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5 dicas para fidelizar clientes

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FONTE: saiadolugar.com.br - Luiz Piovesana

Basicamente existem dois momentos em que você pode causar uma boa impressão em seu cliente: antes e depois da venda.

Eles não são excludentes entre si, mas com certeza o momento “pós-venda” é o mais importante.

A partir da venda, seu cliente passa a depender de você em aspectos como: prazo de entrega, pagamento, garantia, atendimento, renovação/revenda etc. Causar uma boa experiência é essencial para o sucesso de qualquer negócio, pois é assim que você garante que o seu cliente não só retornará, como também te recomendará para seus contatos.

Aqui vão 5 dicas para você fazer isso acontecer e fidelizar clientes da melhor maneira:

1- Facilite que seu cliente entre em contato com você
Como consumidor, é sempre muito ruim quando acontece algum problema e você não consegue ser atendido, certo? Então não faça seu cliente passar por isso.

Você não precisa fornecer infinitas formas de contato, mas é sempre ideal deixar claro quais as opções e facilitar que o seu cliente saiba quais são – no caso de um site, deixar botões e telefones BEM visíveis.

Uma ferramenta bem bacana para que clientes entrem em contato com você através de seu site/loja virtual é o help desk. Além de substituir o email/formulário de contato, sistemas help desk te ajudam muito a organizar as solicitações existentes em um só lugar.

2- Surpreenda seu cliente
Existe algo chamado modelo de Kano que diz que entregar mais do que o cliente espera gera uma satisfação infinitamente maior do que se você tivesse entregue apenas o prometido.

Para efetivamente causar esse efeito em seus clientes, o que é viável fazer? Entregar o produto comprado antes da hora? Entregar um brinde junto? Algo que ele poderá usar junto com o que ele comprou? Um vale desconto para uma próxima compra? Conteúdo de utilidade para ele (normalmente relacionado ao serviço/produto que você entrega)?

Lembre-se: por mais que isso gere um custo, se o seu cliente voltar a comprar com você, esse custo acaba virando ‘investimento de captação/marketing’ (normalmente menor do que o custo de captar um novo cliente) – ou seja, é possível fazer as contas para decidir que ação tomar. Investir em aumentar o LTV (life-time value) pode trazer excelentes resultados.

3- Dê incentivos para que ele retorne
Além de cupons de desconto para próximas compras, uma tática que tem ficado cada vez mais comum é o cartão de fidelidade.

Além de ser uma forma de organizar sua estratégia de marketing, você incentiva que o seu cliente retorne, pois ele saberá que ganhará benefícios por ser fiel.

Um bom exemplo é o sistema de milhas de companhias aéreas ou o de pontos em cartão de crédito.

4- Tenha um controle dos clientes (CRM)
As ferramentas de CRM (Customer Relationship Management) servem pra você gerenciar os seus clientes. Nelas você pode guardar informações como:

  • Informações de contato – nome, telefone, email, endereço etc.
  • Data de nascimento – talvez pra mandar um email ou presente de aniversário;
  • Quantos e quais itens foram comprados – conhecer as preferências do seu cliente sempre pode ajudar a fazer boas recomendações;
  • Quanto ele já gastou (LTV) – é legal saber quais clientes que dão maior retorno;
  • Relatório de reclamações e elogios feitos por esse cliente.

O ponto aqui não é “vá atrás do CRM mais completo do mundo agora!”, mas sim refletir: quais informações são importantes conhecer sobre o seu cliente para que você possa não só escolher o melhor sistema pra você (nem que seja uma planilha de Excel), mas também programar ações para reter seus clientes?

Exemplo de ação: se você está com uma promoção atual de venda de porta cartões de visita e você sabe que tem um cliente que já comprou produtos relacionados a ele, por que não avisá-lo ou dar preferência a ele?

5- Mantenha o relacionamento ativo
Você tem as informações dos seus clientes cadastradas num CRM. E agora?

Se você for pensar cliente por cliente no que fazer em cada caso, ou você tem uma empresa de serviços (que precisa de poucos clientes) ou você tá lascado =P. A ideia é segmentar a sua base de clientes em grupos, assim com uma ação você consegue atingir um grande número de pessoas e, ao mesmo tempo, dar um toque personalizado.

Você pode segmentar por tipo de produto comprado, por perfil etário, por época em que compraram, por valor pago etc.

Depois da segmentação, é preciso montar um plano de ações para manter a relação viva. Se o seu cliente não lembra que você existe, a chance de fidelizá-lo assim é praticamente nula.

Como você vai se comunicar com ele? Algumas possibilidades:

  • Mandar email a cada x semanas/ x meses;Telefonar depois de x semanas da compra para pegar feedback;
    • O que cada email conterá? Conteúdo útil, promoções, novidades?
  • Mandar catálogo de produtos depois de x meses;
  • Telefonar para avisar que haverá um período de promoção aberto apenas para alguns clientes e que essa pessoa está nesse grupo seleto.

Mais uma vez, esse é um trabalho de formiguinha: é preciso disciplina e esforços constantes para que ações desse tipo tragam bons resultados.

Neuromarketing e as estratégias para exposição de produtos

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Você já parou para pensar em quantos produtos diferentes estão expostos nas prateleiras de um supermercado? Embora esse número seja muito grande, mais de 80% deles acabam sendo descontinuados no seu primeiro ano de vida, como Neale Martin descreve em seu livro ‘Hábitos de Consumo’. Além da marca, do preço e do produto, as embalagens são capazes de influenciar a decisão de compra do consumidor e gerar um grande impacto na tomada de decisão. Com a ajuda do neuromakerting, as empresas conseguem avaliar a experiência dos consumidores, aprimorando suas embalagens e desenvolvendo produtos que agradam e, possivelmente, vendem mais. 

De acordo com a Forebrain, especialista no assunto, uma das grandes descobertas da neurociência, é que boa parte das decisões que tomamos é feita de maneira não consciente. Somos influenciados por estímulos e informações sem que nos demos conta e nossas emoções sempre estão dominando nossas escolhas e desejos. “Conhecer o inconsciente do consumidor e as melhores maneiras para interagir diretamente com ele têm se tornado cada vez mais importante para as empresas que buscam uma posição de destaque no mercado”, afirma Billy Nascimento, co-CEO da Forebrain. 

O neuromarketing tem sido utilizado para o desenvolvimento de produtos e embalagens mais atraentes e que possuem valores mais adequados às necessidades e desejos do consumidor. “Os estudos neurocientíficos são capazes de mostrar qual embalagem chama mais atenção do consumidor e o que ele sente e entende diante daquela comunicação visual”, explica Billy.

A Forebrain produziu um e-book sobre Neuromarketing e Embalagens, que conta com técnicas para melhorar a experiência do consumidor e indica 8 caminhos para embalagens eficientes.

1. Menos é mais: embalagens com menos informações costumam ser processadas mais facilmente pelo cérebro dos consumidores;

2. Abuse da repetição: quando padrões visuais são repetidos, o esforço necessário para que uma imagem seja formada na mente dos consumidores é menor, facilitando o processamento;

3. Atente-se à simetria: embalagens simétricas costumam gerar emoções mais positivas;

4. Saliência = atenção: o contraste de uma embalagem com o seu entorno pode facilitar sua percepção e impactar a sua atratividade;

5. Nitidez: linhas nítidas facilitam a percepção e o processamento da informação que as embalagens querem transmitir;

6. Apele para motivações inconscientes: sinais das embalagens podem despertar desejos – que nem sempre são conscientes – nos consumidores. Entender quais são as necessidades e desejos mais profundos do seu público alvo e alinhar a sua embalagem a esses desejos pode funcionar muito bem;

7. Lembre-se da relação novidade/familiaridade: produtos muito familiares costumam chamar menos atenção, mas contam com o apoio emocional de experiências passadas. Produtos muito inovadores podem chamar mais atenção dos consumidores, mas costumam gerar sensações de estranheza e desconforto;

8. Analise os valores da categoria: é muito importante conhecer os valores que estão associados à categoria do seu produto. Alinhar os valores do seu produto com os da categoria, ou não, é uma questão estratégica.

Para conhecer mais sobre o estudo de embalagens, acesse o e-book: www.forebrain.com.br/ebook/embalagem

Inadimplência dos Microempreendedores Individuais chega a 59%

Fonte: FCDL-MG

 

O aumento do desemprego incrementa o número de brasileiros que abrem seu próprio negócio. Os microempreendedores individuais (MEIs) já alcançam a marca de 6 milhões de pessoas. No entanto, segundo a Receita Federal, seis em cada dez estão inadimplentes com o recolhimento dos impostos em atraso há mais de 90 dias.

 

É o caso de Lucas Gonçalves de Melo, que vende quentinhas em casa, para empresas e para operários em canteiros de obra. No ano passado, ele formalizou a Cidade Santa Marmitex e chegou a fornecer até 500 quentinhas por dia. Mas teve de mudar de cidade e o volume de pedidos diminuiu. Agora, ele está montando uma cozinha nova nos fundos de casa com a ajuda da mãe e, enquanto reestrutura o negócio, deixou de pagar o boleto mensal do MEI. "Ser patrão de você mesmo te dá uma liberdade maior, mas também aumenta a responsabilidade."

 

"Nossa missão é ajudar esse pequeno empresário a se regularizar para continuar trabalhando e tendo seus direitos garantidos", diz o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. Segundo ele, agora, o foco do "maior programa de formalização do mundo", criado há quase sete anos, é diminuir o número de calotes, que subiu de 55,5% no fim de 2015 para 59,4% no início deste ano. Até maio, 405 mil pessoas se formalizaram como MEI.


Segundo pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), feita no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), o empreendedorismo por necessidade subiu de 29% para 44% de 2014 para 2015. Já o número de brasileiros que abriram uma empresa por identificar uma oportunidade - e não por necessidade - caiu em relação aos últimos anos e voltou ao patamar de 2007.


Em 2015, a taxa de empreendedorismo no País foi de 39,4% - ou seja, quatro em cada dez brasileiros adultos estão envolvidos com a criação de uma empresa - o maior índice dos últimos 14 anos e quase o dobro do registrado em 2002, quando a taxa era de 20,9%. Segundo o Sebrae, a taxa de empreendedorismo brasileira é superior a dos EUA, México, Alemanha e de países como Rússia, Índia, China e África do Sul.


São microempreendedores individuais os empresários que trabalham sozinhos ou com, no máximo, um funcionário e cuja receita anual é de até R$ 60 mil por ano. O empreendedor tem acesso ao seguro-saúde do INSS e à aposentadoria. Com a formalização, a empresa amplia o mercado porque pode emitir nota fiscal, vender para órgãos públicos e usar máquinas de pagamento por débito e crédito, por exemplo.


Para ter acesso aos benefícios previdenciários e estar regularizado, o MEI deve pagar, até o dia 20 de cada mês, o boleto mensal que varia entre R$ 45 e R$ 50, dependendo da atividade exercida. O valor corresponde a 5% do salário mínimo, destinado à Previdência Social, e R$ 1 ou R$ 5 referentes ao ICMS ou ISS. Ele também deve enviar todos os anos a declaração anual de rendimentos - o prazo se encerra no dia 31 de maio.


De acordo com as novas regras, os pequenos empresários que estiverem com contribuições mensais de 2014, 2015 e 2016 consecutivas em atraso e que não fizeram a declaração anual desses anos terão os registros cancelados no segundo semestre deste ano.

Inflação de 438% desde criação do real faz nota de R$ 100 valer R$ 18,59

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Desde 1º de julho de 1994, quando o real começou a circular, até 31 de março de 2016, a moeda brasileira perdeu 81,41% do seu poder de compra, segundo cálculo do Instituto Assaf, entidade privada formada por professores e pesquisadores das áreas de economia e finanças.

Por causa da desvalorização, uma nota de R$ 100 tem poder de compra equivalente a R$ 18,59 atualmente. "Se alguém tivesse deixado uma nota de R$ 100 guardada durante todo esse tempo, ela teria, hoje, menos de um quinto do valor de 1994", afirma Fabiano Guasti Lima, pesquisador do Instituto Assaf.

 

A perda de valor da moeda brasileira se deve à inflação acumulada nesses quase 22 anos. De julho de 1994 a março de 2016, a inflação oficial no país, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 437,79%, de acordo com o instituto. 

Fonte: UOL

Lojista paga menos para operadoras de cartões em compras à vista

Facilidade para o consumidor, dor de cabeça para o lojista: oferecer parcelamentos ficou mais caro para o empreendedor nos primeiros quatro meses de 2016. O custo financeiro das transações parceladas, que corresponde à comissão paga pelas empresas às operadoras de cartões, registra alta de até 13% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

A Equals analisou as transações de 6.669 pontos de vendas (físicos e online), espalhados em todas as regiões do Brasil no primeiro quadrimestre de 2016 (janeiro a abril).

 

Na média, a venda à vista teve uma taxa de 1,38% para o lojista – uma queda de 6% na comparação com 2015. Em contrapartida, o aumento das parcelas levou a um crescimento da comissão paga às operadoras de cartões. Compras feitas em “dez vezes”, por exemplo, registraram 2,35%, contra 2,3% do ano passado. No caso de doze parcelas, a taxa foi de 2,46% ante 2,18% nos primeiros quatro meses do ano passado – uma alta de 13,05%.

 

“Esses números acompanham o momento de incertezas econômicas pela qual o Brasil atravessa atualmente. É um estímulo para que as compras sejam realizadas à vista, garantindo dinheiro no caixa durante a crise”, confirma Fabrício Costa, diretor de novos negócios da Equals.

 

O consumidor prefere parcelar, com 65% nas compras realizadas em até três vezes (diante de 63% em 2015). Já o restante dos pedidos foi realizado em até doze parcelas, também com distribuição semelhante ao mesmo período do ano passado. No total, a pesquisa processou 31,3 milhões de transações, com R$ 3,8 bilhões em vendas.

 

Antecipação de recebíveis

 

Para driblar a crise o lojista tem optado cada vez mais por receber antecipado. O custo da antecipação de recebíveis (modalidade em que a empresa recebe à vista as vendas parceladas) também acompanhou a tendência de crescimento. Em 2016, a taxa média dessas operações foi de 2,65%, contra 2,27% registrada em 2015 – um aumento de quase 17%. O volume antecipado também foi maior e atingiu 135% do volume de vendas do período, ou seja, R$ 5,1 bilhões.

 

Fonte: FCDL-MG

Inicial Projeção de inflação atinge marca de 7,06% para o ano de 2016

Fonte: FCDL-MG

 

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, foi ajustada de 7,04% para 7,06%. Em relação a 2017, a estimativa se mantém em 5,50% há duas semanas. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC) junto a instituições financeiras.

 

As estimativas estão acima do centro da meta de inflação, de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano e 6%, para 2017. É função do Banco Central fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.


Quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.


O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A mediana (quando são desconsiderados os extremos nas projeções) das expectativas das instituições financeiras para a Selic passou de 12,75% para 12,88% ao ano, ao final de 2016, e de 11,38% para 11,25% ao ano, no fim de 2017. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.


A estimativa de instituições financeiras para o encolhimento da economia, este ano, foi levemente ajustada. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,83% para 3,81%. Em relação a 2017, a estimativa de crescimento passou de 0,50% para 0,55%. A projeção para a cotação do dólar ao final de 2016 caiu de R$ 3,67 para R$ 3,65. A estimativa, para o fim de 2017, passou de R$ 3,88 para R$ 3,85.

Vendas dos supermercados cresceram 3,75% no quadrimestre

Fonte: FCDL-MG

 

As vendas dos supermercados em Minas Gerais cresceram 3,75% no primeiro quadrimestre de 2016, frente ao mesmo período no ano passado. O resultado do setor também foi positivo na comparação entre abril e o mesmo mês de 2015, com uma alta real de 3,09%. Os dados são da pesquisa “Termômetro de Vendas”, divulgada ontem pela Associação Mineira de Supermercados (Amis).

 

Em um cenário de forte recessão econômica e de busca por uma estabilização política, a percepção sobre o perfil do consumidor, combinada com um pouco de criatividade, tem sido a grande aliada dos empresários do ramo para conseguirem crescer mesmo diante da crise. De acordo com o superintendente da Amis, Antônio Claret Nametala, o setor tem apostado em um mix de produtos variado, conciliando preço e qualidade, e investido em promoções como formas de estimular o consumo.

O controle dos custos também tem sido rigoroso entre empresários do ramo supermercadista. Para alcançar um resultado positivo, o segmento tem trabalhado com atenção redobrada às despesas. Com uma margem de lucro pequena sobre cada produto, o volume de negócios se torna estratégico para os ganhos dos supermercados, o que torna essencial o constante monitoramento financeiro.

 

No caso da alta das vendas em abril no Estado, na comparação com o mesmo mês de 2015, Nametala explica, no entanto, que além dessas medidas, houve a influência do calendário. Neste ano, abril teve cinco fins de semana, contra quatro no ano anterior. “Isso foi extremamente relevante para o resultado, porque sábado e domingo são os dois melhores dias de vendas para os supermercadistas”, afirma o superintendente da Amis.

 

A expectativa do setor é alcançar um crescimento real de 0,5% neste ano. Em 2015, houve um aumento nas vendas da ordem de 0,7% frente a 2014, com um faturamento de R$ 33,5 bilhões para os supermercados mineiros. Segundo Nametala, o segmento está bastante confiante em atingir a meta, principalmente após o anúncio de medidas econômicas feito na terça-feira pelo presidente interino Michel Temer. As propostas da Presidência têm como objetivo ajustar as contas do governo e restabelecer a economia brasileira.

“Acreditamos que as medidas econômicas anunciadas devem melhorar o humor da economia como um todo e, à medida que se confia mais, você consegue investir. Quando há o medo da população e dos diversos segmentos em investir, gera uma retração muito grande”, analisa o superintendente. “O Brasil precisa se reencontrar política e economicamente. E esse novo governo acredito que realmente favorece esse humor positivo que o mercado precisa ter”, completa.

 

Na comparação com março deste ano, o mês de abril, porém, registrou queda de 3,37% nas vendas no Estado. A explicação para o indicador negativo, segundo os supermercadistas pesquisados, se deve ao menor número de dias em abril – 30 contra 31 em março – e também à base de referência. A Páscoa teria aquecido o desempenho das vendas do setor no mês anterior. As regiões de Minas que apresentaram a maior queda no período foram Zona da Mata (-4,97%) e Triângulo Mineiro (-4,15%).

 

“Em março, essas duas regiões tiveram um crescimento médio de 8% frente a fevereiro, o que não aconteceu com as outras áreas. Então, a base de comparação ficou mais forte e influenciou no resultado em abril. Mas com a economia baseada no agronegócio, o poder de compra dos consumidores dessas regiões tem sido um pouco mais alto, e a prova disso é que as vendas da Páscoa nesses locais foram melhores”.

 

Na capital mineira, está em discussão o funcionamento ou não dos supermercados aos domingos. Uma votação está aberta no site da Câmara Municipal de Belo Horizonte para a população decidir sobre o tema. Até agora, 85% das pessoas se mostraram contrárias ao fechamento no dia, posição compartilhada pelos supermercadistas, pois representaria um grande prejuízo para o setor. Segundo Nametala, a expectativa do segmento é que a maioria dos belo-horizontinos vote pela abertura e o Projeto de Lei 1602/15, que proíbe o funcionamento aos domingos, seja arquivado. A votação deve ser encerrada no dia 15 de junho.

Parcelamento é escolhido mesmo para compras de baixo valor, mostra pesquisa do SPC Brasil

Um hábito bastante comum dos brasileiros é o de parcelar suas compras, mesmo que elas não possuam um valor alto. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL): mais de um terço dos consumidores (34,7%) que pretendem realizar compras parceladas no próximo mês, afirmaram que pagarão no maior número de prestações, independentemente do valor. Outros 37,1% também têm a intenção de comprar a prazo, mas com o menor número possível de parcelas.

 

Para os especialistas do SPC Brasil, o parcelamento pode ser uma importante ferramenta para o uso do crédito, mas apenas se realizado de maneira organizada e responsável. “Não é o que acontece em muitos casos. O brasileiro está acostumado a pagar suas compras em várias prestações mesmo com valores que não compensam o parcelamento. Isso compromete parte da renda e, se feito de maneira descontrolada, pode até gerar um superendividamento e inadimplência”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

 

A pesquisa mostra que, no mês anterior ao levantamento, os entrevistados que tinham prestações a pagar, quitaram em média três parcelas e ainda têm pela frente quase seis meses para terminar de pagar os compromissos já assumidos.

Quatro em cada dez consumidores não sabem ou não quiseram responder o número de prestações a pagar e três em cada dez não souberam dizer o número de parcelas pagas no último mês.

 

Para a economista, o desconhecimento sobre as contas é um dos culpados pelo endividamento dos brasileiros. “Cada compra, seja parcelada ou à vista, deve ser anotada e ter o seu valor analisado em conjunto com as receitas, ou seja, o consumidor deve saber se vai ter dinheiro para conseguir quitar o pagamento de suas compras”, afirma. 34,1% dos entrevistados afirmam que não sabem a diferença entre os valores dos produtos parcelados e à vista. “Esse desconhecimento prejudica uma tomada de decisão do consumidor, já que muitas vezes ele acaba pagando juros, o que encarece o produto ou serviço de maneira desnecessária.”

 

A pesquisa mostrou que o cartão de crédito é a modalidade de crédito preferida por 72,2% dos entrevistados que pretendem comprar algum produto ou serviço parcelado no próximo mês. Em relação aos itens que os consumidores pretendem comprar parcelado em 2016, as roupas aparecem em primeiro lugar para 23,8% dos entrevistados, seguidas pelos calçados (21,4%) e pela opção de não comprar nada dessa maneira (19,7%).

Já a principal forma de pagamento das despesas e compras no geral continua sendo o pagamento à vista, para 67,7% dos entrevistados: 42,6% escolhem dinheiro, seguido pelo cartão de débito (25,1%). Com 32,3% dos pagamentos a prazo temos principalmente o cartão de crédito, seja em uma ou em mais parcelas (28,6%). Entre os consumidores, 44,2% optam pelo pagamento à vista caso a diferença do valor a prazo seja muito significativa.

 

Para 47,3%, acesso ao crédito está mais difícil que em 2015

 

Reflexo da crise econômica pela qual o Brasil passa desde 2015, o acesso ao crédito está cada vez mais restrito. Quase cinco em cada dez entrevistados (47,3%) têm percebido o acesso ao crédito em 2016 mais difícil quando comparado ao ano passado: 62,7% têm evitado algumas formas de pagamento parcelado nos últimos três meses e 51,3% receberam oferta de descontos para pagar as compras à vista no mês anterior à pesquisa. Outros 65,9% avaliam que as taxas de juros estão maiores esse ano.

 

Metade dos entrevistados afirma ainda que tem sentido certa dificuldade por parte das lojas em aceitar determinadas formas de pagamento, principalmente cheque pré-datado e crediário. Nestes casos, os entrevistados pagam à vista (32,5%) ou desistem da compra (27,1%). Outros 21,9% tiveram o crédito negado em alguma loja que geralmente compram, sendo os principais motivos o nome sujo, limite excedido e falta de comprovação de renda. Quando passam por esta situação, o constrangimento foi o sentimento mais vivenciado nesta situação (34,5%).

 

Facilidade de crédito pode causar compras desnecessárias

 

Além do parcelamento, o acesso ao crédito também é uma ferramenta capaz de causar sérios problemas no orçamento, caso não seja administrado corretamente. No mês anterior à pesquisa, 39,1% dos entrevistados fizeram compras de produtos que não precisavam, devido à facilidade do crédito – principalmente roupas (20,7%). Segundo os consumidores, as lojas virtuais (26,5%) e as de departamento (21,8%) são as que mais facilitam o crédito estimulando a compra. Parte dos consumidores ainda afirma pretender comprar parcelado roupas, calçados, móveis, eletrodomésticos e celular no próximo mês.

 

“Um dos principais cortes na hora de rever o orçamento são os gastos supérfluos, e muitas vezes os valores desses produtos ajudam a ter uma forte economia no orçamento”, indica Kawauti. “O momento econômico pede cautela e vale se prevenir contra imprevistos, como o desemprego, economizando para comprar à vista e iniciando uma reserva financeira. O acesso ao crédito pode facilitar esse consumo e dificultar a economia nesse momento”.

 

Segundo o levantamento, o crédito tem uma forte representação para os brasileiros, relacionado justamente a uma ajuda em momentos difíceis (35,0%), uma forma de viabilizar o consumo de produtos rapidamente sem a necessidade de juntar o dinheiro antes da compra (31,3%) e alegria para poder comprar sem ter o dinheiro disponível (22,5%).

Sebrae lança plataforma que permite conhecer números dos pequenos negócios

Saber onde estão, quantos são e quais as principais atividades exercidas pelos pequenos negócios no Brasil. Essas são algumas das informações que poderão ser encontradas em um único lugar. O Sebrae lança durante a premiação do IX Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor nesta terça-feira (10), em Brasília, a plataforma DataSebrae.

 

Além das estatísticas das empresas no Brasil, podendo ser divididas entre regiões, estados, municípios e Cadastro Nacional de Atividade Econômica (CNAE), a ferramenta também traz indicadores econômicos e sociais e das principais atividades econômicas dos municípios, e permite que sejam feitas pesquisas com diferentes filtros e comparações. A plataforma também mostra dados socioeconômicos, como renda, Índice de Desenvolvimento Humano e escolaridade, e de estudos e pesquisas produzidos pelo Sebrae, como a participação dos pequenos negócios no Produto Interno Bruto (PIB).

 

“Essas informações são preciosas para nos auxiliar na elaboração de políticas públicas que incentivem o empreendedorismo no Brasil. Essa base também irá ajudar quem já empreende ou quem quer empreender”, destaca o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. O material também será uma importante ferramenta de pesquisa para pesquisadores, jornalistas e estudantes.

 

Pelo DataSebrae, ainda é possível saber como está a implementação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas nos municípios e se eles estão cumprindo o tratamento diferenciado e a obrigatoriedade das licitações exclusivas para os pequenos negócios, por exemplo.

 

O acesso à ferramenta é on line e gratuito. Os dados podem ser visualizados em gráficos, tabelas e mapas, facilitando a análise das informações.

Pequenos empresários buscam diversificação para driblar crise

O empreendedor de sucesso é um otimista nato – e aqui vale dizer que otimismo não é sinônimo de ingenuidade ou de irresponsabilidade.


Em plena crise econômica, empreendedores estão deixando o chororô e buscando novas formas de rentabilizar suas empresas. Esse é o resultado da pesquisa Termômetro Conta Azul, que consultou a percepção de 1,25 mil pequenas empresas.


Não está fácil ser otimista. O Brasil enfrenta uma crise econômica e isso é inquestionável. Segundo as últimas projeções do Boletim Focus, divulgado semanalmente, o mercado espera que o PIB encolha nada menos que 3,6% neste ano.


Foram fechados, somente no primeiro bimestre, 204.912 de postos de trabalho no país, de acordo com os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

A despeito de todo esse cenário, 47% dos entrevistados afirmaram estar estudando novas oportunidades para investir nelas – seja uma nova linha de produtos para o seu negócio ou a total mudança de rumo. Cerca de 36,8% não espera ter lucros neste ano e a menor parcela, de 15,6%, acha que vai fechar a empresa.


Para Vinícius Roveda, presidente executivo da Conta Azul, especializada em tecnologia de gestão, esse é um sinal de cautela e persistência. “Trata-se de um otimismo atrelado a novos investimentos”, diz. “A busca do empreendedor é criar mais formas de diferenciação, para se destacar em relação à concorrência.”


MUITA CIGARRA PARA POUCA FORMIGA


Entre os entrevistados que não foram impactados pela crise, 61% sentem que o negócio prospera. Há no entanto, um indicador preocupante. Entre esses mesmo empresários, apenas 10,2% entendem que essa “blindagem” é fruto de medidas internas para enfrentamento da crise.


Ou seja, traçar cenários, planejar e se posicionar de forma defensiva à crise não é prioridade para pequenos empresários. “A educação do empresário brasileiro é baixa, principalmente porque o empreendedorismo na maior parte dos casos surge por necessidade, não por oportunidade”, explica Roveda.

Prova dessa falta de orientação é que 59,7% dos consultados precisou pegar algum empréstimo nos últimos dois anos – destes, 81,8%  usaram esse dinheiro para capital de giro, ou seja, um dos créditos mais caros do mercado para pessoas jurídicas.

Essa necessidade de capital de giro é um claro indício de que a gestão financeira das pequenas empresas, bem como sua capacidade de planejamento ainda precisam ser aperfeiçoadas pelos gestores.

 

Pelo menos, 51,8% dos consultados dizem que não têm a intenção de pegar empréstimos – mas 26,9% vão necessitar de crédito para capital de giro. “Isso é um retrato da falta de planejamento e de desconhecimento das linhas de crédito disponíveis”, afirma Roveda.

 

Fonte: Diário do Comércio