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Senado aprova permissão para microempreendedor exercer atividade em casa

  O microempreendedor individual poderá utilizar a sua residência como sede de seu estabelecimento comercial, quando a atividade não exigir local específico para funcionamento. É o que está previsto no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 167/2015 Complementar, aprovado nesta terça-feira (29), por unanimidade, no Plenário do Senado. A matéria segue agora para sanção presidencial.

De autoria do deputado Mauro Mariani (PMDB-SC), a proposta altera o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar 123/2006). A justificativa é de que alguns empreendedores individuais que poderiam exercer a atividade em sua própria residência, sem a necessidade de dispor de estabelecimento para essa finalidade, estão impedidos de fazê-lo pela legislação de vários estados, que proíbem a coincidência entre o endereço do empreendimento e o endereço residencial.

Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a matéria teve parecer favorável do relator Blairo Maggi (PR-MT), que observou ser racional e economicamente viável que o empreendedor utilize a própria residência para o exercício de sua atividade empresarial, com substancial economia de recursos. Além disso, com internet e redes sociais, fica mais fácil a adoção do trabalho em casa.

Os senadores presentes na sessão elogiaram a proposta que, segundo eles, é importante principalmente no momento de crise econômica que o país está vivendo. De acordo com os parlamentares, mesmo sendo simples, o projeto tem impacto social muito grande, já que desburocratiza e facilita a vida das microempresas sem gerar custos para o governo.

— Um dos grandes desafios nacionais é a modernização da nossa economia. Tornar o Brasil um país mais produtivo e competitivo é o desafio que o futuro nos reserva — destacou o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima.

Fonte: Senado Federal

Pesquisa lista 10 hábitos cultivados por empresas que batem metas

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Fonte: Canal Executivo

 

O estudo intitulado “Understanding B2B Buyers” (“Entendendo os Clientes B2B”, em português) apresentou a forma como empresas que batem suas metas lidam com a construção de buyer personas, técnica fundamental em content marketing.

Elaborado pela Cintell, dos Estados Unidos, que ouviu gestores de 137 empresas americanas em novembro de 2015, o relatório (em inglês) está disponível para download gratuito. Ele apresenta dez bons hábitos relacionados a buyer personas. As empresas B2B que alcançam suas metas de receita ou de geração de leads:

Estão 2 vezes mais propensas a criar buyer personas do que aquelas que não alcançam suas metas.

Estão 2 vezes mais propensas a documentar as buyer personas criadas do que aquelas que não alcançam suas metas.

Estão 7,4 vezes mais propensas a atualizar as buyer personas a cada semestre.

Utilizam uma grande variedade de fontes para desenvolver suas buyer personas.

Fazem entrevistas qualitativas.

Estão 2,3 vezes mais propensas a compreender os fatores de motivação de suas buyer personas do que aquelas que não alcançam suas metas.

Prestam contas para o comitê (ou equipe responsável) de compras.

Estão 3,8 vezes mais propensas a um orçamento específico para a criação de buyer personas do que aquelas que não alcançam suas metas.

Estão 2,4 vezes mais propensas a usar buyer personas para a geração de demanda do que aquelas que não alcançam suas metas.

Segmentam suas bases de dados por personas, e frequentemente com campos que vão além das informações meramente demográficas.

O estudo mostra, ainda, os quatro maiores desafios das empresas:

Conseguir fazer com que a empresa como um todo dê valor àValis personas.

Aferir os insights das personas com medidas quantitativas.

Treinar equipes a influenciar as personas em seu trabalho cotidiano.

Encontrar dados de terceiros para dar suporte à criação de personas.

Tire algumas dúvidas sobre Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica

A Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e) é uma mudança que afeta diretamente o dia-a-dia do cidadão brasileiro. Diferente de outras obrigatoriedades, ou documentos eletrônicos, a NFC-e é uma mudança que diz respeito aos pequenos comércios e ao consumidor final. É uma melhoria e um avanço no modo como é feito o controle fiscal do nosso país, porém toda mudança sempre vem acompanhada por diversas dúvidas.

Foi pensando nisso que entrevistamos o empresário e mestre em tecnologia Adão Lopes, CEO da VARITUS Brasil, empresa especializada na emissão e gerência de documentos fiscais para empresas. O especialista respondeu algumas perguntas que se mostraram básicas e primordiais para aqueles que estão encontrando essa obrigatoriedade vigente em seus negócios e estados, mas ainda não entenderam como isso funciona e o que muda no seu dia a dia.

1. Primeiramente, o que é a NFC-e, exatamente? Qual seu propósito?

A NFC-e será umas das substitutas da nota fiscal ao consumidor em papel e para o famoso cupom fiscal que é emitido através de uma impressora especial quando se faz uma compra.

A função da nova nota fiscal eletrônica é diminuir as obrigações assessórias das empresas, eliminar uso de papel e desburocratizar a emissão de cupons fiscais, realizando uma comunicação direta com a Secretaria da Fazenda (SEFAZ), eliminando tarefas do contador e empresários após a venda.

2. Essa migração é obrigatória?

Por enquanto, não em todos os estados. Desde o começo do ano, São Paulo, por exemplo, já tem essa obrigatoriedade para os contribuintes com receita bruta maior ou igual a R$ 100 mil no ano de 2015. A própria SEFAZ disponibiliza informações online sobre a progressão dessa obrigatoriedade. Alguns estados, como o Espírito Santo, estão adotando a nota por iniciativa própria, pois perceberam as vantagens envolvidas no processo.

Estados como o Amazonas e Paraná, também já contam com a NFC-e como obrigatoriedade. O plano prevê uma implementação gradual. Com o tempo, toda a base fiscal nacional deve ligar-se à infraestrutura de dados digitais.

Além de possibilitar a diminuição de fraudes fiscais, a documentação eletrônica poupa milhões das empresas, órgãos públicos e do próprio consumidor. Um controle digital que representa o futuro e descomplica o que é complicado no presente, traz vantagem ambiental e ainda poupa dinheiro e tempo de todos envolvidos.

3. A quem a mudança afeta, diretamente?

Aos comerciantes que se enquadram nesse escopo citado e os consumidores que compram em seus estabelecimentos, seja o mercadinho da esquina ou um grande estabelecimento. O cupom fiscal comum dará lugar a um documento chamado de DANFE NFC-e, documento auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica ao Consumidor.

Sua cara é bem diferente dos cupons fiscais atuais. Os itens comprados não se mostram mais discriminados no documento (o consumidor ou empresário pode optar por um documento com os itens detalhados, se desejar). Nele apenas se vê o valor total da compra e um resumo da quantidade de itens. Os detalhes podem ser acessados com a leitura de um QR Code, através de um smartphone ou do site da SEFAZ. A nota poderá ser enviada por e-mail ao cliente, quando desejado.

4. Quais as vantagens e desvantagens?

A NFC-e propõe uma revolução do funcionamento varejista brasileiro. A ideia é proporcionar uma estrutura totalmente digital de documentos fiscais utilizados dentro do varejo.

O cupom fiscal está com os dias contados. O principal foco da nova nota fiscal é a redução de custos de obrigações acessórias aos contribuintes, possibilitando melhor gerência, controle e administração tributária para o comerciante e consumidores. Não há desvantagens nisso.

5. Qual é a responsabilidade da SEFAZ? E do empresário?

A única responsabilidade da SEFAZ é fiscalizar. A emissão e o armazenamento das notas, assim como outros documentos fiscais pelo prazo de cinco anos, fica sob responsabilidade do empresário emissor. Ele deverá informatizar seu sistema e lidar com esse novo processo por conta própria, assim como já fazia, armazenando as notas e as emitindo em seu dia a dia.

A diferença é que agora ele terá uma melhora na forma de armazenar, deixando-a mais segura, acessível e garantida.

Dia Mundial da Água: 78% dos empregos no mundo dependem de recursos hídricos

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Fonte: Agencia Brasil

A falta de fornecimento de água seguro, adequado e confiável para os setores altamente dependentes de recursos hídricos resulta na perda ou no desaparecimento de empregos e pode limitar o crescimento econômico mundial nos próximos anos, “a menos que exista infraestrutura suficiente para gerenciar e armazenar a água”. O alerta é feito hoje (22), Dia Mundial da Água, pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A edição de 2016 do Relatório Mundial das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Recursos Hídricos é produzido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em nome da ONU Água. Com o tema a água e o emprego, ele mostra que 78% dos empregos que constituem a força de trabalho mundial são dependentes dos recursos hídricos. “Nós temos algo em torno de 1,5 bilhão de pessoas no mundo que ainda têm problemas de acesso à água, seja em quantidade ou em qualidade. Isso afeta o emprego delas também”, disse o coordenador do setor de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Ary Mergulhão.

A Unesco estima que mais de 1,4 bilhão de empregos, ou 42% do total da força de trabalho mundial, são altamente dependentes dos recursos hídricos. Entre os setores mais atingidos estão a agricultura, indústria, silvicultura, pesca e aquicultura, mineração, o suprimento de água e saneamento, assim como quase todos os tipos de produção de energia. Esta categoria também inclui empregos em áreas como cuidados de saúde, turismo e setores de gestão de ecossistemas.

Também foi estimado que 1,2 bilhão de empregos, ou 36% do total da força de trabalho mundial, são moderadamente dependentes dos recursos hídricos. São setores para os quais a água é um componente necessário em suas cadeias de valores, como construção, recreação e transporte.

Desde os anos 80, a captação de água doce tem aumentado mundialmente em cerca de 1% ao ano, principalmente devido à crescente demanda em países em desenvolvimento, segundo a Unesco. “A redução da disponibilidade hídrica vai intensificar ainda mais a disputa pela água por seus usuários. Isso afetará os recursos hídricos regionais, a segurança energética e alimentar e, potencialmente, a segurança geopolítica, provocando migrações em várias escalas”.

Economia verde

Além do aumento da demanda, as mudanças climáticas são uma ameaça à disponibilidade de recursos hídricos. “A mudança climática levará, inevitavelmente, à perda de empregos em determinados setores. Uma abordagem proativa de adaptação por meio de políticas pode amenizar algumas dessas perdas”.

A criação de oportunidades de emprego em atividades de mitigação e adaptação e o mercado emergente de pagamentos por serviços ambientais pode oferecer às populações de baixa renda a oportunidade de criar um tipo de empreendedorismo, com aumento de renda e implementação de práticas de restauração e conservação.

“A urbanização acelerada e o aumento dos padrões de vida, o aumento da demanda por água, alimentos e energia de uma população mundial em constante crescimento, inevitavelmente, levarão à criação de postos de trabalho em determinados setores (por exemplo, tratamento municipal de águas residuais) e à perda de postos de trabalho em outros”, diz o relatório.

Segundo a oficial do Programa Mundial das Nações Unidas em Avaliação dos Recurso Hídricos da Unesco na Itália, Angela Ortigara, as maiores potencialidade de emprego estão relacionadas com a economia verde. “Há todo um trabalho para capacitar os empresários para essa transição econômica”, afirma.

A produção de energia, por exemplo, como um requisito para o desenvolvimento, possibilita a criação de empregos diretos e indiretos por todos os setores econômicos. Segundo a Unesco, o crescimento no setor de energia renovável leva ao crescimento do número de empregos verdes e independentes de recursos hídricos. “Podemos dizer que a geração de energia eólica e solar já cria mais empregos do que a de fonte convencional”.

Questões de saúde e gênero

Segundo o relatório, investimentos em saneamento e em água potável de qualidade fomentam o crescimento econômico, com altos índices de retorno. “O acesso ao suprimento de serviços seguros e confiáveis de saneamento e de água potável de qualidade, nas casas e nos locais de trabalho, em conjunto com a higiene adequada, são essenciais para se manter uma força de trabalho saudável, educada e produtiva”.

A Unesco destaca as questões de direitos humanos, economia verde, desenvolvimento sustentável e gênero, a serem consideradas pelos gestores de políticas públicas ao tratar das relações entre recursos hídricos e  trabalho. “Anualmente, 2,3 milhões de mortes são relacionadas ao trabalho. Doenças contagiosas ligadas ao trabalho contribuem para 17% dessas mortes e, nessa categoria, os principais fatores para a proliferação dessas doenças, mas que podem ser evitados, são água potável de baixa qualidade, saneamento inadequado, falta de higiene e falta de conhecimento”.

Segundo o relatório, cerca de 2 bilhões de pessoas necessitam de acesso a melhor saneamento, com as meninas e as mulheres em situação ainda mais precária. Ortigara diz que isso se deve ao fato de que, em lugares sem infraestrutura, as mulheres são responsáveis pela coleta de água e destinação das fezes, ou quando precisam sair de casa e se afastar da comunidade para cuidar da higiene, muitas vezes sofrem violências nesses percursos.

“E não estamos falando só de zona de guerra”, disse a oficial, sobre os problemas relativos à água, saneamento, higiene e emprego. Ela conta que um estudo feito em Bangladesh, com a distribuição de absorventes íntimos em uma empresa onde 80% dos empregados eram mulheres, diminuiu as faltas ao trabalho de 73% para 3%.

Políticas públicas

O relatório da Unesco recomenda que cada país, conforme a sua base de recursos, potencialidades e prioridades, identifique e promova estratégias específicas e coerentes, bem como planos e políticas para alcançar o equilíbrio ideal entre os setores da economia e gerar o melhor resultado possível de empregos decentes e produtivos, sem comprometer a sustentabilidade dos recursos hídricos e do meio ambiente.

8 atitudes para você deixar de ser apenas mais um na multidão

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Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial.

Escrevo essa matéria após ter assistido o filme sobre Steve Jobs, o legendário empresário norte americano, fundador da Apple.

Muito se propaga sobre a genialidade de Jobs em conduzir a Apple ao primeiro lugar nos quesitos inovação tecnológica e conceito de produto.

Fala-se muito também sobre sua capacidade empreendedora, sua coragem para encarar o fracasso inicial na própria Apple, com uma retumbante demissão (período no qual dedicou sua veia empreendedora para fundar a Pixar, a partir da aquisição de uma empresa falida).

Sem sombra de dúvida uma lenda para o empreendedorismo.

Mas ao acompanhar a cobertura sobre seu falecimento, lendo e escutando os discursos que realizou para estudantes e outros públicos, penso que consegui extrair o que chamaria de um “DNA”, ou seria uma linha mestra de conduta exclusivamente inclinada para aqueles que desejam fazer algo de especial com suas vidas.

Desta forma, expresso abaixo com as minhas palavras aquilo que consegui compreender a partir do legado comportamental do mítico empresário:

1) Não se iluda, as pedras do caminho surgirão.

Muito mais importante do que o batido blá, blá, blá sobre aprendizado e superação, entenda que se desejar um lugar ao sol deve estar preparado para persistir, e prosseguir com o que lhe restou de confiança e recursos por um bom período, antes de ver a luz ao final do túnel.

2) Seja original, sem ser iludido.

Saiba reproduzir de forma rentável e aplicável aquilo que de alguma forma já funciona, mas aos poucos construa o seu espaço próprio, os seus conceitos, o seu produto ou serviço;

3) Tenha e cultive a sua personalidade.

Saiba fugir do senso comum e, sem perder o sendo crítico, mas convicto de seus argumentos e conceitos, tenha a coragem de pensar por conta própria e defender leoninamente suas crenças, sem se preocupar em ser aceito ou com “narizes torcidos”, comentários depreciativos, ou risadas sarcásticas.

4) Se deseja inovar, esteja preparado para toda a descrença que originalmente surgirá ao seu redor;

5) Trabalhe com foco no realizar.

Isso significa em termos empresariais construir algo que se sustente economicamente, mas menos preocupado com os ganhos financeiros imediatos que podem migrar para o seu bolso;

6) Não se apegue aos modismos de gestão.

Desenvolva um estilo próprio, sem se importar com o aval dos “especialistas”, e caso conclua que em determinado momento ou estágio é necessário ser controlador e centralizador, simplesmente haja como tal e ponto final;

7) Não perca tanto tempo na busca de reconhecimento ou da percepção alheia sobre sua luta empresarial.

Isso raramente acontecerá, e saiba desde já que erguer um negócio lucrativo e inovador, que confronta padrões pré-estabelecidos e conceitos vigentes, trará desafetos, inimigos, detratores e muitas críticas antes de dar certo.

8) Por último, sugiro aprender a lidar com a solidão.

Mercado estima que inflação feche o ano em 7,43%

Fonte: Agência Brasil

Analistas e investidores do mercado financeiro reduziram hoje (21) pela segunda semana seguida a estimativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A nova perspectiva agora é de 7,43% ante os 7,46% previstos anteriormente.

Para 2017, a estimativa segue em 6%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada semanalmente às segundas-feiras pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. O cálculo inflacionário permanece distante do centro da meta de 4,5% e, neste ano, supera o teto de 6,5%. Em 2017, o limite superior da meta em 2017 é 6%.

A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, permanece em 14,25% ao ano, em 2016, e, para 2017, em 12,50% ao ano. Os preços administrados, regulados pelo governo, como a gasolina e o gás de cozinha, tiveram suas estimativas reduzidas de 7,40 % para 7,20%. A taxa de câmbio esperada em dezembro chega a R$ 4,20.

Crescimento

A projeção de instituições financeiras para a queda da economia este ano piorou mais uma vez e passou de 3,54% para 3,60%. Para 2017, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, foi reduzida de 0,50% para 0,44%. Para a produção industrial, a estimativa é de uma queda de 4,50% em 2016.

Setor Externo

As perspectivas para o déficit em conta corrente, um dos principais indicadores das transações do Brasil com outros países, melhoraram e passaram de US$ 24,10 bilhões para US$ 21,21 bilhões, com o saldo da balança comercial em US$ 42,40 bilhões. Não houve alteração na projeção para os investimentos estrangeiros diretos, mantidos em US$ 55 bilhões.

76% dos MPEs não pretendem investir em seus negócios nos próximos meses

Fonte: FCDL-MG

Proporção é a maior desde o início da série histórica. Recessão na economia e aumento do custo do capital diminuem o apetite dos MPEs para tomar crédito.

O cenário econômico adverso no Brasil tem cada vez mais impacto nas atitudes dos micro e pequenos empresários em relação aos seus negócios. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que 76% dos MPEs não têm pretendem realizar investimentos para expandirem ou melhorarem suas empresas pelos próximos três meses. O Indicador de Propensão a Investir MPE registrou em fevereiro apenas 21,52 pontos, ficando abaixo dos 24,68 pontos do mês anterior. Em relação a janeiro, a queda no indicador corresponde a 12,8%. 

O resultado é considerado baixo, visto que a escala do indicador varia de zero a 100. Quanto mais próximo de 100, maior é a probabilidade de os empresários investirem e, quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão. 

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a recessão da economia com a queda do PIB em 3,8% em 2015 e a taxa Selic chegando a 14,25% são os principais fatores que explicam a baixa propensão ao investimento. 

“Diante desse cenário, e sem a perspectiva de breve retomada econômica, falta confiança aos micro e pequenos empresários para que assumam novos investimentos em seus negócios”, explica Pinheiro. 

Apenas 16,4% admitem fazer algum investimento nesse período - a menor proporção dos que pretendem investir desde o início da série histórica. “Outro motivo que explica porque os empresários estão reticentes em investir é a insegurança com relação ao retorno do capital investido, agravada pela crescente tensão política, que interdita o ajuste na economia”, diz o presidente. 

Entre os poucos empresários que pretendem investir, os investimentos prioritários serão na reforma da empresa, mencionado por 34,4%, na ampliação de estoque (29,8%) e em mídia e propaganda (29,0%). Entre eles, a maioria (76,3%) pretende usar capital próprio para investir e 21,4% pretendem recorrer a empréstimos em bancos ou financeiras. 

Apenas 6,6% têm intenção de tomar crédito nos próximos meses

Diante do cenário atual, sem a perspectiva de breve retomada econômica, também falta confiança aos micro e pequenos empresários para que assumam compromissos financeiros. O Indicador de Demanda por Crédito MPE registrou um baixo patamar em fevereiro, registrando 11,98 pontos, menos que os 12,15 pontos de janeiro. Os empresários que manifestam a intenção de tomar crédito nos próximos três meses somam apenas 6,6%, a menor proporção desde o início da série histórica, em maio de 2015. Já os que afastam essa possibilidade totalizam 87%. 

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a crise econômica explica em parte o receio dos empresários. “Um terço daqueles que não pretendem contratar crédito alega que não pensam em realizar investimentos que exijam recursos de terceiros. A maior parte, porém, rejeita tomar recursos emprestados porque consegue manter o negócio com recursos próprios.” 

Entre os poucos que pretendem contratar crédito, a modalidade mais citada é o microcrédito, mencionada por 35,8%, e as principais finalidades do crédito a ser contratado são o capital de giro (35,8%), a reforma da empresa (20,8%) e compra de equipamentos (17%). A maioria relativa dos entrevistados (40,1%) considera difícil conseguir empréstimos e financiamentos. Entre esses, a burocracia é a principal causa da dificuldade, mencionada por 44,2%. A questão dos juros altos aparece é apontada por 33,6% como empecilho na hora de contratar crédito. 

“A combinação de juros e burocracia constitui um importante entrave ao crescimento econômico, retirando do empresário o incentivo a investir e ampliar seu negócio”, diz Kawauti. “Os juros, em particular, tornam os investimentos financeiros relativamente mais vantajosos do que os investimentos produtivos, de modo que, para o empresário, pode ser mais rentável fazer uma aplicação financeira do que investir na expansão do negócio ou criação de um novo bem e serviço”, conclui.

10 motivos para crer na importância do design nos negócios

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Fonte: Saia do Lugar

A importância do design as vezes é questionada por alguns empresários e empreendedores.

Muitos deles acreditam que design significa fazer produtos bonitos e arrojados ouinvestir em materiais de comunicação, design gráfico e web design.

Na verdade, a importância do design vai muito além da comunicação e da estética.

O design é a disciplina responsável por idealizar toda concepção de um produto ou serviço, incluindo seu projeto, a escolha de materiais, métodos de produção, sustentabilidade econômica e ambiental, usabilidade pelo usuário, resistência durante o uso e transporte, ergonomia, cores, texturas, beleza, estética e, além disso, pode se envolver na comunicação, criando logotipos, embalagens e outras peças de publicidade.

Como você percebeu, o design é importante em diversos setores e etapas do seu negócio.

É melhor prestar ainda mais atenção nele!

E para que você não tenha mais nenhuma dúvida de como o design é importante tanto para criar como para manter e fazer crescer um negócio, separamos 10 bons motivos para você acreditar nisso!

1.Inovação

O design, por definição, promove a inovação e busca as melhores soluções para seus produtos e serviços.

Isso significa que suas ofertas ao mercado sempre estarão em conformidade com os desejos do consumidor de uma maneira nova e surpreendente.

2.Comunicação

A importância do design na comunicação é um consenso para a maioria dos empreendedores.

Afinal, um designer que desenvolva corretamente a identidade visual de sua marca conseguirá transmitir seus diferencias e seu posicionamento da maneira mais adequada para que o público se identifique com seu negócio, gerando uma relação mais sólida e verdadeira.

3.Design de produto

Sua empresa pode ter um logo incrível e investir fortunas em marketing, comunicação, redes sócias e softwares de CRM.

Mas se seu produto ou serviço não tiver sido corretamente planejado e não oferecer ao público aquilo que promete, será difícil que seu negócio dê certo.

4.Web design

Responsável pela criação das melhores interfaces virtuais entre os consumidores e sua empresa, proporcionando uma experiência agradável e que estimule a compra.

5.Design gráfico

É aqui que a identidade visual de sua empresa será traduzida em peças de comunicação como anúncios, folders, outdoors e outros, reforçando a importância do design para divulgar sua marca.

6.Design de processos

Responsável por organizar as etapas e processos de produção da maneira mais eficiente e eficaz, agregando valor à entrega final de sua empresa aos clientes.

7.Design de softwares

Usa a tecnologia da informação para facilitar o gerenciamento, controle, pesquisa e acompanhamento da administração da sua empresa de forma ágil, confiável e transparente.

8.Valor da marca

O design é responsável pela criação do logotipo de sua empresa, ele agrega valor à sua marca, assim como benefícios e valores intangíveis ao seu produto.

Não há como criar uma marca própria, por exemplo, sem a ajuda de um bom designer.

9.Design do PDV

Tanto o fluxo das pessoas, a visitação de todos os pontos da loja e a criação de vitrines atraentes são alguns dos benefícios do design nesta área.

10.Design de embalagens

A embalagem faz parte do produto e cumpre diversas funções, como protegê-lo, informar o cliente, atrair sua atenção, levá-lo a comprar e, além disso, a embalagem deve se destacar no ponto de venda.

Em resumo, o design ajuda você a vender mais e ter mais lucro em sua empresa.

Convencido da importância do design em qualquer tipo de negócio?

Realmente, com todas essas vantagens, fica evidente que não há como criar um negócio de sucesso sem dar a devida importância ao design.

Pense nisso na hora de administrar sua empresa!

 

Dólar cai para R$ 3,619; bolsa abre em alta

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Fonte: Agencia Brasil

O dólar comercial continua hoje (18) em queda. As 10h10, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 3,619, um recuo de 0,95%. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu em alta e há pouco estava com 0,28%, com 50.285 pontos.

Ontem (17), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu quase 7% e o dólar teve a maior queda percentual diária em quatro meses. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 3,653, com queda de 2,29%. O Ibovespa, índice da Bolsa de São Paulo, fechou o dia com alta de 6,6%, aos 50.914 pontos.

Em meio à queda do dólar, o Banco Central (BC) também anunciou, ontem, que diminuirá as intervenções no câmbio em 25%. Nos últimos meses, o BC vinha rolando 100% das operações de swap cambial, como são chamadas as vendas de dólares no mercado futuro, fazendo leilões diários para trocar os contratos prestes a vencer por novos contratos que vencem mais tarde. Agora, o percentual caiu para 75%.

decisão ajudará o BC a reduzir os prejuízos com as operações de swap cambial e melhorar as contas públicas. Isso porque os resultados das vendas de dólares no mercado futuro são incorporados aos juros da dívida pública.

Brasil tem o maior nível de encargos e direitos trabalhistas do mundo

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Fonte: FCDL-MG

Custo médio para as empresas chega a 71,4% sobre salário.

O custo da mão de obra no Brasil é o maior entre 90 países. Ao contratar um profissional a US$ 30 mil por ano, uma empresa brasileira paga mais 71,4% em encargos e direitos trabalhistas em média. No mundo, esse percentual médio gira em torno de 20,5%, com tendência de baixa, movimento ainda não seguido no País, segundo pesquisa divulgada pela rede internacional de Contabilidade e Consultoria UHY, representada no Brasil pela UHY Moreira-Auditores.

 

Dessa forma, um trabalhador que recebe US$ 30 mil ao ano no Brasil custa mais US$ 21,408 mil para a empresa. Ou seja, o empregador desembolsa no total US$ 51,408 mil. Enquanto isso, levando em conta a média mundial, esse mesmo funcionário custaria US$ 36,141 mil. E, para alguns setores, os ônus trabalhistas são ainda mais pesados. “Apuramos que 71,4% é a média brasileira. Mas há setores que apresentam um adicional de até 100%. Depende da realidade de cada um”, afirma o gerente de Desenvolvimentos de Negócios da UHY Moreira, Marcello Reis.

 

Além dos encargos, o levantamento levou em conta os custos agregados por obrigações legais como 13º salário, férias, hora extra, adicional noturno, dentre outros.

 

A diferença entre o Brasil e o restante do mundo nesse quesito é tão acentuada que, dentre os 90 países pesquisados, o que apresentou o segundo pior resultado foi a Itália. Mas, enquanto no Brasil o custo adicional é de 71,4%, na Itália é 38,6%. O trabalhador italiano contratado por US$ 30 mil ao ano custaria US$ 41,596 mil para a empresa.

 

Na outra ponta, o país que apresenta o menor custo de mão de obra é o Egito, que paga um adicional equivalente a 3,7% do salário pago aos trabalhadores. Os outros que estão em destaque com menores valores são Dinamarca (4,3%), Nova Zelândia (4,5%), Emirados Árabes (7,3%), Canadá (7,4%), Reino Unido (7,9%), Estados Unidos (8,8%) e Jamaica (10,6%).

 

O mesmo estudo mostrou que o custo adicional médio sobre o montante pago pela mão de obra teve uma retração média de 5% no mundo na comparação com 2012. Isso ocorreu em função do mau momento econômico, que tem forçado os governos a flexibilizarem normas trabalhistas. O objetivo seria estimular a contratação de trabalhadores e aquecer a economia local. Porém, no Brasil, não houve redução no indicador.

 

Liberdade - Segundo Reis, enquanto os demais países apresentaram mudanças significativas na legislação trabalhista, com maior liberdade na relação entre empregados e empregadores, o Brasil mantém uma legislação engessada neste sentido. “O Brasil tem leis trabalhistas antiquadas. Não há espaço para negociação junto ao funcionário, que poderia aceitar abrir mão de algum direito para garantir o emprego. Além disso, não há esforço para redução dos encargos trabalhistas”, afirma o especialista. As últimas tentativas do governo de reduzir o peso do trabalhador para as empresas foi a desoneração da folha de pagamento, que foi uma medida temporária e, por isso, incapaz de mudar a realidade do País.

 

Segundo o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Osmani Teixeira de Abreu, esse alto custo da mão de obra no Brasil é uma das principais justificativas para a perda de competitividade das empresas brasileiras. “Os encargos trabalhistas têm deixado a produção local mais cara e impedido um crescimento do setor industrial. É evidente que dessa forma o governo acaba colaborando para a manutenção do desemprego, que tem piorado o cenário econômico do País”, adverte.

 

Fonte: Diário do Comércio