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Dados de varejo sinalizam estabilização da economia, diz SPC Brasil

A alta de 0,1% do volume de vendas do varejo restrito (não inclui automóveis e material de construção) entre maio e junho, feitos os ajustes sazonais, reforça o cenário de que a economia entrou em uma fase de estabilização, na avaliação de Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil. "As vendas seguem em patamar baixo, mas já se observa uma tendência de quedas cada vez menores em relação ao ano anterior, o que deve ser visto também ao longo dos próximos meses", comenta Pellizzaro, em nota.

 

Em junho, as vendas restritas diminuíram 5,3% em relação a igual mês de 2015, depois de recuarem 6,9% e 9% em abril e maio, respectivamente. Já o comércio ampliado, que inclui, além dos oito segmentos pesquisados no restrito, os de automóveis e material de construção, encolheu 8,4% em igual comparação. Nos dois meses anteriores, as quedas foram de 9,2% e 10,2%. "Quando separamos os dados ligados à renda, como itens de supermercados, artigos de papelaria e roupas daqueles ligados a crédito, como móveis e eletrodomésticos, material de construção e veículos, o que se vê é que os primeiros caem em velocidade menor", observa o presidente.

 

Segundo cálculos do SPC Brasil, as vendas de itens ligados à renda recuaram 7,5% no primeiro semestre do ano, em relação a igual período do ano passado, enquanto a atividade nos bens dependentes de crédito caiu 14,2%. "Percebe-se, portanto, que a melhora da confiança do consumidor observada a partir do segundo trimestre deste ano ainda não se traduziu em melhora nas vendas e em maior demanda por crédito. Este cenário já era esperado, uma vez que as variáveis reais têm uma defasagem em relação aos dados de expectativa", afirmou Pellizzaro.

 

Fonte: Economia UOL

O que o varejo pode esperar para o Dia dos Pais deste ano?

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu pelo terceiro mês consecutivo em julho, mais uma vez puxado pela melhora das expectativas do que pela percepção sobre a situação atual. O ICC aumentou 5,4 pontos neste mês, para 76,7 pontos. Em abril, o indicador tinha registrado o menor nível de sua história a 64,4 pontos. 

 

Como podemos notar, há uma melhora nas expectativas, mas ainda estamos um pouco longe de uma melhora real. O fato em si indica antecipadamente que estamos saindo de um círculo vicioso, onde os empresários demitiram por falta de perspectivas positivas que justificassem um aumento de seus investimentos, onde foram feitos ajustes para descréscimo de vendas, para margens mais apertadas e lucros minguados. Hoje a grande parte das empresas já se ajustaram a esta dura realidade, e qualquer mudança nas expectativas faz com que pelo menos as varejistas revejam seus investimentos e parem de demitir. Até os bancos estão começando a "querer ouvir a história da necessidade de captação das empresas", pois, até alguns meses atrás, seu corpo de gerentes mal atendiam o telefone, ou queriam ouvir as empresas.

 

Desta forma, todos os varejistas que tenham um mix de produtos voltado para o Dia dos Pais, podem esperar uma data um pouco "mais leve", não tão carregada de pessimismo, o que tornará suas vendas um pouco melhores. Porém, isto não quer dizer que sejam esperadas taxas de crescimento forte em relação a anos anteriores, mas, ao contrário, uma taxa menor de decréscimo ao que foi o Natal de 2015 em relação a 2014, e ao Dia das Mães de 2016 comparado ao de 2015, ou até uma estabilidade em relação ao Dia dos Pais de 2015.

 

Se considerarmos que estas empresas já fizeram grandes ajustes em seus custos operacionais, estoques, quadro de pessoal, apostando em um cenário extremamente pessimista, uma pequena melhora já pode ser considerada importante. Portanto, podemos considerar as expectativas de vendas como positivas, dado o quadro atual. Caso realmente ocorra, acarretará em uma importante contribuição na composição de suas margens e em sua lucratividade anual.

 

Fonte: Fundação Getúlio Vargas

Dobra o número de municípios que compram dos pequenos negócios

Em apenas três anos, o número de municípios que realizam licitações até R$ 80 mil exclusivamente com micro e pequenas empresas teve um incremento de cerca de 102%, passando de 831 cidades, em 2013, para 1.736, em 2016. Esse avanço teve como um dos estimuladores a parceria que o Sebrae e o Instituto Rui Barbosa (IRB) – instituição ligada aos tribunais de conta – firmaram em 2013, para impulsionar a adoção da norma que dá tratamento diferenciado aos pequenos negócios.

 

Desde que foi implementado, o Projeto Prosperar conseguiu colocar em prática o tratamento diferenciado que deve ser dado às micro e pequenas empresas em mais de 55% dos municípios brasileiros. “Entre 2013 e este ano, dobrou o número de municípios que realizam licitações até R$ 80 mil exclusivas com empresas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano”, destaca o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. Nesse mesmo período, também teve uma ampliação de mais de 261% no número de cidades que implementaram a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Em 2013, eram 850, hoje já são 3.070.

 

Além da obrigatoriedade da participação dos pequenos negócios nas licitações até R$ 80 mil, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa também prevê que os órgãos governamentais podem pagar até 10% acima do melhor preço por produtos e serviços que são oferecidos por empresas locais. Nos certames de bens de natureza divisível, é obrigatória a divisão em lotes de 25%  exclusivos para as empresas de pequeno porte.

 

O Prosperar foi criado com o objetivo de sensibilizar os gestores municipais sobre a importância de implementar os mecanismos previstos na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que contém instrumentos fundamentais para que o poder público local ofereça tratamento diferenciado aos pequenos negócios existentes no município, na aquisição de produtos e na contratação de serviços. 

 

“Quando uma prefeitura compra dos pequenos negócios de sua localidade, ela gera mais dinheiro e desenvolvimento para o município. Isso ajuda a movimentar a economia local e promover o desenvolvimento econômico e social”, destaca Afif.

 

Fonte: Sebrae

Confira cinco dicas para fazer promoções sem perder dinheiro

Em tempos de crise, com desemprego, inflação e queda na confiança do consumidor, o varejo aposta em promoções para sair do fundo do poço. Além de aumentar as vendas, ações promocionais representam uma forma tradicional para o comércio movimentar estoques.


Os especialistas, no entanto, alertam, para o fato de que a promoção não é apenas uma ação de marketing, mas deve dar algum lucro para a empresa. Alguns cuidados são essenciais. Especialmente nesse momento em que, do lado do consumidor, a disposição para aproveitar promoções aumentou.


Pesquisa da Hello Research, concluída no fim de julho, mostra que os brasileiros estão mais atentos às promoções em lojas e supermercados. Na primeira edição da pesquisa, realizada em 2014, 18% dos consumidores assumiram se lembrar de alguma promoção em supermercados. Hoje, esse número cresceu para 32%.


Entre os diversos tipos de promoções, a redução do preço se mostrou a preferida de 59% dos consumidores (eram 46% em 2014). As do tipo "Leve 3 e pague 2" vêm na sequência, preferida por 18% dos entrevistados (contra 25% na pesquisa anterior).



Esses resultados mostram que, em dois anos, os consumidores passaram a valorizar mais as promoções com obtenção de benefícios financeiros imediatos.

CUIDADOS QUE FAZEM A DIFERENÇA


Veja o que dizem os especialistas sobre o que é importante considerar para fazer promoções inteligentes, garantindo mais resultados e gastando menos.



1 GARANTA GANHOS PARA OS DOIS LADOS


O clima de recessão pode levar muitos lojistas a vender seus produtos pelo preço de custo, quando a empresa precisa de capital de giro, por exemplo. Porém, promoção inteligente é aquela que funciona e, portanto, proporciona benefícios para os dois lados (empresário e cliente).


“Mais que uma ação de marketing, a promoção tem que dar lucro para a empresa”, diz Bertoncello. Para ter algum lucro com a promoção, “basta que o desconto seja menor que a margem de lucro do produto”. De acordo com o consultor, muitos se esquecem de fazer essa conta e colocam o mesmo desconto para um setor inteiro.


2 VALORIZE OS LANÇAMENTOS


Se a intenção é convencer o consumidor a substituir um produto tradicional por outro recém-chegado às prateleiras - e ainda sem credibilidade - a redução de preço pode não ser o melhor caminho.


Em vez disso, recomenda Darcy Paulino Lucca Junior, consultor do Sebrae-SP, o consumidor pode ser seduzido com propostas de experiência, como a oferta de amostras grátis e degustações. Foi o que fez a Easy Taxi no Brasil. Em julho, a empresa apresentou o novo serviço EasyGo, concorrente direto do Uber.



Para o lançamento, a empresa liberou corridas gratuitas por São Paulo durante 24 horas. A ação não teve limites de viagem por usuário. A iniciativa manteve 90% dos motoristas do novo serviço ocupados durante todo o período da promoção.

3 DEFINA CLARAMENTE O TEMPO DE OFERTA


Há dois perigos na famosa frase “enquanto durarem os estoques”: a dificuldade de planejamento e o excesso de adesão. Nos dois casos, a proposta pode trazer grandes problemas ao lojista.

No caso de supermercados, ofertas com maior tempo de duração podem prejudicar a ação, já que tende a dispersar os consumidores. Para Lucca Junior, o mais indicado é que dure apenas um dia.
"A preparação do cenário é mais importante que o tempo da ação", diz.

Já para restaurantes, o ideal é que a promoção dure, no mínimo, uma semana, para que o estabelecimento seja recomendado para novos possíveis clientes.



4 TENHA CUIDADO COM AS REDES SOCIAIS


Não confunda promoção com bom relacionamento nas redes sociais. A ferramenta, lembra o consultor do Sebrae-SP, funciona melhor como uma forma de interação e para conhecer o público-alvo.


Do mesmo jeito que a internet ajuda a acelerar as vendas de um serviço ou produto em curto período de tempo, também pode trazer à tona uma enormidade de reclamações de clientes insatisfeitos.

“Portanto, só tenha um perfil na internet e divulgue suas promoções se sua empresa estiver preparada para esse alcance”, diz Lucca Junior.


5 USE O CADASTRO DE CLIENTES COMO FERRAMENTA



Com o cadastro de clientes, o empresário consegue traçar o perfil de seu público, e saber quais são os maiores interesses de cada grupo, de acordo com Lucca Junior, do Sebrae-SP.


Tendo um histórico de compras, é possível encontrar informações complementares como profissão, restrições alimentares, idade, estilo e tamanho de roupas e calçados de cada cliente. E usá-las para planejar as promoções.


Uma das aplicações sugeridas pelo consultor é aproveitar as datas comemorativas para diferenciar a promoção. São mais de 300 datas comemorativas que pouco interesse despertam entre os comerciantes. “Algumas marcas atraem profissionais de uma área específica ou atletas de algum esporte”, sugere Lucca Junior. “Pode-se criar um mailing e lançar um catálogo promocional com roupas brancas para o dia do médico, por exemplo”.

Fonte: Diário do Comércio

Setor atacadista em MG tem melhora e já estima crescimento

Fonte: FCDL-MG

 

Assim como o setor atacadista nacional já ensaia uma recuperação nas vendas, uma leve melhora foi registrada pelos atacadistas mineiros, que normalmente acompanham a média de crescimento do País. No primeiro semestre deste ano foi apurada uma estabilidade nos volumes comercializados frente à primeira metade de 2015. A expectativa é encerrar 2016 com crescimento real de até 2% sobre o ano anterior.

 

A justificativa para o “respiro”, de acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), Leonardo Severini, é a melhora no otimismo da população e dos empresários, diante das mudanças na política econômica brasileira, desde que Michel Temer (PMDB) assumiu interinamente a Presidência. Segundo ele, o setor é considerado um dos termômetros da economia, uma vez que abastece os centros comerciais.

 

“Somos os últimos a sentir as consequências de uma crise e os primeiros a se recuperar. Porém, essa recuperação ocorre de maneira gradativa e não de uma só vez como em outros segmentos. Neste sentido, em junho já foi possível perceber uma melhora no ânimo dos compradores e, consequentemente, elevar as vendas”, ressalta.

 

Conforme a entidade, as perdas reais acumuladas no ano passaram de 0,7%, em maio, para 0,22% em junho, aproximando o setor do cenário de estabilidade. Levando-se em conta que a economia ainda apresenta algum grau de incerteza, o resultado, embora ainda negativo, é considerado satisfatório. “Principalmente quando comparados com outras áreas, os números são motivos para se comemorar”, enfatiza.

 

Já os dados nominais (não deflacionados) de junho apontam crescimento de 4,5% em relação a maio e 11,31% na comparação com junho do ano passado. No acumulado do ano, a variação é de 9,41% sobre os primeiros seis meses de 2015.

 

No caso de Minas Gerais, Severini explica que o setor representa cerca de 10% do desempeno nacional, o que justifica a representatividade e o acompanhamento no ritmo de vendas. Segundo ele, o nível de participação das empresas mineiras já foi maior. No entanto, a proporção mudou com o passar dos anos e as alterações nas questões tributárias do Estado.

 

ICMS - “No passado, os atacadistas mineiros eram maioria até pelas condições oferecidas para instalação no Estado, com isenção e descontos em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) e outros tributos. Assim, tornavam-se responsáveis por abastecer grande parte dos pequenos e médios varejos de todo o País. Hoje, essa situação mudou. Cada região tem seus próprios abastecedores e Minas Gerais viu-se com um mercado mais restrito”, observa.

 

Há alguns meses, o setor travou  uma longa negociação com o governo do Estado para garantir o regime de tributação especial. Até 2015, os atacadistas trabalhavam com um regime diferenciado, no qual o pagamento do ICMS ocorria após a venda dos produtos. Mas, neste ano, o governo passou o recolhimento do imposto para o momento em que os produtos fossem adquiridos em outros estados e entrassem em Minas Gerais.

 

A mudança foi vista de forma negativa pelos atacadistas por causa do risco de bitributação. O governo voltou atrás e as empresas que têm mais de 95% de compras realizadas junto às indústrias tiveram o regime especial de tributação mantido, assim como aqueles que têm suas mercadorias vendidas fora do Estado.

Fonte: Diário do Comércio

Caixa vai financiar empreendedorismo para beneficiários de programas sociais

Fonte: FCDL-MG

 

A Caixa Econômica Federal estuda oferecer microcrédito aos beneficiários mais carentes do Minha Casa Minha Vida para auxiliá-los a abrir seus próprios negócios. A linha só ficará disponível para quem mantém em dia as prestações da casa própria, algo em torno de 800 mil famílias.


A ideia é que os empréstimos sejam usados para estimular o empreendedorismo entre contemplados da faixa 1 do programa de habitação popular - famílias que ganham até R$ 1,8 mil ao mês.


Para essa faixa, o governo chega a bancar mais de 90% do valor do imóvel. Desde 2009, quando o programa foi criado, foram contratadas 1,754 milhão de casas na faixa 1, e pouco mais de 1 milhão foram entregues. Por causa do preço do terreno, principalmente nas grandes cidades, os condomínios direcionados à faixa 1 geralmente ficam afastados dos centros urbanos.


Além disso, os empreendimentos do Minha Casa são planejados sem a destinação de áreas para comércio e prestação de outros serviços. Muitas famílias que se mudam para esses condomínios aproveitam a demanda para abrir negócios próprios e o principal desafio é conseguir empréstimos diante das exigências bancárias.


"O sistema de crédito para microempreendedores no Brasil é desastroso", critica o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. "Essa linha seria muito bem-vinda porque há escassez de crédito para a produção." O aumento do desemprego tem promovido incremento no número de brasileiros que se transformam em microempreendedores individuais (MEIs), hoje em torno de 6 milhões.


Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), feita no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), o empreendedorismo por necessidade subiu de 29% para 44% de 2014 para 2015.


Já o número de brasileiros que abriram empresa por identificar uma oportunidade e não por necessidade teve queda em relação aos últimos anos e voltou ao patamar de 2007. Hoje, quatro em cada dez brasileiros adultos estão envolvidos com a criação de uma empresa.


Para Afif, a linha de crédito só deslanchará se o banco não colocar muita burocracia para liberar empréstimos e partir do próprio cadastro positivo de bons pagadores do programa de habitação. Ele afirma que, dessa vez, o governo do presidente em exercício Michel Temer acerta em apostar no crédito para produção, em vez de linhas direcionadas ao consumo.

IBOPE e SPC Brasil lançam a maior base de dados comportamentais dos brasileiros

Fonte - FCDL-MG

 

Inteligência, reuniu informações demográficas, atitudinais, políticas, financeiras, de comportamento, hábitos e atitudes dos brasileiros em um único lugar: o Peoplescope, maior base com dados comportamentais dos brasileiros, que a partir de informações do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Censo e Target Group Index classifica a população em 13 grupos e 42 segmentos para criar insights e análises, gerando valor aos negócios dos clientes das duas empresas.

 

O principal objetivo do Peoplescope é auxiliar empresas a encontrar respostas a perguntas básicas para qualquer negócio, como: qual a característica predominante dos meus consumidores? Como identifico novos clientes? Onde encontro novas oportunidades de negócios baseado em perfil de consumidor? Quais regiões possuem clientes em potencial?

 

A ferramenta também pode ser utilizada para a estratégia de marketing digital, já que permite monitorar, em um mapa, os posts no Twitter de clientes e prospects, identificando em qual dos grupos e segmentos do PeopleScope se enquadram, o que contribui para a estratégia de ação de marketing.

 

“Neste ano as empresas precisam estar mais competitivas, conhecerem melhor seus consumidores e se diferenciarem dos concorrentes para permanecerem no mercado. Lançamos o Peoplescope exatamente para fundamentar essas estratégias de marketing”, diz Bernardo Canedo, diretor do IBOPE DTM.

 

Por meio da solução também é possível adquirir os registros do SPC Brasil dos segmentos desejados e enriquecer a base de dados para promover campanhas de marketing mais assertivas. “Com informações sobre a renda dos moradores de determinadas localidades, assim como o endereço completo, dados cadastrais e suas preferências comerciais, o departamento de marketing das pequenas, médias e grandes empresas cria estratégias direcionadas, com um retorno muito maior do que as de uma estratégia universalizada”, explica Katya Bertolozzi, gerente de Marketing do SPC Brasil.

 

O PeopleScope chega ao mercado em duas versões: Target Point, um módulo de informações avançadas, no qual é possível inserir uma base geolocalizada própria e cruzá-las com informações do PeopleScope, e a Free Access, versão que permite verificar os três segmentos populacionais mais preponderantes em um raio de 500 metros de um endereço.

Prazo para pagar guia de julho do eSocial acaba hoje

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Fonte: Agencia Brasil

O prazo para os empregadores domésticos pagarem o Documento de Arrecadação do eSocial (DAE) referente a julho termina nesta sexta-feira (5). Como o dia 7, tradicionalmente usado como data limite para o pagamento da guia, cai no domingo, o prazo foi antecipado em dois dias.

Por causa dos feriados municipais no Rio de Janeiro, os empregadores que vivem na cidade só poderão fazer o pagamento pelo caixa eletrônico ou pela internet. Ontem (4) e hoje, a cidade tem dois dias de feriado por causa da abertura dos Jogos Olímpicos.

O Simples Doméstico reúne em uma única guia as contribuições fiscais, trabalhistas e previdenciárias que devem ser recolhidas. Para a emissão da guia unificada, o empregador deve acessar a página do eSocial na internet. Se não for recolhido no prazo, o empregador paga multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% do total.

Desde a adoção do programa, em novembro do ano passado, foram cadastrados mais de 1,25 milhão de trabalhadores domésticos para mais de 1,18 milhão de empregadores – alguns empregadores contratam mais de um empregado.

No eSocial, o empregador recolhe, em documento único, a contribuição previdenciária, que varia de 8% a 11% da remuneração do trabalhador e paga 8% de contribuição patronal para a Previdência. A guia inclui 8% de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 0,8% de seguro contra acidentes de trabalho e 3,2% de indenização compensatória (multa do FGTS) e Imposto de Renda para quem recebe acima da faixa de isenção (R$ 1.903,98).

Apenas 25% dos micro e pequenos empresários pretendem contratar até o fim do ano, mostra levantamento do SPC Brasil e da CNDL

Fonte: SPC Brasil

Uma sondagem realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que somente um em cada quatro (25,0%) micro e pequenos empresários que atuam no comércio e no segmento de serviços pretende fazer alguma contratação até o fim deste ano. Com o mercado de trabalho enfraquecido, mais da metade (59,3%) desses empresários não têm a intenção de contratar novos funcionários, seja porque não se veem atualmente em condições financeiras para aumentar a folha de pagamento da empresa (35,8%) ou por estarem com mão de obra ociosa (12,1%), uma vez que a atividade da empresa diminui nos últimos meses.

O levantamento revela ainda que 20,5% das micro e pequenas fizeram pelo menos uma demissão no último mês de junho, sendo que para 9,1% o desligamento aconteceu por conta da queda do faturamento do negócio. Outros 6,0% demitiram algum funcionário, mas contrataram outro para substituí-lo. Entre os que demitiram, a maioria (60,4%) desligou apenas um empregado.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a perspectiva é de que o quadro recessivo da economia se estabilize nos próximos meses, melhorando paulatinamente o ambiente no mercado de trabalho para novas contratações e menos demissões. “A piora no mercado de trabalho é resultado da recessão. Com a expectativa de resolução da crise política e a retomada da agenda econômica, a confiança dos empresários e dos consumidores devem voltar a apesentar melhoras e o ciclo de queda nas vendas no varejo irá se atenuar, iniciando um período lento, mas de gradual melhora”, analisa Pinheiro.     

Bem-formada, nova geração chega mal-educada nas empresas, diz filósofo

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Fonte: UOL economia

Segunda-feira, seis da manhã. O despertador toca e você não quer sair da cama. Está cansado? Ou não vê sentido no que faz?

Na introdução de seu novo livro, o filósofo e escritor Mario Sergio Cortella coloca em poucas palavras o questionamento central da obra, "Por que fazemos o que fazemos?". Lançada em julho, ela trata da busca por um propósito no trabalho, uma das maiores aflições contemporâneas.

Em entrevista à BBC Brasil, Cortella, também doutor em Educação e professor, fala como um mundo com muitas possibilidades levou as pessoas a negar que sejam apenas mais uma peça na engrenagem. E explica como a combinação de um cenário imediatista, anos de bonança e pais protetores fez com que a "busca por propósito" dos jovens seja muitas vezes incompatível com a realidade.

"No dia a dia, a pessoa se coloca como alguém que vai ter um grande legado, mas fica imaginando o legado como algo imediato", diz.

Essa visão "idílica", diz o filósofo, torna escritórios e salas de aula em palcos de confronto de gerações.

"Parte da nova geração chega nas empresas mal-educada. Ela não chega mal-escolarizada, chega mal-educada. Não tem noção de hierarquia, de metas e prazos e acha que você é o pai dela."

Leia os principais trechos da entrevista abaixo:

BBC Brasil - O que desencadeou a volta da busca pelo propósito?

Mario Sergio Cortella - A primeira coisa que desencadeou foi um tsunami tecnológico, que nos colocou tantas variáveis de convivência que a gente fica atordoado.

A lógica para minha geração foi mais fácil. Qual era a lógica? Crescer, estudar. Era escola, e dependendo da tua condição, faculdade. Não era comunicação em artes do corpo. Era direito, engenharia, tinha uma restrição.

Essa overdose de variáveis gerou dificuldade de fazer escolhas. Isso produz angústia em relação a esse polo do propósito. Por que faço o que estou fazendo? Faço por que me mandam ou por que desejo fazer? Tem uma série de questões que não existiam num mundo menos complexo.

Não foi à toa que a filosofia veio com força nos últimos vinte anos. Ela voltou porque grandes questões do tipo "para onde eu vou?", "quem sou eu?", vieram à tona.

BBC Brasil - Podemos dizer que nesse contexto vai ser cada vez menor o número de pessoas que não tem esses questionamentos?

Mario Sergio Cortella - Cada vez menor será o número de pessoas que não se incomoda com isso. O próprio mundo digital traz o tempo todo, nas redes sociais, a pergunta: "por que faço o que faço?", "por que tomo essa posição?". E aquilo que os blogs e os youtubers estão fazendo é uma provocação: seja inteiro, autêntico. É a expressão "seja você mesmo", evite a vida de gado.

BBC Brasil - No seu livro, você fala da importância do reconhecimento no trabalho. Qual é ela?

Mario Sergio Cortella - O sentir-se reconhecido é sentir-se gostado. Esse reconhecimento é decisivo. A gente não pode imaginar que as pessoas se satisfaçam com a ideia de um sucesso avaliado pela conquista material. O reconhecimento faz com que você perca o anonimato em meio à vida em multidão.

No fundo, cada um de nós não deseja ser exclusivo, único, mas não quer ser apenas um. Eu sou um que importa. E sou assim porque é importante fazer o que faço e as pessoas gostam.

BBC Brasil - Pelo que vemos nas redes sociais, os jovens estão trazendo essa discussão de forma mais intensa. Você percebeu isso?

Mario Sergio Cortella - Há algum tempo tenho tido leitores cada vez mais jovens. Como me tornei meio pop, é comum estar andando num shopping e um grupo de adolescentes pedir para tirar foto.

Uma parcela dessa nova geração tem uma perturbação muito forte, em relação a não seguir uma rota. E não é uma recuperação do movimento hippie, que era a recusa à massificação e à destruição, ao mundo industrial.

Hoje é (a busca por) uma vida que não seja banal, em que eu faça sentido. É o que muitos falam de 'deixar a minha marca na trajetória'. Isso é pré-renascentista. Aquela ideia do herói, de você deixar a sua marca, que antes, na idade média, era pelo combate.

O destaque agora é fazer bem a si e aos outros. Não é uma lógica franciscana, o "vamos sofrer sem reclamar". É o contrário. Não sofrer, se não for necessário.

Uma das coisas que coloco no livro é que não há possibilidade de se conseguir algumas coisas sem esforço. Mas uma das frases que mais ouço dos jovens, e que para mim é muito estranha, é: quero fazer o que eu gosto.

BBC Brasil - Esse é um pensamento comum entre os jovens quando se fala em carreira.

Mario Sergio Cortella - Muito comum, mas está equivocado. Para fazer o que se gosta é necessário fazer várias coisas das quais não se gosta. Faz parte do processo.

Adoro dar aulas, sou professor há 42 anos, mas detesto corrigir provas. Não posso terceirizar a correção, porque a prova me mostra como estou ensinando.

Não é nem a retomada do 'no pain, no gain' ('sem dor, não há ganho'). Mas é a lógica de que não dá para ter essa visão hedonista, idílica, do puro prazer. Isso é ilusório e gera sofrimento.

BBC Brasil - O sofrimento seria o choque da visão idílica com o que o mundo oferece?

Mario Sergio Cortella - A perturbação vem de um sonho que se distancia no cotidiano. No dia a dia, a pessoa se coloca como alguém que vai ter um grande legado, mas fica imaginando o legado como algo imediato.

Gosto de lembrar uma históra com o Arthur Moreira Lima, o grande pianista. Ao terminar uma apresentação, um jovem chegou a ele e disse 'adorei o concerto, daria a vida para tocar piano como você'. Ele respondeu: 'eu dei'.

Há uma rarefação da ideia de esforço na nova geração. E falo no geral, não só da classe média. Tivemos uma facilitação da vida no país nos últimos 50 anos - nos tornamos muito mais ricos. Isso gerou nas crianças e jovens uma percepção imediatizada da satisfação das necessidades. Nas classes B e C têm menino de 20 anos que nunca lavou uma louça.

BBC Brasil - Quais as consequências dessa visão idealizada?

Mario Sergio Cortella - Uma parte da nova geração perde uma visão histórica desse processo. É tudo 'já, ao mesmo tempo'. De nada adianta numa segunda castigar uma criança de cinco anos dizendo: sábado você não vai ao cinema. A noção de tempo exige maturidade.

Vejo na convivência que essa geração tem uma visão mais imediatista. Vou mochilar e daí chego, me hospedo, consigo, e uma parte disso é possível pelo modo que a tecnologia favorece, mas não se sustenta por muito tempo.

Quando alguns colocam para si um objetivo que está muito abstrato, sofrem muito. Eu faço uma distinção sempre entre sonho e delírio. O sonho é um desejo factível. O delírio é um desejo que não tem factibilidade.

BBC Brasil - Muitos deliram nas suas aspirações?

Mario Sergio Cortella - Uma parte das pessoas delira. Ela delira imaginando o que pode ser sem construir os passos para que isso seja possível. Por que no campo do empreendedorismo existe um nível de fracasso muito forte? Porque se colocou mais o delírio do que a ideia de um sonho.

O sonho é aquilo que você constrói como um lugar onde quer chegar e que exige etapas para chegar até lá, ferramentas, condições estruturais. O delírio enfeitiça.

BBC Brasil - Qual é o papel dos pais para que a busca pelo propósito dos jovens seja mais realista?

Mario Sergio Cortella Alguns pais e mães usam uma expressão que é "quero poupar meus filhos daquilo que eu passei". Sempre fico pensando: mas o que você passou? Você teve que lavar louça? Ou está falando de cortar lenha? Você está poupando ou está enfraquecendo? Há uma diferença. Quando você poupa alguém é de algo que não é necessário que ele faça.

Tem coisas que não são obrigatórias, mas são necessárias. Parte das crianças hoje considera a tarefa escolar uma ofensa, porque é um trabalho a ser feito. Ela se sente agredida que você passe uma tarefa.

Parte das famílias quer poupar e, em vez de poupar, enfraquecem. Estamos formando uma geração um pouco mais fraca, que pega menos no serviço. Não estou usando a rabugice dos idosos, 'ah, porque no meu tempo'. Não é isso, é meu temor de uma geração que, ao ser colocada nessa condição, está sendo fragilizada.

BBC Brasil - Sempre lemos e ouvimos relatos de conflitos de gerações entre chefes e subordinados, alunos e professores. Como se explicam esses choques?

Mario Sergio Cortella - Criou-se um fosso pelo seguinte: uma criança ou jovem é criado por adultos, que são seus pais e mantêm com eles uma relação estranha de subordinação. A geração anterior sempre teve que cuidar da geração subsequente e essa vivia sob suas ordens.

A atual geração de pais e mães que têm filhos na faixa dos dez, doze anos, é extremamente subordinada. Como há por parte dos pais uma ausência grande de convivência, no tempo de convivência eles querem agradar. É a inversão da lógica.

Essa lógica faz com que, quando o jovem vai conviver com um adulto que sobre ele terá uma tarefa de subordinação, na escola ou trabalho, haja um choque. Parte da nova geração chega nas empresas mal-educada. Ela não chega mal-escolarizada, chega mal-educada.

Não tem noção de hierarquia, de metas e prazos e acha que você é o pai dela. Obviamente que ela também chega com uma condição magnífica, que é percepção digital, um preparo maior em relação à tecnologia.