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8 lições de Albert Einstein sobre desenvolvimento pessoal

Fonte: Saia do Lugar

A dica de hoje foi dada por Mr. Self Development no blog Daily Blog Tips

1. Seja um insistidor
“Não é que eu seja tão esperto. É que eu tento resolver os problemas por mais tempo”

2. Tenha foco
“Qualquer homem que consegue dirigir com segurança enquanto beija uma linda garota simplesmente não está dando a atenção  que o beijo merece”

3. Crie valor
“Não lute para ser uma pessoa de sucesso. Lute para ser uma pessoa de valor”

4. Seja curioso(a)
“Eu não tenho nenhum talento especial. Apenas sou apaixonadamente curioso”

5. Cometa erros
“A pessoa que nunca cometeu um erro é aquela que nunca tentou algo novo”

6. Fuja da insanidade
“Definição de insanidade: fazer a mesma coisa diversas vezes esperando resultados diferentes”

7. Espere resistência
“Grandes espíritos sempre encontraram uma grande resistência das mentes medíocres”

8. Evolua rápido
“Você precisa aprender as regras do jogo. Então, você precisa jogar melhor do que todo mundo”

Investimentos essenciais para começar 2017 com o pé direito!

investimentos essenciais

2017 começou e, junto ao novo ano que inicia, é o momento de se organizar e realizar alguns investimentos essenciais para proporcionar crescimento para a sua empresa. É como dizem: ano novo, vida nova!

Sabemos que 2016 foi um ano de desafios e também de muito aprendizado. Desejamos que esse novo ano seja diferente, mas que continue trazendo conhecimento e vivência de mercado para os empreendedores.

Por isso, para começar o ano com o pé direito, nós resolvemos juntar neste post alguns investimentos que julgamos essenciais para aumentar suas vendas e sua presença de mercado em 2017.

Confira!

Invista em presença digital

Estar presente online é indispensável! A internet é capaz de oferecer poder para a sua empresa, e cabe a você, como empreendedor, saber usá-la a favor da sua marca.

Dessa forma, o meio digital possibilita infinitas oportunidades de interação com o seu público-alvo e te dá a chance de ganhar visibilidade e conquistar espaço no mercado – use o marketing digital a seu favor!

Confira a seguir algumas maneiras de divulgar o seu negócio online:

Inbound Marketing

O Inbound Marketing é o marketing do futuro, e nós já estamos vivendo esse futuro. Essa estratégia é capaz de te ajudar a fidelizar os consumidores e manter uma relação de valor desde o ínicio da interação entre cliente e marca.

A ideia é aumentar a sua visibilidade, entregando valor para os seus potenciais clientes de forma que o custo de aquisição dos mesmos seja baixo.

É uma estratégia que entrega resultados mensuráveis e ainda aumenta a receita do seu empreendimento. E é por isso que você deve investir no Inbound Marketing em 2017!

Marketing de Conteúdo – Blog

Criar conteúdos relevantes pode ser uma das estratégias mais inteligentes para você agregar ao seu negócio em 2017.

De acordo com a pesquisa MarTech, de 500 profissionais entrevistados, 73% utilizam essa estratégia. Por isso, essa é a chance de não deixar o seus concorrentes estarem a frente de você.

Crie conteúdos que respondam às dúvidas das suas personas e ganhe relevância e autoridade em seu segmento de mercado.

Precisa de mais motivos para adotar o Marketing de Conteúdo na sua empresa? Ele é 3x mais eficiente e pode ser 62% mais barato do que as outras estratégias. É uma bela forma de atrair e engajar o seu público criando uma relação entre cliente e marca.

Por isso lembre-se que não adianta ter um blog e não produzir conteúdo de qualidade, que só fala sobre você e de maneira inconstante.

A estratégia se baseia em entregar valor, visando responder às dúvidas dos seus clientes e não em promover o seu produto. O resto do processo — a venda — é naturalmente uma consequência.

Mobile

Provavelmente você passa grande parte do seu dia resolvendo problemas através do seu aparelho de celular. Assim como você, muitas outras pessoas também.

Ter um site preparado para atender o público mobile é um grande diferencial para o seu negócio. Se preocupe em ter um site responsivo, que além de se adaptar a qualquer tipo de tela, ele seja “mobile friendly” — ou seja, leve o suficiente para carregar de maneira rápida, proporcionando a melhor experiência possível para o usuário.

Não só o seu site, mas suas redes sociais também devem estar preparadas para receber o público que vem do mobile. Por exemplo: o tamanho das imagens de capa, perfil e etc de todas as suas páginas em qualquer Social Media.

Falando nisso…

Redes sociais

Certamente se você está lendo este conteúdo, você tem afinidade com o meio digital e por isso me arrisco a dizer que a sua empresa já está presente nas redes sociais.

Então… porque investir em redes sociais?

Antes de tudo, você precisa entender e o poder que tem nas mãos ao estar presente nas redes sociais. Já disseram que não estar no mundo digital é como colocar a sua existência em questão e isso se torna cada vez mais real.

Ser presente nas redes sociais te permite interagir com o seu público, com os seus clientes e o mais importante, permite que tenha a possibilidade de proteger a sua marca — seja de comentários maldosos ou qualquer polêmica que envolva o nome da sua empresa — entre outras coisas.

E por isso investir em um profissional Social Media é essencial para impulsionar ainda mais o seu sucesso nesse ano que se inicia.

Um Social Media saberá não só aplicar as melhores estratégias de marketing nas redes sociais da sua empresa, como também irá mensurar os resultados e números que o mundo digital gera.

E esses números poderão ser usados em outras estratégias que você tenha em mente para aplicar em sua empresa.

Ferramentas

A grande vantagem do mundo digital é a possibilidade de monitorar e acompanhar os seus resultados em tempo real, avaliando o desempenho da sua empresa.

As ferramentas são essenciais para a mensuração e por isso investir em opções pagas permitirá que você tenha uma visão cada vez mais completa e aprofundada das ações e do comportamento do seu público.

É importante lembrar que ter essa visão pode te ajudar a encontrar as melhores estratégias de abordagem para estes clientes e maneiras de conseguir realizar a sua venda de forma mais rápida.

Quanto mais informação você souber do seu cliente e dos potenciais clientes, maior a capacidade de aprimorar os seus serviços.

Invista na sua equipe

Nunca se contente em permanecer onde você chegou. Mesmo que você tenha ultrapassado o seu objetivo inicial, estabeleça novas metas.

E para estar em constante crescimento, a sua equipe deve estar a altura da melhoria do seu negócio. Por isso invista tudo o que for possível para ter os melhores funcionários remando no mesmo barco que você.

Confira 3 investimentos essenciais para a sua equipe:

Procure por intraempreendedores

Recentemente falamos sobre esse assunto aqui no blog. Um intraempreendedor pode ser fundamental para “contaminar” — de forma positiva — todos os seus outros funcionários.

Funcionários que têm atitudes intraempreendedoras são os que estão em constante busca de melhorias para a sua empresa. Eles almejam realizar melhorias dos processos, independente do cargo que ocupam.

Resumindo, são funcionários que tem atitude empreendedora mesmo não sendo um dos donos da empresa, e por isso eles enxergam oportunidades de forma diferente dos outros funcionários.

Sempre que for contratar alguém para o time, identifique características de pessoas que desejam o melhor para empresa, e não só para suas carreiras.

Treine sua equipe

Ter uma equipe cada vez mais qualificada é o que todo empreendedor deveria almejar. A partir do momento que a sua empresa é vista como especialista em um segmento, você conquista o mercado e também seus clientes.

Por isso, treine — e muito — a sua equipe. Procure cursos e certificações que possam torná-los cada vez mais especialistas e capacitados.

Sempre que o orçamento permitir proporcione momentos de aprendizado e treinamento para garantir que a sua equipe esteja preparada para qualquer situação que possa atingir o seu mercado ou sua empresa.

Motive seus funcionários

Recentemente falamos aqui no blog sobre como manter seus funcionários motivados sem gastar muito. Manter uma equipe feliz e incentivada significa fazer com que a sua empresa tenha um crescimento considerável.

Busque meios de tornar isso possível e veja o quanto os seus resultados se tornaram ainda melhores!

O investimento para trabalhar a motivação dos funcionários nem sempre é planejado como prioridade. Mas, a partir do momento que você percebe a diferença que isso faz para a saúde da sua empresa, você vai colocar como um dos primeiros investimentos do ano!

Invista na sua marca

É muito importante colaborar para que a sua marca tenha um bom posicionamento de mercado e com isso uma boa reputação perante seus clientes e concorrentes.

E por isso se em pleno o ano de 2017, você ainda não pensa na forma com que as pessoas vão enxergar a sua empresa, já passou da hora de investir no seu branding.

O aconselhável é que você tenha um profissional capacitado para cuidar da gestão da sua marca e da forma como ela entrega valor para os seus clientes, já que é preciso de muita estratégia e conhecimento para gerar resultados positivos. Qualquer erro pode acabar com a sua reputação de maneira definitiva.

Existem diversas formas de contato e de reforçar a imagem do seu empreendimento mediante ao público. O branding vai te ajudar a deixar bem estabelecido o propósito da sua marca.

Empreendedorismo feminino: o papel da mulher no mundo dos negócios

empreendedorismo feminino
Fonte: Saia do Lugar

Não é surpresa para muita gente que as mulheres têm alcançado lugares de destaque em todo o mundo, na política, economia, tecnologia e em outras áreas que eram comumente dominadas por figuras masculinas. E não seria diferente no empreendedorismo.

Em dezembro de 2016, a Forbes lançou uma matéria listando as mulheres mais poderosas do Brasil no ano. Meses antes, em junho, a mesma revista — dessa vez a versão americana — havia publicado uma matéria sobre quem eram as mulheres mais poderosas do mundo. Em ambos os casos, algumas das figuras eram mulheres associadas ao mundo dos negócios.

Vencendo as barreiras impostas pelo preconceito, pelo mercado, pela economia e tantas outras, várias empreendedoras e mulheres de negócios tem construído verdadeiros impérios ou conquistado posições de destaque em grandes empresas, com cargos de liderança que a alguns anos eram predominantemente ocupados por homens.

Para se ter uma ideia, segundo pesquisa uma pesquisa realizada pelo Sebrae em 2014, 51,2% dos novos empreendimentos criados todos os anos são feitos por mulheres. E, dentre os negócios consolidados, 42,3% são chefiados por elas.

Porém, isso não significa que as coisas estejam em seu plano ideal. Infelizmente, muitas mulheres ainda enfrentam dificuldades específicas ao gênero quando optam por seguir carreiras associadas a negócios e empreendedorismo.

Segundo pesquisa da Câmara Americana de Comércio (Amcham), 76% dos 350 entrevistados ainda considera que existam problemas de desigualdade em relação ao tratamento de homens e mulheres dentro do meio empresarial. A mesma pesquisa mostrou também que para 80% dos entrevistados, mulheres são geralmente ignoradas principalmente na seleção para cargos de gestão.

Por motivos como esse, a conquista da mulher no mundo dos negócios tem demandado maior esforço da parte delas e também tem sido significativamente mais lenta que a masculina. E se você é uma mulher que deseja

Principais desafios para mulheres no empreendedorismo feminino

Dentre as maiores dificuldades da mulher no empreendedorismo, como mostrou a pesquisa do Amcham, um dos principais ainda é a falta de oportunidades.

Primeiro, porque existem, numericamente, mais homens que mulheres “disputando” por cargos de liderança dentro das grandes empresas, por questões históricas e sociais associadas às escolhas profissionais e à tardia — se comparado aos homens — entrada significativa de mulheres ao mundo empresarial.

Para se ter uma ideia, segundo a pesquisa da Mckinsey, 81% dos cargos executivos são ocupados por homens.

Segundo pelo próprio machismo, infelizmente inegável, que ainda existe no mundo dos negócios, principalmente em empresas e mercados mais tradicionais, como comprovou a pesquisa da Amcham.

Uma outra pesquisa, dessa vez do IBGE comprovou esses dois motivos: no Brasil, a diferença no nível educacional da mulher é evidente, assim como a diferença de salários. A renda das mulheres, em geral, representa apenas 76% da renda masculina, embora, segundo a pesquisa, elas trabalhem mais.

Outra dificuldade é a dificuldade de conciliar a vida pessoal e a vida profissional. Geralmente, além dos grandes cargos em empresas ou o próprio negócio, as mulheres ainda possuem grandes responsabilidades associadas à casa e a família, o que torna a rotina feminina mais cansativa e também mais desafiadora.

Muitas mulheres ainda optam por deixar a vida profissional em segundo plano em detrimento ao casamento e aos filhos, e em muitos casos por não acreditar que é possível conciliar as duas coisas de forma bem sucedida.

Porém, as mulheres que aceitam enfrentar todos esses desafios merecem os nossos parabéns! O espaço conquistado por elas é extremamente representativo e foi conquistado em menor espaço de tempo, se comparado aos homens. E o mercado nunca esteve tão favorável para acelerar ainda mais esse processo.

Uma boa maneira de superar as barreiras da diferença

A igualdade de gênero nas empresas nunca foi tão discutida. E ainda bem!

A Organização das Nações Unidas (ONU) possui uma iniciativa voltada para a igualdade de gêneros nas organizações em todo o mundo e chegou a realizar uma premiação no Brasil em 2016 para empresas com projetos nessa área.

E essa é uma ótima maneira de diminuir os problemas de desigualdade de gênero. Se você possui uma empresa — independentemente se homem ou mulher — pode criar iniciativas dentro da sua empresa para garantir que homens e mulheres possuam as mesmas oportunidades.

Crie condições de equilíbrio e identifique situações que tornem esse processo prejudicial. Além disso, não tolerar o preconceito é uma ótima cultura para qualquer empresa, que promoverá o crescimento saudável e também a diversidade, que sempre gera bons frutos para o desenvolvimento de um negócio.

Empreendedorismo Feminino: exemplos para que você se inspire e se empodere

Seja você um empreendedor, empreendedora ou mulher que deseja se inspirar com bons exemplos, conheça agora algumas mulheres que tem feito a diferença no meio empresarial e que mostram o quanto a presença feminina faz a diferença nos negócios e no mercado.

Viviane Senna

O nome já diz muito. Viviane Senna, irmã do ídolo Ayrton Senna, é a responsável por projetos que além de mostrarem o seu dom para o empreendedorismo, também são exemplo de responsabilidade social.

Ela é a presidente do Instituto Ayrton Senna, iniciativa criada em 1994, que promove o acesso a educação de qualidade para milhares de crianças em todo o país, com projetos em escolas públicas e projetos sociais, incentivando a educação integrada.

Além disso, Viviane Senna é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo federal, do Conselho de Desenvolvimento Sustentável de São Paulo, do Conselho de Administração do Banco Santander, do comitê de orientação de investimentos sociais do Banco Itaú e de inúmeras outras iniciativas com e sem fins lucrativos.

Linda Rottenberg

Linda é, ninguém menos, que a co-fundadora da Endeavor, instituição de apoio a pequenos empresários, fundada em 1997 e que hoje está presente em 25 países.

A americana possui graduações em, nada menos que as universidades de Harvard e Yalle, autora do livro Crazy Is a Compliment: The Power of Zigging When Everyone Else Zags, best-seller pelo New York Times e foi considerada um dos melhores líderes da américa pelo U.S. News, dentre várias outras nomeações.

Além disso, ela faz parte do Council on Foreign Relations and Young Presidents Organization (YPO) e faz parte do comitê de direção do Fórum Econômico Mundial.

Mary Kay Ash

Provando que é possível unir o mundo feminino e o empreendedorismo, Mary Kay Ash é a fundadora da marca de produtos de beleza internacional que leva o seu nome, a Mary Kay, fundada em 1963.

A marca, além de referência mundial, é uma forte estimuladora da independência financeira da mulher, a partir do que eles mesmo chamam de “Uma missão para ajudar mulheres a alcançarem crescimento pessoal e sucesso financeiro”.

Com investimento pessoal de 5.000 dólares, Mary Kay começou com um plano de negócio após largar uma carreira de 25 anos, que foi escrito em sua cozinha e hoje possui dezenas de prêmios internacionais associados ao empreendedorismo e suas conquistas.

Ela faleceu em 2001, mas o seu legado ainda gera, além do sucesso da marca, muito material de inspiração como livros, documentários e filmes.

Luiza Helena Trajano

Para fechar a lista com mais uma brasileira que se destacam no empreendedorismo, temos Luiza Helena Trajano, empresária que comanda a rede de lojas Magazine Luiza.

Ela começou trabalhando no negócio da família, que possuía algumas lojas no interior de São Paulo, se formou em direito em 1972 e graças ao seu envolvimento com o negócio, ele cresceu para uma rede de 700 lojas espalhadas por 16 estados do país.

O seu patrimônio atual é avaliado em mais de 1 bilhão de reais, e ela ainda conta com prêmios e nomeações como o top 3 das empreendedoras brasileiras mais poderosas, pela revista Forbes.

Resumindo: é muito possível ser uma mulher de sucesso no mundo dos negócios.

O que realmente demanda é a disposição de enfrentar as diferenças e mesmo a desigualdade do mercado, muito esforço e trabalho duro, afinal o sucesso em qualquer área depende desses dois fatores, e dedicação para superar as dificuldades inerentes a empreender ou conquistar cargos de destaque.

Mulheres geralmente têm a habilidade de resolver conflitos, a sensibilidade de identificar e prever problemas e ainda a garra de ultrapassar as limitações que parecem impossíveis. E a prova de tudo isso é o crescimento e o destaque que elas têm ganhado mesmo em um contexto de crise do mercado, como o atual.

Por isso, contratar mulheres, colocá-las em cargos de influência e liderança e oferecer as mesmas oportunidades para elas em seu negócio representará ganhos reais para você.

E, se você é mulher e deseja empreender, não deixe que os problemas relacionados ao gênero pelo mercado sejam um empecilho para o seu sucesso e realização!

Recuperar crédito tem efeito?

Fonte: FCDL-MG

 

O ano de 2017 começou carregado de responsabilidades, expectativas de crescimento econômico e com uma herança adquirida por meio de uma recessão que torna o desafio de reverter os efeitos negativos mais perpetuosos, porém, possíveis.

 

Para avaliar o comportamento do consumidor em relação às dívidas e ao seu sentimento como motivador de ações resolutivas, a FCDL-MG realizou uma pesquisa, no período de 01/12/2016 até o dia 02/01/2017 e aplicada com consumidores de 200 municípios de Minas Gerais por meio de um questionário online. O intervalo de confiança é de 90% e o erro amostral máximo, 6,2%.

 

O consumidor mostrou-se mais cauteloso e ciente de suas dívidas. “Conclui-se que ele pode estar mais informado e colocando na ponta do lápis suas despesas, ao mesmo tempo, com uma visão prospectiva cautelosa”, afirma o analista de mercado da FCDL-MG, Vinícius Carlos.

 

Segundo o analista, as campanhas de recuperação de crédito são uma excelente oportunidade para os consumidores quitarem suas dívidas. Porém, se feitas sem o devido planejamento financeiro, somente alimentam um ciclo que prejudica todo o avanço econômico. De acordo com a pesquisa feita pela Federação das CDLs mineiras, somente 12% dos consumidores aderiram a elas, mas 57,8% dos que aderiram quitaram suas dívidas.

 

“Estamos vivenciando a ascensão de movimentos que devem trazer desdobramentos extremamente interessantes. Fiquemos atentos”, afirma o presidente da FCDL-MG, Frank Sinatra.

 

Psicologia da dívida


O sentimento do consumidor em relação às suas dívidas também foi avaliado na pesquisa feita pela entidade.  Segundo Vinícius, a dívida afeta o cotidiano do consumidor que, por sua vez, tenta administrar até o momento da decisão de pagar ou não pagar. Dos entrevistados, 53,0% tentam liquidar as dívidas com o intuito de colocar a vida financeira em dia; 19,3% pensam em tirar o nome dos Serviços de Proteção ao Crédito e 18,1% querem liquidar suas dívidas para comprar mais.

 

Alguns consumidores comparam quitar as dívidas ao sentimento de desatar o nó da gravata no final de uma grande festa; 56,6% dos consumidores entrevistados sentiram-se aliviados ao pagarem o que deviam. Já 34,9% apresentaram aversão às dívidas respondendo, nesta questão aberta, a necessidade de seguir e manter um planejamento financeiro.

APLs (Arranjos Produtivos Locais) estimulam diversificação produtiva

O governo de Minas Gerais está investindo em uma nova política pública de fomento aos arranjos produtivos locais (APLs), conjunto de empresas de um segmento produtivo, localizadas na mesma região, trabalhando de forma cooperada e sinérgica. O Estado espera que mais empresas tomem conhecimento das vantagens de formar APLs, tendo como foco o fortalecimento e ordenamento da economia local.

 

Responsável pelo reconhecimento dos APLs em Minas Gerais, a Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Seedif) quer incentivar a diversificação produtiva e o fortalecimento dos diferentes segmentos econômicos em todas as regiões do Estado.

 

O objetivo do projeto é não apenas reconhecer os APLs, mas também fomentar o nascimento de novas empresas dentro da lógica de arranjo produtivo local. O incentivo representa o esforço do governo estadual em planejar e investir em melhorias, como obras de infraestrutura e escoamento da produção.

 

“Minas Gerais possui vários aglomerados de empresas com grande possibilidade de serem reconhecidos como APL, desde setores menos estruturados até outros mais organizados”, afirma o secretário Fábio Cherem.

 

Para dar representatividade aos diferentes grupos com vocações para APLs, o Estado pretende instituir ações articuladas com parceiros, como a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs), Sebrae e associações comerciais, visando ao fortalecimento dessas empresas e à geração de emprego.

 

Lingerie - Hoje Minas Gerais possui 38 APLs reconhecidos pelo governo do Estado. Um dos casos de sucesso no setor é o APL de lingerie na cidade de Juruaia, no Sul de Minas. A iniciativa transformou o município de 10 mil habitantes na capital mineira do lingerie, e o terceiro maior polo de produção do País.

 

De acordo com a Associação Comercial e Industrial de Juruaia (Aciju), são cerca de 250 confecções instaladas na cidade, que geram cerca de 8 mil empregos, movimentando o mercado de trabalho local e dos municípios do entorno.

 

As vendas do setor chegam a aproximadamente 1,5 milhão de peças por mês e o faturamento gira em torno de R$ 15 milhões. O APL de lingerie, que responde por 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do município, produz anualmente cerca de 20 milhões de peças.

 

O segmento gera lucro para quem fabrica e também para quem revende. As grandes oportunidades de negócios estão nas feiras que atraem compradores do Brasil inteiro e de países como Holanda, Portugal, Argentina, Alemanha, Canadá e Austrália.

“Buscamos sempre inovar e nos destacar na moda íntima do país. Fomos descobertos e hoje todos sabem que nossos produtos têm design diferenciado e um bom preço aliado à qualidade”, destaca  a presidente da Aciju, Tânia Mara Rezende.

 

Inovação - Outro APL que se sobressai é o de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas. O polo reúne três instituições de ensino e 153 empresas que desenvolvem produtos inovadores, voltados para os setores eletroeletrônico, de telecomunicações, segurança, informática, automação industrial e tecnologia da informação.

 

O presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto, ressalta a importância do ambiente de cooperação existente no APL para o fortalecimento dos empreendimentos de pequeno, médio e grande porte. Segundo ele, é dentro do arranjo produtivo que as empresas encontram parceiros para pesquisa, desenvolvimento de produtos e produção.

 

“Quando uma incubadora cria determinado produto e não tem recurso para produzir, então ela pode buscar outras empresas dentro do APL para fazer isso”, explica Roberto Pinto.

 

A troca de conhecimento e tecnologia, de acordo com o presidente do Sindvel, aumenta a competitividade do setor, facilitando a inserção dos produtos no mercado, de forma mais rápida.

 

O APL Eletroeletrônico projetou Santa Rita de Sapucaí no cenário tecnológico nacional e internacional, levando o município a ser conhecido como Vale da Eletrônica. Atualmente, o polo gera cerca de 14 mil empregos diretos e indiretos, exporta para mais de 40 países e movimenta em torno de R$ 3 bilhões por ano.

Fonte: Diário do Comércio

Governo legaliza desconto para compras à vista ou pagas em dinheiro vivo

Cartao-de-Credito-DinheiroO presidente Michel Temer autorizou que os lojistas cobrem preços diferentes para um mesmo produto de acordo com a forma de pagamento (cartão de crédito, dinheiro, parcelamento etc.). A Medida Provisória 764 foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (27). 

Na prática, a MP legaliza os descontos nas compras à vista ou pagas com dinheiro em espécie. Antes, era proibido por lei cobrar um preço diferente para quem paga à vista, em cheque ou parcela a compra no cartão de crédito. As compras feitas no cartão de crédito em uma única parcela eram consideradas pagamento à vista.  

A medida já havia sido antecipada pelo governo há duas semanas e confirmada pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, na semana passada. Agora oficializada, ela entra em vigor a partir desta terça.

Na ocasião do anúncio, o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o objetivo da MP é estimular a competição entre os diversos meios de pagamento e reduzir os juros do cartão de crédito. 

"Essa é uma medida vantajosa para o consumidor, que vai poder pagar menos à vista. Além disso, a medida regulariza uma prática do pequeno comércio, que já faz isso", declarou Meirelles.

A Proteste (entidade de defesa do consumidor) disse ao jornal "Folha de S. Paulo" que é contra o desconto para pagamento à vista ou em dinheiro porque considera que o consumidor tem um custo de anuidade com o cartão, enquanto o lojista economiza ao ser dispensado de fazer a análise de crédito do cliente. 

"É uma luta longa da Proteste, para que todos os pagamentos tenham o mesmo desconto", diz Henrique Lian, gerente da entidade.

Governo aposta em 'pauta positiva'

No dia 15, o governo anunciou propostas para tentar estimular a economia e tirar o país da crise. Muitas dessas medidas ainda estão em estudo e não têm prazo determinado para entrar em vigor. 

desempenho da economia continuou ruim no segundo semestre deste ano, o que colocou em xeque o otimismo visto com a mudança de governo (Michel Temer assumiu interinamente a Presidência em 12 de maio).

O anúncio de medidas consideradas positivas também acontece num momento em que o governo tenta reverter um desgaste de imagem, após a cúpula do Palácio do Planalto --incluindo o próprio presidente-- ter sido citada em delação premiada da Odebrecht, no âmbito da operação Lava Jato. 

Para especialistas, o "minipacote" divulgado neste mês é "positivo, mas não resolve". A principal crítica é que as propostas não têm relação entre si, parecem um "catadão de medidas", e devem ter quase nenhum impacto na retomada da economia.

O que já foi anunciado

Veja os principais pontos já anunciados pelo governo para tentar estimular a economia:

 Fonte: UOL Economia

Novas medidas econômicas e o desenho das mudanças para o Movimento Lojista

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (15) um pacote de medidas microeconômicas para reduzir custos das empresas, aliviar dívidas de pessoas físicas e jurídicas e reduzir a burocracia do comércio exterior. A intenção ao desenhar essas mudanças é fazer com que o país tenha mais competitividade e reduza o 'custo Brasil' para produção. As medidas de estímulo à economia, que têm sido estudadas desde a reunião do FMI [Fundo Monetário Internacional] e do Banco Mundial que aconteceu em setembro/2016, não incluem o aumento de subsídios nem linhas de crédito com juros abaixo do mercado e terão efeito no aumento gradativo da produtividade da economia brasileira nos próximos anos.

 

 

Para facilitar seu entendimento sobre elas, a FCDL-MG fez um resumo, com base nos canais de mídia e divulgações mais recentes. Confira.

 

Novo Refis

O governo vai permitir que empresas e pessoas físicas possam pagar dívidas tributárias vencidas até 30 de novembro de 2016 em condições favorecidas. As empresas poderão abater das dívidas prejuízos apurados até 31 de dezembro de 2015 e declarados até 30 de junho de 2016. O prazo de pagamento, com incidência da Selic, vai variar entre 60 e 96 meses.

 

“As empresas e consumidores poderão usar prejuízos acumulados em anos anteriores para a liquidação de uma parte das suas dívidas com o fisco. A medida vale para passivos tributários de empresas e consumidores vencidos até o dia 20 de novembro de 2016.

 

No caso de dívida em litígio, a empresa ou o consumidor precisará comprovar a desistência de ações judiciais. O governo decidiu também permitir a quitação de dívidas previdenciárias com créditos fiscais.


Para abater suas dívidas, as empresas que estão com prejuízos terão que pagar ou uma entrada de 20%, a vista, ou de 24% em 24 meses. O restante poderá ser amortizado com créditos de prejuízo fiscal. O que sobrar será parcelado em até 60 meses.

 

Para as demais empresas e para os consumidores, a opção será o pagamento de 20% ou de uma entrada de 21,6% em 36 meses. O restante poderá ser parcelado em 96 vezes ou em 84 vezes, respectivamente. ”

 

Cadastro Positivo

Será editada uma medida provisória para aperfeiçoar o cadastro positivo de débito. Agora, a inclusão no cadastro será automática e caberá a quem não quiser fazer parte pedir a exclusão.
Será criado uma central de registro de duplicatas e recebíveis de cartão, onde todos possam acessar e atestar a existência dessa garantia, aumentando a segurança das operações de desconto de recebíveis mercantis.

 

FGTS

A multa de 10% que as empresas recolhem ao FGTS em casos de demissão sem justa causa vai acabar. Ela será reduzida em 1 ponto percentual a cada ano, por 10 anos. Os lucros do FGTS serão distribuídos entre cotistas do Fundo. Segundo o governo, 50% do resultado será dividido e incorporado à conta dos participantes.

 

Crédito imobiliário

O governo vai regulamentar a Letra Imobiliária Garantida (LIG). O título tem garantias reais de operações de crédito segregadas do ativo do banco emissor, o que lhe confere segurança. A ideia é estimular a oferta de crédito no mercado imobiliário. Uma consulta pública acontecerá em janeiro e depois será editada uma resolução pelo CMN.

 

Redução do spread bancário

Será editada uma medida provisória (MP) criando a duplicata eletrônica (registro de ativos financeiros que são usados para garantir operações de crédito) para aumentar a segurança dos credores. Será editada uma MP tornando a adesão ao cadastro positivo automática. A exclusão do cadastro passa a depender de uma manifestação do cliente.

 

Cartões de crédito

Será editada uma MP que permite a cobrança de preços diferentes por lojistas, dependendo da forma de pagamento. Hoje isso é proibido. O objetivo é estimular a competição entre os diferentes meios e reduzir as taxas cobradas pelas operadoras. O governo estuda editar uma MP para reduzir o prazo que as operadoras têm para ressarcir os lojistas.

 

Desburocratização

O governo unificará 13 obrigações previdenciárias, fiscais e trabalhistas de quatro órgãos: Receita Federal, INSS, Caixa e Ministério do Trabalho e da prestação de informações contábeis e tributárias nos estados. Será implementada a nota fiscal eletrônica para serviços. O processo de restituição e compensação de tributos será mais ágil. Tal medida está prevista para entrar em vigor em 2018 nos moldes do E-Social.

 

Comércio exterior

Aceleração do processo de exportação e importação de mercadorias. A ideia é reduzir em 40% o tempo para o despacho dos produtos. Integrar os procedimentos aduaneiros envolvendo fiscalização agrícola, vigilância sanitária e Exército.

 

BNDES

O banco facilitará o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Haverá ampliação de R$ 90 milhões para R$ 300 milhões do limite de critério das MPMEs; maior participação da TJLP nos financiamentos; duplicação do limite do cartão BNDES, para R$ 2 milhões. MPMEs com faturamento até R$ 300 milhões poderão renegociar dívidas.

 

Desenho das mudanças para o Movimento Lojista

Neste cenário de mudanças é preciso estar atento às oportunidades que surgem e ter sabedoria para planejar em meio às expectativas ambíguas. O novo pacote de medidas traz medidas que podem contribuir com o giro das empresas, no caso da antecipação dos recebíveis e das melhores ferramentas na concessão de crédito. Por outro lado, existe as que estão aquém do esperado que podem prejudicar, a longo prazo, as linhas de financiamento e aquelas que não trouxeram subsídios fiscais que podem tornar os REFIS mais atrativos e não mais ferramentas de procrastinação de pagamento das dívidas. 

 

Para o presidente da FCDL-MG, Frank Sinatra, o momento é de união. “Temos que nos conectar neste Movimento Lojista o mais rápido possível para crescermos juntos e mitigar estas incertezas. Estamos prontos para contribuir com o desenvolvimento e trabalharemos em prol de todos. Contem com a gente! ”, dá o recado dirigente.

 

Com informações da Folha, Estado de Minas e Diário do Comércio

Após 7 altas, confiança do comércio fica estável em, dezembro, diz CNC

A confiança dos comerciantes ficou estável em dezembro (0,0%), na série livre de influências sazonais, mostrou o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado nesta terça-feira (20) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).


Com 96,01 pontos contra 96,03 em novembro, a estabilidade do índice interrompe uma sequência de sete meses de alta na série com ajuste sazonal (veja o gráfico acima). Por outro lado, o índice cresceu 24,1% em relação a ao mesmo mês de 2015. O Icec ainda se encontra em um patamar negativo, abaixo dos 100 pontos.


Percepção do presente


O subíndice do Icec que mede a percepção dos comerciantes sobre a situação presente do negócio recuou 0,9% em dezembro. Após consecutivas quedas, a avaliação das condições atuais vinha melhorando desde fevereiro deste ano, movimento que foi interrompido este mês, segundo a CNC.


Quanto às condições atuais da economia, a percepção dos varejistas piorou em dezembro, com queda de 3,6%, assim como em relação ao desempenho do comércio, que caiu 0,7%, enquanto melhorou em comparação ao desempenho da empresa, com alta de 0,5%.


Segundo a pesquisa, a proporção de comerciantes que avaliam as condições atuais da economia como “piores” é menor, mas continua elevada. Para 79,8% dos varejistas, a economia piorou em dezembro.


Estoques


Em dezembro, o subíndice que mede as condições de investimentos do comércio registrou alta de 0,4%, influenciado por novo aumento de 0,6% nas intenções de contratação de funcionários e pela alta de 1,3% nas intenções de investimentos na empresa. Por outro lado, piorou a avaliação dos estoques diante da programação das vendas em 0,6%.

 

Fonte: CNC

Fatos que marcaram a economia brasileira em 2016

Em 2016, a economia brasileira viveu mais um ano de recessão. Junto com a crise política, o cenário teve impactos diretos na queda da arrecadação, no aumento da previsão de déficit, na crise nas contas dos estados,  no aumento dos juros para financiamento, na queda na confiança dos investidores, entre outros. A Agência Brasil listou fatos que marcaram a economia brasileira em 2016, veja:

 

Contas públicas

 

Em fevereiro de 2016, Nelson Barbosa, ministro da Fazenda recém-empossado pela então presidente Dilma Rousseff para substituir Joaquim Levy, informou que o resultado primário das contas públicas seria um déficit de R$ 60,2 bilhões em lugar do superávit de R$ 30,5 bilhões aprovado em 2015. Um mês depois, Barbosa ampliou a previsão de déficit para R$ 96,7 bilhões.

 

Em maio, com a abertura do processo de impeachment pelo Senado, Dilma Rousseff foi afastada por 180 dias e o então vice, Michel Temer, assumiu a Presidência da República interinamente e nomeou para o Ministério da Fazenda Henrique Meirelles, que anunciou a revisão da meta de déficit em 2016 para R$ 170,5 bilhões. O Congresso aprovou a mudança cinco dias depois. Nos 12 meses terminados em outubro, União, estados, municípios e estatais acumulavam déficit primário de R$ 137,2 bilhões.

 

PIB

 

Pelo segundo ano seguido, o Brasil registrou contração na economia. Apenas nos nove primeiros meses do ano, o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) acumula queda de 4% em relação ao mesmo período de 2015. A economia não reagiu na velocidade esperada. No início do ano, as instituições financeiras projetavam queda de 2,99% na atividade econômica em 2016. Em dezembro, a estimativa de retração aumentou para 3,43%.

 

Dólar

 

Depois de um início de ano tenso, o dólar reverteu a tendência e passou a cair nos meses seguintes. Em janeiro, a cotação da moeda norte-americana fechou em R$ 4,16, no maior nível desde a criação do real, em meio ao agravamento da crise política e à queda nos preços internacionais do petróleo.

 

A troca de governo no Brasil e a recuperação das commodities (bens primários com cotação internacional) acalmaram o mercado. Em outubro, o dólar aproximou-se de R$ 3,10, mas subiu cerca de R$ 0,30 após a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos e o aumento de juros do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano.

 

Arrecadação

 

A arrecadação de impostos e contribuições federais foi fortemente impactada pelo cenário econômico em 2016. De janeiro a outubro, chegou a R$ 1,059 trilhão, com queda real de 3,47% em relação ao mesmo período de 2015. Ao longo do ano, os técnicos da Receita Federal confirmaram os efeitos provocados pela recessão, com todos os indicadores macroeconômicos desfavoráveis.

 

Repatriação de recursos

 

O resultado da arrecadação de impostos e contribuições só não foi pior por causa da Lei da Repatriação, que autorizou a regularização de recursos no exterior mediante pagamento de 15% de Imposto de Renda e 15% de multa. A arrecadação com a medida chegou a R$ 45,7 bilhões. Desse total, a União repassou R$ 9,4 bilhões de Imposto de Renda a estados e municípios, que recorreram à Justiça para receberem a repartição da multa. No fim de novembro, o governo fechou um acordo para os estados receberem R$ 5,3 bilhões da multa mediante medidas de ajuste fiscal. No início de dezembro, o presidente Michel Temer anunciou o repasse da parcela das multas também aos municípios.

 

Crise fiscal nos estados

 

A crise econômica deteriorou não apenas as contas do governo federal. Com a arrecadação em queda, os estados tiveram dificuldade em honrar compromissos, o que se refletiu em atrasos no pagamento de salários a servidores públicos e na prestação de serviços básicos, como saúde e segurança.

 

A situação foi pior em estados afetados pela queda do preço do petróleo, como o Rio de Janeiro. O estado decretou estado de calamidade financeira em junho e recebeu ajuda de R$ 2,9 bilhões do governo federal. Em dezembro, foi a vez de Minas Gerais decretar emergência nas contas públicas.

 

Renegociação de dívidas com a União

 

Com as contas públicas pressionadas, os governadores pressionaram a equipe econômica a renegociar os débitos dos estados com a União. Beneficiados com a troca de indexadores da dívida dos governos locais, no início de 2016, os estados pediram alongamento no prazo e redução do valor das parcelas mensais. Em abril, 15 estados e o Distrito Federal conseguiram liminares no Supremo Tribunal Federal para mudar a correção da dívida de juros compostos para juros simples.

 

As dívidas só voltaram a ser corrigidas por juros compostos em julho, após assinatura de acordo entre a União e os estados. A dívida foi alongada por 20 anos, com pagamento das parcelas suspenso de julho a dezembro. Medidas de ajuste fiscal que teriam de ser tomadas pelos estados foram derrubadas durante a tramitação do projeto de lei com a renegociação, que tramita no Senado.

 

Inflação

 

A inflação iniciou 2016 em aceleração e com projeções do mercado financeiro bem acima do teto da meta, de 6,5%. Em janeiro, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve variação de 1,27%, com aceleração em relação a dezembro (0,96%). Em 12 meses, a inflação ficou muito acima do teto da meta, chegando a 10,71%, superior aos 10,67% registrados em 2015.

 

As projeções das instituições financeiras indicavam inflação em torno de 7% para este ano. Em fevereiro, a estimativa do mercado financeiro chegou a 7,62%. Ao longo do ano, a inflação desacelerou, chegando a 6,99% nos 12 meses encerrados em outubro. Com isso, as projeções do mercado se aproximaram do teto da meta, ficando em 6,52%, no início de dezembro.

 

O Banco Central (BC) classificou a redução da inflação de surpresa positiva. A recessão econômica, o aumento do desemprego e a política monetária (definição da taxa básica de juros como instrumento de controle da inflação) contribuíram para o processo de desinflação.

 

Taxa de juros

 

Com a desaceleração das expectativas para a inflação e a recessão econômica, o Banco Central iniciou, em outubro deste ano, o ciclo de queda de juros, que não eram reduzidos desde julho de 2015. O BC baixou a Selic de 14,25% para 14% em outubro e reduziu mais 0,25 ponto percentual na última reunião do ano, em novembro, levando a taxa a encerrar 2016 em 13,75% ao ano, com perspectiva de novas reduções em 2017.

 

Sob a gestão de Ilan Goldfajn, que assumiu o BC em junho, a autarquia recebeu críticas por não ter feito um corte mais agressivo dos juros, diante da crise econômica. Goldfajn sustenta que a redução da taxa básica deve ocorrer de forma responsável para ser sustentável e não precisar se revertida no futuro.

 

Crédito

 

O estoque de crédito do país caiu e houve aumento de taxas de juros para acessar os recursos. Em outubro deste ano, o saldo de todas as operações de crédito estava em R$ 3,095 trilhões, com queda de 2% em 12 meses. Um dos motivos para a redução foi a queda da demanda por empréstimos, devido à retração da economia. Em um ano de recessão econômica, houve aumento de desemprego, com postergação de consumo. E as empresas postergaram investimentos diante das incertezas sobre o futuro. Por outro lado, os bancos também ficaram mais seletivos na oferta de crédito devido à expectativa de aumento da inadimplência.

 

Em outubro deste ano, a taxa média de juros para as famílias ficou em 42,7% ao ano, alta de quatro pontos percentuais em 12 meses. A taxa cobrada das empresas subiu 0,2 ponto percentual para 21,7% ao ano nesse período. A taxa de inadimplência ficou em 4,2% para as famílias e em 3,6% para as empresas.

 

Concessões à iniciativa privada

 

Em setembro, o governo criou o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), com o objetivo de atrair novos investimentos em projetos de infraestrutura por meio de concessões à iniciativa privada. Na lista estão 34 projetos, entre aeroportos rodovias, ferrovias, terminais portuários e hidrelétricas. Em 2016 foram lançados os editais para a concessão dos aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza. Também foi realizado o leilão da distribuidora de energia Celg-D, de Goiás.

 

Recuperação Judicial da Oi

 

Em junho, a empresa de telefonia Oi entrou com pedido de recuperação judicial, que inclui dívidas de R$ 65,4 bilhões. A operadora tem mais de 70 milhões de clientes e detém concessões de telefonia fixa em grande parte do país, além de autorizações para a prestação de telefonia e internet móvel. Do total da dívida da Oi, R$ 20,2 bilhões são com a Anatel. A empresa garante que o objetivo do plano de recuperação judicial é manter a prestação do serviço com qualidade aos clientes e equacionar o endividamento. O pedido de recuperação judicial da Oi já foi autorizado pela Justiça, e a empresa apresentou um plano de recuperação com proposta para pagar os credores.

 

PEC do Teto dos Gastos

 

Para conter o crescimento dos gastos obrigatórios, que não podem ser contingenciados (bloqueados), o governo apresentou em junho a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que após aprovada na Câmara dos Deputados se tornou PEC 55 no Senado. Aprovada em segundo turno pelo Senado em 13 de dezembro, a medida estabelece um teto para os gastos públicos, que devem ficar vinculados à inflação do ano anterior por um período de 20 anos.

 

Reforma da Previdência

 

O governo apresentou em dezembro os detalhes da reforma da Previdência. A proposta encaminhada ao Congresso Nacional estabelece a idade mínima de 65 anos para que homens e mulheres se aposentem e um tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Caso aprovada nos termos da proposta original, para receber o benefício integral o brasileiro terá de contribuir por 49 anos.

 

Pacote de medidas econômicas

 

No último dia 15, o presidente Michel Temer e a equipe econômica anunciaram um pacote de medidas de estímulo à economia. As ações incluem apoio ao crédito e desburocratização para empresas, incentivo à redução dos juros do cartão e parcelamento especial para quitação de dívidas de pessoas físicas e jurídicas com a Receita Federal. O principal objetivo é reduzir o endividamento, incentivar o crédito e estimular o emprego e, assim, "ativar a economia", nas palavras de Temer.

 

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa global mostra que consumidor brasileiro é o segundo mais engajado

Fonte: FCDL-MG

 

Os brasileiros aparecem em segundo lugar em ranking produzido pela pesquisa O consumidor conectado: compreendendo a jornada para o engajamento, conduzida pela Affinion, líder mundial em engajamento e fidelização de clientes, em parceria com a Oxford Brookes University. Com o objetivo de compreender os fatores racionais e emocionais que influenciam no engajamento de um consumidor com uma marca, o estudo mostra que os brasileiros apresentam alto engajamento, ficando acima da média global. O levantamento ouviu mais de 18 mil consumidores de 12 países para os segmentos de bancos e telecomunicações e de 13 países para o segmento varejista.

 

O engajamento dos consumidores foi medido por meio do “Índice de Engajamento de Consumidores” (IEC), nota de 0 a 100 desenvolvida como uma métrica da pesquisa para mostrar o perfil de um consumidor engajado. Originalmente chamado no estudo de “Customer Engagement Index Score” (CE>i), o IEC foi baseado nas respostas dos entrevistados a uma série de perguntas sobre suas relações com seus bancos, empresas de telecomunicações e varejistas.

 

O estudo mostra que o relacionamento entre o consumidor e a empresa é uma combinação entre processos racionais e emocionais. A jornada para o engajamento do consumidor começa com uma decisão muito mais pautada por elementos racionais e, à medida que o processo avança rumo ao compromisso e à fidelidade, as emoções desempenham um papel maior, tornando mais difícil para as marcas conquistar o engajamento do consumidor.

 

Analisando os resultados de diferentes países, os consumidores da Turquia, Brasil e Estados Unidos se mostraram os mais engajados. Dos países envolvidos na pesquisa, esses foram os únicos a superar consistentemente as métricas globais em todas as indústrias, com um IEC de 70 a 72. Já os países escandinavos – Dinamarca, Finlândia e Noruega – mostraram o menor nível de envolvimento, com resultados que variam de 58 a 60. O Brasil atingiu o IEC médio de 70, significativamente maior que a média global de 66.

 

Segundo Ricardo Cassettari, Country Head de Revenue Enhancement Solutions da Affinion Brasil, a pesquisa mostra que os consumidores com maiores pontuações de engajamento são mais propensos a ficar com uma marca por mais tempo, gastar mais e recomendar essa marca para a família e amigos. “Influência é essencial para a reputação de uma marca. Por isso, transformar consumidores em influenciadores deve ser o objetivo final de uma empresa. Compreender como impulsionar os resultados de engajamento é crucial para as empresas aumentarem a retenção de clientes e, consequentemente, impulsionar o crescimento de seu negócio”, afirma.

 

Monogamia x poligamia: dinâmicas que impactam as atitudes e comportamentos dos consumidores

 

Segundo a pesquisa, a relevância de uma empresa para a vida do cliente influencia fortemente na disposição dos consumidores a se aproximarem dela. Clientes de bancos e telecomunicações tendem a ser monogâmicos, pois esses setores exigem um maior envolvimento quanto aos seus serviços. Já no varejo, é possível observar uma maior poligamia, pois aumenta-se a facilidade de trocar de marca.

 

“Segmentos essenciais, como o de telecomunicações e o bancário, tendem a ser monogâmicos por natureza porque as empresas desses segmentos exigem imersão e, até certo ponto, fidelidade mesmo antes da fase de experiência e avaliação. A relação exige maior confiança, pois trocas podem ser inconvenientes”, explica Cesar Medeiros, Country Head de Engagement Solutions da Affinion Brasil.

 

É possível observar também que os clientes são mais tolerantes no relacionamento com as indústrias monogâmicas, mas que a falha em atingir consistentemente um nível mínimo de exigências relativas à confiança, satisfação ou conveniência pode instigar o consumidor a sair em busca de outras fontes. Já em indústrias poligâmicas, os consumidores exigem inovação constante, tornando essencial o vigor para que as empresas continuem envolvendo os clientes e prevenindo que escolham outra marca que proporcione melhores ofertas e experiências.

 

A pesquisa traz insights importantes que abrangem diversos pontos racionais e emocionais da jornada do consumidor. Compreender esta jornada pode ser a diferença entre engajar os consumidores, levando-os para a fidelidade, ou perdê-los ao longo do caminho. As conclusões detalhadas deste estudo, uma apresentação e sua aplicação para cada segmento pesquisado podem ser solicitadas diretamente à Affinion.