagens, que conta com técnicas para melhorar a experiência do consumidor e indica 8 caminhos para embalagens eficientes.

1. Menos é mais: embalagens com menos informações costumam ser processadas mais facilmente pelo cérebro dos consumidores;

2. Abuse da repetição: quando padrões visuais são repetidos, o esforço necessário para que uma imagem seja formada na mente dos consumidores é menor, facilitando o processamento;

3. Atente-se à simetria: embalagens simétricas costumam gerar emoções mais positivas;

4. Saliência = atenção: o contraste de uma embalagem com o seu entorno pode facilitar sua percepção e impactar a sua atratividade;

5. Nitidez: linhas nítidas facilitam a percepção e o processamento da informação que as embalagens querem transmitir;

6. Apele para motivações inconscientes: sinais das embalagens podem despertar desejos – que nem sempre são conscientes – nos consumidores. Entender quais são as necessidades e desejos mais profundos do seu público alvo e alinhar a sua embalagem a esses desejos pode funcionar muito bem;

7. Lembre-se da relação novidade/familiaridade: produtos muito familiares costumam chamar menos atenção, mas contam com o apoio emocional de experiências passadas. Produtos muito inovadores podem chamar mais atenção dos consumidores, mas costumam gerar sensações de estranheza e desconforto;

8. Analise os valores da categoria: é muito importante conhecer os valores que estão associados à categoria do seu produto. Alinhar os valores do seu produto com os da categoria, ou não, é uma questão estratégica.

Para conhecer mais sobre o estudo de embalagens, acesse o e-book: www.forebrain.com.br/ebook/embalagem

Inadimplência dos Microempreendedores Individuais chega a 59%

Fonte: FCDL-MG

 

O aumento do desemprego incrementa o número de brasileiros que abrem seu próprio negócio. Os microempreendedores individuais (MEIs) já alcançam a marca de 6 milhões de pessoas. No entanto, segundo a Receita Federal, seis em cada dez estão inadimplentes com o recolhimento dos impostos em atraso há mais de 90 dias.

 

É o caso de Lucas Gonçalves de Melo, que vende quentinhas em casa, para empresas e para operários em canteiros de obra. No ano passado, ele formalizou a Cidade Santa Marmitex e chegou a fornecer até 500 quentinhas por dia. Mas teve de mudar de cidade e o volume de pedidos diminuiu. Agora, ele está montando uma cozinha nova nos fundos de casa com a ajuda da mãe e, enquanto reestrutura o negócio, deixou de pagar o boleto mensal do MEI. "Ser patrão de você mesmo te dá uma liberdade maior, mas também aumenta a responsabilidade."

 

"Nossa missão é ajudar esse pequeno empresário a se regularizar para continuar trabalhando e tendo seus direitos garantidos", diz o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. Segundo ele, agora, o foco do "maior programa de formalização do mundo", criado há quase sete anos, é diminuir o número de calotes, que subiu de 55,5% no fim de 2015 para 59,4% no início deste ano. Até maio, 405 mil pessoas se formalizaram como MEI.


Segundo pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), feita no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), o empreendedorismo por necessidade subiu de 29% para 44% de 2014 para 2015. Já o número de brasileiros que abriram uma empresa por identificar uma oportunidade - e não por necessidade - caiu em relação aos últimos anos e voltou ao patamar de 2007.


Em 2015, a taxa de empreendedorismo no País foi de 39,4% - ou seja, quatro em cada dez brasileiros adultos estão envolvidos com a criação de uma empresa - o maior índice dos últimos 14 anos e quase o dobro do registrado em 2002, quando a taxa era de 20,9%. Segundo o Sebrae, a taxa de empreendedorismo brasileira é superior a dos EUA, México, Alemanha e de países como Rússia, Índia, China e África do Sul.


São microempreendedores individuais os empresários que trabalham sozinhos ou com, no máximo, um funcionário e cuja receita anual é de até R$ 60 mil por ano. O empreendedor tem acesso ao seguro-saúde do INSS e à aposentadoria. Com a formalização, a empresa amplia o mercado porque pode emitir nota fiscal, vender para órgãos públicos e usar máquinas de pagamento por débito e crédito, por exemplo.


Para ter acesso aos benefícios previdenciários e estar regularizado, o MEI deve pagar, até o dia 20 de cada mês, o boleto mensal que varia entre R$ 45 e R$ 50, dependendo da atividade exercida. O valor corresponde a 5% do salário mínimo, destinado à Previdência Social, e R$ 1 ou R$ 5 referentes ao ICMS ou ISS. Ele também deve enviar todos os anos a declaração anual de rendimentos - o prazo se encerra no dia 31 de maio.


De acordo com as novas regras, os pequenos empresários que estiverem com contribuições mensais de 2014, 2015 e 2016 consecutivas em atraso e que não fizeram a declaração anual desses anos terão os registros cancelados no segundo semestre deste ano.

Inflação de 438% desde criação do real faz nota de R$ 100 valer R$ 18,59

arte-com-perda-de-valor-do-real-ate-marco-de-2016-tamanho-615x300-fonte-instituto-assaf-1460386427352 615x300

Desde 1º de julho de 1994, quando o real começou a circular, até 31 de março de 2016, a moeda brasileira perdeu 81,41% do seu poder de compra, segundo cálculo do Instituto Assaf, entidade privada formada por professores e pesquisadores das áreas de economia e finanças.

Por causa da desvalorização, uma nota de R$ 100 tem poder de compra equivalente a R$ 18,59 atualmente. "Se alguém tivesse deixado uma nota de R$ 100 guardada durante todo esse tempo, ela teria, hoje, menos de um quinto do valor de 1994", afirma Fabiano Guasti Lima, pesquisador do Instituto Assaf.

 

A perda de valor da moeda brasileira se deve à inflação acumulada nesses quase 22 anos. De julho de 1994 a março de 2016, a inflação oficial no país, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 437,79%, de acordo com o instituto. 

Fonte: UOL

Lojista paga menos para operadoras de cartões em compras à vista

Facilidade para o consumidor, dor de cabeça para o lojista: oferecer parcelamentos ficou mais caro para o empreendedor nos primeiros quatro meses de 2016. O custo financeiro das transações parceladas, que corresponde à comissão paga pelas empresas às operadoras de cartões, registra alta de até 13% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

A Equals analisou as transações de 6.669 pontos de vendas (físicos e online), espalhados em todas as regiões do Brasil no primeiro quadrimestre de 2016 (janeiro a abril).

 

Na média, a venda à vista teve uma taxa de 1,38% para o lojista – uma queda de 6% na comparação com 2015. Em contrapartida, o aumento das parcelas levou a um crescimento da comissão paga às operadoras de cartões. Compras feitas em “dez vezes”, por exemplo, registraram 2,35%, contra 2,3% do ano passado. No caso de doze parcelas, a taxa foi de 2,46% ante 2,18% nos primeiros quatro meses do ano passado – uma alta de 13,05%.

 

“Esses números acompanham o momento de incertezas econômicas pela qual o Brasil atravessa atualmente. É um estímulo para que as compras sejam realizadas à vista, garantindo dinheiro no caixa durante a crise”, confirma Fabrício Costa, diretor de novos negócios da Equals.

 

O consumidor prefere parcelar, com 65% nas compras realizadas em até três vezes (diante de 63% em 2015). Já o restante dos pedidos foi realizado em até doze parcelas, também com distribuição semelhante ao mesmo período do ano passado. No total, a pesquisa processou 31,3 milhões de transações, com R$ 3,8 bilhões em vendas.

 

Antecipação de recebíveis

 

Para driblar a crise o lojista tem optado cada vez mais por receber antecipado. O custo da antecipação de recebíveis (modalidade em que a empresa recebe à vista as vendas parceladas) também acompanhou a tendência de crescimento. Em 2016, a taxa média dessas operações foi de 2,65%, contra 2,27% registrada em 2015 – um aumento de quase 17%. O volume antecipado também foi maior e atingiu 135% do volume de vendas do período, ou seja, R$ 5,1 bilhões.

 

Fonte: FCDL-MG