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Você sabe o que são as organizações exponenciais?

As Organizações Exponenciais, também conhecidas como ExOs (do inglês Exponential Organizations), são novas empresas que, utilizando um pensamento moderno, escalaram o mercado cerca de 10 vezes mais rápido que seus concorrentes. Uber, Airbnb, Netflix, Google e Waze são exemplos de Organizações Exponenciais que mudaram radicalmente a forma como a sociedade interagia e consumia os produtos de suas categorias.

Organizações mais antigas e consolidadas utilizam sistemas lineares para gerenciar suas atividades. Desta forma, é comum uma hierarquia definida, com grande centralização do poder e do conhecimento. A mentalidade trazida pelas
"ExOs" é domada por um senso de não linearidade, total descentralização, pela transparência e inovação.

Para qualquer líder, está se tornando cada vez mais evidente que suas funções estão deixando de operar em um mundo previsível, para um mundo volátil. Por esta razão, compartilhamos nove insights para esta nova liderança exponencial.

1) Crie produtos e serviços baseados na informação: encontre novos produtos e serviços que sejam totalmente baseados em informações. Isso permite escalabilidade. Se eles ainda não estiverem disponíveis na empresa, desenvolva-os.

2) Tenha mecanismos externos de promoção da inovação: segundo Peter Diamandis “se você estiver contando, exclusivamente, com a inovação de dentro da sua empresa, você está morto”. Por isso, encontre maneiras de alavancar a sua comunidade para a inovação. Investigue a inovação cooperativa e dê liberdade aos colaboradores.

3) Explore novos modelos de negócio: à medida que os dados se tornam o novo petróleo, muitos modelos de negócio serão transformados de hardware para software, e para serviços. Em todos os segmentos. Agregar serviços complementares, aos produtos serviços, diferencia, permite margem e amplia a percepção do cliente para as necessidades que o seu produto satisfaz.

4) Explore outros tipos de inovação: a maioria dos líderes considera a inovação localizada em produtos. Enxergue as inovações de processos, inovação social, inovação organizacional, gestão da inovação, inovação de modelo de negócio e etc. Tecnologia e produtos já não são mais os únicos agentes de inovação.

5) Aceite que há limites para quantificação, dados e racionalização: ainda existe um lugar e um papel fundamental na intuição, experiência, visão pessoal e instinto. Como o futuro na maior parte das vezes é desconhecido, a maioria das decisões estratégicas importantes ainda depende da intuição. O instinto às vezes pode servir como uma bússola em um mundo incerto, especialmente ao solucionar um problema pelo qual você tem interesse.

6) Explore novos modelos de receita: mais assinaturas X vendas isoladas. Há uma tendência de acesso X apropriação muito em alta. Mais apps, mais produtos conectados e mais Economia Circular. Novos modelos de taxas, licenciamento de plataforma, por exemplo.

7) Avalie modelos de preços diferenciados em tempo real: o monitoramento da demanda em tempo real permitirá a precificação também em tempo real (por exemplo, passagens aéreas). A inteligência artificial se revelará extremamente valiosa nessa transição.

8) Considere "dashboards" comportamentais em tempo real: dados agregados dos clientes em tempo real fornecem informações sobre o comportamento e as emoções deles, permitindo a adequação de produtos e serviços com base no perfil desses clientes.

9) Aposte cada vez mais na personalização do produto: personalização completa dos produtos e serviços com base em clientes individuais (tamanho, gosto, língua, dados comportamentais, dados contextuais, dados de sensores, dados transacionais e, possivelmente, DNA ou perfil neurológico). O Neuromarketing não só deve ser usado para medir a atenção, a motivação, a intenção, a marca e a eficácia, mas também como uma forma de personalização em áreas como entretenimento, esportes e alimentos.

Inovação e velocidade somados aos 4 D’s (disrupção, descentralização, desburocratização e democratização) são pontos-chave para a criação e o crescimento de uma Organização Exponencial sustentável.

Fonte: Mercado&Consumo - Editada

 

Dia dos Pais deve movimentar quase R$ 14 bilhões no varejo


Aproximadamente 93 milhões de brasileiros devem ir às compras na data. Shopping Center e lojas online lideram preferência dos entrevistados. Dois em cada dez tiveram CPF negativado no ano passado após compras do Dia dos Pais

Embora os brasileiros ainda estejam sensíveis aos efeitos da lenta recuperação econômica e do desemprego, a maioria (61%) dos consumidores deve ir às compras neste Dia dos Pais – o dado é levemente superior aos 55% de entrevistados que realizaram compras na mesma data do ano passado. A conclusão é de um levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Ao todo, a expectativa é de que quase 93 milhões de pessoas façam alguma compra no período, o que deve movimentar uma cifra aproximada de R$ 13,9 bilhões nos setores do comércio e serviços.

Apenas 28% dos consumidores não devem presentear alguém na data, sendo que a principal justificativa é o falecimento do pai (70%). Comemorado tradicionalmente no segundo domingo de agosto, o Dia dos Pais é considerado por muitos o ‘patinho feio’ das datas comemorativas por não injetar cifras tão expressivas como Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados. Mesmo assim, a comemoração serve de termômetro para analisar o desempenho do varejo no segundo semestre, ainda permeado por incertezas no campo político e por uma recuperação econômica gradual.

“As tradicionais datas comemorativas demonstram um forte apelo emocional e muitas vezes até se descolam do ambiente de crise, que segue impactando o orçamento das famílias. Tanto é que nas últimas três datas comemorativas deste ano, o varejo apresentou crescimento nas vendas. Os resultados, contudo, foram discretos e não revertem as perdas acumuladas durante a crise. Ainda assim, servem de alento para impulsionar a retomada da economia”, explica o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.


Consumidor brasileiro vai desembolsar quase R$ 150 com presentes; 40% dos compradores planejam gastar a mesma quantia que em 2017

Apesar de a intenção de presentear no Dia dos Pais ser elevada, a maior parte dos brasileiros está cautelosa na hora de gastar. Do total de potenciais compradores, 40% disseram que planejam gastar a mesma quantia que no ano passado. Os que vão desembolsar menos formam 16% da amostra, ao passo que 32% acreditam que vão gastar mais.

Entre as pessoas que vão às compras, o valor desembolsado com o total de presentes será, em média, de R$ 149,27 – valor que diminui para R$ 139,36 quando considerados somente os consumidores das classes C, D e E. De acordo com o levantamento, a maior parte (50%) dos entrevistados pretende comprar apenas um presente para o Dia dos Pais. Os que vão adquirir dois presentes somam 34% da amostra.

Os problemas econômicos que o país atravessa são a principal razão da cautela dos compradores. Mais de um terço (34%) dos que pretendem gastar menos afirmam passar por uma situação de aperto financeiro e 24% pretendem economizar com os presentes. Já 16% devem priorizar o pagamento de dívidas em atraso. Por outro lado, entre os que pretendem gastar mais em 2018, 54% disseram que irão comparar um presente melhor, enquanto 24% acreditam que os produtos estão mais caros.


Shopping Center e lojas online ficam tecnicamente empatados como principais locais de compras; roupas são os itens mais buscados e maioria pretende pagar à vista

Neste ano, os itens mais procurados para agradar os pais devem ser as roupas (50%). Em seguida aparecem os perfumes e cosméticos (32%), calçados (28%) e acessórios (27%), como cintos, carteiras, relógios e meias. Haverá ainda procura por ferramentas (10%), artigos esportivos (10%) e smartphones (10%). As pessoas mais presenteadas neste ano devem ser os pais dos entrevistados (64%), esposos (20%), o pai dos filhos dos entrevistados (11%), sogros (7%) e avôs (5%). Há ainda 5% de entrevistados que devem se auto presentear.

Com relação à forma de pagamento, a maioria dos entrevistados mostra preferência pelo pagamento à vista, seja em dinheiro (53%) ou cartão de débito (22%). O pagamento via cartão de crédito, seja em parcela única ou mais de uma parcela, será escolha de 16% e 25% dos consumidores, respectivamente. Entre aqueles vão dividir o pagamento, a média será de quatro prestações. Isso significa, que muitos dos que vão agradar os pais nesta data, só terminarão de quitar as prestações na época do Natal.  “Em um momento em que os trabalhadores estão inseguros em seus empregos e com relação ao futuro da economia e da política, comprar o presente à vista em dinheiro pode ser uma alternativa sensata para fugir do endividamento”, orienta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Líder absoluto como principal local de compra em todas as datas comemorativas, os shopping centers (37%) seguem em primeiro lugar, mas desta vez estão tecnicamente empatados com as lojas online, que tiveram 33% de preferência. Completam o ranking as lojas de departamento (20%) e os shoppings populares (14%). Para a escolha do local de compra dos presentes, 53% levam em consideração a atratividade do preço, 42% a qualidade dos produtos e 38% promoções e descontos, especialmente a parcela feminina de entrevistados (43%).  Há ainda 25% que dão preferência a locais com diversidade de produtos ofertados.


Para economizar, 80% recorrem a pesquisa de preço; 22% dos consumidores ficaram com ‘nome sujo’ por compras na mesma data do ano passado

E principalmente na tentativa de tentar economizar, os consumidores irão, em sua maioria, realizar pesquisa de preço. De acordo com o levantamento, oito em cada dez (80%) compradores admitem que vão buscar melhores ofertas antes de concretizar a compra do Dia dos Pais, sendo que em 82% desses casos a internet será a principal aliada na busca por melhores opções, seguida dos shopping centers (47%).

No geral, a maioria (60%) dos entrevistados avalia que os preços dos presentes estão mais caros em relação ao ano passado. Outros 34% acreditam que não houve variação de preços e apenas 6% acham que ele diminuiu.

Outra estratégia para não deixar o presente pesar no bolso será dividir o valor da compra com algum familiar. Do total de entrevistado, 8% vão adotar essa opção, sendo que em 40% dos casos os custos serão compartilhados com o cônjuge, em 31% das vezes com os irmãos e 17% com a mãe.

O estudo também buscou analisar a situação financeira dos entrevistados. Nesse sentido, a constatação é de que 22% dos compradores admitem ter o costume de extrapolar o orçamento na hora de agradar ao pais e 30% dos que irão às compras neste possuem contas em atraso. Exemplo que inspira cautela é que das pessoas que fizeram compras em 2017, 22% tiveram o CPF inscritos em cadastros de devedores em decorrência de aquisições feitas na ocasião.

“Nesta hora é preciso ter autocontrole para conter os gastos e usar a criatividade para surpreender o pai e não deixar a data passar em branco. O consumidor deve presentear, sim. Porém, é importante respeitar o tamanho do próprio bolso, planejar os gastos e fazer muita pesquisa de preço, dando prioridade ao pagamento à vista. Para quem está inadimplente, mesmo que os valores dos presentes possam parecer inofensivos, todo o esforço deve ser direcionado para o pagamento das dívidas”, orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Metodologia

A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas com 934 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de comprar presentes no Dia dos Pais. Em seguida, continuaram a responder o questionário 600 casos, que tinham a intenção de comprar presente este ano. As margens de erro, respectivamente, são de 3,2 pontos percentuais e 4,0 p.p. para um intervalo de confiança a 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

(Fonte: CNDL)

 

Veja a importância da gestão de documentos para uma empresa

No dia a dia de uma empresa existem inúmeros processos e atividades que são registrados rotineiramente. Os documentos são instrumentos de suma importância para acompanhar informações, colher dados e para fazer consultas em auditorias internas.

Dessa forma, ter um bom controle na gestão de documentos deve ser praticamente um mantra a ser seguido pelas empresas que desejam se destacar no competitivo mercado nacional. Otimização e segurança são palavras-chave envolvidas nessa atividade.

O planejamento e arquivamento de todos os documentos correlacionados à empresa é uma prática que exige alguns cuidados. Pensando nisso, elaboramos este post para que você, empreendedor, tenha em mente a importância da gestão e saiba como ela pode impactar positivamente seu negócio.

Não perca tempo e confira a leitura de todo o artigo até o final para não perder nenhuma informação!

Qual a importância da gestão de documentos nas empresas?
Essa pergunta é bem importante e orienta todas as estratégias que devem ser tomadas nesse processo. Afinal, gestão é tudo para qualquer negócio, não é verdade? Pois bem, com os documentos também não é diferente.

É fundamental que o empreendedor tenha acesso a soluções tecnológicas e ferramentas que possam auxiliá-lo no desempenho dessa atividade. O volume imenso de documentos armazenados necessita estar sempre à disposição para eventuais consultas e guardado em locais seguros. É preciso ressaltar, ainda, a grande importância da preservação dos dados pessoais e corporativos.

Nessa perspectiva, uma boa gestão de documentos traz para o empresário uma melhoria da sua produtividade, maior rastreabilidade e facilita a tomada de decisões estratégias. Ou seja, é uma prática que deve ser continuamente aperfeiçoada e implementada. Não se esqueça disso!

Como fazer a gestão de documentos?
Agora que você já conhece um pouca mais a importância desse processo, listaremos 4 práticas essenciais para desenvolver a gestão com perfeição. Continue a leitura!

1. Definir um local de armazenamento
A nossa primeira dica é bastante importante e tem uma aplicabilidade muito prática. Imagine a seguinte situação para entender a importância preponderante dessa atitude de armazenamento correto dos documentos.

Suponhamos que um pequeno comércio armazene diversos documentos em uma pequena caixa de papelão na empresa. Certo dia, ocorre um temporal que provoca infiltrações no interior da loja. Com isso, a caixa que continha os documentos foi atingida, ficando bastante molhada.

Desse modo, não é preciso ser um exímio gestor para prever as inúmeras situações embaraçosas e dificuldades que esse comerciante terá para recuperar os documentos e os dados arquivados. Percebeu como o local de armazenamento tem grande importância nesse processo?

Então, é preciso prover um almoxarifado seguro e apto a receber todos os documentos para serem armazenados. Outros empreendimentos preferem arquivá-los em organizadores de aço, tornando o processo mais simples e barato.

Uma nova vertente que pode ser muito interessante é a gestão eletrônica de documentos. A tecnologia modificou inúmeros processos e atividades humanas. Então, não é de se estranhar que novas ferramentas fossem desenvolvidas para facilitar o dia a dia corporativo.

Na gestão eletrônica, o grande volume de informações que podem ser processadas e a organização são alguns dos diferenciais competitivos. Com o uso de um software, os documentos são classificados e armazenados, por exemplo, na nuvem — são colocados na internet.

Com isso, há economia de espaço e maior profissionalismo para o seu negócio. Antes de adotar a ideia, pesquise, analise e veja uma solução viável e financeiramente competitiva para armazenar os seus documentos da maneira mais segura possível.

2. Estabelecer critérios
Estabeleça critérios para o arquivamento documental. Quais são os arquivos mais importantes para a empresa no curto prazo? Que documentos são consultados com maior frequência?

Essas perguntas ajudam na definição dos critérios e na organização dos dados em diferentes categorias. Com boas práticas de gestão, o empreendimento só tende a crescer e se profissionalizar cada vez mais.

Procure ajuda especializada por meio de consultorias que possam ajudar na definição e planejamento de uma estrutura de armazenamento produtiva para seus documentos.

3. Terceirizar o serviço
Você, empreendedor, já ouviu falar sobre core business? Pois bem, esse termo em inglês diz respeito à execução das principais tarefas de uma organização. Vamos exemplificar para facilitar a compreensão. Imagine que uma pequena loja de artigos para decoração residencial possua um canal de venda mista: online e offline.

Com isso, há um aumento considerável nas vendas e no relacionamento com os clientes. O proprietário resolve terceirizar algumas áreas que não são competitivas para o seu negócio e que acabam onerando o empreendimento. Um dos setores que passam por esse processo é o de limpeza, no qual outra empresa é contratada para gerenciar a mão de obra e a limpeza do comércio.

Percebeu como o core business da loja é a venda dos artigos de decoração? Por isso, com a gestão de documentos não é diferente. Existem empresas especializadas nessa atividade, que pode gerar economia de tempo e recursos e alavancar outros setores do negócio. Portanto, procure uma prestadora de serviço que atenda às suas necessidades e que esteja comprometida com o arquivamento seguro dos seus documentos.

4. Observar a temporalidade necessária de armazenamento
Não são todos os documentos que precisarão ficar guardados por longos prazos. Por isso, é primordial procurar entender qual a validade das informações contidas neles e planejar o descarte do que não é mais útil.

A criação de uma planilha de validade ajuda muito nessa definição e otimização da atividade. O planejamento é uma prática que deve se tornar rotina. Vamos listar alguns prazos mais conhecidos que podem ser de grande valia!

  • IPTU, IPVA e extratos bancários: prazo de 5 anos;
  • PIS, escritura de imóvel e carteira de trabalho: permanente;
  • Nota fiscal da compra de produtos: até vencer o prazo da garantia.

Como já foi dito, existem alguns softwares que podem ajudar nesse processo e que otimizam a gestão de documentos. Com boas soluções tecnológicas, fica bem mais fácil organizar e prevenir possíveis falhas humanas.

(Fonte: CDL/BH)

 

Nossas escolhas nos momentos difíceis: olhar o lado positivo das coisas

Por Ricardo Gandra | Palestrante

Olá estimado(a) leitor(a), você já se perguntou quantas vezes teve que tomar decisões difíceis? Às vezes em um único dia, somos convidados a tomar diversas decisões complicadas. E é essa é a grande notícia, afinal, segundo Chico Xavier, somos detentores do maior poder do mundo: o do livre arbítrio. Podemos fazer as nossas escolhas, optamos em andar rumo a caminhos aos quais desejamos, contudo, não podemos desfrutar dos desdobramentos das nossas opções. No frigir dos ovos, colhemos aquilo que plantamos.

Existem decisões complexas, outras bem mais fáceis, algumas em situações delicadas. A sabedoria é o que torna o nosso poder de decisão virar algo que podemos desfrutar. No entanto, sabemos que por sermos seres humanos, muitas escolhas que tomamos são falhas e perigosas. Às vezes tomamos um rumo em que cavamos o próprio buraco para cair.

Veja a vida de Lucinha Araújo, mãe do falecido, cantor e poeta, Cazuza. Algum tempo após sua morte, Lucinha criou uma entidade que ajuda portadores do HIV, mesmo vírus que vitimou seu filho. Para os mais espiritualistas, ela transformou a sua dor em puro amor. Usou a ausência carnal de seu filho para reverter ou amenizar o caminho doloroso de outras pessoas que tiveram e que têm a mesma doença que tinha Cazuza.

Em minha palestra “Crescer na vida: uma questão de atitude”, falo destes exemplos e ilustrações que nos inspira, porém, quando sentimos na própria pele que nossas decisões em momentos difíceis são vitais para o nosso crescimento ou simplesmente para uma longa estagnação, percebemos que palavras bonitas necessitam também de nossa compreensão, das nossas atitudes e principalmente de discernimento e sabedoria. Exigir do ser humano tudo isso em momentos que envolvem a emoção não é uma prática simples.

Mas quis Deus que eu e minha mãe fôssemos testados. Há poucos dias, meu irmão sofreu um assalto em que foi muito espancado no rosto. A imagem para quem o vê nesta situação é aterrorizante, impressionante, perturbadora e causa muita revolta. Sua moradia está longe de onde resido e nesses dias se encontrava hospedado em meu apartamento. Minha mãe é a que mais sofre com tudo isso. Porém, amigo(a) leitor(a), sempre procurei fortalecer a minha fé e olhar o lado bom das coisas. Temos o poder de enxergar que ele está vivo, que pode contar com nossos cuidados para sua recuperação emocional e física e que, com a graça de Deus, estará fortalecido e com uma lição rigorosa diante do que vivenciou: não se pode andar só nas madrugadas, ainda mais em grandes cidades, onde o crime, a desigualdade social e impunidade estão cada vez mais constantes.

Que você faça sempre a melhor escolha, que diante das dificuldades, você opte em olhar o lado bom das coisas, pois só assim conseguiremos caminhar rumo a uma evolução pessoal e espiritual.

 

Volume de inadimplentes que regularizam dívidas cresce 1,6% em junho


Embora o resultado seja menor do que o registrado no mês anterior, índice ficou acima do observado em períodos agudos da crise econômica. Entre os que saíram dos cadastros de devedores, maior parte está na faixa de 30 a 49 anos

Com a lenta recuperação da economia, o número de consumidores que conseguiram recuperar o crédito ainda é pequeno. Dados do Indicador de Recuperação de Créditomensurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em todo o país, mostra um leve crescimento de 1,6%em junho, considerando o acumulado dos últimos em 12 meses. O resultado ficou abaixo do registrado no mês anterior (2,2%), mas ficou acima do observado nos períodos mais agudos da crise, quando houve uma queda da recuperação de crédito.

Ainda que o volume de pessoas que pagaram as dívidas atrasadas tenha aumentado em junho passado, a quantidade de inadimplentes no país segue avançando. E a principal razão para esse cenário são as novas inclusões nos sistemas de proteção ao crédito. Ou seja, se por um lado algumas pessoas vêm quitando suas pendências financeiras, por outro há os que ingressam ou retornam ao cadastro de devedores.

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Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados refletem a tímida retomada da economia, que ainda não foi suficiente para reduzir o desemprego. “A recuperação iniciada no último ano não foi suficiente para que o brasileiro observasse a evolução de sua renda ou a queda do desemprego. A situação das famílias ainda é de aperto e, apesar do aumento de consumidores que recuperaram o crédito, o ingresso de novos inadimplentes fez o número de negativados aumentar. Desta forma, a inadimplência só deve recuar na medida em que a oferta de empregos volte a crescer, assim como a renda da população”, ressalta a economista.

Centro-Oeste lidera crescimento de pessoas que quitaram pendências; maior parte dos que recuperaram nome está na faixa de 30 a 49 anos

Entre as regiões que apresentaram maior crescimento das recuperação de crédito, o Centro-Oeste é destaque no mês de junho, com 7,73%. O Sudeste apresentou alta de 0,67% e já no Nordeste houve queda de 0,33%, enquanto Sul e Norte apresentaram recuos ainda mais acentuados de, respectivamente, 7,64% e 9,42%. No entanto, os dados de recuperação das cinco regiões em conjunto mostraram alguma melhora – mesmo naquelas em que houve queda, os recuos foram menores do que em meses anteriores.

Do total de devedores que recuperaram crédito no mês passado, a maior parte (45%) tem entre 30 e 49 anos. Outros 12% estão na faixa de 18 a 29 anos e 13% possuem idade acima de 65 anos. A faixa intermediária, entre 30 e 49 anos, concentra o maior número de inadimplentes. O Indicador de Recuperação de Crédito aponta ainda que 53% dos que recuperaram o crédito são do sexo feminino e 47%, do sexo masculino.

Número de dívidas recuperadas recua 1,12% no acumulado de 12 meses, embora queda seja menos acentuada se comparada com auge da crise

No acumulado de 12 meses, o número de dívidas recuperadas recuou 1,12%. Mesmo com essa queda, o resultado mostra-se melhor do que o registrado em setembro de 2016, quando o indíce chegou a -8,26%. O recuo no acumulado em 12 meses foi ainda mais expressivo nas regiões Sul (-11,75%) e Norte (-8,35%). Já no Sudeste houve alta de 0,11%, e na região Centro Oeste, o crescimento foi de 4,10%. Pela metodologia, uma dívida corresponde a uma relação de atraso entre devedor e credor, independemente do número de pendências que este devedor tenha com o credor.

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Metodologia

O Indicador de Recuperação de Crédito mostra a evolução da quantidade de devedores que deixaram o cadastro de inadimplentes num dado mês por conta do pagamento das suas pendências em atraso, bem como a quantidade de dívidas. Para isso, são usados os registros de saída de CPFs das bases a que o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) tem acesso. Os dados são de abrangência nacional. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos.

(Fonte: CNDL)

 

Senado aprova matérias que impactam o Sistema CNDL

A readmissão de MPEs no Simples e a lei de proteção de dados foram aprovados em plenário e seguem para sanção presidencial

Na sessão desta terça-feira (10), senadores aprovaram duas matérias importantes. Por 59 votos favoráveis e nenhum contrário, o plenário do Senado Federal aprovou o PLC 76/2018 que permite a readmissão dos microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte excluídos do regime especial em 1º de janeiro por dívidas tributárias.

“Trata-se de uma vitória também fruto de muita mobilização e dos trabalhos da frente parlamentar do comércio. Assim, fazemos justiça com aqueles que geram emprego e giram a economia nacional”, avaliou José César da Costa, presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

Para retornarem ao Simples Nacional, os interessados deverão aderir ao Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pert-SN), que autoriza o refinanciamento das dívidas fiscais (Refis) das referidas empresas.

O relator do projeto, o senador José Pimentel (PT-CE), lembrou que o Congresso aprovou uma lei complementar ainda em dezembro, para que as micros e pequenas empresas pudessem ter um sistema de refinanciamento das suas dívidas nos mesmos moldes em que as grandes empresas já tinham sido atendidas no mês de novembro de 2017.

Mas o texto foi vetado pelo presidente Michel Temer em janeiro, o que levou à exclusão de quase 500 mil empresas do Simples. Em abril, o Congresso derrubou o veto, reabrindo o direito de essas empresas aderirem ao Simples Nacional e fazerem o parcelamento das dívidas.

Para os senadores, as pequenas e microempresas são de extrema importância para o desenvolvimento do país e continuam gerando emprego e renda mesmo diante de vários anos de crise econômica.

Lei geral de proteção de dados

O PLC 53/2018, projeto de lei geral de proteção de dados do Brasil, também foi aprovado, por unanimidade, pelo plenário do Senado Federal. O projeto dispõe sobre a proteção, o tratamento e o uso dos dados pessoais, e define as situações em que estes podem ser coletados e tratados tanto por empresas quanto pelo Poder Público.  Aprovada em maio pela Câmara dos  Deputados, a matéria segue para sanção ou veto Presidencial, com prazo de quinze dias contados a partir do seu recebimento.

“A legislação de dados aprovada pelo Senado Federal é um marco importante para o Brasil, trazendo para o mundo digital os direitos e garantias já consagrados pela Constituição Federal”, avaliou André Luiz Pellizzari, advogado e coordenador de Relações Institucionais e Governamentais do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

O texto disciplina a forma como as informações são coletadas e tratadas, especialmente em meios digitais, como dados pessoais de cadastro ou até mesmo textos e fotos publicadas em redes sociais.

O PLC 53 considera dados pessoais a informação relacionada a uma pessoa que seja “identificada” ou “identificável”. Ou seja, o projeto de lei regula também aquele dado que, sozinho, não revela a quem estaria relacionado (um endereço, por exemplo) mas que, processado juntamente com outros, poderia indicar de quem se trata (o endereço combinado com a idade, por exemplo).

Foi criada uma categoria especial, denominada dados “sensíveis”, que abrange registros de raça, opiniões políticas, crenças, condição de saúde e características genéticas. O uso desses registros fica mais restrito, já que traz riscos de discriminação e outros prejuízos à pessoa. Também há parâmetros diferenciados para processamento de informações de crianças, como a exigência de consentimento dos pais.

Conheça mais detalhes na matéria especial da Agência Senado: https://bit.ly/2N5kF2F

Confira também matéria da revista Varejo s.a. de julho: https://bit.ly/2NELX0K

(Fonte: CNDL)

Não basta vender, tem que antecipar necessidades (de verdade)

comprasOs tempos são outros e, agora, o maior aditivo a ser vendido é o benefício.

Exato!

Esqueça os impulsos, desejos, utilidades, promoção, ostentações, status, preço, tempo, beleza e o que mais que lhe vier à cabeça, todas essas escolhas precisam vir embaladas pelo benefício.

Essa vantagem – o benefício – pode ser percebida em muitas esferas e possui uma elasticidade de interpretações que precisa ser demonstrada na hora da venda. As empresas precisam ter em seu repertório uma série de possibilidades que demonstrem ao consumidor, de forma clara e precisa, como ele poderá usufruir melhor do produto ou serviço que está adquirindo. Necessariamente, precisa fazer sentido e diferença para ele.

Novos tempos, novas formas de comunicar. Se antes vivíamos a festa da gastança sem pensar no amanhã, atualmente fazemos contas. Essa tomada de consciência – do valor do dinheiro – fez com que nós lidássemos com o gasto de outra forma, com muito mais discernimento, e, mesmo que compremos por impulso, esse consumo está lá classificado como autoindulgência.

Quando falamos de custo-benefício, estamos nos referindo à mensuração de vantagens que iremos aproveitar pela quantidade de dinheiro pago (ou investido).

É uma conta que não é simples de se fazer, pois precisamos entender o momento que cliente está vivendo, para assim sermos mais úteis e menos oportunistas. Não se engane: as pessoas sabem o que querem e o que precisam de verdade. Por isso, cada vez mais precisamos entender de gente, para então pensar em estratégias de marketing, comunicação ou plano de negócios. Sem gente, a roda não gira!

E a verdade, caro leitor, é a benesse mais em alta na atualidade.

Por Hilaine Yaccoub / Antropóloga | Revista VarejoSA

 

Entidades, empresas e sociedade pedem aprovação imediata de projeto de proteção de dados pessoais no Brasil


PLC 53/18 já passou pela Câmara dos deputados e aguarda apreciação pelo Senado Federal. Leia na íntegra o manifesto divulgado na última semana

A CACB, outras entidades de classe, empresas de software, emissoras de rádio e TV, empresas de OTT e distintas representações de entidades da sociedade civil divulgaram na última semana, na audiência da Comissão de Economia do Senado Federal, um manifesto pela aprovação rápida – ainda este ano – do Projeto de Lei Complementar (PLC) 53/18 no Senado Federal. O PLC versa sobre proteção de dados pessoais no Brasil.

O documento defende que o projeto atende à imperiosa necessidade de segurança jurídica para os cidadãos e agentes econômicos e diz que “uma lei de proteção de dados clara e principiológica, que equilibre a posição central do indivíduo com o dinamismo econômico de um país criativo e inclinado à inovação, como o Brasil, é essencial para catalisar competitividade”.

As entidades que assinam o manifesto também afirmam que o texto do PLC 53/18 “está em sintonia com as melhores práticas internacionais, equilibrando a garantia dos direitos individuais com a indução de novos modelos de negócios intensivos em dados”.

Clique aqui e leia o manifesto na íntegra.

(Fonte: CACB)

 

Empréstimo para negativados foi alternativa para 16% dos inadimplentes limparem o nome

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Em cada dez inadimplentes que contrataram serviço, três disseram que era a única forma que encontraram para limpar o nome. Anúncios na TV, jornais e internet são principais meios de propaganda e para 43%, situação da dívida não foi resolvida

Tipo de crédito que tem se popularizado por meio de propagandas, o empréstimo para negativados é uma alternativa que muitos consumidores inadimplentes recorrem como última saída para honrar compromissos em atraso. Um levantamento feito em todas as capitais realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 16% dos consumidores que estão ou estiveram com o CPF restrito nos últimos 12 meses admitem ter procurado instituições financeiras que prestam esse tipo de serviço. O percentual sobe para 21% entre os consumidores inadimplentes das classes A e B.

Indagados sobre o porquê de terem contratado esse tipo de empréstimo, que de modo geral, não realiza consultas em serviços de proteção ao crédito, três em cada dez (29%) ouvidos disseram que era a única maneira que eles encontraram para quitar as dívidas. Outros 27% justificaram a rapidez do processo de limpar o nome, ao passo que 25% não conseguiram obter crédito em bancos convencionais.

“De olho nesse mercado de milhões de inadimplentes, muitos bancos e financeiras se especializaram em conceder crédito para quem está negativado. Como é um tipo de empréstimo concedido de forma ágil e que exige o mínimo de burocracia, os juros cobrados nessa modalidade costumam ser elevados, o que requer cuidado do consumidor, que na urgência de contrair uma dívida para quitar outra, pode se atrapalhar ainda mais e ver sua dívida se tornar praticamente impagável”, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

26% contrataram empréstimo na internet e 95% buscaram informações sobre credibilidade da empresa

A propaganda na televisão, jornais e revistas foi a forma mais comum pela qual os entrevistados tomaram conhecimento desse tipo de serviço, opção mencionada por dois em cada dez (21%) consumidores que recorreram ao empréstimo para negativados. A internet serviu de fonte para outros 21% das pessoas ouvidas, seguida da indicação de amigos e parentes (17%) e panfletagem na rua (16%).

A internet também ganha protagonismo como meio para se obter empréstimos para negativados. Do total de consumidores que recorreram a esse instrumento, 26% o fizeram de forma online, sem a necessidade de ir até o local de atendimento da instituição. Outros 73% disseram ter contratado o serviço pessoalmente. O empréstimo pessoal foi a modalidade mais contratada (56%), seguida do empréstimo consignado (42%), que se diferencia dos demais ao descontar as parcelas automaticamente da folha de pagamento ou da aposentadoria.

De modo geral, a pesquisa mostra que os consumidores que contrataram o serviço pela internet foram cautelosos na hora de escolher a instituição: 95% afirmaram ter procurado informações sobre a idoneidade da empresa a fim de evitar fraudes ou golpes. As principais atitudes foram checar se o site da empresa é bem estruturado (40%), buscar informações em bancos a respeito da financeira (38%), checar se há um CNPJ cadastrado em nome da instituição (36%) e verificar se há um telefone comercial para atendimento (34%).

“Embora existam muitos bancos e financeiras que operam regularmente e que possuem credibilidade, o consumidor deve ficar atento na hora de contratar esse tipo de serviço. Em parte dos casos, instituições falsas ou não autorizadas oferecem facilidades fora da realidade de mercado e exigem depósito prévio para liberarem o dinheiro, principalmente em contas de pessoas físicas”, alerta a economista Marcela Kawauti.

23% reconhecem que não pesquisaram opções de linhas de crédito e 50% consideram juros abusivos

O percentual de consumidores cuidadosos, no entanto, diminui quando o assunto é se informar sobre linhas de crédito alternativas. Dentre os entrevistados, 23% reconhecem que não pesquisaram taxas de juros e demais características de outras opções de crédito antes de optarem pelo empréstimo para negativados. O percentual sobe para 44% considerando os inadimplentes de idade acima dos 50 anos. Os que tiveram essa preocupação somam 71% da amostra.

A pesquisa aponta que entre aqueles que compararam as condições antes da contratação, 31% escolheram o empréstimo que oferecia a melhor condição de pagamento, 26% optaram por aquele que oferecia a menor taxa de juros e 22% pelo que disponibilizava o valor exato que o inadimplente precisava para quitar a dívida.

Apesar da burocracia menor, 38% dos entrevistados tiveram de pagar taxas para avaliação de análise de crédito, 88% deram alguma garantia financeira e 50% dos que fizeram comparação entre diferentes linhas de crédito consideraram abusivos os juros cobrados.

Após passarem por todo esse processo de avaliação e concessão de crédito para negativados, 44% dos inadimplentes entrevistados consideraram fácil obter crédito nessas condições, 29% acharam que não é fácil nem difícil e 27% consideram a contratação difícil. Em média, os entrevistados dividiram o empréstimo tomado em 14 prestações, sendo que 21% não estão conseguindo honrar o compromisso em dia, principalmente por falta de controle dos gastos (7%) e perda de emprego (5%).

Quatro em cada dez acham que situação não foi resolvida após empréstimo

A pesquisa ainda revela que nem todos os consumidores que contrataram o empréstimo para negativados conseguiram resolver seus problemas. Em cada dez entrevistados, quatro (43%) admitem que a situação financeira não foi solucionada, sendo que 20% não conseguiram limpar o nome e ainda terão de pagar pelo empréstimo. Os que consideram a solução resolvida somam 51% dos entrevistados.

“Muitos consumidores acreditam que o empréstimo é o único caminho que resta para sair do endividamento e limpar o nome. Porém, se de fato essa for a única opção, recomenda-se que o consumidor troque sempre a dívida atual por outra mais barata, o que nem sempre é viável na modalidade para negativados, que por ser uma operação mais arriscada, cobra juros mais elevados. O consumidor que optar por esse tipo de serviço precisa pesquisar instituições e comparar as taxas cobradas”, orienta a economista Marcela Kawauti.

Metodologia

Foram entrevistados 800 consumidores inadimplentes ou que estiveram inadimplentes nos últimos 12 meses nas 27 capitais, acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais para uma confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

(Fonte: CNDL)

 

60 milhões de brasileiros devem ter gastos relacionados à Copa do Mundo


Jogos do mundial devem movimentar cerca de R$ 20,3 bilhões no comércio e setor de serviços no Brasil. Supermercados, lojas de rua e camelôs serão os principais locais de compra. Para 41% dos torcedores, são altas as chances de o Brasil ser hexa

Faltando poucos dias para a estreia da seleção brasileira nos gramados da Rússia, a Copa do Mundo começa a despertar o interesse dos brasileiros. Uma pesquisa realizada em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) projeta que aproximadamente 60 milhões de consumidores devem realizar gastos com produtos ou serviços relacionados à Copa do Mundo. O dado corresponde a 51% dos consumidores que acompanharão aos jogos do campeonato. Os que não devem consumir produtos ligados à Copa formam 25% dos torcedores entrevistados.

Entre os que devem gastar para acompanhar as partidas, o consumo de alimentos na casa de amigos ou parentes (91%) e de bebidas na comemoração dos jogos (87%) serão os mais comuns. No caso das comidas, os tira-gostos (56%), itens para churrasco (49%), pipocas (37%) e salgados (31%) se posicionam entre os primeiros do ranking. Já para as bebidas, a preferência é por cerveja (74%), refrigerantes (72%) e água (69%).

De acordo com a pesquisa, outros tipos de engajamento que devem fazer o torcedor brasileiro desembolsar durante a Copa do Mundo são idas a bares e restaurantes para assistir as transmissões dos jogos (62%), compras de camisetas, uniformes e itens da seleção (61%), decoração verde e amarela (54%) e compra de acessórios, como bonés, maquiagem, cornetas e vuvuzelas (48%). Há ainda 46% de consumidores que vão participar de bolões, 38% que irão adquirir serviços de dados de internet para smartphone e 21% que compraram ou planejam adquirir uma TV nova para assistir as partidas.

Por outro lado, 50% pretendem evitar fazer algum tipo de compra durante o período em que o mundial será disputado, principalmente para poder acompanhar aos jogos pela TV (38%).

“Para o comércio e o setor de serviços, a Copa do Mundo vai além da competição em campo. O torneio representa um ótimo momento para incrementar as vendas de artigos de vestuário, eletroeletrônicos, alimentos, bebidas, decoração, entre outros itens, sobretudo em um momento de tímida recuperação econômica como o atual. Mesmo quem não acompanha futebol no dia a dia acaba se contagiando com a atmosfera proporcionada pela Copa, que é mais do que um evento esportivo. É um grande acontecimento geopolítico, cultural e também econômico”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Copa deve injetar 20,3 bilhões no comércio e serviços; supermercados e loja de rua são as preferidas para adquirir itens ligados ao mundial

Para os torcedores que vão se reunir na própria casa (81%) ou na casa de amigos e parentes (44%) para assistir aos jogos da Copa, a média de gasto por encontro gira em torno de R$ 119, ao passo que, entre os que pretendem ir a bares ou restaurantes (22%), a média aumenta para pouco mais de R$ 128. De modo geral, o evento esportivo tem um potencial de movimentar aproximadamente R$ 20,3 bilhões na economia brasileira, considerando os setores de comércio e serviços.

Ao escolher um bar ou restaurante para assistir aos jogos da Copa, os torcedores priorizam, principalmente, o preço acessível das bebidas (35%), a qualidade do que é servido (30%), a preferência dos amigos ou familiares (27%) e o tamanho do telão em que os jogos serão exibidos (27%). “Historicamente, sabe-se que há uma tradição, entre os torcedores brasileiros, de acompanhar as partidas em espaços públicos ou privados que favoreçam o encontro e a convivência entre os torcedores, sejam bares, praças ou outros locais. Para os empresários desse segmento, é uma grande oportunidade para oferecer uma experiência diferenciada”, afirma o presidente Roque Pellizzaro Junior.

De acordo com a pesquisa, os locais de compras que mais devem ser frequentados para aquisição dos produtos ligados à Copa são supermercados (68%), lojas de rua (35%) e camelôs (28%). Os preços (58%) e as promoções (51%) serão os fatores mais levados em conta pelos consumidores antes de entrarem no estabelecimento.

Assim como costuma acontecer em outros eventos esportivos, é grande a chance de que produtos falsificados estejam à venda no Brasil durante os jogos. Sobre esse tema, a pesquisa revela que 34% dos potenciais compradores estão propensos a comprar apenas produtos oficiais, enquanto 64% pensam que a escolha depende do tipo de produto e 1% declaram abertamente a intenção de adquirir produtos falsificados. Entre os que cogitam comprar um item pirateado, mais de um terço (34%) argumenta não ter condições financeiras, enquanto 22% não se importam com a origem do produto e 15% compram o que for mais barato. Em contrapartida, dentre os que pretendem comprar produtos oficiais, a maioria (55%) considera que a qualidade é a principal vantagem.

Maioria vai pagar despesas da Copa à vista, mas 37% não farão um planejamento financeiro

De acordo com a pesquisa, a maioria dos torcedores que terão gastos com o mundial vai pagar à vista, seja em dinheiro (68%) ou no cartão de débito (35%). O cartão de crédito também será bastante utilizado, por 25% dos entrevistados em parcela única e por 18% em mais de duas prestações.

Um dado que inspira preocupação é que entre os que terão gastos com o evento, 37% não pretendem analisar as condições do orçamento antes de assumir essas despesas – os que vão estipular um valor fixo para gastar no período somam 63% da amostra. “Embora o ânimo que o evento traz sobre os torcedores os levem a gastar mais com as festividades, é importante que os gastos não fujam ao controle do orçamento, já que o evento passa e ficam as dívidas”, orienta a economista Marcela Kawauti.

17% devem ser liberados durante partidas, enquanto 14% vão acompanhar no local de trabalho; para 41% são altas as chances de o Brasil ser hexa

O interesse natural em acompanhar as partidas do Brasil na Copa do Mundo faz com que em muitas empresas sejam adotados esquemas especiais de bancos de horas, horários alternativos ou dispensas e compensações. De acordo com a pesquisa, em 17% dos casos, a empresa onde o entrevistado trabalha pretende liberar os funcionários durante os jogos da seleção brasileira. Outros 14% garantem ter um horário de trabalho flexível, enquanto o mesmo percentual de 14% informa que os funcionários vão dar uma pausa para assistir aos jogos dentro do próprio ambiente de trabalho. Apenas 6% disseram que os funcionários trabalharão normalmente e sem pausa durante as partidas.

De modo geral, 78% dos consumidores brasileiros pretendem assistir aos jogos da Copa do Mundo e 72% ficam empolgados com a competição, sendo que em alguns casos (10%), esse sentimento atrapalha a concentração em suas tarefas no dia a dia. Apenas 14% dos entrevistados disseram que vão seguir a rotina normalmente durante os jogos da Copa e 7% ainda não sabem. Em cada dez entrevistados, quatro (41%) consideram altas as chances de o Brasil ser hexacampeão, ao passo que 45% classificam a possibilidade como média e apenas 10% avaliam como pequena.

Metodologia

A pesquisa ouviu 1.061 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais, acima de 18 anos e em todas as capitais para detectar o percentual de quem vai assistir e acompanhar a Copa do Mundo. Posteriormente, a pesquisa se aprofundou a partir de 843 entrevistados que pretendem acompanhar ao evento. As margens de erro são de 3,0 e 3,4 pontos percentuais, respectivamente, a uma margem de confiança de 95%. Baixa a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

(Fonte: CNDL)