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3 dicas para superar as dificuldades de um negócio sazonal

As mudanças de estações refletem não apenas no clima de um lugar, mas também em alguns negócios. Com a chegada do inverno, por exemplo, é muito provável que as vendas de uma sorveteria caiam. Este tipo de empresa é conhecida como sazonal, ou seja, ela oferece produtos mais propícios para uma estação específica.


E se ser empreendedor já é uma tarefa cheia de desafios, imagina tendo que lidar com o clima? Porém, com algumas táticas é possível evitar os prejuízos financeiros no empreendimento nos períodos não tão propícios para ele. Confira 3 dicas para superar as dificuldades de um negócio sazonal e manter a estabilidade da empresa durante todo o ano.


1-Inove e diversifique!


Existem diversas possibilidades para inovar e continuar ativo fora da temporada apropriada para o seu negócio. No ramo alimentício, por exemplo, é possível criar um cardápio próprio para cada época.

Mas isso serve para qualquer segmento. Invista em um mix de produtos que permitam tanto aumentar o ticket médio das vendas, quanto a abrangência do empreendimento.


Acompanhe as tendências do seu mercado e não tenha medo de inovar!


2-Atendimento é tudo!


Cliente satisfeito sempre retorna! Criar um bom relacionamento é essencial para minimizar os efeitos da sazonalidade. Além de retornar, um consumidor satisfeito pode também indicar seu estabelecimento.


Um bom relacionamento pode ser cultivado também pelas redes sociais. As mantenha atualizada e responda em tempo real, tantos as críticas quanto as sugestões.


3-Crie promoções


Todo mundo ama promoções! Crie ações com vantagens para atrair clientes durante todo o ano. Ofereça vale-presente, desconto de aniversariante, sorteios, cupons de desconto, etc. Isso incentiva o cliente a continuar consumindo mesmo durante os períodos desfavoráveis para o seu negócio.

 

(Fonte: FCDL/MG)

 

Como otimizar a gestão de vendas da empresa? Aprenda aqui!

Realizar uma boa gestão de vendas é indispensável para otimizar os resultados da loja e aumentar o lucro obtido. No entanto, existem desafios que devem ser enfrentados para alcançar esse sucesso. Por exemplo, superar a falta de processos claros ou profissionais devidamente treinados.

Por essa razão, o gestor ou empresário precisa recorrer a uma série de táticas, como a criação de mecanismos para conceder crédito com segurança, a mensuração dos resultados obtidos e a definição de metas desafiadoras para o futuro.

Sabemos da importância da gestão de vendas da empresa, por isso elaboramos este artigo. Nele, você vai entender as principais dicas para vender bem, com segurança e manter os clientes satisfeitos. Continue a leitura e fique por dentro do assunto!

Mensure os atuais resultados de venda

É muito difícil promover melhorias pontuais e consistentes sem que, primeiro, se conheça os resultados de venda. Todo gestor precisa entender o estado atual do negócio, somente depois definir e executar uma estratégia de melhoria.

Então inicie diagnosticando os atuais resultados, mensure o:

  • total de vendas realizadas por mês;

  • número de metas batidas;

  • percentual de clientes satisfeitos;

  • valor médio das vendas.

Essas são algumas das métricas mais importantes. Com elas, se o gestor, por exemplo, perceber que o valor médio das vendas (também chamado de tíquete médio) está abaixo do padrão do seu segmento, fica mais fácil reverter a situação com maior assertividade.

Conte com a ajuda de recursos tecnológicos

Além do tradicional software de venda, existem outras tecnologias que podem potencializar a performance da loja. É possível iniciar uma ação de e-mail marketing, investir em um sistema de CRM (destinado ao relacionamento com os clientes) ou usar os dados internos e externos para conhecer o público-alvo (Big Data).

A tecnologia também deverá ser usada para garantir maior segurança nas transações, especialmente na concessão de crédito próprio. Ao contar com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), torna-se possível consultar o CPF ou CNPJ do cliente na hora da compra, reduzindo significativamente as chances de algo dar errado.

Mantenha a equipe de vendas treinada

Por incrível que pareça, o principal motivo para os clientes deixarem uma empresa não é o preço elevado ou a falta de qualidade dos produtos. Segundo pesquisa veiculada pela Exame, 86% dos consumidores migraram para a concorrência devido ao mau atendimento.

Então é necessário manter todo o time qualificado para atender bem. No entanto, sabe-se que, no Brasil, os colaboradores passam por uma média de apenas 21 horas de treinamento ao ano, um número considerado baixo por especialistas.

O treinamento com ensino a distância (EAD) tem se mostrado uma poderosa ferramenta para manter os vendedores qualificados com custo acessível. Por meio de modernas plataformas online de educação, todo o time pode ser treinado com flexibilidade e custo-benefício.

Realize projeções de vendas e trace estratégias

Muitos comerciantes não possuem o hábito de criar projeções de vendas e discutir com seus funcionários acerca de estratégias para obtenção de melhores resultados. Isso é um grande equívoco, porém, pode ser facilmente eliminado.

Ao menos uma vez por semana, estabeleça projeções com os vendedores, pergunte-lhes sobre as principais vendas da semana e o que falta para concluí-las. Muitas vezes, o apoio da alta administração é suficiente para fechar mesmo as vendas mais difíceis.

Faça dessas reuniões um hábito dentro da loja, mantendo-se sempre atualizado e envolvido no processo de venda. Avalie se as projeções estão se concretizando, caso não estejam, identifique e neutralize a causa para o problema.

Estabeleça o preço certo para os produtos

Na gestão de vendas, estabelecer e administrar adequadamente o preço dos produtos é essencial. O preço correto transmite uma imagem alinhada ao posicionamento da empresa, facilita o fechamento de vendas e o alcance das metas da loja.

Existem três pilares para estabelecer bons preços:

  • os clientes — qual a percepção de valor do público-alvo?

  • a concorrência — quanto outras empresas cobram pelo mesmo produto?

  • os custos ­— quais custos estão envolvidos com a produção e/ou venda?

O preço ideal deve ser suficiente para pagar todos os custos e impostos, além de gerar o lucro desejado. Também é interessante eliminar o máximo de custos, desde que isso não afete a qualidade do produto, assim a margem de lucro poderá ser muito maior.

Defina metas desafiadoras para todo o time

Ainda existem lojas que não definem metas para seus funcionários, porém, isso implica em perda de competitividade e obtenção de piores resultados. Com boas metas, é possível direcionar a equipe, estimular grandes conquistas e obter resultados específicos.

De modo geral, metas de qualidade contam com 5 características, elas são: específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais. Em muitos lugares, esse padrão é conhecido como SMART (em inglês, um acrônimo das palavras anteriores).

Também é interessante que o comerciante estabeleça metas individuais, fazendo com que os profissionais melhorem a cada período; e coletivas, estimulando a colaboração e o espírito de equipe dentro do estabelecimento.

Evite problemas com um bom sistema pré-vendas

Se as dicas anteriores forem seguidas, certamente haverá melhores resultados na gestão de vendas. No entanto, é importante considerar que diversas pessoas realizam compras a crédito com más intenções e, por muitas vezes, o lojista é prejudicado.

Como nunca, o número de inadimplentes tem crescido. Pelo avanço da tecnologia, as tentativas de golpes também são maiores e mais inteligentes. Então é preciso se proteger!

É importante que a empresa conte com um sistema pré-venda, especialmente aquelas que disponibilizam crédito próprio. Desse modo, torna-se fácil identificar os clientes com perfil de bom pagador, bem como aqueles que possuem restrições.

Nesse caso, é interessante contar com produtos que ajudem a vender com segurança. Com uma simples consulta ao SPC, por exemplo, é possível confirmar os dados do cliente, identificar suas dívidas atuais e acompanhar seus últimos endereços.

Como visto, ao aplicar as dicas aqui citadas você conseguirá otimizar a gestão de vendas da empresa, realizar transações com maior segurança e manter a equipe entusiasmada na busca pelos resultados. A preocupação em vender mais e melhor deve ser diária, assim o negócio poderá ser muito bem-sucedido.

(Fonte: CDL BH)

 

Mais de 40% dos MEI mineiros ainda não enviaram a Declaração Anual de Faturamento

Microempreendedores Individuais que não entregarem a DASN, até 31 de maio, pagarão multa 

Termina nesta quinta-feira (31/5), o prazo para os Microempreendedores Individuais (MEI) entregarem a Declaração do Anual de Faturamento (DASN/SIMEI). Dos 731 mil formalizados em Minas Gerais, 406 mil haviam enviado a declaração para a Receita Federal até o dia 21 de maio. Os empreendedores que não cumprirem o prazo pagarão multa de no mínimo R$ 50. A declaração deve ser feita, exclusivamente, pela internet, por meio do www.portaldoempreendedor.gov.br .

Na DASN o MEI deve informar o valor total das vendas de mercadoria e prestação de serviço (em dinheiro, cheque e cartão) realizadas em 2017, sem dedução de nenhuma despesa. “Para enviar a declaração, é necessário ter em mãos o Relatório Mensal de Rendas Brutas, pois assim será possível somar os valores do que foi faturado durante todo o ano”, explica a analista do Sebrae Minas, Viviane Soares.

No Portal do Empreendedor, os MEI têm acesso a declaração para três tipos de situações:

* Original: utilizada quando a declaração daquele ano será entregue pela primeira vez.

* Retificadora: para corrigir alguma informação enviada equivocadamente na DASN “Original” já transmitida.

* Situação Especial: entregue quando houver baixa, informando a data de extinção da empresa.

Os empreendedores que não entregarem a DASN até às 23h59 do dia 31 de maio serão penalizados com multa a partir de R$ 50. O MEI ainda pode ficar em dia com a Receita, enviando as declarações de faturamento de outros anos que estiverem em atraso. Caso o empreendedor esteja há mais de dois anos consecutivos sem pagar a Guia de Recolhimento Mensal (DAS) e ainda sem fazer a DASN, poderá perder o CNPJ.

Prazo para entrega da DASN

Dia 31 de maio, quinta-feira

Informações: www.portaldoempreendedor.gov.br

(Fonte: Sebrae)

 

 

Tudo que você precisa saber sobre o Refis do Simples

Cerca de 600 mil micro e pequenas empresas cadastradas no Simples Nacional estão em débito com a Receita Federal. Estima-se que a dívida destas empresas seja de aproximadamente R$ 21 bilhões em impostos, segundo cálculos do Sebrae.


Porém, com o Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional (Pert-SN), também chamado de Refis do Simples, várias destas empresas deverão quitar seus débitos junto à União. O programa, aprovado em dezembro de 2017, havia sido barrado pelo presidente Michel Temer em janeiro por limitações orçamentárias, porém, teve o veto foi derrubado pelo Congresso Nacional no dia 3 de abril e as empresas já podem aderir ao Refis.


Faz parte dessas 600 mil PMEs? Quer saber como refinanciar sua dívida? Confira abaixo tudo que você precisa saber para aderir ao programa.


O que é o Refis?


O programa de refinanciamento de dívidas das micro e pequenas empresas, ou Refis das PMEs, foi estabelecido pela Lei Complementar 162/2018, no fim do último ano. Semelhante ao das médias e grandes empresas, aprovado e sancionado por Temer também no ano passado, tem descontos que vão de 50% a 90% dos juros, 25% a 70% da multa pelo atraso e parcelamento em até 175 vezes dos tributos que não foram pagos.


Como funciona o Refis?


O programa abrange os débitos vencidos até a competência do mês de novembro de 2017 e inscritos em Dívida Ativa da União até a data de adesão ao programa, inclusive aqueles que foram objeto de parcelamentos anteriores ativos ou rescindidos, ou que estão em discussão judicial, mesmo que em fase de execução fiscal ajuizada.

 

Os principais pontos do refinanciamento:

Entrada: 5% da dívida em 5 parcelas;

Pagamento à vista: desconto de 90% nos juros e 70% nas multas;

Parcelamento: em até 145 vezes com desconto de 80% nos juros e 50% nas multas. Ou em até 175 vezes com desconto de 50% nos juros e 25 % nas multas;

O valor da parcela não poderá ser inferior a R$ 300.

Não são necessárias a garantia e/ou o arrolamento de bens para aderir ao programa.


Quem pode aderir ao Refis?


Todas as empresas com débitos do Simples Nacional, mesmo que não sejam mais optantes ou tenham sido baixadas, que têm dívidas tributárias relativas a impostos apurados na forma do Simples podem pedir o parcelamento dos débitos. O pedido de refinanciamento implicará na desistência compulsória e definitiva de parcelamento anterior, sem restabelecimento dos parcelamentos rescindidos caso não seja efetuado o pagamento da primeira prestação.


Até quando é possível solicitar o Refis?


A adesão ao programa poderá ser feita até o dia 9 de julho.


Como posso aderir ao Refis?

Os empresários interessados no refinanciamento devem acessar o site da Receita Federal ou o Portal do Simples Nacional.

 

(Fonte: FCDL-MG)

 

Vendas a prazo no Dia das Mães crescem 2,86%

É a primeira alta após quatro anos de retração no volume de vendas, reflexo da retomada tímida da economia brasileira
 
Após quatro anos consecutivos de queda nas vendas a prazo na semana do Dia das Mães, o comércio volta a comemorar. Os sinais de retomada da economia e da oferta de crédito – mesmo que ainda tímidos – estimularam o brasileiro às compras este ano. De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o volume de vendas parceladas na semana anterior ao último domingo (entre 6 e 12 de maio) cresceu 2,86% em relação ao mesmo período do ano passado.
 
O Dia das Mães é a data mais importante para o varejo no primeiro semestre e fica apenas atrás do Natal em volume de vendas e faturamento. “Esse resultado é muito positivo para o varejo, que já começa a sentir um pequeno reaquecimento das vendas, depois de enfrentar um cenário econômico desfavorável nos últimos anos, com crédito mais caro, inflação e altas taxas de desemprego”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

(Fonte: CNDL)

 

Cenário externo leva Copom a interromper ciclo de redução da Selic, avalia SPC Brasil



Mesmo com trajetória bem comportada das expectativas de inflação e sinais de atividade econômica ainda fraca, Banco Central optou por manutenção dos juros influenciado por cenário externo desafiador

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) avalia como prudente a decisão tomada na noite desta quarta-feira (16/5) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em manter a taxa Selic em 6,50% ao ano. O anúncio interrompe o ciclo de 12 quedas consecutivas da taxa básica de juros da economia brasileira. Ainda assim, trata-se do menor patamar histórico já registrado no país.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, tanto a inflação atual quanto as expectativas de inflação estão em linha com a meta oficial e a atividade econômica continua fraca, o que favorece uma política monetária expansionista, como a manutenção da atual taxa. O cenário mostra que o IPCA acumulado em 12 meses até abril registrou variação de 2,76% e a expectativa da pesquisa Focus mostra o índice em 3,45% ao final deste ano.

Ainda assim, é prudente a manutenção dos juros no patamar atual, dada a piora das condições externas e as incertezas internas principalmente as ligadas ao cenário eleitoral. “A manutenção é acertada e demonstra precaução da política monetária adotada pelo Banco Central. O atual cenário dá espaço a autoridade monetária em manter as taxas de juros em nível baixo ao menos até o final deste ano”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Por outro lado, Pellizzaro Junior pondera que a disparada do dólar nas últimas semanas é uma fonte importante de pressão inflacionária e que mereceu atenção dada pelo Copom. Isso porque alguns insumos e produtos importados são cotados em moeda estrangeira. “Há foco especial no cenário externo e sua pressão sobre o dólar. Ainda que haja muita ociosidade na economia pode haver repasse da alta da moeda americana sobre os preços domésticos, que somado às altas recentes do petróleo pode pressionar a inflação no pais. A isso se soma a indefinição com relação às eleições presidenciais de outubro que desvalorizam o real e aumentam o risco de a recuperação econômica ser ainda mais lenta”.

(Fonte: CNDL)

 

Para um terço dos empresários, Copa do Mundo deve impulsionar vendas do comércio e serviços, apontam SPC Brasil e CNDL



Entre os que projetam crescimento nas vendas da própria empresa, a expectativa é de aumento de 27% no faturamento. Cerca de 20% já se preparam para atender a alta da demanda e apostam, principalmente, em promoções para atrair clientes

A um mês do início da Copa do Mundo, que este ano será na Rússia, a expectativa é de que o evento esportivo movimente a economia brasileira, mesmo à distância. Um estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que três em cada dez (33%) micro e pequenos empresários dos ramos do comércio e serviços estimam que as vendas dos setores como um todo aumentem no período dos jogos. Outros 19% enxergam uma queda no volume de vendas, enquanto 47% acham que o torneio não terá impacto no resultado dos segmentos. Entre os que projetam crescimento nas vendas da própria empresa (20%), a estimativa é de que o volume médio de vendas seja 27% superior ao mês anterior do mundial.

Na percepção da maioria dos empresários entrevistados, esse otimismo refere-se ao aumento do faturamento, principalmente, em setores que lucram com o consumo sazonal de produtos nesta época e estão diretamente ligados ao evento, como souvenirs (80%), comércio informal (72%), bares e restaurantes (68%), supermercados (66%), comércio eletrônico (57%) e transporte (51%). “A Copa do Mundo sempre injeta ânimo na economia e deve aquecer, sobretudo, os setores do comércio e serviços, que encontram uma oportunidade gerada pelo clima de euforia das torcidas com as comemorações após as partidas”, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Outro dado curioso mostra que para 29% dos entrevistados o aumento das vendas do próprio negócio com a Copa depende do desempenho da seleção brasileira nos gramados, sobretudo se o time chegar até a final (21%) – esse percentual é ainda maior (25%) entre os comerciantes.

Empresários apostam em promoções para atrair o consumidor

O estudo também revela que dois em cada dez empresários entrevistados (20%) afirmam já estar se preparando para atender ao aumento da demanda durante os jogos. As promoções são a grande aposta para atrair o consumidor (42%). Para 20%, há intenção de ampliar seus estoques e 10% contratar mais funcionários. Além disso, estão previstas ações como decoração com bandeiras e cores do Brasil (37%), divulgação do estabelecimento (25%) e ampliação do mix de produtos ofertados (22%).

Por outro lado, a maioria dos empresários entrevistados (80%) sinalizou que não pretende fazer algum tipo de investimento especial. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, essa decisão não significa falta de interesse por parte do lojista em lucrar com o evento. “São estabelecimentos que não têm relação direta com o consumo da Copa ou, até mesmo, já contam com uma estrutura adequada para suportar a demanda extra”, pondera.

Perguntados sobre o tempo que estão levando para se preparar, 73% reconhecem que têm deixado para mais perto do evento — há menos de três meses começaram a pensar no que será feito. Já outros 21% vêm se preparando em um período de quatro a seis meses do início da Copa do Mundo e uma minoria (5%) investe no próprio negócio com antecedência — de seis a 12 meses.

Entre os que estão se preparando para a Copa do Mundo, 50% disseram que utilizarão capital da própria empresa e 24% recursos pessoais. “O alto percentual de empresários que utiliza dinheiro do próprio bolso ou da empresa para investir no estabelecimento pode revelar o receio em assumir dívidas frente a um cenário econômico promissor, mais ainda sob os efeitos de recessão”, comenta Marcela Kawauti.

Mais de sete em cada dez entrevistados (74%) afirmam que as melhorias implementadas no estabelecimento serão mantidas, mesmo após o término dos jogos da Copa, indicando que os investimentos, em sua maioria, serão permanentes. Questionados sobre os critérios estabelecidos para realizar as adequações na empresa para a Copa do Mundo, um quarto (25%) afirma que usou um pouco da intuição sobre o que as vendas no período dos jogos podem gerar e outros 25% mencionaram a experiência positiva que tiveram na Copa passada.

73% das lojas não pretendem alterar horário de atendimento ao público

Apesar da diferença de fuso-horário, a maioria das partidas será realizada em horário comercial. Por esta razão, o estudo também buscou identificar possíveis alterações na rotina e no funcionamento das empresas durante a realização dos jogos. Com relação ao horário de atendimento, 73% das empresas afirmam que manterão a mesma rotina praticada atualmente. Cerca de 15% disseram que o horário será reduzido e 7% afirmam que adotarão horário estendido.

De olho no potencial de vendas da Copa do Mundo, 12% prevê um aumento na variedade de produtos. Enquanto para 82%, o mix permanecerá inalterado e 3% planeja uma redução. Já o estoque de produtos será igual para 78%, de acordo com o levantamento.

Quanto ao preço a ser cobrado por produtos e mercadorias, a maioria (88%) garantiu que manterá os preços atuais. Apenas 5% dos entrevistados afirmam que os preços durante a Copa estarão mais baratos e 3% mais caros.

Quase 30% das empresas vão liberar os funcionários durante as partidas dos jogos do Brasil

Um ponto que sempre chama a atenção é como será o esquema nas empresas quando o Brasil estiver em campo. Questionadas sobre a política que será adotada, quase três em cada dez empresas ouvidas (28%) disse que vai dispensar seus colaboradores para assistirem às partidas. Na contramão, 24% afirmam que os funcionários devem trabalhar normalmente durante as partidas, enquanto 17% pretendem montar um espaço especial para que os colaboradores assistam aos jogos dentro da organização ― sobretudo as do setor de serviços (20%). “Para não terem de fechar as portas durante os jogos, muitas empresas instalam televisões em pontos centrais. O futebol é uma paixão nacional e desperta o sentimento de patriotismo”, destaca a economista Marcela Kawauti.

Entre as empresas que pretendem dispensar os funcionários, o levantamento constatou que cerca de 84% não irão descontar as horas não trabalhadas de seus colaboradores. Só uma em cada dez (11%) afirma ter a intenção de fazer essas deduções ― especialmente os prestadores de serviço (17%) ―, sendo que 10% fará por meio de banco de horas. No caso em que os funcionários puderem assistir aos jogos no próprio local de trabalho, a pesquisa revela que 93% das empresas não descontarão as horas na folha.

Metodologia

A pesquisa ouviu 800 empresários dos setores de comércio varejista e serviços, de todas regiões do País, com o objetivo de levantar os impactos nas vendas com a Copa de 2018 e como as empresas estão se preparando para um dos maiores eventos esportivos do mundo. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais para uma confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas.

(Fonte: CNDL)

 

Inadimplência do consumidor cresce 3,54% em abril, a sétima alta seguida


Número de brasileiros que não conseguem pagar suas contas segue elevado apesar do fim da recessão e atinge 62,2 milhões de pessoas. Por outro lado, quantidade de dívidas tem crescido em patamar mais moderado

O volume de brasileiros com contas em atraso e registrados nos cadastros de devedores voltou a apresentar alta no último mês de abril. Segundo dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) houve um crescimento de 3,54% na quantidade de inadimplentes na comparação entre abril deste ano com o mesmo mês do ano passado, o que configura a sétima alta consecutiva na série histórica do indicador. Na comparação mensal, ou seja, na passagem de março para abril, sem ajuste sazonal, o indicador apresentou estabilidade, com uma variação de 0,04%.

Dados detalhados do indicador mostram que o crescimento da inadimplência nacional foi puxado pela região Sudeste, cuja alta foi de 8,56% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. Esse crescimento se deve, a revogação de uma lei no Estado de São Paulo, que limitava o processo de registro de inadimplência. Com a derrubada da lei, muitos dos atrasos que estavam represados foram inseridos na base de devedores de forma abrupta.

Na demais regiões, também foram observadas altas na quantidade de inadimplentes, mas de forma mais modesta: crescimento de 3,63% no Centro-Oeste, 3,37% no Nordeste, 3,34% no Norte e 1,86% no Sul.

Brasil encerrou abril com aproximadamente 62,2 milhões de negativados

O SPC Brasil e a CNDL estimam que o Brasil encerrou o mês de abril com aproximadamente 62,2 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas – o que representa 41% da população adulta do país.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados refletem o quadro de dificuldades econômicas que as famílias ainda enfrentam, apesar do fim da recessão. “O desemprego segue elevado e a renda reduzida.

Mesmo com o fim da recessão e sinais mais evidentes de que o país está se recuperando da crise, os efeitos imediatos no bolso do consumidor ainda demoram a aparecer”, explica.

Com a perspectiva de que a economia e o consumo irão se recuperar de forma lenta e gradual ao longo do próximo semestre, a economista do SPC Brasil avalia que a expectativa é de que a inadimplência se estabilize e pare crescer a taxas elevadas ao longo de 2018. “Com a retomada do ambiente econômico acontecendo de forma lenta, ainda demorará para termos um aumento expressivo do número de empregos e renda, fatores que impactam de forma positiva tanto no pagamento de pendências”, afirma a economista.

Sudeste tem mais inadimplentes, mas em proporção, liderança é do Norte

Em termos absolutos, é na região Sudeste onde se encontra a maior quantidade total de brasileiros com contas em atraso: 26,83 milhões, o que representa 41% do total da população. Em segundo lugar aparece o Nordeste, que possui 16,66 milhões de pessoas com contas em atraso (41% da população adulta da região). A região Sul contém 8,09 milhões de inadimplentes, o que representa 36% de sua população e o Norte, aproximadamente 5,62 milhões de consumidores registrados em cadastros de devedores. Proporcionalmente à sua população residente, são os Estados do Norte que possuem a maior inadimplência do país, uma vez que 47% da população adulta dessa região possui contas em atraso. No Centro-Oeste são 4,98 milhões de inadimplentes (43% da população).

Brasil tem quase 18 milhões com contas em atraso na faixa dos 30 anos 39 anos. Idosos de 65 até 84 anos formam 5,2 milhões de inadimplentes

O indicador ainda revela que a maior parte dos inadimplentes está na faixa dos 30 aos 39 anos. São aproximadamente 17,6 milhões de consumidores entre com contas sem pagar nessa faixa etária. Em segundo lugar estão os adultos com idade entre 40 e 49 anos (13,8 milhões) e em terceiro os consumidores de 50 a 64 anos (12,7 milhões). Jovens adultos de 25 a 29 anos são 7,9 milhões de inadimplentes no Brasil e os idosos de 65 a 84 anos, são 5,2 milhões. Na faixa etária dos mais jovens, de 18 a 24 anos, o número verificado é de que 4,7 milhões de consumidores estejam com alguma conta em atraso e com o CPF registrado em cadastros de devedores.

“O volume de atrasos é maior nas faixas etárias em que há mais responsabilidades da vida adulta, como casamento, filhos, aluguel ou aquisição da casa própria. É um momento em que as atribuições financeiras crescem de forma acentuada, exigindo organização. Já a inadimplência elevada entre os mais idosos se justifica pelo que fato de que, atualmente, essas pessoas permanecem por um tempo maior no mercado de trabalho”, analisa a economista Marcela Kawauti.

Volume de dívidas cresce 1,29% em abril, em patamar menor do que o de devedores. Pendências com bancos e crediário lideram atrasos no mês

Outro número calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL foi o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Nesse caso, o crescimento foi mais modesto do que o de devedores e apresentou alta de 1,29% na comparação entre abril de 2018 e do ano passado. É a primeira vez, desde junho de 2016, que é observado um aumento no volume de dívidas. Em média, cada inadimplente possui duas contas em atraso. Na comparação mensal, isto é, entre março e abril deste ano, houve uma retração de -0,30% no número de dívidas em atraso.

As dívidas bancárias, que englobam faturas atrasadas de cartão de crédito, empréstimos não pagos, financiamentos em atraso, entre outros, foram o tipo de pendência que mais cresceu em abril, com alta de 7,96%, de acordo com o indicador. Em segundo lugar aparecem as dívidas com empresas que prestam serviços de telefonia, TV por assinatura e internet, cuja alta foi de 6,81%. As pendências com crediário no comércio crescerem 6,11% no período, enquanto os atrasos com serviços básicos de água e luz, recuaram 3,06%.

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

(Fonte: CNDL)

 

O mercado está lotado de pessoas sedentas por emprego! Saia deste perfil!

RICARDO-GANDRAAAAPor  Ricardo Gandra*

Um salve especial a(ao) nossa(o) querida(o) leitor(a)! Esse texto é resultado de uma observação cada vez mais minuciosa no mercado de trabalho. A todo momento temos a oportunidade de nos depararmos com profissionais do atendimento, profissionais liberais, prestadores de serviço, vendedores, representantes comerciais e temos a nítida percepção de que a maioria destes contatos formam um conjunto de experiências negativas. E a resposta para tanta decepção ao lidar com estes 'pseudoprofisisonais' é o fato de que eles estão exclusivamente interessados no emprego, querem apenas o seu dinheiro a cada início do mês e usam aquela empresa como uma ocupação efêmera na busca de alguma oportunidade mais rentável. Se você se enxergou neste perfil, cuidado! Fatalmente, sua sobrevivência no mercado de trabalho está com os dias contados!

Os profissionais de Recursos Humanos e empresários em geral têm sofrido bastante na captação de novos funcionários por alguns motivos pontuais: falta de capacitação técnica, ausência de uma inteligência emocional, capaz de lidar com o espírito de equipe e até em alguns casos, pela renúncia dos empregadores em treinar e preparar melhor os seus liderados. O resultado deste cenário é uma enxurrada de gente que chega às vagas para apenas ocupá-las e não agregá-las.

Quando se tem um empregado desinteressado nos objetivos da empresa, desleixado em relação a política da corporação, insensível a missão, visão e valores corporativos tem-se um sujeito que atua principalmente pelo dinheiro e não pelo comprometimento que deveria ter ali. Funcionários mercenários estão chovendo à revelia. É importante que o leitor(a) entenda que o dinheiro faz parte de um processo de entrega de força de mão-de-obra, no entanto, ele é o desdobramento final. Observa-se que se o trabalhador gosta daquela atividade profissional em que está inserido, seu envolvimento é diferenciado e o resultado deste comportamento se reflete diretamente ou indiretamente nas boas experiências que os clientes tanto desejam.

Quando você se candidatar a uma vaga, a primeira pergunta que precisa fazer é se aquela função, atividade ou conjunto de tarefas delegadas são do seu agrado. Quem trabalha naquilo que gosta tem enorme possibilidade de realizar tal ação com eficácia e ser percebido pelo seu líder de uma maneira diferenciada. Profissionais engajados e que percebem que são importantes na evolução da corporação são pessoas que tendem a ser mais valorizadas e costumam até ocupar depois de um prazo cargos de liderança. Não procure um emprego, postule sempre um trabalho!

* Ricardo Gandra é jornalista, pós-graduado em Comunicação e Marketing; pós-graduado em Comunicação Empresarial; pós-graduado em Imagens e Culturas Midiáticas. É professor de Marketing de uma MBA de Gestão Empresarial pela FUPAC e professor da mesma disciplina em uma pós-graduação em Educação pela instituição acadêmica. Ricardo realiza palestras há cerca de 15 anos e oferece apresentações que encantam por levar conteúdo de maneira equilibrada misturado com humor. Suas apresentações já foram vistas em CDLs, cooperativas, associações comerciais, agências de desenvolvimento, empresas, prefeituras, faculdades de várias partes do Brasil.

 

Câmara dos deputados aprova novo Cadastro Positivo, benefício para consumidores e empresas

Câmara aprova alterações no PLC 441, que retorna ao Senado

Após mais de um mês de tentativas de votação, as mudanças no Cadastro Positivo avançaram mais um passo, na noite desta quarta-feira (9). A Câmara dos Deputados aprovou, por 273 votos a 150, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 441/2017. O substitutivo agora volta ao Senado, para nova votação, devido às alterações feitas pelo relator da matéria, deputado Walter Ihoshi (PSD-SP), após sugestões de parlamentares e órgãos de defesa do consumidor.

Uma das principais mudanças propostas no projeto é a inclusão no cadastro de todos os CPF e CNPJ do Brasil, sendo possível optar pela exclusão de informações de forma gratuita. Com o novo cadastro positivo, gestores de bancos de dados terão acesso a informações sobre empréstimos quitados e pagamentos em dia, formando uma nota de crédito que poderá ser consultada para a avaliação de risco na concessão de financiamentos, empréstimos e compras a prazo. Com isso, consumidores que não têm relacionamento com bancos e cartões de crédito poderão comprovar que são bons pagadores.

Os dados sensíveis dos cidadãos e o sigilo bancário seguem preservados, respeitando exigências do Código de Defesa do Consumidor. “A revisão do Cadastro Positivo cria um histórico de crédito das pessoas físicas e jurídicas. Dessa forma, quem empresta poderá avaliar de forma mais precisa os tomadores de empréstimo, proporcionando crédito mais farto e barato”, afirma o presidente da CNDL, José César da Costa.

Da forma como o cadastro funciona hoje, uma das principais dificuldades de acesso a linhas para financiamentos e empréstimos é a burocratização dos bancos e das instituições financeiras. Essa falta de informação sobre quem pede empréstimo é uma das razões do alto spread – diferença entre o custo do dinheiro para o banco e o quanto ele cobra de juros, na ponta, para o consumidor, em uma operação de crédito.

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, reforça: “Com a mudança, consumidores e empresas que estão em dia com seus compromissos financeiros poderão ter acesso a condições mais favoráveis, juros diferenciados de acordo com o perfil e formas de pagamento facilitadas, sem riscos à sua privacidade”, explica.

(Fonte: CNDL)