2via boleto

3 regras simples para um atendimento excepcional ao cliente

 

O bom atendimento é um grande desafio para todas as empresas, de quaisquer tamanhos e segmentos de atuação. O sucesso e perenidade das organizações em seus mercados têm nesse atendimento o seu fator crítico.

 

Define-se como jornada do cliente o caminho ou caminhos que seu cliente percorre durante o relacionamento com você, ou seja, qual o comportamento que ele demonstra no dia a dia das interações com sua empresa. Como ele compra, qual o canal utiliza, como ele usa seus serviços e como ele fala com você quando precisa de ajuda, por exemplo.

 

A experiência do seu cliente nessas atividades e nos diferentes canais tem sido entendida como fundamental para manutenção do interesse dele na sua empresa, durante a sua jornada.

 

Assim, se você deseja que seu cliente tenha uma experiência diferente e agradável em sua jornada com você, a recomendação é que evite presumir o que é diferente e agradável para seu cliente e procure entender o que ele espera de sua empresa e ofereça isso a ele.

 

1. Não generalize seus clientes

 

As expectativas do cliente variam quase sempre de grupo para grupo de clientes, assim como conceitos e posturas. Assim, tome muito cuidado para entender os grupos e prover experiências adequadas a cada um deles.

 

2. Tenha um produto compatível com a experiência oferecida

 

Em empresas que desenvolvem seus produtos e serviços, as premissas e processos para a experiência de clientes devem estar no topo do próprio processo de desenvolvimento.

 

Dessa forma, os pré-requisitos para a construção desta experiência estão presentes desde a própria concepção do produto. Dificilmente você poderá fornecer uma boa experiência a seu cliente se o seu produto não for compatível com ela.

 

3. Bom atendimento não é raridade: é costume

 

 Não se pode considerar em nenhuma hipótese o atendimento ou experiência do cliente como um diferencial. São pontos necessários para que um negócio possa se desenvolver nos dias de hoje.

 

Em qualquer segmento, seja qual o produto ou serviço que você pretenda fornecer, a garantia da boa experiência de seu cliente deve estar presente em toda sua jornada.

 

O cliente de hoje compara experiências. Ele busca a melhor. Quem não se preocupa com isso estará fora do mercado em pouquíssimo tempo.

 

Fonte: Exame – Editado

 

 

Carnaval: 4 dicas para você arrasar nas vendas

 

FCDL/MG  

Segundo o Ministério do Turismo, em 2016, cerca de 6,6 milhões de turistas viajaram pelo País durante o feriado de carnaval. Entre os gastos com transporte, hospedagem, alimentação e lazer, o Governo calculou que houve um acréscimo de mais de R$6 bilhões à economia nacional. Diante desses bons números, separamos algumas dicas para você arrasar na avenida nas vendas, afinal ninguém quer deixar o bloco passar sem aproveitar um pouquinho, não é?

 

1- Caia na folia

É preciso entrar no clima! Sua marca e sua vitrine precisam estar caracterizadas para chamar a atenção de quem visitar suas páginas na internet e de quem passar pela sua porta.

 

2- Saia do lugar-comum

Criar produtos personalizados para a data com a marca da empresa ou até mesmo preparar uma embalagem especial são detalhes que podem agregar valor à compra.

 

3- A boa e velha promoção

Claro que uma promoção legal chamará a atenção dos foliões, assim como cupons de desconto, que são bons atrativos de novos clientes.

 

4- Tenha foco

Toda a campanha deve estar voltada para a divulgação do Carnaval, portanto, necessitam de uma abordagem específica para esta época do ano. Não ofusque sua divulgação carnavalesca com outras campanhas em paralelo. Pense fora da caixa e crie ações para atrair clientes em potencial!

Vantagens e desvantagens do cartão de crédito para o lojista

FCDL - MG 

 

Crédito ou débito? É praticamente impossível entrar em um estabelecimento comercial e fazer uma compra sem ouvir essa pergunta enquanto cliente. Mas... E para o varejista? Essa dúvida também é pertinente e ele precisa definir quais formas de pagamento pode colocar à disposição dos consumidores, uma vez que a demanda pelo pagamento com cartões é cada vez maior.

Separamos então os pontos positivos e negativos de oferecer a modalidade de pagamento com cartão de crédito do ponto de vista do lojista. Veja:

Vantagens:

  1. Segurança – como o banco garante o pagamento da compra e ele mesmo cobra do cliente em caso de inadimplência, o lojista se sente mais seguro para fazer parcelamentos;
  2. Praticidade – não precisar ir ao banco para realizar depósitos, encarar filas e até correr risco ao transportar quantias de dinheiro na rua;
  3. Mais clientes – em 2016 foram contabilizadas 13 bilhões de transações usando cartão de crédito e esse número não para de aumentar. Cada vez mais pessoas adotam o método para fazer compras e oferecer a modalidade como meio de pagamento atrai esses novos usuários;
  4. Facilidade com troco – o valor correto será repassado pela administradora do cartão, acabando com a necessidade de devolver o troco com atenção.

Desvantagens:

  1. Aluguel da máquina – são cobradas porcentagens entre 3% e 5% em cada transação realizada pelas famosas “maquininhas”;
  2. Prazo do repasse – Os bancos e as administradoras de cartão de crédito só repassam o valor da compra para o lojista após 30 dias, contados a partir da realização da transação;
  3. Redução da margem de lucro – devido às taxas de administração pagas pelo lojista, aquele que opta por não repassar o custo ao cliente acaba sofrendo uma redução na margem de lucro.


Portanto, a dica de ouro é analisar a situação da sua empresa, a preferência da maioria dos seus clientes e ter certeza ao optar por oferecer a possibilidade de pagamento com cartão de crédito. Os custos devem ser uma vantagem competitiva e não um peso a mais no fechamento mensal.

Agora que você conhece as principais vantagens e desvantagens de trabalhar com o cartão de crédito, que tal contribuir com o conhecimento sobre o varejo respondendo essas duas perguntinhas aqui?

Falta 1 mês para o IR 2017: organize-se para receber a restituição logo

  • Fonte: UOL Economia
     

A entrega do Imposto de Renda 2017 só vai começar daqui a um mês -em 2 de março-, mas você já pode preparar a papelada e até adiantar o preenchimento, para apresentar a declaração no comecinho do prazo.

Quem entrega primeiro tem mais chance de receber a restituição antes --sem falar no alívio de se livrar logo dessa obrigação. Outra vantagem é que, se por acaso perceber que falta alguma informação ou documento, vai ter mais tempo para correr atrás disso antes do fim do prazo para entrega, em 28 de abril.

Rascunho da declaração

iStock/FrankRamspott

A Receita Federal ainda não liberou o programa oficial para preenchimento da declaração do IR 2017, mas você pode adiantar o trabalho usando um rascunho, disponível no próprio site da Receita (http://zip.net/brp5QZ - link encurtado e seguro). 

O contribuinte pode incluir no rascunho alguns dados, como despesas com dependentes, rendimentos, movimentação de bens e direitos e pagamentos, que depois poderão ser transferidos para a declaração. O programa oficial deve ser liberado em 23 de fevereiro.

Recupere a declaração do ano passado

Getty Images

Quem declarou IR em 2016 provavelmente deve ter uma cópia do arquivo salva no computador ou impressa. Ela vai ajudar no preenchimento de diversos campos da declaração de 2017, especialmente a relação de bens. "Ali está contada a sua história fiscal. É sempre importante guardar cópias das declarações e documentos dos últimos cinco anos porque, nesse período, a Receita ainda pode questionar algum ponto", afirma Antonio Teixeira Bacalhau, coordenador da consultoria IOB.

O programa da Receita permite importar as informações do arquivo da declaração anterior, o que poupa um bom tempo e evita erros na hora de digitar dados e valores. Garimpe o IR 2016 pelos computadores de casa ou do trabalho e nas pastas com papelada antiga.

Se não encontrar, um caminho é recorrer ao site da Receita para conseguir uma segunda via digital. Caso você já tenha código de acesso e senha para o sistema e-CAC (http://zip.net/bxp7kj), a recuperação da declaração anterior é simples e rápida. Se ainda não tiver o código, você vai precisar dos números de entrega das declarações dos dois últimos anos para conseguir obtê-lo (http://zip.net/bgtCTp). Outra alternativa é ir até uma agência de atendimento da Receita na sua cidade (http://zip.net/bqtDRH) e solicitar a segunda via.

Junte os documentos

Fabio Rodrigues Pozzebom - 19 set. 2010/ABr

Se você for declarar IR pela primeira vez, vai precisar do número do seu CPF e também do título de eleitor, além dos dados residenciais e da sua profissão. Se a declaração for feita em conjunto com seu cônjuge, o programa também vai pedir o CPF dele.

Tire o CPF dos dependentes com mais de 12 anos

Rogério Doki

Neste ano, a Receita Federal exige que dependentes com mais de 12 anos tenham CPF. Caso o dependente não tenha o documento, é importante ir atrás desde já.

O CPF pode ser pedido pela internet (http://zip.net/bctDbC, link encurtado e seguro) ou nas agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos Correios, ao custo de R$ 7.

Nas agências, é preciso apresentar um documento de identidade (maiores de 18 anos precisam levar também o título de eleitor). Pela internet, maiores de 18 anos precisam ter o título de eleitor.

O número do documento é fornecido na hora, se não houver nenhum problema com os dados informados. O contribuinte deve anotar o número do CPF e imprimir o comprovante, porque a Receita não envia mais o cartão plástico.

Pegue o comprovante de rendimentos

iStock

O comprovante de rendimentos é um documento essencial para fazer a declaração. Nele estão informados quanto você recebeu de salário, quanto pagou de imposto na fonte, de INSS e ainda outros detalhes, como gastos com plano de saúde coletivo ou aportes no plano de previdência.

As empresas têm até o dia 27 de fevereiro para entregar o documento aos funcionários, seja impresso ou pela internet. Você pode consultar seu RH, pois é possível que o informe seja liberado antes.

Você também vai precisar dos comprovantes de rendimentos do seu cônjuge e dos seus dependentes, caso eles trabalhem e façam a declaração em conjunto com a sua.

Se recebe aposentadoria ou pensão pelo INSS, não esqueça de baixar o comprovante no site da Previdência: http://zip.net/bvsYrS (link encurtado e seguro).

Junte os extratos dos bancos

Shutterstock

Os bancos também precisam preparar um extrato das contas dos clientes, com os saldos dos dias 31/12/2015 e 31/12/2016 e os rendimentos que eles tiveram ao longo de 2016 com aplicações financeiras. Na maior parte dos casos, esse extrato pode ser acessado no site da instituição, o que permite que o contribuinte já imprima ou salve o documento.

Se você tem conta em mais de um banco, é preciso pegar informes de todas as instituições. Isso também vale para quem tem investimentos no Tesouro Direto ou em ações. Peça o documento no banco ou corretora onde você fez a compra dos papéis.

Se você contribui para um plano de previdência privada (PGBL ou VGBL) ou fundo de pensão, ou se já está recebendo sua aposentadoria, a instituição que administra o plano também deverá enviar um comprovante com os valores pagos ou recebidos por você no ano passado.

Organize recibos de saúde

Orlando

As despesas com médicos, dentistas e outros profissionais de saúde, exames, internações e planos de saúde podem ser deduzidas integralmente no Imposto de Renda, mas precisam estar bem organizadas. Você deve guardar os papéis por, no mínimo, cinco anos, caso a Receita Federal resolva checar as informações.

Confira se os recibos e notas fiscais trazem o nome do prestador, com seu CPF ou CNPJ, endereço, o serviço prestado, valor, além do seu nome completo e CPF. Caso a despesa tenha sido feita por seu dependente, o nome e CPF dele devem aparecer no documento.

Fique atento caso seu plano de saúde seja oferecido pela empresa onde você trabalha, pois os valores pagos costumam ser informados em uma linha específica do comprovante de rendimentos. "A partir de agora, as empresas e planos de saúde também terão que informar eventuais valores devolvidos ao cliente a título de reembolso de consultas e exames. É mais um detalhe para ficar atento na hora de preencher a declaração", diz Antonio Teixeira Bacalhau, da IOB.

Atenção às despesas com educação

Orlando

O tema é uma dúvida recorrente dos contribuintes. A Receita Federal só aceita a dedução de despesas com escolas de ensino fundamental, médio, superior, pós-graduação ou técnico. Não vale lançar gastos com cursos extracurriculares, como inglês ou balé, nem com cursinhos preparatórios para a faculdade, muito menos com compra de livros ou material escolar.

Os boletos ou recibos de pagamento devem trazer o nome e CNPJ da instituição, além do nome do aluno. Em 2016, o limite para dedução era de R$ 3.561,50 por pessoa. A Receita Federal ainda não divulgou o valor para este ano, mas deve ficar próximo disso.

Além das despesas próprias, você pode abater os gastos por dependente até esse limite.

Recupere dados sobre imóveis, carros e outros bens

Rogério Doki

Se você vendeu, comprou ou financiou algum bem no ano passado, como imóvel, carro ou moto, busque o contrato, escritura ou recibo e anote as informações principais, como nome e CPF/CNPJ de quem comprou ou vendeu, se o negócio foi pago à vista, a prazo ou financiado.

No caso de financiamento, anote também o banco, número do contrato, o montante financiado, número e valor das prestações, além do valor de entrada. Todos esses detalhes deverão ser escritos na declaração de bens.

Calcule os ganhos de capital

Shutterstock

Se você teve lucro na venda de um bem, como carro ou imóvel, ou de moeda estrangeira, como dólar e euro, é preciso baixar um programa específico da Receita Federal para calcular o chamado ganho de capital (http://zip.net/bftC7m, link encurtado e seguro).

Ele calcula o imposto devido, os rendimentos sujeitos à tributação exclusiva e a parcela isenta. Caso o contribuinte não tenha pago o imposto devido na época do rendimento, ele pode imprimir o boleto para pagamento agora. "Aqui vale a ressalva que o imposto sobre ganho de capital deve ser recolhido no mês seguinte à venda do bem. Muita gente esquece de fazer isso e, quando chega na declaração, tem que recolher aquele imposto com multa de 20% mais correção", afirma Antonio Bacalhau, da IOB.

Depois, é possível importar essas informações para sua declaração do IR 2017.

Outros documentos

Getty Images

Os comprovantes de recolhimento do carnê-leão para quem é autônomo ou recebe outras fontes de renda, como aluguel e pensão alimentícia, são imprescindíveis na hora de preencher a declaração. O programa do IR permite importar as informações lançadas no programa específico do carnê-leão ao longo de 2016.

Informações sobre pagamentos de pensão alimentícia, de aluguel, de INSS de empregados domésticos, documentos referentes a doações, heranças, empréstimos e consórcios de bens também são importantes na hora de preencher a declaração do IR.

Para quem foi demitido ou trocou de emprego

Rafael Hupsel/Folha Imagem

Se você foi demitido ou trocou de emprego em 2016, procure a papelada da rescisão, os comprovantes de recebimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do seguro-desemprego. Peça ao RH da sua antiga empresa para enviar o comprovante de rendimentos do período em que você ainda estava lá. "Muita gente troca de emprego e simplesmente se esquece de lançar no IR os últimos salários recebidos na outra empresa", alerta Antonio Bacalhau.

Carnaval: 4 dicas para você arrasar nas vendas

Segundo o Ministério do Turismo, em 2016, cerca de 6,6 milhões de turistas viajaram pelo País durante o feriado de carnaval. Entre os gastos com transporte, hospedagem, alimentação e lazer, o Governo calculou que houve um acréscimo de mais de R$6 bilhões à economia nacional. Diante desses bons números, separamos algumas dicas para você arrasar na avenida nas vendas, afinal ninguém quer deixar o bloco passar sem aproveitar um pouquinho, não é?

 

1- Caia na folia

É preciso entrar no clima! Sua marca e sua vitrine precisam estar caracterizadas para chamar a atenção de quem visitar suas páginas na internet e de quem passar pela sua porta.

 

2- Saia do lugar-comum

Criar produtos personalizados para a data com a marca da empresa ou até mesmo preparar uma embalagem especial são detalhes que podem agregar valor à compra.

 

3- A boa e velha promoção

Claro que uma promoção legal chamará a atenção dos foliões, assim como cupons de desconto, que são bons atrativos de novos clientes.

 

4- Tenha foco

Toda a campanha deve estar voltada para a divulgação do Carnaval, portanto, necessitam de uma abordagem específica para esta época do ano. Não ofusque sua divulgação carnavalesca com outras campanhas em paralelo. Pense fora da caixa e crie ações para atrair clientes em potencial!

 

Fonte: FCDL-MG

Governo propõe reforma trabalhista; veja o que pode mudar nas regras atuais

O governo apresentou uma proposta de reforma trabalhista, que deve ser encaminhada ao Congresso como projeto de lei em caráter de urgência. O texto do projeto deve ser enviado ao Congresso em fevereiro, na volta do recesso parlamentar. No começo de dezembro, o governo havia enviado à Câmara outro projeto polêmico: o da reforma da Previdência.

Veja as principais mudanças propostas nas leis trabalhistas:


Trabalho temporário:

- Os contratos temporários de trabalho poderão passar dos atuais 90 dias para 120 dias, prorrogáveis por mais 120 dias;

- Os temporários poderão ser contratados diretamente pela empresa ou, então, como é feito hoje, por meio de uma empresa de trabalho temporário;

- Os trabalhadores passam a ter os mesmos direitos previstos na CLT e as empresas que fornecem mão de obra temporária ficam obrigadas a fornecer aos contratantes dos serviços os comprovantes de pagamento das obrigações sociais dos trabalhadores (FGTS, INSS e certidão negativa de débitos);

- Essa nova regra não se aplica aos empregados domésticos.


Acordo do sindicato valendo como lei

Os acordos coletivos de trabalho definidos entre as empresas e os representantes dos trabalhadores poderão se sobrepor às leis trabalhistas definidas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em 11 pontos específicos, que dizem respeito a jornada de trabalho e salário. Não podem ser alteradas normas de saúde, segurança e higiene do trabalho.

Não podem mexer também no pagamento do FGTS, 13º salário, seguro-desemprego e salário-família, que são benefícios previdenciários, bem como o pagamento da hora-extra de 50% acima da hora normal, a licença-maternidade de 120 dias e aviso prévio proporcional ao tempo de serviço.

A possibilidade de acordos trabalhistas terem força de lei recebe críticas de alguns setores por, em tese, permitir a redução de direitos assegurados nas leis trabalhistas.

Os defensores da medida afirmam que isso garante mais autonomia aos trabalhadores nas negociações sindicais e contribui para a geração de empregos. O governo afirma que direitos adquiridos não serão reduzidos.

Veja o que poderá ser negociado entre empresas e trabalhadores:

- Férias:

O texto prevê que as férias poderão ser divididas em três períodos de descanso.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que a proposta mantém um mínimo de 15 dias seguidos de descanso nas férias, mas que o restante do período poderá ser objeto de negociação coletiva. "A negociação coletiva vem com toda força e vai seguramente fazer com que tenhamos muito menos conflito [na Justiça do Trabalho]", disse.

- Jornada de trabalho:

Um dos pontos em que as negociações coletivas poderão se sobrepor à legislação trabalhista é a jornada de trabalho. O texto fala que o cumprimento da jornada diária poderá ser negociado entre patrões e empregados, desde que respeitado o limite máximo de 220 horas mensais e de 12 horas diárias. Hoje a jornada padrão é de 8 horas por dia, com possibilidade de haver 2 horas extras. A jornada padrão semanal é de 44 horas.

"A convenção coletiva vai poder definir a forma com que a jornada de 44 horas semanais será executada, desde que seja vantajosa para o trabalhador", disse o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

O ministro afirmou que a proposta não prevê ampliação na jornada. "A jornada de trabalho permanece a padrão de 8 diárias e 44 horas semanais. Nunca esteve, não está e não estará na agenda do governo proposta de aumento de jornada de trabalho", disse Nogueira.

- Intervalo:

O intervalo dentro da jornada de trabalho poderá ser negociado, desde que tenha no mínimo 30 minutos.

- Deslocamento até o trabalho:

Empresas e representantes dos trabalhadores poderão negociar se serão remuneradas também as horas gastas no trajeto de casa até o trabalho --atualmente, elas não são pagas. Essa hipótese é mais comum nos casos em a empresa oferece transporte aos trabalhadores que moram muito longe, como em fábricas que ficam fora da cidade, por exemplo.

- Banco de horas:

Os acordos coletivos também poderão prever a criação de um banco de horas para contabilizar as horas extras trabalhadas, além da forma de pagamento.

- Trabalho remoto:

A atuação do trabalhador fora da sede da empresa também é um dos pontos que poderá ser definido com força de lei pelas convenções coletivas.


Trabalho com jornada parcial

- O objetivo é estimular a contratação de jovens, mães, e trabalhadores mais velhos.

- Atualmente, prevê jornada máxima de 25 horas por semana, sendo proibidas as horas extras; a proposta é passar para 30 horas semanas, sem horas extras, ou para 26 horas semanais com até 6 horas extras.

- Hoje, o trabalhador tem direito a férias proporcionais de no máximo 18 dias e não pode vender dias de férias em troca de dinheiro; a proposta prevê 30 dias de férias e a possibilidade de vender dez dias.


Multas para empresas

As empresas que não registrarem seus empregados terão que pagar multa de R$ 6.000 por empregado não registrado e de igual valor em caso de reincidência. No caso de empregador rural, microempresas e empresas de pequeno porte, a multa é de R$ 1.000.

Fonte: UOL Economia

Como o desemprego está criando 'funcionários-polvo'

Em uma grande agência de emprego no centro de São Paulo, uma cena se repete: com currículos em mãos, dezenas de pessoas formam fila para falar com a recepcionista.

"Você se cadastrou no nosso site?", ela pergunta. A frustração dos candidatos é visível, assim com o cansaço da mulher que, do outro lado do balcão, atende centenas deles em uma manhã.

O drama das 12 milhões de pessoas que hoje estão sem trabalho no Brasil é bem conhecido. Mas pouco se fala dos efeitos do desemprego para quem fica nas empresas. Com tantos demitidos, quem continua contratado pode virar um "funcionário-polvo", acumulando funções de ex-colegas, além de precisar lidar com o medo do desemprego.

Apesar de não ser medido em números, esse fenômeno é velho conhecido dos especialistas em mercado de trabalho. Segundo os professores entrevistados pela BBC Brasil, o aumento de pressão sobre os empregados é uma tendência natural em momentos de crise.

"Toda vez que uma empresa entra em dificuldade, ela precisa fazer o melhor possível com o pessoal que permanece. Fazer muito com pouco torna-se a chave do sucesso", explica o professor da FEA-USP José Pastore, que também é consultor em relações do trabalho.

Para manter o ritmo, diz Pastore, empresários ficam com os subordinados considerados mais versáteis, que podem aprender novas tarefas rapidamente. São eles os mais propícios a tornarem-se "funcionários-polvo".

Muitos em um

Relatos de acúmulos de tarefas se espalham por indústria, comércio e serviços.

Vendedor em uma loja de roupas na região metropolitana de Porto Alegre (RS), Jorge* virou caixa, estoquista e responsável pelo crediário depois que outra funcionária foi demitida.

Hoje exerce dez funções em um expediente que ficou mais longo.

"Quando minha colega saiu, tudo o que ela fazia foi para mim", diz.

O advogado Leonardo* também está trabalhando mais. Além das petições, ficou encarregado de tarefas que caberiam a um estagiário, como tirar cópias e cuidar da correspondência. Para fazer tudo, diminuiu o intervalo de almoço.

"Antes comia em uma hora, e agora almoço em trinta minutos. Uso o resto para agilizar."

Aparentemente, Jorge e Leonardo tornaram-se mais produtivos: eles executam mais tarefas quase no mesmo tempo de antes. A ligação entre produtividade e recessão foi discutida em estudos americanos feitos após a crise econômica de 2008. A BBC Brasil não encontrou uma pesquisa semelhante por aqui.

Segundo o trabalho de economistas da Universidade de Stanford e da Universidade de Utah, do último trimestre de 2007, quando a recessão dos EUA começou, até o terceiro trimestre de 2009, quando ela terminou, a produtividade no país cresceu 3,16% em setores não-agrícolas. A marca atingida em 2009 (3,2%) foi a maior desde 2003.

Para os pesquisadores, dois motivos justificaram esse crescimento: a demissão dos trabalhadores menos produtivos e, principalmente, o esforço dos que ficaram para manter suas vagas.

Mas mesmo que os brasileiros se tornem mais produtivos na crise, isso não deve durar muito, diz a professora Regina Madalozzo, coordenadora do Mestrado Profissional em Economia do Insper.

A razão é simples: as pessoas se cansam.

"Estudos mostram que você pode até aumentar a produtividade no curto prazo, mas isso não é sustentável. As pessoas não conseguem dar 100% o tempo inteiro, elas não são máquinas."

Segundo a professora, aprender novas atividades têm um lado positivo, que é tornar o trabalhador mais completo. No entanto, se isso significa ultrapassar limites físicos, a pressão tem o efeito contrário, prejudicando o serviço.

O vendedor-caixa-estoquista Jorge já percebe que suas vendas pioraram. Enquanto faz o cadastro de um cliente, deixa outros falando sozinhos.

"O patrão não acha certo cair o rendimento, mas não tem como, o atendimento não é mais o mesmo. Me sinto constrangido por não cumprir tudo."

Medo do desemprego

Concentrar tarefas não é a única pressão que os brasileiros sofrem com tantos demitidos no mercado. Com o desemprego acima de 11%, segundo o IBGE, o medo de ser mandado embora é outra preocupação constante.

De acordo com índice da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o medo do desemprego ficou em 64,8 pontos em dezembro - o indicador vai de zero a cem pontos e, quanto mais alto, maior é o temor. O resultado do mês passado foi o maior desde 1996.

O receio de ser o próximo demitido nem sempre coincide com o acúmulo de funções. O motivo pode ser justamente o contrário: a demanda cai tanto que o trabalhador fica ocioso. Ele teme que não seja mais necessário.

"Me sinto inútil. Saio de casa, enfrento o transporte, para chegar aqui e não fazer nada", diz Ana sobre a agência de marketing onde trabalha. Antes da crise, ela desenvolvia campanhas publicitárias. Com as demissões, foi remanejada para o treinamento, setor que está parado.

"Você tem que fingir que está trabalhando, porque não quer ser demitido."

Para ela, a relação com os patrões piorou. Ana diz que o discurso "se você não quer, tem quem queira" é comum.

"Ele existe abertamente. Quando a gente questiona os gestores, diz 'olha não está legal assim', ele respondem de forma ofensiva."

Trabalhadores de outras áreas relataram a mesma situação à BBC Brasil. De forma mais ou menos exposta, dizem, a carta do desemprego tem sido usada com frequência.

Contratada de uma empresa da indústria alimentícia, Giovana diz que esse "alerta" não vem diretamente da chefia, mas chega de outras formas.

"Recentemente tivemos uma reunião sobre benefícios e o responsável pelo RH disse 'antes de reclamar da alteração no plano de saúde, devíamos olhar as taxas de desemprego'. A ameaça velada ficou evidente."

Relação patrão-empregado

A relação patrão-empregado no Brasil não é só difícil em tempos de recessão, diz a professora Carmen Migueles, que fez doutorado em sociologia das organizações.

Migueles afirma que esse contato é árido por natureza. Segundo ela, os subordinados muitas vezes não percebem que os chefes também estão numa posição difícil. Por outro lado, os empresários não costumam compartilhar o que está acontecendo com seu negócio e subestimam a ajuda que seus empregados podem lhe oferecer.

"O Brasil é um dos países que mais tem uma visão negativa dos pares, do chefe e das instituições. Quando falta recursos, é a guerra de todos contra todos."

Sobre as pressões exercidas pelos patrões, a professora diz que perfis autoritários ou paternalistas são muito comuns no país. Há também o que chama de "psicopatas", que se aproveitam da situação para ameaçar e cobrar seus funcionários.

No entanto, para Migueles, os subordinados também têm parcela de culpa num relacionamento tão desgastado. O brasileiro, afirma, possui uma propensão a sentir pena de si mesmo, o que mostraria sua falta de maturidade profissional.

"É muito comum no Brasil o perfil da vítima: ninguém cuida de mim, meu emprego está por um fio. Muitos querem que a empresa trate-os como filhos", diz.

"O brasileiro acho que o empresário é um super-homem: ele deve assumir os riscos, resolver os problemas e motivar as pessoas. Essa posição de desigualdade no Brasil deixa as duas pontas sozinhas: empregado e executivo."

A falta de maturidade, dizem os entrevistados, já teria se mostrado nos anos de prosperidade econômica, quando as vagas eram abundantes - naquele momento os trabalhadores faziam o jogo hoje dominado pelos patrões.

"Em 2014, você conversava com um empresário e ele não conseguia segurar ninguém, as pessoas pulavam de lugar para outro. Agora a mesa virou", diz a professora de Administração da FGV-SP Beatriz Lacombe.

Empresários de várias áreas consultados pela BBC Brasil afirmaram que os cortes foram necessários para a sobrevivência de seus negócios e que também estão sendo afetados pessoalmente pelas incertezas da economia. Alguns disseram que redistribuíram tarefas para não prejudicar suas equipes.

De acordo com os especialistas, o ideal seria que patrões e empregados formassem uma "coalizão" para que, com sacrifícios mútuos, pudessem passar juntos pela recessão. Essas mudanças, no entanto, exigem tempo e são recomendáveis durante períodos de crescimento, quando não há tanta tensão.

Enxaqueca e tendinite

Enquanto essas relações não mudam, a pressão dentro dos escritórios começa a afetar a saúde dos trabalhadores.

A Associação Nacional dos Médicos Peritos estima que o número de pedidos de auxílio-doença subiu até 30% no último ano. Os dados de 2016 ainda não foram divulgados pela Previdência Social.

O presidente da entidade, Francisco Cardoso, cita o caso de um homem que sofreu um burnout, problema conhecido como doença do esgotamento profissional, depois que todas as 40 pessoas do seu setor foram demitidas. Só ele ficou.

A síndrome de Burnout inclui sintomas como agressividade e falhas de memória.

"É um caso isolado, mas tipifica aqueles que, pelo acúmulo de funções ou pela necessidade de afastar o desemprego, acabam trabalhando além do recomendável. Tem acontecido muito."

Giovana*, que gerencia a área de segurança de produto de uma indústria, diz que o excesso de trabalho trouxe de volta sua enxaqueca. Ela também foi parar no hospital por problemas nas costas e tendinite.

Segundo Giovana, na filial brasileira da empresa, apenas duas pessoas atendem as demandas que, na matriz, são realizadas por 30. O quadro de pessoal no Brasil foi cortado em 30% nos últimos anos.

"Me pressiono cada dia mais, trabalhando além do expediente para manter tudo funcionando normalmente, mas a sensação de ser o 'gargalo' de um processo do qual não temos controle chega a ser desesperadora."

O cansaço dos trabalhadores não é algo que se resolverá imediatamente com a recuperação econômica, alerta a professora Regina Madalozzo, do Insper. O esgotamento dos brasileiros trará consequências a longo prazo, sobretudo para as empresas que continuarem pressionando seus funcionários acima de seus limites.

"Quando sair da crise, será aquilo que vemos nos filmes: todo mundo doente, se demitindo ao mesmo tempo. Você tem que ter um mínimo de incentivo para ir ao trabalho todos os dias."

Esta reportagem terminaria aqui. Mas Iasmin*, uma editora de livros didáticos, queria incluir sua história: "é bom poder falar".

Ela descreveu crises de dor de cabeça que duram uma semana, além de confusão mental e perda da visão periférica. Em semanas tranquilas, costuma acumular dez horas extras.

Suas respostas demoraram a chegar e, por pouco, não ficaram de fora. A justificativa, no entanto, não poderia ser um final mais propício: "o trabalho come até o tempo que a gente deveria usar para denunciar quanto tempo o trabalho come".

Fonte: UOL Economia

Planejamento financeiro: dicas para você prever a receita que parece imprevisível

planejamento-financeiro

 

Não ter uma receita certa hoje não significa que não dê para prever o amanhã. Veja as lições de Ricardo Hudson, da E-Bricks Digital, para você montar o planejamento financeiro da sua empresa

 

Você já ouviu falar do Netshow.me ou do ClapMe? São plataformas de transmissão de vídeos ao vivo. Enquanto a primeira é mais orientada à difusão de eventos diversos, como palestras, entrevistas e programas corporativos, o ClapMe é focado na música, com a transmissão de shows.

 

Hoje, ambas as empresas atuam dentro do modelo de receita recorrente: assim como gigantes como Netflix e Microsoft, a Netshow.me e a ClapMe vendem assinaturas de seus produtos. Esse modelo proporciona uma receita recorrente uma vez que, no lugar da tradicional “venda a venda”, o serviço é adquirido mediante uma assinatura — que gera um fluxo de entrada recorrente.

 

Mas, quando foram criadas, as empresas não seguiam essa cartilha. Tendo como base valores espontâneos — “gorjetas” doadas pelos espectadores às bandas (no caso da ClapMe) que se apresentavam nas plataformas — a receita era supostamente imprevisível.

 

É um modelo que pode dar certo para uma startup, mas é arriscado. Por um único motivo: como realizar um planejamento financeiro, dado que a receita não pode ser prevista?

 

  • A imprevisibilidade total não existe
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Se o seu negócio se enquadra nessa situação — não possuir uma fonte recorrente de receita –, você precisa ouvir o que Ricardo Hudson, CFO da E-Bricks Digital, fundo de private equity que atua no desenvolvimento de negócios do setor digital, tem a dizer. Sobre a imprevisibilidade da receita, ele é categórico:

“TODA E QUALQUER COMPANHIA, INDEPENDENTEMENTE DO MODELO DE NEGÓCIO, TEM, SIM, CONDIÇÃO DE PREVER SUAS RECEITAS”.

Quando pensamos na venda de software customizado ou em prestação de serviços, por exemplo, todas as companhias dispõem de modelos de previsão financeira, baseados no funil de vendas. A partir daí, estimam-se as taxas de conversão, e o tempo médio de projeto/faturamento/recebimento.

Agora, no caso específico dos primórdios da ClapMe e da Netshow.me — ou de outras empresas que trabalham com esse modelo de remuneração “incerta” –, ele afirma ser possível, sim, obter uma taxa de conversão. Ou seja, a doação de um valor específico.

“SE CEM PESSOAS ASSISTIRAM A UM SHOW E DEZ DOARAM, TEM-SE UMA TAXA DE CONVERSÃO DE 10%. AÍ, EM CIMA DISSO, ESTIMA-SE O TÍQUETE MÉDIO [QUE É O VALOR MÉDIO DAS VENDAS DE UM DETERMINADO ESTABELECIMENTO], PERMITINDO A CONSOLIDAÇÃO DAS PREMISSAS, O QUE LEVA À COMPOSIÇÃO DE UMA SÉRIE HISTÓRICA. E O EMPREENDEDOR PODE UTILIZAR ESSA SÉRIE PARA MELHORAR A EFETIVIDADE DE ESFORÇOS DE MARKETING, POR EXEMPLO, PARA A CAPTAÇÃO DE CLIENTES”.

Ele segue com a reflexão: “Suponha que, no mês seguinte, a taxa de conversão tenha subido para 20% (duzentas pessoas doaram), e que cada uma doou um valor maior também, de R$ 500. É o momento de analisar: imagine que, das dez bandas que foram transmitidas, somente as de rock receberam doações. O que devemos entender disso? Que fazer uma segregação da análise por estilo musical melhora a a previsibilidade do modelo estatístico”.

  • Tudo é mensurável, tudo pode ser previsto
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Ricardo Hudson não tem dúvidas de que tudo possa se transformar em métrica para pautar o planejamento financeiro. “A partir do momento em que você se dispõe a segregar uma atividade em níveis que te permitam ser mais efetivo, você consegue prever e se planejar”.

 

O especialista afirma que, se não houver previsibilidade, não se trata de um modelo de negócio. “Há alguma coisa errada. Tudo pode ser transformado em métrica. Se não for possível, não funciona como negócio”.

 

Certo. Mas como planejar na prática?

 

Uma planilha de planejamento financeiro é o caminho. Este modelo da Conta Azul pode ser muito útil para você usar como base.

Comece anotando todas as entradas que você previu de acordo com as instruções acima. Ou seja, planeje seu faturamento. Construa um plano de vendas refletindo quais suas fontes de receita, seu modelo de precificação, seus canais de distribuição, etc.

 

Depois, planeje tudo o que você vai gastar ao longo de um período. Além dos gastos recorrentes (salários, aluguel, fornecedores, energia), não se esqueça de incluir gastos que podem ser extraordinários (manutenção) ou que refletirão novos investimentos que você pretende fazer para chegar nos seus objetivos (aluguel de um novo espaço, aquisição de maquinário, juros de um empréstimo que você pretende tomar).

 

Em seguida, repasse os itens e avalie o que é necessário e o que pode ser adiado. Finalmente, construa os Demonstrativos Financeiros que lhe darão uma visão consolidada da sua situação financeira no ano, o Demonstrativo de Resultados e o Balanço Patrimonial.

 

 

Resumindo

 

A lição que fica é: se sua empresa não tem uma receita certa ou recorrente, não tema! É possível, sim, realizar um planejamento financeiro.

Pelo menos, até o momento em que você sentir segurança para mudar de modelo — talvez partindo para a receita recorrente, com vendas de assinaturas, como foi o caso da ClapMe e do Netshow.me.

 

Leia mais em Endeavor @ https://endeavor.org.br/planejamento-financeiro-2/

7 coisas sobre nota fiscal eletrônica que você precisa saber

O ano começou com uma novidade: a Secretaria da Fazenda descontinuou os emissores gratuitos da Nota Fiscal Eletrônica. E aí, qual a melhor alternativa se a emissão é obrigatória para as empresas e o trabalho não pode parar?


1) Vamos começar do início com uma pergunta que não quer calar: o que é a Nota Fiscal Eletrônica?


Instrumento oficial do sistema tributário brasileiro, a NF-e está destinada a documentar as relações entre os vendedores que oferecem um serviço ou produto e os compradores que os estão adquirindo.

 

2) E para que ela serve?


Ora, para realizar um melhor controle das operações fiscais e um maior monitoramento das transações de bens. A nota fiscal formaliza as transações entre duas pessoas jurídicas e não é apenas uma fatura, já que contém os pormenores da transação.

 

A NF-e diz respeito às empresas de todos os tamanhos, incluindo as empresas que escolhem o modelo de tributação denominado Simples Nacional. O objetivo é o de facilitar a recuperação fiscal, propondo uma melhor qualidade das informações e da uniformidade no processo.

 

3) Como emitir uma Nota Fiscal Eletrônica?


Para emitir uma NF-e deve-se utilizar um software que está diretamente ligado à Secretaria da Fazenda correspondente ao Estado do contribuinte. Existem diversas opções para emissão das notas, mas muitos empresários optam pelo sistema das Sefaz (Secretarias de Fazenda) e das prefeituras, que possuem a vantagem de ser gratuitos. Só que, no dia 1º de janeiro deste ano, as Sefaz de todos estados do País pararam de oferecer esse sistema emissor gratuito. Mas o que isso significa? Simples e direto, que é hora de buscar outra opção para emitir suas notas fiscais eletrônicas de produto.


Segundo as Secretarias, a decisão se deu pelo fato de que boa parte das empresas tem adotado outros tipos de solução para emitir suas notas eletrônicas, como sistemas online ou programas pagos.


4) Quem não tem essas alternativas faz o que?


Para uma micro e pequena empresa emitir suas notas fiscais eletrônicas existem diversas alternativas e o contador é sempre uma referência para assuntos dessa finalidade, por isso vale a pena consultá-lo a respeito dessa decisão. Contudo, independentemente da decisão tomada, para emitir NF-e os passos são semelhantes e devem ser seguidos.

 

5) Certificado digital


O primeiro passo para emitir nota eletrônica é possuir um certificado digital, que assegura validade jurídica ao documento por permitir confirmação de sua autenticidade. O SPC Brasil oferece essa solução para nossas entidades e, respectivamente, associados.

 

6) Credenciamento na Secretaria de Fazenda

 

Mesmo usando um sistema próprio ou contratado, é preciso se credenciar junto à Secretaria da Fazenda para emitir NF-e. Cada Estado tem um procedimento específico, mas normalmente trata-se de um cadastro simples.

 

7) Escolher um emissor de NF-e


Os emissores de Notas fiscais eletrônicas são softwares ou plataformas onde são inseridos os dados para geração das notas referentes às diversas ações realizadas em sua empresa, como por exemplo: devolução de mercadorias ou vendas realizadas.

 

Bons softwares emissores de NF-e também permitem o acompanhamento (retorno do arquivo enviado). Ou seja, informam se a nota fiscal eletrônica foi aceita e gerada ou se os dados enviados apresentam alguma divergência. Os status mais comuns são: aprovada, rejeitada, denegada. Além disso, bons softwares emissores de NF-e permitem o cancelamento, substituição e/ou a inclusão de carta de correção para as notas fiscais eletrônicas geradas a partir dele.

 

Fonte: FCDL-MG

Prefeito de Patrocínio reúne imprensa e anuncia "Decreto de Calamidade Financeira"

Fonte: Patrocínio Online

O prefeito Deiró Marra (PSB), Prefeito Municipal de Patrocínio reuniu a imprensa no final da tarde dessa quinta-feira, 19, e anunciou que decretou calamidade financeira no município em virtude de endividamento total de mais de 111 milhões de reais.

Segundo Deiro, após auditoria realizada nas contas públicas do município, restou verificado que o endividamento da Prefeitura pode superar 50% de sua arrecadação anual prevista, tornando necessária a medida para que se possa reverter à situação.

Segundo nota da assessoria de comuniação "À medida que a nova administração foi tomando pé da atual situação financeira do município, dividas que não se encontravam nos documentos relacionados a transição de cargos foram aparecendo, fazendo com o que o novo governo percebesse que havia muito mais saldo devedor do que havia sido passado".

Acontece que a gestão anterior não colocou no balanço financeiro um parcelamento feito com o INSS que tem valor total de mais de 41 milhões de reais. O parcelamento foi inserido á toque de caixa, deixando cada parcela como se fosse uma dívida única que saia do movimento assim que paga, ignorando o valor total do débito e possibilitando um índice de endividamento inverídico, deixando a Prefeitura apta a contratar mais e mais empréstimos.

Além da dívida que não estava inserida no balanço, existem ainda despesas em curto prazo que perfazem um valor total de aproximadamente 18 milhões, compostas de restos a pagar de 2015, 2016 e despesas de pronto pagamento. Não obstante, o BDMG ainda tem a receber da Prefeitura aproximadamente 8,9 milhões e a Caixa Econômica Federal por sua vez deve perceber mais de 5 milhões de reais.

O IPSEM, Instituto de Previdência do município, tem 5 milhões á receber, além de um parcelamento de débito da ordem de 37 milhões de reais oriundo da falta de repasse das contribuições ao órgão, deixando o instituto a beira da falência.

No total, mais de 111 milhões de reais são necessários para deixar a Prefeitura em dia e com índices de Educação e Saúde a cumprir em virtude de lei, o decreto se tornou a única medida capaz de dar condições e perspectiva de melhora ao Município – pontuou o Prefeito".

Entre as medidas de urgência  tomadas para reverter a situação financeira da cidade,  um corte feito na folha de pagamento que baixou o gasto com pessoal de 52% para 46% .

O Decreto tem duração máxima de 180 dias, mas pode ser revogado a qualquer tempo pelo Prefeito, que tem uma projeção otimista de conseguir reverter o quadro antes do prazo estipulado.