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A força das campanhas de incentivo de vendas

 

Por Luiz Cláudio S. Nobre - Varejista.com

As transformações que esse novo contexto de era digital tem provocado na comunicação das empresas vêm mudando também o papel das agências de publicidade. Se antes o negócio da publicidade podia se resumir na entrega de uma campanha, hoje vai muito além. O publicitário interfere no próprio negócio do cliente e influencia diretamente no poder de vendas de uma empresa.

Tanto para os empresários, como para os funcionários e também os consumidores finais, vender mais é vender melhor. Uma campanha de incentivo de vendas, seja voltada para o público consumidor ou para os colaboradores de uma organização, é uma ótima ferramenta para impulsionar o faturamento e marcar a presença de uma empresa no mercado.

Essa ferramenta começou a se consolidar, a cerca de três mil anos atrás, nos Jogos Olímpicos da Era Antiga. Para motivarem os atletas, os gregos homenageavam os vencedores com uma cerimônia de premiação. Seu valor material era pouco importante. Eles ganhavam busto em praça pública, poemas e estátuas, ou seja, prestígio.

Os mesmos pilares que sustentaram a estratégia dos gregos para os Jogos Olímpicos, sustentam também a ideia de campanhas de incentivo de vendas. Motivação, reconhecimento e recompensa são usados para aumentar a capacidade de envolver os participantes e facilitar o alcance de resultados satisfatórios para as empresas.

Ao longo do tempo, os modelos desse tipo foram melhorando. A técnica de incentivo passou a nortear várias estratégias de comunicação, promoção e vendas das empresas. Hoje, as campanhas de incentivo vêm conquistando grande parte dos investimentos que antes estavam em propaganda e devem crescer cada vez mais, principalmente por causa das mudanças comportamentais de consumo da classe C. Para se ter ideia, de acordo com um estudo da Fundação Instituto da Administração, o mercado brasileiro nesse setor movimentou mais de 7 bilhões de dólares no ano passado.

Porém, para que a realização de uma campanha desse tipo seja bem aproveitada e desenvolvida da melhor maneira, existe uma série de fatores que devem ser considerados no planejamento da ação. Afinal, realizar uma campanha não é um trabalho fácil. Demanda estudo de viabilidade, análise, cuidado, atenção aos prazos e dedicação. A reputação da empresa e consequentemente, seu faturamento, estão totalmente em jogo.

Em um primeiro momento, para fazer um bom planejamento de uma campanha de incentivo de vendas, seja qual for o segmento da empresa em questão, é preciso descobrir os motivos pelos quais os clientes não estão comprando o produto ou serviço. O objetivo precisa ser estabelecido com muita clareza e pode ser desde estimular novas vendas, ou revenda para clientes já existentes, até incentivar a diminuição do índice de inadimplência, ou melhorar as vendas de um determinado produto, por exemplo.

Além disso, é preciso saber qual é a necessidade mais urgente da emresa que, para que a ação seja feita dentro de períodos e metas que estejam de acordo com os resultados esperados. Qualquer campanha, por menor que seja, tem um dia e hora para começar, bem como para terminar. O tempo de duração de uma campanha de incentivo de vendas deve ser preciso. Isso porque, se for muito rápida, talvez os vendedores não tenham tempo suficiente para atingir os objetivos. E se for muito longa, podem se desmotivar no meio do caminho.

Estou inserido nessa área há algum tempo e, para tentar explicar um pouco melhor, usarei exemplos reais do mercado. No ano passado, uma empresa brasileira, revendedora de tecnologia criou uma campanha de incentivo, em parceria com seus fornecedores que estimulasse a força de vendas a conquistarem novos clientes. Como o negócio é voltado para produtos commodities e seus fornecedores são os mesmos dos concorrentes, eles encontraram no marketing de incentivo uma maneira de criar um diferencial competitivo em relação à concorrência, neste momento complicado para a economia do país.

A ideia principal era promover um elemento de consistência entre as promoções que melhoraram a experiência do usuário, levando a um maior engajamento e uma equipe de vendas mais produtiva. A mensagem da ação foi muito bem assimilada pelo público participante, pois a empresa criou um workshop exclusivo para explicar a campanha. Além disso, um plano de comunicação foi utilizado para impactar os representantes comerciais em momentos e meios estratégicos, como e-mail, SMS, portal de notícias da empresa e a própria plataforma de resgate de prêmios.

A cada venda realizada, os representantes comerciais acumulavam pontos e os trocavam por recompensas. O resultado ilustra muito bem todo o conceito desse tipo de ação: Após 12 meses, a campanha distribuiu milhares de premiações, o que gerou um relevante aumento na motivação de seus representantes comerciais e principalmente no faturamento da empresa, que cresceu bastante durante o período.

 

Participação de cartões nas vendas do varejo atingiu 33,3% em 2015

Fonte: FCDL-MG

 

A participação de cartões no faturamento do varejo passou de 32,5% para 33,3% entre 2014 e 2015, sendo que cresceu apenas a parcela das vendas feitas com cartão de débito, enquanto a do cartão de crédito ficou estável. É o que aponta estudo da Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

 

De acordo com estimativas da Entidade, a partir de dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) e da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), o faturamento nominal do varejo deve ter atingido R$ 1,394 trilhão em 2015 - alta de 3,2% em relação a 2014. O dado não considera os setores de materiais de construção e veículos, motos, partes e peças.

 

No ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o faturamento dos cartões no Brasil atingiu R$ 1,065 trilhão, crescimento nominal de 8,9% ante 2014. Os cartões de crédito movimentaram R$ 665 bilhões (alta de 7,7% em relação ao ano anterior), e os de débito, R$ 400 bilhões (aumento de 11% na mesma base de comparação).

 

Se considerarmos apenas as vendas do varejo (comércio varejista e varejo alimentício, de acordo com segmentação disponibilizada no site da Abecs), a receita foi de R$ 463 bilhões, alta de 5,6% em relação a 2014, com faturamento de R$ 285 bilhões (crescimento de 2,9%) dos cartões de crédito, e de R$ 178 bilhões oriundos de compras no débito (aumento de 10,3%).

 

Com isso, a participação dos cartões nas vendas do varejo cresceu de 32,5% para 33,3% entre 2014 e 2015, mas com um detalhe importante: cresceu apenas a participação das vendas com cartão de débito (de 11,9% para 12,8%), enquanto ficou estável a das vendas com cartão de crédito (20,5%).

Para a assessoria econômica da FecomercioSP, há pelo menos quatro explicações para o aumento da participação dos cartões de débito e a estabilidade da participação dos cartões de crédito nas vendas do varejo. A primeira está ligada às taxas de desconto, que são mais baixas no débito do que no crédito. Diante da queda das receitas e da necessidade de cortar custos, o varejo economiza com um maior volume de vendas no débito.

Além disso, o lojista recebe o valor das vendas com cartão de débito em um prazo menor - dois dias após a realização da venda - do que o das realizadas no crédito - cerca de 30 dias após a venda.

 

Na primeira opção, assim, os varejistas não apenas melhoram o fluxo de caixa, já que embolsam os valores em um prazo menor, como economizam nas operações de antecipação de recebíveis (empréstimo feito por bancos e credenciadoras aos lojistas, que tem como garantia as vendas já realizadas no cartão de crédito), cujas taxas de juros vêm crescendo ao longo dos últimos meses.

 

Além disso, segundo a Federação, com a crise, os consumidores vêm privilegiando a compra de bens de primeira necessidade, como medicamentos e alimentos, normalmente pagos à vista, e adiando a aquisição de bens semiduráveis, como vestuário, e duráveis, como móveis, eletrodomésticos e eletrônicos, cujas compras são mais frequentemente realizadas mediante parcelamento no cartão de crédito. Por fim, o processo de migração dos pagamentos para os meios eletrônicos vem ocorrendo de forma mais intensa nas compras de menor valor, efetuadas com maior frequência no cartão de débito.

Capital mineira tem maior alta do IPCA e registrou a inflação mais alta do país

Fonte: FCDL-MG

 

Com uma inflação de 0,66%, Belo Horizonte foi a capital que apresentou a maior alta no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do percentual superior aos demais e acima do 0,35% registrado na média do País, o IPCA na capital mineira seguiu o movimento de desaceleração verificado em 12 das 13 cidades pesquisadas. A única exceção foi Goiânia (0,39%), que apresentou um avanço no índice frente a maio.

 

No acumulado do ano, a inflação em Belo Horizonte foi calculada em 4,90%, valor já acima da meta central estipulada pelo governo para todo o ano de 2016, de 4,5%. Nos últimos 12 meses, o índice atingiu 8,24% e, ao contrário da comparação mensal, representou a terceira menor variação entre as capitais, ficando abaixo dos 8,84% no Brasil.

 

Desde o início do ano, a tendência do IPCA tem oscilado na capital mineira e, após dois meses de elevações seguidas, voltou a apresentar uma retração em junho. O analista do IBGE Minas, Antônio Braz, avalia que essas variações já estavam dentro do esperado e devem continuar ocorrendo nos próximos meses.

 

“Não há nenhuma surpresa no resultado de junho, porque ele está quase igual ao mesmo índice registrado no ano passado. A alimentação, por exemplo, que tem sido um dos principais fatores de oscilação, apresenta a mesma taxa do ano anterior. Na média, o IPCA está mantendo o comportamento. A inflação prevista pelo Banco Central para 2016 – próxima de 8% – deve ser alcançada”, afirma Braz.

 

Inverno - Em Belo Horizonte, quatro dos nove grupos contemplados no cálculo da inflação apresentaram, em junho, variação superior a maio: artigos de residência (1,12%), vestuário (1,02%), educação (0,11%) e transportes (-0,12%), apesar de o último ainda se manter negativo. O inverno mais rigoroso neste ano, segundo o analista do IBGE Minas, foi fundamental para a alta no grupo de  vestuário, que, em maio, apresentou um índice de -0,03% e, em junho de 2015, havia sido de 0,44%.

 

“A elevação no preço do vestuário se explica pelo fato de que o inverno em 2016 está sendo um pouco mais rigoroso do que nos últimos anos, o que leva a uma renovação, quase que obrigatória, de parte do guarda-roupas. Com isso, a demanda ficou maior para esses produtos de inverno, com destaque para as roupas femininas”, explica. Além das roupas femininas (1,63%), as joias e bijuterias (1,59%) contribuíram para o crescimento no grupo.

 

A categoria habitação, apesar da desaceleração frente a maio, foi a que teve a maior variação absoluta, com 1,71%. Dentre os seus subitens, as maiores contribuições vieram das taxas de água e esgoto (5,57%) e energia elétrica (3,26%), que sofreram reajustes nos preços. No caso da água, além do aumento de 13,90% a partir de 13 de maio, houve uma revisão na estrutura tarifária do serviço. Já na energia, o impacto reflete a alta de 3,78% nos preços no fim do quinto mês do ano.

 

O grupo com maior peso (23,08%) em Belo Horizonte, alimentação e bebidas, registrou em junho inflação de 0,46%, repetindo o mesmo percentual de um ano atrás. Mesmo com uma menor elevação nos preços nessa categoria em relação ao mês anterior (1,11%), o feijão-carioca continuou a pressionar o IPCA com uma variação de 39,34% em junho e 92,01% nos últimos 12 meses. A boa notícia, porém, é que o “vilão” do momento deve dar um alívio nos próximos meses.

 

“O setor que trabalha com a agricultura no IBGE já nos informou sobre a colheita da safra irrigada do feijão que vai ocorrer. Com a entrada dessa safra, os preços do grão devem começar a ceder. O feijão, não só agora, mas nos últimos anos teve uma elevação acima da inflação. Em uma comparação com junho de 2006 até hoje, a média anual de elevação do IPCA de Belo Horizonte foi de 6,04%, o grupo alimentação e bebidas registrou 9% e o feijão alcançou a marca de 19%. A gente observa que o feijão é um produto que quando cai o preço, a queda é significativa, mas ainda assim tem sido insuficiente para retomar os níveis anteriores”, destaca Braz.

 

Atualização do supersimples é aprovada por unanimidade no senado

Com 58 votos a favor – 17 a mais que o mínimo necessário – o Senado Federal concluiu nesta terça-feira (28/06) a atualização das regras para o enquadramento das empresas no Supersimples. A intenção era fazer a votação final na última quarta-feira (22/06), mas as emendas apresentadas em Plenário motivaram mais um pedido de adiamento de votação.

O projeto se pauta no tripé: simplificação, tributação diferenciada e incentivo ao emprego.

Acordo

O senador José Pimentel (PT-CE) elogiou a atuação da senadora Marta Suplicy, que acatou várias emendas apresentadas pelos senadores. Pimentel informou, no entanto, que pedirá aos deputados para fazer mais alguns ajustes no texto. O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) celebrou o acordo sobre o texto definitivo e sobre as emendas, que permitiu um tratamento mais igualitário entre as categorias profissionais. Ele ainda destacou a importância da legislação do Supersimples para as empresas de pequeno porte.

Próximos passos

Como houve alteração no projeto, a matéria voltará para a análise das Comissões na Câmara dos Deputados. Depois disso, o projeto será votado no Plenário da Casa e caso aprovado, o texto segue para a sanção da Presidência da República.

Fonte: ENCAB

Número de empresas inadimplentes cresce 13,01% em maio, aponta indicador do SPC Brasil

O número de empresas inadimplentes voltou a crescer em maio deste ano, avançando 13,01% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O levantamento é do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Além do aumento no número de empresas inadimplentes, houve também um crescimento na variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 16,21% a mais em maio deste ano, em relação a maio do ano passado. Já na passagem de abril para maio, sem ajuste sazonal, a alta foi de 0,71% na quantidade de empresas inadimplentes e de 0,86% no volume de dívidas.

Os dados levam em consideração todas as regiões brasileiras com exceção do Sudeste, onde vigora no estado de São Paulo a Lei Estadual nº 15.659 que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas. Segundo o indicador, a região em que mais aumentou o número de empresas negativadas no último mês foi o Nordeste, com avanço de 14,69% na comparação com igual período de 2015. Em seguida aparece o Centro-Oeste, que registrou avanço de 13,72% na mesma base de comparação, o Norte (12,49%) e o Sul (10,89%).

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, os dados refletem o aprofundamento do quadro recessivo da economia brasileira, que conta com juros elevados, o que acaba encarecendo o custo do capital. ”O recuo da atividade econômica tem refletido em queda do faturamento das empresas e, com isso, a capacidade desses empresários honrarem seus compromissos e manterem um bom fluxo de caixa também é afetada”, explica o presidente.
Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a dificuldade dos empresários em manter os compromissos com os fornecedores em dia está diretamente relacionada à alta dos preços, ao encarecimento do crédito e aos baixos índices de confiança da população para consumir e dos empresários para realizar investimentos. “A conjuntura de todos esses fatores econômicos dificulta o crescimento da atividade produtiva no país”, afirma a economista.

De acordo com o indicador do SPC Brasil, o setor credor que apresentou o maior crescimento das dívidas de pessoas jurídicas – ou seja, para quem as empresas estão devendo – são as indústrias (21,51%), seguidas de perto pelo comércio (21,11%). Completam o ranking de setor credor o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras (14,50%) e de agricultura (0,51%).

Entre os segmentos devedores, as altas mais expressivas ficaram com serviços (15,50%) e comércio (13,2%), seguidos pelas empresas que atuam na área da indústria (12,60%) e da agricultura (7,74%).

Sete em cada dez brasileiros acreditam que gastos com beleza são uma necessidade e não um luxo, aponta pesquisa

Fonte: CNDL

O consumidor brasileiro é vaidoso com a aparência e admite gastar com produtos e serviços de beleza para melhorar a autoestima. A constatação é de um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais e no interior dos 26 Estados e do Distrito Federal. Segundo dados do estudo, seis em cada dez (62,7%) brasileiros consideram-se pessoas vaidosas e preocupadas com sua aparência e 65,7% concordam com a ideia de que cuidar de beleza não é luxo, mas uma necessidade. Outro número que reforça a preocupação do brasileiro com a própria imagem é que quase a metade dos entrevistados (49,4%) acredita que gastar dinheiro com o propósito de melhorar a aparência física é um investimento que vale a pena, ao proporcionar sensação de felicidade e satisfação.

Há ainda uma parcela considerável de consumidores que reconhece exagerar nesse tipo de gasto, colocando em risco a saúde financeira: quase um quarto (23,4%) dos consumidores brasileiros assume o hábito de gastar mais do que efetivamente pode com cuidados estéticos, sendo o comportamento mais frequente entre mulheres (26,5%), pessoas com idade entre 18 e 34 anos (29,0%) e pertencentes à classe C (25,0%).

O estudo sugere que a preocupação com a aparência tem uma ligação direta com as relações sociais e de trabalho. Também foi perguntado aos consumidores sobre as características que mais influenciam o sucesso profissional de uma pessoa e, os resultados mostram que a boa aparência foi a quarta opção mais citada (32,1%), ficando à frente de atributos como inteligência (28,9%), disciplina (23,4%), atendimento atencioso (21,7%) e simpatia (20,9%). As primeiras colocações ficaram com esforço e dedicação (48,1%), qualificação e estudo (47,4%) e honestidade (41,4%). De acordo com o estudo, sete em cada dez (74,8%) entrevistados acreditam que pessoas bem cuidadas aparentam ser profissionais melhores e mais da metade (52,6%) concordam que pessoas bonitas têm mais oportunidades na vida – opinião partilhada sobretudo entre os entrevistados da classe C (54,7%).

“O estudo mostra que o investimento em beleza reflete não apenas a busca pelo bem-estar e felicidade das pessoas, mas também como um investimento na possibilidade delas encontrarem melhores oportunidades na vida pessoal e profissional”, explica o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, que ainda faz um alerta: “cuidar da beleza é importante para manter a autoestima e a satisfação consigo mesmo, mas isso pode ser feito sem gastar muito e sem prejudicar o orçamento doméstico, desde que o consumidor faça uma lista de prioridades e ajuste seus hábitos de consumo ao tamanho do bolso”, garante.

Para 57% dos consumidores produtos de beleza têm poder para mudar aparência

Gastos com roupas, calçados e assessórios (40,5%), alimentação saudável (40,2%), cuidados com a unha (30,3%) e com os dentes (38,0%), controle do peso (35,4%), cremes para o corpo e rosto (34,5%), atividades físicas (32,5%) e pintura do cabelo (26,9%) são as medidas mais tomadas pelos consumidores entrevistados para cuidar da beleza. O estudo descobriu ainda que mais da metade (57,4%) dos consumidores acreditam que os produtos de beleza têm a capacidade de modificar a aparência das pessoas para melhor, chegando a 66,8% entre as mulheres e 61,6% entre os consumidores da classe C. Quanto às motivações dos que consomem produtos para ficar mais bonitos, a pesquisa indica que a principal delas é o aumento da autoestimaa (62,1%).

A pesquisa também procurou saber quais são os produtos ou serviços que os entrevistados têm a intenção de adquirir nos próximos três meses para cuidar da aparência e constatou que os cosméticos estão em primeiro lugar do ranking, com mais da metade das citações (50,7%), seguidos pelas roupas, calçados e assessórios (43,9%) e pelos cuidados com o cabelo, unha, barba e pelos (42,3%). Outras opções ainda mencionadas foram tratamentos odontológicos (24,4%), maquiagens (20,9%) e remédios e vitaminas (19,0%).

Já com relação aos tratamentos de maior valor financeiro e de maior complexidade que os entrevistados desejam realizar pelos próximos 12 meses, os mais mencionados são clareamento dentário (20,9%), aparelho para correção nos dentes (14,8%) e a aplicação de porcelana nos dentes (10,4%).

Preço e qualidade dos produtos são características mais avaliadas

Na avaliação dos consumidores brasileiros, o valor é o principal fator a ser levado em conta no momento de escolher o local de compra dos produtos e serviços de beleza e estética: 58,1% consideram o preço como a condição mais importante, ao passo que 47,1% dão mais atenção à qualidade do produto e 33,2% ao atendimento.

Quanto às características dos produtos, os consumidores consideraram de alta influência fatores como qualidade (79,4%), cheiro (71,0%) e preço (70,8%).  O estudo também descobriu que a associação de pessoas famosas a determinadas marcas e produtos é uma estratégia que impacta um grupo pequeno de entrevistados: apenas 20,2% atribuem alta influência ao uso da imagem de celebridades na escolha de um produto de beleza, ficando em último lugar entre todos os investigados no estudo. Já as principais fontes em que as pessoas mais pesquisam e buscam informações sobre produtos e serviços de beleza são amigos e familiares (46,8%), sites especializados (42,7%) e redes sociais (22,1%). Principalmente antes de adquirir cosméticos (54,4%), vestuário (43,1%) e maquiagens (23,6%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, “a pesquisa é um indicativo de que empresários do ramo de beleza precisam investir não apenas em produtos acessíveis financeiramente, mas também em itens capazes de corresponder às expectativas da qualidade de quem os adquire, pois o consumidor tem se mostrado mais exigente e informado”.

Maioria dos brasileiros admite ser vaidosa e 55% se preocupam com opinião alheia

A pesquisa indica que a vaidade é parte da característica da maioria dos brasileiros: 62,7% consideram-se pessoas vaidosas – sendo que 12,7% são muito ou extremamente preocupados com a aparência. A nota média geral que o brasileiro atribui para si quando levada em conta a aparência física é 7,0, numa escala que varia de zero a dez. A pesquisa detectou ainda que as pessoas vaidosas são mais frequentemente encontradas entre as mulheres (67,7%) e aqueles com idade entre 18 e 34 anos (71,2%). Em contrapartida, 37,3% dos entrevistados não podem ser definidos como vaidosos, dentre esse grupo, a principal justificativa é a falta de importância dada ao assunto, já que o foco está em outras prioridades de vida (51,8%). Porém, nem sempre o cuidado com o visual é uma questão de escolha: 27,3% alegam não ter dinheiro para se cuidar.

De modo geral, o estudo comprova que os brasileiros dão atenção considerável ao visual: 82,9% se sentem mais atraentes quando estão arrumados, 44,8% estão preocupados em evitar os efeitos do envelhecimento, 33,6% admitem que ter uma boa aparência é uma das suas principais preocupações na rotina diária e 55,0% se importam com a opinião das demais pessoas a respeito da sua aparência física.

 

Na contramão do mundo, Brasil tributa mais o consumo

Depois de um dia de trabalho, você senta tranquilamente em uma cafeteria e pede um cafezinho, um bolo de brigadeiro e uma água mineral. Com certeza, a última coisa que vai estar pensando é quanto de imposto vai pagar. Mas vamos lá ao “prato indigesto”: 16,52% no cafezinho; 33,95% no bolo e, em uma simples garrafinha de água, 37,44%. Muita gente nem se dá conta disso. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), nós pagamos hoje 63 tributos entre impostos, taxas e contribuições.

 

O lado mais cruel é que essa taxação é maior sobre o consumo no Brasil. Segundo levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – órgão internacional que reúne 34 países e que promove políticas de desenvolvimento econômico e bem-estar social –, o índice é de cerca de 65% (veja gráfico ao lado). A carga tributária na renda, por exemplo, é pouco mais de 20%.

 

O que isto significa? O professor do curso de ciências contábeis do Ibmec/MG Paulo Machado é taxativo: “Essa carga tributária maior em consumo quer dizer que, proporcionalmente, quem tem uma renda menor paga mais impostos. É uma tributação injusta, porque penaliza quem ganha menos”.

 

Ele esclarece que, já nos países desenvolvidos, normalmente a maior carga tributária recai sobre a renda e o patrimônio. “É uma forma mais justa de taxar”, afirma.

 

Fonte: O Tempo

Cheque especial: taxa de juros atinge recorde de 311,3% ao ano

A taxa de juros do cheque especial continuou a subir em maio. De acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (28/06), a taxa do cheque especial subiu 2,6 pontos percentuais, de abril para maio, quando ficou em 311,3% ao ano.


Essa é a maior taxa da série histórica do BC, iniciada em julho de 1994. Em 12 meses, essa taxa já subiu 79,3 pontos percentuais.

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito é ainda maior: chegou a 471,3% ao ano, em maio, com alta de 18,9 pontos percentuais em relação a abril. Em 12 meses, a taxa subiu 111 pontos percentuais.

 

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando parcela o valor integral da fatura do cartão. Essa é a modalidade com taxa de juros mais alta na pesquisa do BC.

 

A taxa média das compras parceladas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados caiu 1,5 ponto percentual para 148,9% ao ano.

 

A taxa do crédito pessoal, sem considerar operações consignadas (com desconto das prestações em folha de pagamento), caiu 0,9 ponto percentual para 129,9% ao ano. A taxa do crédito consignado caiu 0,1 ponto percentual para 29,6% ao ano.

 

A taxa média de juros cobrada das famílias subiu 0,7 ponto percentual para 71,7% ao ano. A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas subiu 0,1 ponto percentual para 6,3%.

 

No caso das empresas, a taxa de inadimplência subiu 0,3 ponto percentual para 5,4%. A taxa média de juros cobrada das pessoas jurídicas caiu 0,5 ponto percentual para 30,6% ao ano.

 

Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa de juros para as pessoas físicas subiu 0,4 ponto percentual para 10,4% ao ano. A taxa cobrada das empresas subiu 0,2 ponto percentual para 11,8% ao ano.

 

O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos subiu 0,1%, em maio, quando ficou em R$ 3,144 trilhões. Esse valor correspondeu a 52,4% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB), ante o percentual de 52,6% registrado em abril deste ano.

 

Fonte: Portal Diário do Comércio

Consumidor brasileiro está mais otimista pelo segundo mês seguido

A confiança do consumidor subiu pelo segundo mês seguido em junho, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 3,4 pontos em junho ante maio, registrando 71,3 pontos, maior nível desde junho de 2015, quando foi 73,2.

 

O índice é calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos. Quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor - leituras acima de 100 são consideradas favoráveis. A média dos últimos cinco anos é 95,0 pontos, bem acima do nível atual.

Para Viviane Seda Bittencourt, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) e coordenadora da Sondagem do Consumidor, o avanço do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff aparece como principal fator por trás da melhora no nível da confiança do consumidor nos últimos dois meses.

 

Segundo Viviane, a associação entre o impeachment e a melhora da confiança está baseada em dois pontos. O primeiro é o fato de o movimento ter sido verificado tanto em maio, mês em que o Senado Federal decidiu pela admissibilidade do processo, quanto em junho. O outro ponto é a alta ter sido puxada pelas expectativas.

 

Entre os componentes do ICC, o Índice de Expectativas (IE) avançou 6,0 pontos em junho, atingindo 77,1 pontos, maior nível desde janeiro de 2015 (81,7). Já o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,8 ponto, atingindo 64,7 pontos. Em maio, o IE já havia subido 5,3 pontos em relação a abril, ao passo que o ISA avançara apenas 0,8 ponto.

 

“Normalmente, as expectativas antecedem uma melhora na situação atual”, afirmou Viviane, ponderando, por outro lado, que não é possível dizer quanto tempo levará para isso ocorrer no contexto atual. “O momento é atípico”, disse a pesquisadora.

 

O avanço do processo de impeachment reduz a incerteza política e, por isso, permite as famílias ficarem menos pessimistas, de acordo com Viviane. O mesmo processo tem sido verificado nos índices de confiança empresarial.

 

Ainda assim, a melhoria recente nas expectativas passa longe de levar a uma maior propensão ao consumo das famílias, fundamental para impulsionar a recuperação da economia. Pesa sobre o consumo das famílias um ciclo de retração que envolve inflação, desemprego e endividamento, todos esses fatores medidos no ISA, que avalia a percepção sobre o momento econômico do País e financeiro da família.

Para a pesquisadora da FGV, a piora do mercado de trabalho é o fator de maior peso, pois, com o aumento do desemprego, as famílias ficam mais endividadas e param de consumir.

 

Classes - A alta da confiança do consumidor esteve presente em junho em todas as quatro classes de renda pesquisadas, com a melhora mais expressiva ocorrendo entre os consumidores com renda familiar entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600,00, em que o Índice de Confiança do Consumidor aumentou 4,2 pontos.

 

“O resultado geral da pesquisa mostra que os consumidores estão se tornando gradualmente menos pessimistas em relação à evolução da economia e das finanças pessoais, ainda que a percepção sobre as condições presentes seja muito ruim, colaborando para manter o ICC em patamar historicamente baixo”, finaliza a FGV.

 

Fonte: Diário do Comércio

Milionários listam 6 estratégias para ganhar dinheiro a partir do zero

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Fonte: UOL Economia

Guardar dinheiro é fundamental para aumentar o seu patrimônio. Mas antes de pensar em poupar é preciso primeiro ganhar, lembra o milionário Steve Siebold, que já entrevistou 1.200 das personalidades mais ricas do mundo.

"As pessoas estão tão preocupadas em juntar cupons de descontos e viver economicamente que acabam perdendo grandes oportunidades. Os ricos também reconhecem que economizar é importante, mas sabem que ganhar dinheiro é ainda mais relevante", explica.

 

O site "Business Insider" organizou uma lista com as melhores estratégias para aumentar sua riqueza, de acordo com milionários que construíram, do zero, seu caminho para o sucesso. Veja seis delas:

Não é preciso ter dinheiro para ganhar dinheiro

Os ricos querem sempre ser pioneiros e ter as melhores ideias, então eles não têm medo de apostar em seu potencial e de confiar seu futuro ao bolso de outras pessoas.

"Os milionários sabem que o dinheiro está sempre disponível, já que as pessoas afortunadas estão constantemente à procura de bons investimentos que lhe proporcionem altas rentabilidades", diz Siebold.

Além disso, você não precisa ter dinheiro para ganhar dinheiro: "A verdade é que você precisa ter boas ideias para resolver seus problemas e aumentar sua renda. Ideias criativas são o ponto-chave para ganhar dinheiro, mas a maioria das pessoas está tão focada na origem do dinheiro, que ignora seus pensamentos, mesmo eles sendo os responsáveis por atrair a riqueza".

Crie diferentes fluxos de renda

De acordo com o estudo de Thomas C. Corley sobre milionários, muitos deles buscam desenvolver diversos fluxos de renda, de modo a diversificarem seu portfólio e, consequentemente, a entrada de capitais. O relatório mostra que 65% deles têm três fluxos distintos, 45% possuem quatro e 29% deles investem em cinco ou mais fontes de renda diferentes.

Dentre esses fluxos adicionais encontram-se o aluguel de imóveis, os investimentos no mercado de ações e participações em sociedades de negócios. "Três fluxos adicionais é o número mais comum entre os milionários, de acordo com meu estudo, mas quanto mais fluxos você criar em sua vida, mais segura será a sua situação financeira", escreve.

Coloque o seu dinheiro para trabalhar

"O único motivo para guardar dinheiro é para investi-lo", escreve Grant Cardone, que estava totalmente endividado e sem dinheiro aos 21 anos e conseguiu dar a volta por cima, alcançando o milhão aos 30. "Coloque o seu dinheiro em uma conta segura e 'intocável'. Nunca utilize esse capital para nada, nem para uma emergência", recomenda.

Apesar de investimentos serem, em teoria, arriscados, é uma das melhores formas de ganhar dinheiro. Segundo Ramit Sethi, autor do best-seller "I Will Teach You to Be Rich" (Vou Te Ensinar a Ser Rico, em tradução livre), os milionários investem, em média, 20% de sua renda todos os anos.

Isso acontece, porque o patrimônio deles não é medido pela quantidade de dinheiro que ganham ao final de cada ano, mas pela quantia que conseguem guardar e investir ao longo do tempo.