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Estão abertas as inscrições para o 5º Fórum Nacional CACB Mil

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A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) abriu na quarta-feira (02) as inscrições para o 5º Fórum Nacional CACB Mil. Para se inscrever, os interessados devem acessar o hotsite do evento: www.cacb.org.br/5forum. Este ano, a taxa para participação custa R$ 400.

O evento será realizado em Brasília, nos dias 20 e 21 de junho, com o tema “O papel do empreendedor na construção de um novo Brasil”.

A CACB prepara uma pauta sobre a importância do associativismo no desenvolvimento local, liderança empresarial, rumos econômicos do País, além de temas como inovação e comércio internacional.

Além do presidente da República, Michel Temer, também participarão da programação do evento o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos; o presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), Salimo Abdula; o economista Ricardo Amorim; o presidente da União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), Paulo Solmucci; entre outros.

Ainda na programação, um momento para que o nosso público tenha a oportunidade de ouvir as principais propostas dos pré-candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano.

Em conjunto com o 5º Fórum Nacional CACB Mil, será realizado também o 9º Encontro de Negócios da Língua Portuguesa, da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, entidade que trabalha por melhores relações comerciais entre Brasil e Portugal.

Confira a programação* do evento:

PRE-EVENTO (Acesso restrito – somente convidados)

19 DE JUNHO I TERÇA-FEIRA

10h00: I Fórum Internacional de Mediação e Arbitragem da CACB

Membros da CBMAE, CE-CPLP, Centro de Mediação e Arbitragem da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, e Comisión Interamericana de Arbitraje Comercial (CIAC – AICO)

11h30: Reunião almoço Unecs e Frente Parlamentar Mista CSE

14h00: “9º Encontro de Negócios da Língua Portuguesa”

Assembleia Geral Ordinária da Federação das Câmaras Portuguesas

15h00: Reunião Conselho Deliberativo CACB

15h00: Reunião Conselho Nacional da Mulher Empresária – CNME

Conselhos Estaduais das Mulheres Empresárias, representantes de federações e associações comerciais do Brasil, Maria Assunção Abdula (Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP), Ana Barber (presidente da Cabo Verde TradeInvest) e Leonor Beleza (presidente da Fundação Champalimaud, Portugal)

15h00: Reunião do Comitê Jurídico Nacional CACB

15h00: Reunião do Progerecs

EVENTO

20 DE JUNHO I QUARTA-FEIRA

08h00: Credenciamento

09h00: Abertura solene com a presença de Michel Temer, presidente da República, Rodrigo Rollemberg, governador do Distrito Federal, Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae, ministros de Estado do Brasil, Paulo Portas, ex-vice-primeiro-ministro de Portugal, George Pinheiro, presidente da CACB, Salimo Abdula, presidente da CE-CPLP, Nuno Rebelo de Souza, presidente da FCPCB e Paulo Solmucci, presidente da Abrasel e da Unecs

11h00: Palestra empreendedorismo e oportunidades para micro e pequenas empresas – Ricardo Amorim

12h30: Brunch de relacionamento

14h00: Painel – O papel do empresário na política – Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae, José Paulo Dorneles Cairoli, vice-governador do Rio Grande do Sul, Armando Monteiro, senador da República

15h00: Painel – Resoluções extrajudiciais de conflitos empresariais

15h45: Intervalo

16h00: Palestra – Como os representantes da sociedade civil estão contribuindo para a gestão do executivo brasileiro? – Patrícia Audi, secretária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – Casa Civil – Presidência da República

16h50: Painel Internacional – América do Sul e CPLP: um caminho para a exportação brasileira – Salimo Abdula, presidente da CE-CPLP (Moçambique), Julián Domínguez River, presidente da AICO (Colômbia), Mário Costa, presidente da UE-CPLP (Portugal), Luis Amado, presidente do Conselho de Administração EDP (Portugal), Claire Zimba, presidente do Ipeme (Moçambique) e João Cravinho, embaixador da União Europeia no Brasil

18h00: Coquetel de negócios

20h00: Encerramento

21 DE JUNHO I QUINTA-FEIRA

08h30: Workshop Associativismo Empresarial (exclusivo para convidados)

09h00: Palestra – Como ajudar as empresas, organizações, marcas e pessoas a criar estratégias através de análises e inteligência de dados? – Ricardo Cappra

10h00: Painel – A importância do empreendedorismo na economia brasileira – Daniel Feffer, presidente do Conselho da ICC Brasil, Henrique Castilhano Vilares, presidente do Conselho de Administração do Bancoob, e João Morais e Castro, presidente da Delta Café

11h00: O papel do associativismo no desenvolvimento local – George Teixeira Pinheiro, presidente da CACB, Paulo Solmucci, presidente da Abrasel e da Unecs, representante do Sebrae, Nuno Rebelo de Souza, presidente da Federação de Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil

12h30: Brunch de relacionamento

14h00: Painel – Jovens, sonhos e política
Felipe Camozzatto, empresário e vereador de Porto Alegre, Mariana Castro, comunicadora e sócia da f451 e Marcelo Issa, cientista político e advogado

15h00: Intervalo

15h30: Diálogo com presidenciáveis

18h30: Encerramento

* Programação sujeita a alteração

(Fonte: CACB)

 

Adesão ao PERT do Simples Nacional é regulamentada

A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional publicou a Portaria PGFN nº 38/2018, que regulamenta o Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional - Pert-SN.

Trata-se do regulamento para que contribuintes façam adesão dos débitos tributários que estejam sob a responsabilidade da PGFN, ou seja, aqueles débitos que já não mais se encontram com a Receita Federal e para os quais houve a iniciativa, ou já estejam em processo de cobrança judicial.

A norma publicada disponibiliza um link (Portal e-CAC PGFN) como único meio de acesso ao sistema de parcelamento dos débitos e fixa o prazo do dia 02 de maio até 09 de julho de 2018 para que os interessados habilitem seus débitos para fins do parcelamento.


Débitos vinculados à Receita Federal:

Mas, vale aqui relembrar, os débitos ainda vinculados à Receita Federal, ou seja, aqueles para os quais não houve início de ação judicial, e ainda se encontram em âmbito administrativo, o regulamento para acesso ao parcelamento “PERT-SN” está previsto nas Resoluções CGSN nº 138 e 139 de 19 de abril de 2018.


Parcela mínima:

A lei já havia definido o valor da parcela mínima para microempresas e empresas de pequeno porte, deixando a critério do Conselho Gestor a fixação da mesma. Com os regulamentos, essas parcelas foram assim fixadas:

Tipo de Empresa       Valor Mínimo da Parcela
MEI

R$ 50,00

MICROEMPRESA e EPP R$ 300,00


Prazo para se pedir o parcelamento:

Nas resoluções do CGSN não consta a data inicial, mas foi fixado que o prazo máximo para pedido do parcelamento será o dia 09 de julho de 2018.

 

Links de acesso:

http://www.fazenda.gov.br/noticias/2018/abril/pgfn-regulamenta-adesao-ao-pert-do-simples-nacional 

https://www2.pgfn.fazenda.gov.br/ecac/contribuinte/login.jsf# 


(Fonte: Departamento Jurídico – CDL/BH)

 

Medida do Banco Central incentiva o uso do cartão de débito


Instituição estabelece teto, a partir de outubro, para taxa sobre transações que credenciadores pagam a emissores de cartões de débito

 

Uma circular do Banco Central do Brasil, com validade a partir de 1º de outubro, vai regulamentar as taxas que o credenciador – empresa que opera as máquinas de pagamento eletrônico – paga aos emissores (bancos e cooperativas de crédito) nas transações feitas em cartão de débito. É a chamada taxa de intercâmbio, cuja média passará a 0,50% do valor da transação e máxima ficará em 0,80%.

O objetivo é que essa redução reflita na taxa de desconto, que é o percentual pago pelo estabelecimento aos credenciadores. Espera-se, assim, um efeito-cascata que incentive o uso do cartão de débito pelo consumidor. Para isso, o Banco Central conta com a competitividade crescente do mercado. Atualmente, a taxa de intercâmbio tem média de 0,82% por transação, podendo chegar à máxima de 1,12%. Segundo a instituição, a regulação dessa taxa é praticada internacionalmente.

“A expectativa é que essa redução seja repassada pelo credenciador ao estabelecimento comercial e deste para o consumidor, por meio da concorrência e, também, da possibilidade de diferenciação de preços. Com custos mais baixos, os cartões de débito devem tornar-se mais competitivos frente aos outros meios de pagamento, como dinheiro em espécie, transferências eletrônicas e cartão de crédito, aumentando seu uso”, informou o Banco Central, em comunicado.

Dono de 15 autorizadas de uma operadora de telefonia celular em Minas Gerais, o empresário Roberto Menezes Maciel está otimista com a mudança. Ele diz que a venda no cartão de débito é a mais vantajosa e segura, porque converte rapidamente e evita a movimentação de dinheiro em caixa. Cada transação efetuada no débito custa 1,10% do valor para Maciel – contra 1,70% no parcelado a até 2,05% nas compras divididas em até 12 vezes no cartão de crédito.

“As vendas em cartão representam 70% do meu faturamento, mas apenas 15% delas são realizadas no débito. Caso a taxa baixe, certamente vou incentivar essa forma de pagamento, fazendo promoções ou dando brindes, como ‘ganhe uma capinha na compra do celular nas compras no débito’”, exemplifica.

Taxa de desconto já está em queda

Enquanto, desde 2013, as taxas de intercâmbio seguem em alta, as de desconto – tanto no débito quanto no crédito – permanecem em queda. O Banco Central atribui essa tendência de redução ao aumento da concorrência no credenciamento, com cada vez mais modelos de “maquininhas” sendo oferecidos no mercado. A título de exemplo, de 2009 a 2017, essa taxa – cuja sigla em inglês é MDR, de Merchant Discount Rate (taxa de desconto por mercadoria, em tradução livre) – caiu 0,15 pontos percentuais para as transações no débito e 0,36 pontos percentuais no crédito. O órgão, na circular, identifica que a concorrência já é suficiente “para supor que a redução da tarifa de intercâmbio aqui proposta será repassada para a MDR, sem necessidade de regulação adicional nessa última, neste momento”.

Para se beneficiar da iniciativa, é importante que o lojista ou prestador de serviço esteja atento à data de entrada em vigor da circular do Banco Central. Uma dica é começar a negociar com os credenciadores, desde já, um percentual de redução da taxa de desconto. Assim, o empresário já poderá planejar medidas para incentivo de uso do cartão de débito a partir de outubro.

O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José César da Costa, acredita que vão aumentar as vendas à vista, por meio de pagamento eletrônico, que é mais seguro e eficiente. Mas alerta: “A redução de preços ao consumidor não depende exclusivamente do lojista. Para que o cliente perceba a diferença, é preciso que os credenciadores realmente repassem a taxa de desconto”.

O ciclo das taxas no pagamento em cartão

A partir de 1º de outubro passa a vigorar nova regulação sobre a taxa de intercâmbio para operações realizadas no cartão de débito. Essa taxa é paga pelos credenciadores, ou seja, as empresas que operam máquinas de cartão, às operadoras, isto é, as instituições financeiras. Por enquanto, não haverá mudanças no processo relativo às transações com cartão de crédito.

 

  • COMO É HOJE

CONSUMIDOR >>> PASSA O CARTÃO DE DÉBITO

VENDEDOR >>> Taxa de Desconto média: 1,51%* >> paga para o >> CREDENCIADOR (dono da maquininha) >>> Taxa de Intercâmbio máxima: 1,12% >> paga para >> OPERADORES DE CARTÃO

  • COMO VAI FICAR

CONSUMIDOR >>> PASSA O CARTÃO DE DÉBITO

VENDEDOR >>> Taxa de Desconto menor >> paga para o >> CREDENCIADOR (dono da maquininha) >>> Taxa de Intercâmbio máxima: 0,8%**>> paga para >> OPERADORES DE CARTÃO

* Taxa do cartão de débito. Fonte: Banco Central, Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil – dez/2016.


(Reportagem: Revista Varejo SA / Fonte: Banco Central.)

 

 

Vendas no Dia das Mães devem movimentar R$ 17 bilhões no comércio, mostram SPC Brasil e CNDL


Cerca de 111,5 milhões de pessoas devem ir às compras. Gasto médio com presentes será de R$ 153. Para 59% dos consumidores, produtos estão mais caros do que em 2017

Segunda data comemorativa mais importante para o varejo em faturamento, o Dia das Mães deve fazer com que 74% dos brasileiros realizem ao menos uma compra no período. Segundo estimativas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aproximadamente 111,5 milhões de brasileiros devem presentar alguém neste Dia das Mães, o que deve injetar cerca de 17,05 bilhões de reais nos setores do comércio e serviços.

Embora o percentual de consumidores que devem ir às compras seja elevado, a maior parte dos compradores está receosa para aumentar gastos na comparação com o ano passado, procurando manter o orçamento livre de dívidas. Cerca de 19% dos consumidores entrevistados disseram que têm a intenção de desembolsar mais com os presentes. A maior parte, no entanto (36%), planeja gastar a mesma quantia que em 2017, enquanto 18% pensam em diminuir.

Entre os que pretendem gastar mais, as principais razões são comprar um presente melhor (58%), estar com uma renda melhor este ano (33%) e por acreditar que os presentes estão mais caros (29%). Já entre os que pretendem gastar menos, o fato de estar com o orçamento apertado (48%), querer economizar (27%) e estar desempregado (26%) são os principais motivos.

Gasto médio com Dia das Mães deve ser de R$ 153

O pagamento à vista será o meio mais utilizado pelos consumidores, sendo que em 53% dos casos o pagamento será em dinheiro e em 24%, no cartão de débito. O cartão de crédito parcelado será usado por 28% dos entrevistados. Entre os que dividirão as compras, a média é de quatro prestações por entrevistado.

De acordo com o levantamento, a maioria (44%) dos consumidores deve comprar apenas um único presente. Somente 8% dos entrevistados disseram que iriam comprar quatro ou mais itens.

Considerando a soma de todos os presentes adquiridos, o gasto médio do brasileiro no Dia das Mães deve ser de R$ 152,98. No entanto, praticamente um terço dos entrevistados (34%) estão indecisos e ainda não sabem ou não decidiram o valor que pretendem desembolsar este ano.

A maioria (59%) dos consumidores ouvidos pela pesquisa acredita que os produtos estão mais caros do que em 2017. Por outro lado, 38% consideram que os presentes estão na mesma faixa de preço e somente 2% acreditam que os produtos estão mais baratos.

Quatro em cada cinco entrevistados (83%) pretendem comprar o presente pagando sozinhos, 8% pretendem dividir o valor integral com outras pessoas e 4% afirmam que vão pagar sozinhos parte do presente, porém o restante será rateado com outras pessoas. A maior parte dos que vão dividir (44%) afirma que vai presentear juntamente com os irmãos, 24% com o cônjuge ou companheiro, 22% com outros familiares e 18% vão dividir com o pai.

Shopping será o principal local de compra. Roupas e perfumes lideram a preferência dos presentes

Neste ano, os produtos mais procurados serão as roupas (42%), perfumes (36%), calçados (23%) e cosméticos (21%). Questionados sobre o principal fator que os entrevistados levam em consideração na hora de comprar o presente, 27% elegeram a qualidade do presente, 21% priorizam o perfil da presenteada, 16% o desejo da presenteada e 13% o preço do presente. A própria mãe (79%) será a mais presenteada, como também as esposas (23%) e as sogras (19%).

Quanto aos locais de compras, os shopping centers são os destaques, com preferência para a compra da maioria dos presentes de 36% dos entrevistados. Na sequência aparecem as lojas virtuais (29%), os shoppings populares (19%), as lojas de rua/bairro (17%) e as lojas de departamento (17%). Para escolher o local, os fatores mais decisivos são o preço (56%), as promoções e descontos (43%), a qualidade dos produtos ofertados (42%) e a diversidade de produtos (25%).

O velho hábito de deixar tudo para a última hora também aparece nas respostas dos entrevistados. Cerca de 12% dos compradores acham que vão realizar as compras nas vésperas do Dia das Mães. Os que vão fazer as compras no início de maio representam 46% das pessoas ouvidas. A celebração será principalmente na casa da mãe (46%) e 27% comemorarão em suas próprias casas.

80% pretendem fazer pesquisa de preço antes de comprar

Perguntados se pretendem fazer pesquisa de preço antes de irem às compras, a maioria dos entrevistados (80%) afirma que sim, já 14% não pretendem, seja porque vão comprar nos estabelecimentos que já têm costume (6%), por gostarem de comprar o que veem e agrada (6%) ou por não terem tempo (2%).

Entre os que costumam fazer pesquisa de preços, a maioria (73%) utiliza sites na internet. Já 50% procuram os melhores preços em lojas de shopping, 46% em lojas de rua e 28% utilizam aplicativos de oferta.

Levando em consideração somente os que costumam pesquisar preços na internet, 72% recorrem ao Google, 51% utilizam sites de comparação de preços e 43% pesquisam nos mais variados sites de varejistas.

A pesquisa sinaliza que muitos dos consumidores que pretendem comprar presentes já extrapolaram o limite das suas finanças. Cerca de 36% dos entrevistados declararam ter atualmente alguma conta em atraso e 20% costumam gastar mais do que podem para presentear no Dia das Mães. Outros 5% pretendem deixar de pagar alguma conta para comprar o presente. A pesquisa mostra que dos 60% de consumidores que compraram presentes para o Dia das Mães em 2017, 21% ficaram com o nome sujo por causa dessas compras.

Metodologia

pesquisa foi realizada através de entrevistas com 767 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de comprar presentes no Dia das Mães. Em seguida, continuaram a responder o questionário 602 casos, que tinham a intenção de comprar presente no Dia das Mães este ano. As margens de erro, respectivamente, são de 3,5 pontos percentuais e 4,0 p.p. para um intervalo de confiança a 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

(Fonte: CNDL)

 

SPC Brasil esclarece vantagens e mitos do novo Cadastro Positivo


Mudanças nas regras devem estimular análise justa e individualizada na concessão de crédito, o que favorece redução do spread bancário. Sigilo de informações sensíveis está garantido

O Cadastro Positivo, ainda pouco conhecido entre os consumidores brasileiros, entrou em evidência nos últimos meses após um Projeto de Lei Parlamentar (PLP 441/2017) propor a inclusão de todos os consumidores que possuem CPF nesse banco de dados.

Para esclarecer os consumidores sobre as vantagens do novo modelo e evitar a propagação de informações desencontradas, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) tira oito dúvidas sobre o assunto:

1 – Todos os consumidores são obrigados a participar e permanecer no Cadastro Positivo?

Não. Embora todos os cidadãos titulares de CPF passem a fazer parte do Cadastro Positivo, os consumidores que quiserem retirar suas informações poderão fazê-lo a qualquer momento, de forma gratuita, e até mesmo por telefone. A principal mudança das novas regras é que o Cadastro Positivo deixa de vigorar sob o modelo opt-in, em que para participar é preciso solicitar adesão voluntária, e passa a funcionar sob o modelo opt-out, pelo qual todos os que têm CPF entram no banco de dados, mas podem solicitar a própria exclusão.

2 – O histórico de pagamento dos consumidores sempre estará visível para as empresas credoras?

Não. Apenas a ‘nota de crédito’ (pontuação que indica o perfil do consumidor baseado em seu histórico de pagamentos) é visualizada no momento da análise de crédito. O detalhamento desse histórico de pagamentos só será acessado pela empresa credora após um pedido expresso de autorização no momento da análise de crédito.

3 – Todas as informações de compras dos consumidores constarão no Cadastro Positivo?

Não. As informações que vão compor a ‘nota de crédito’ são basicamente as informações de pagamento como: quitação das faturas do cartão de crédito, parcelas de empréstimos, financiamentos, compras a prazo e despesas com fornecimento de água, luz, gás, telefone fixo e TV por assinatura. Uma das vantagens desse modelo é que alguém que nunca pegou empréstimo no banco ou não possui cartão de crédito poderá ter seu perfil financeiro identificado pelo mercado, já que outros tipos de contas também são avaliados. Os dados financeiros que aparecerão na consulta do histórico são: valor total das compras realizadas, valor das parcelas, data dos vencimentos, data dos pagamentos e dados cadastrais do consumidor, como nome, CPF, data de nascimento e endereço. Informações sobre o que foi adquirido pelo consumidor e onde ele comprou não são considerados para o Cadastro. Tampouco constarão informações relacionadas à origem social, étnica, política, religiosa e sobre a saúde do consumidor, pois excedem a atuação do sistema financeiro, sendo pouco relevantes para uma análise de crédito.

4 – O Cadastro Positivo prejudica os consumidores?

Não. Com o novo Cadastro Positivo, a avaliação de crédito será mais individualizada e assertiva por parte das empresas, fazendo com que os consumidores sejam avaliados pelo seu histórico de pagamentos, ou seja, pelas contas pagas, e não apenas pelos compromissos que estão atrasados (inadimplentes). Com mais informações sobre o histórico de pagamentos realizados pelos consumidores, o risco das operações de crédito vai diminuir, o que tende a favorecer a queda do spread bancário, que é a diferença entre os juros que as instituições financeiras pagam para captar recursos e o que elas cobram efetivamente de quem emprestam. Como atualmente há escassez de informação, o bom pagador é penalizado pelo consumidor inadimplente, fazendo com que os juros sejam elevados para todos, independentemente do seu comportamento financeiro.

5– O Cadastro Positivo deixa os dados dos consumidores desprotegidos?

Não. A privacidade e o sigilo bancário dos consumidores são mantidos com o Cadastro Positivo. Informações como as movimentações da conta corrente, investimentos e depósito em poupança não serão utilizadas. As empresas nem mesmo terão acesso a essas informações.
Qualquer infração, como vazamento de informações ou uso indevido dos dados para finalidades que não sejam a análise de crédito, estão sujeitas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na Lei de Sigilo Bancário.

6– Bancos e empresas vão consultar o histórico de pagamentos do consumidor sem o seu consentimento?

– Não. Somente as informações sobre a ‘nota de crédito’ serão acessadas pelas empresas nas quais o consumidor busca crédito, e não de forma aleatória por qualquer empresa. A abertura do histórico de pagamentos ainda necessita da autorização expressa do cliente e também só será acessada pela empresa em que o consumidor tenta obter crédito.

7– Dados de redes sociais serão armazenados e compartilhados no Cadastro Positivo?

– Não. O Cadastro Positivo contempla e consolida apenas as informações sobre pagamentos dos consumidores e não informações de teor comportamental colhidas em redes sociais.

8– O Cadastro Positivo vai beneficiar os grandes bancos?

Não. O Cadastro Positivo será uma medida pró-concorrencial, pois vai descentralizar as informações de crédito dos grandes bancos. Atualmente, essas instituições financeiras já possuem informações sobre o perfil de pagamento dos clientes com os quais mantêm relacionamento, mas esses dados ficam restritos a essas empresas. Com o Cadastro Positivo, outros players, como fintechs, instituições financeiras de menor porte, cooperativas de crédito e empresas do varejo terão condições de conhecer seus clientes além dos apontamentos de inadimplência, fato que aumenta a competição na oferta de crédito no mercado e, consequentemente, favorece a redução das taxas de juros.

(Fonte: CNDL)

 

Oito em cada dez brasileiros não se preparam para aposentadoria

Estimativa é de 104,7 milhões de adultos que não se preparam. Orçamento apertado é principal justificativa. Média do valor reservado para a aposentadoria é de R$ 371. Brasileiros pretendem se aposentar aos 61 anos

O Brasil está envelhecendo rapidamente. Em anos recentes, a população de idosos está ganhando participação cada vez mais significativa em relação aos mais jovens. Embora a expectativa de vida tenha aumentado nas últimas décadas, a grande maioria dos brasileiros não se planeja, no presente, para garantir sua tranquilidade financeira quando for preciso ou desejar parar de trabalhar. A pesquisa O Preparo para Aposentadoria no Brasil, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indica que oito em cada dez brasileiros (78%) admitem que não estão se preparando para a hora de se aposentar enquanto apenas 19% dos não-aposentados têm se preparado, percentual que aumenta para 25% entre os homens, 26% entre os mais velhos e 30% nas classes A e B.

A estimativa levantada pelo SPC Brasil é de que cerca de 104,7 milhões de adultos acima de 18 anos ainda não aposentados não se preparam para esta fase da vida.

“Entre 2005 e 2015, de acordo com o IBGE, a fatia de pessoas com idade entre 0 e 14 anos decresceu de 26,5% para 21,0% do total de habitantes do país; no mesmo período, o percentual daqueles com mais de 60 anos passou de 9,8% para 14,3%. Estima-se que a parcela dos mais velhos possa dobrar nos próximos 24 anos”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Entre os principais motivos que levaram a se planejar para a aposentadoria estão o hábito de planejar a vida a longo prazo (35%) e o exemplo de pessoas que não se prepararam e por isso tiveram problemas financeiros após a aposentadoria (29%).

Orçamento apertado é principal justificativa para não se preparar

Entre os que não se preparam para a aposentadoria, 47% afirmam que não sobra dinheiro no orçamento e 22% que estão desempregados. Outros 19% já começaram a guardar dinheiro com esse objetivo, porém não conseguiram continuar devido a problemas financeiros e 15% têm outros planos e prioridades.

Já entre os que começaram a se preparar, mas pararam de guardar dinheiro, os principais motivos foram os problemas financeiros (36%), desemprego (35%) e imprevistos pessoais e/ou familiares (29%). Entre estes entrevistados, 22% ainda têm o dinheiro, enquanto 77% já não têm mais – o dinheiro foi utilizado principalmente para pagamento de dívidas (52%), tratamento de saúde (17%) e compras (13%). A maioria dos que pararam de guardar dinheiro para a aposentadoria pretende voltar (92%), no entanto, 52% ainda não tem uma data definida para isso.

Para parte dos entrevistados que têm outros planos que não englobam reserva para aposentadoria, 56% priorizam a compra da casa própria, 44% os estudos e 27% a compra de um carro.

77% possuem meta de guardar dinheiro para a aposentadoria. Média do valor reservado é de R$ 371

A pesquisa identificou os meios mais comuns para se preparar para a aposentadoria. São eles a aplicação em poupança (39%), INSS pago pela empresa (30%) e INSS pago por conta própria (23%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, não é nada promissor o fato de que milhões de brasileiros estejam envelhecendo sem planejar o futuro ou pensar em como irão manter-se. “Estamos vivendo um período de transição, e mesmo com a Reforma da Previdência parada no Congresso no momento, é muito provável que as regras sejam alteradas num futuro próximo, já que o sistema previdenciário, hoje, corre o risco de entrar em colapso em pouco tempo. Em qualquer cenário, depender apenas do INSS não é recomendável. O ideal é pensar em uma combinação entre a previdência pública, que é vitalícia, e uma preparação por conta própria, que comece cedo e seja constante ao longo dos anos”, alerta Kawauti.

Entre os que se preparam para a aposentadoria, 87% afirmam possuir o hábito de fazer reserva financeira para outras finalidades além da aposentadoria, sendo que 49% têm dinheiro guardado para imprevistos e 29% para fazer viagens.

Sete em cada dez entrevistados (77%) afirmam ter uma meta de guardar dinheiro para a aposentadoria. Entre eles, 91% estão conseguindo manter essa meta de reservar uma quantia todo mês. Já entre os que poupam dinheiro para aposentadoria de forma ativa, 69% guardam dinheiro mensalmente, 18% a cada 2 ou 3 meses e 5% aproximadamente 3 vezes ao ano – já 6% não têm frequência certa. Em média, o valor reservado, independentemente da frequência de reserva, é de R$ 371,38. Atualmente, o valor médio total aplicado e destinado a aposentadoria é de R$ 20.726,76.

Segundo o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, a regularidade é um fator fundamental na formação da reserva para a aposentadoria: “Independente do valor que a pessoa pode guardar, o efeito dessa ação será notado no longo prazo, e somente a constância permitirá que a pessoa consiga juntar um valor significativo. A reserva financeira, então, precisa ser planejada e ter um hábito mensal. O importante é definir um valor, fazer as contas e ver se a quantia economizada será suficiente para atingir o valor da aposentadoria pretendido pela pessoa no futuro”.

Cerca de 28% dizem saber qual o valor que terão disponível ao se aposentar e 33% acreditam que o valor que está economizando será suficiente para a aposentadoria no futuro. Quatro em cada dez (43%) consideram que o valor que poupam para a aposentadoria aumentou nos últimos dois anos, 41% que ele permaneceu o mesmo e apenas 10% que ele diminuiu.

Brasileiros pretendem se aposentar aos 61 anos

De acordo com o levantamento, a idade média em que os entrevistados começaram a poupar para a aposentadoria é 28 anos. Em média, os entrevistados pretendem parar de trabalhar e se aposentar aos 61 anos, entretanto, outros 21% pretendem continuar trabalhando de forma integral ou parcial, principalmente porque querem se manter ativos (60%) ou por gostarem do seu trabalho (18%). Já entre os que pretendem parar de trabalhar quando se aposentarem, 60% pretendem ter um período de transição até a aposentadoria.

As principais atividades planejadas para o período da aposentadoria são viajar (60%), passar mais tempo com os amigos e a família (50%) e ter novos passatempos (42%).

“Foi-se o tempo em que a imagem dos aposentados estava relacionada a indivíduos inativos, vivendo num círculo social reduzido. Atualmente, muitas pessoas que chegam a este período de transição desejam fazer valer suas horas livres; querem reinventar-se, viajar, conhecer pessoas e lugares, desenvolver novas habilidades, enfim: aproveitar a vida ao máximo, realizando planos que, por várias razões, tiveram de adiar ao longo dos anos”, afirma Pellizzaro. “Qualquer plano, no entanto, engloba gastos que o aposentado precisa estar preparado para lidar.”

12% se preparam para aposentadoria através de um plano de previdência privada da empresa que trabalham

A pesquisa também identificou como os brasileiros entendem a importância dos planos de previdência privada como complemento financeiro ou alternativa ao sistema previdenciário público ao qual todo trabalhador brasileiro tem direito (INSS). Considerando apenas os 12% dos entrevistados que se preparam para aposentadoria através de um plano de previdência privada da empresa onde trabalham, 61% receberam uma proposta direta da própria empresa, acharam interessante e resolveram fazer. Outros 39% ficaram sabendo que a empresa tinha o plano e solicitaram eles mesmos a adesão.

No caso dessas pessoas, 72% possuem um plano de coparticipação com o empregador, que paga uma parte do plano e desconta a outra na folha de pagamento, enquanto para 28% não há contribuição da empresa, pagando integralmente o plano, porém com um valor abaixo do praticado no mercado.

O valor médio de contribuição é de R$ 191,28 mensais, sendo que 38% contribuem com até R$ 150,00. A contribuição ao plano de previdência privada representa, em média, 5,48% do salário.

“Infelizmente, ainda são poucas as empresas brasileiras que adotam programas que estimulam, entre seus trabalhadores, a adesão a planos de aposentadoria. O ideal seria que as empresas incentivassem o funcionário recém-chegado a poupar parte de seus rendimentos para a aposentadoria, através de mecanismos de adesão automática, a exemplo do que acontece nos Estados Unidos, Reino Unido e Suécia; assim como a implantação de programas contínuos de educação financeira e previdenciária capazes de incentivar o hábito de preparar-se para o momento em que é preciso parar de trabalhar”, indica o presidente Roque Pellizzaro.

Metodologia

Foram entrevistados 3.818 casos em um primeiro levantamento para identificar quem não é aposentado e possui algum tipo de preparo para a aposentadoria. Em seguida, continuaram a responder o questionário somente 804 entrevistados que faziam algum tipo de preparo. Resultando, respectivamente, numa margem de erro de 1,59 pontos percentuais e 3,46 p.p. para um intervalo de confiança a 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

(Fonte: CNDL)

 

Contratação de empresas para limpar o nome quase triplica em um ano


25% dos inadimplentes contrataram uma empresa para limpar o nome. 65% afirmaram ter tentado negociar a dívida com os credores antes de contratar. 50% disseram que a empresa prometeu limpar o nome mesmo sem que a dívida fosse paga

De olho nos cerca de 62 milhões de inadimplentes no país, muitas empresas prometem limpar o nome de consumidores ávidos para recuperar crédito no mercado e retirar seus CPFs das listas de negativados. Um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra aumento do número de inadimplentes que afirmam já ter procurado empresas na tentativa de limpar o nome: a quantidade de pessoas que afirmaram já ter contratado essas empresas aumentou 16 pontos percentuais este ano (25%) em comparação com 2017 (9%).

Cerca de 14% dos entrevistados afirmaram ter contratado o serviço e tiveram a situação resolvida – um aumento de 10 p.p. em relação ao ano passado (4%); e 11% não tiveram o nome limpo ― um aumento de 5 p.p. dos casos sem solução, na comparação com 2017 (6%). Dentre os que contrataram e não tiveram seu nome limpo, 39% receberam parte do dinheiro de volta, 31% receberam todo o dinheiro e 30% não foram restituídos em nada.

Os principais motivos para contratar a empresa foram para garantir que o nome fosse realmente limpo (24%), receber ajuda nas negociações (19%) e evitar constrangimentos com os credores (19%). O valor pago para limpar o nome foi, em média, de R$ 375,21, sendo que 45% pagaram um valor antecipado fixo e 37% um valor antecipado com percentual sobre o valor da dívida.

A maior parte dos entrevistados (53%) considera que valeu a pena pagar pelo serviço, pois conseguiram limpar o nome. Outros 31%, no entanto, acharam não valeu a pena, porque ficou muito mais caro do que se tivessem resolvido sozinho direto com a empresa credora. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a contratação de empresa para limpar o nome nem sempre é a opção mais vantajosa. “O devedor pode negociar bons acordos diretamente com os credores, conseguindo melhores condições para liquidar a dívida e colocar as contas em ordem, sem precisar pagar nada pela intermediação”, comenta.

57% acreditam que conseguiriam ter quitado a dívida sem precisar contratar o serviço

Oito em cada dez consumidores (78%) ficaram satisfeitos com o serviço de negociação da dívida. Segundo os contratantes, a expectativa foi atendida para 44% dos entrevistados e superada em 34% dos casos. Para 22%, as empresas não conseguiram um bom acordo.

Antes de ir atrás de empresas para limpar nome, muitos inadimplentes tentaram resolver o problema diretamente com o credor. Mais da metade dos entrevistados (65%) afirmou ter tentado negociar a dívida com os credores antes de contratar uma empresa. Em contrapartida, 21% não tentaram um acordo antes de investir no serviço.

Do total de entrevistados que utilizaram o serviço, 57% acreditam que conseguiriam ter quitado a dívida sem precisar contratar o serviço.  De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, contratar uma empresa para limpar o nome deve ser a última opção. “Se o consumidor tem dinheiro disponível para contratar esse tipo de empresa, recomenda-se que, em vez disso, negocie diretamente com o credor e ofereça uma entrada à vista para tentar um desconto no valor da dívida ou redução do número de parcelas. Frequentemente, um intermediário faz pouca diferença e ainda cria uma nova despesa para quem já está endividado”, afirma.

50% disseram que as empresas prometeram limpar o nome, mesmo sem que a dívida fosse paga

Parte significativa dos entrevistados teve medo de cair em golpes no momento da contratação: do total, 61% ficaram com receio de serem enganados pelas empresas. Outro destaque é a quantidade de entrevistados que afirma ter recebido a promessa de ter o nome limpo sem precisar pagar a dívida: 50% disseram que as empresas prometeram limpar o nome, mesmo sem o pagamento da pendência.

“O consumidor deve ficar atento a golpes e fraudes. Muitas empresas se apresentam como facilitadores e prometem operar verdadeiros milagres, garantindo descontos de mais de 80% no valor da dívida ou eliminar o CPF do consumidor dos cadastros de negativados sem que a pessoa sequer pague a dívida”, alerta Vignoli. “É importante ter cautela quando são oferecidos descontos, prazos e condições de pagamento fora da realidade do mercado. Não existe fórmula mágica da mesma forma como não dá para limpar o nome sem pagar a dívida.”

43% dos contratantes conheceram as empresas na internet

Diferentemente do ano passado, quando a indicação de amigos e parentes teve uma influência significativa na decisão de contratar uma empresa para limpar o nome, os devedores este ano foram, em sua grande maioria, atraídos por anúncios na internet. Cerca de 43% dos consumidores encontraram as empresas de forma online, enquanto 15% receberam a indicação de conhecidos ― apresentando queda de 17 p.p. em comparação ao ano passado (31%).

Metodologia

Foram entrevistados 800 consumidores inadimplentes ou que estiveram inadimplentes nos últimos 12 meses nas 27 capitais, acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais para uma confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

(Fonte: CNDL)

 

Um em cada quatro usuários de cartão de crédito entraram no rotativo em fevereiro, mostra indicador do SPC Brasil e CNDL

35% dos consumidores utilizaram o cartão de crédito para realizar alguma compra. 47% dos que tomaram empréstimo ou financiamento atrasaram parcela. 41% estão no vermelho, sem conseguir pagar todas as contas

O Indicador de Uso do Crédito apurado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) mostra que 35% dos consumidores fizeram uso do cartão de crédito para realizar alguma compra em fevereiro e um em cada quatro (24%) usuários entraram no rotativo, sendo que 10% pagaram um valor entre o mínimo e o total. A maioria (72%) afirma ter pagado o valor integral da fatura.

A sondagem ainda investigou o uso de outras modalidades de crédito, pré aprovadas ou não, e constatou que quatro em cada dez consumidores (41%) utilizaram alguma delas: o crediário foi mencionado por 9%; o cheque especial por 6%, e os empréstimos também 6%, além dos financiamentos (3%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, atrasos no rotativo custam muito caro e o consumidor precisa ter consciência disso. “O pagamento do mínimo não é algo com que se deve contar, sob pena de ver a dívida crescer muito rápido. Mesmo que se aplique as novas regras do cartão de crédito, que determinam que os atrasos devem ficar no máximo 30 dias no rotativo, a opção de parcelamento da fatura também envolve altas taxas, que chegam a mais de 170% ao ano, na média”, alerta.

O levantamento revela ainda que cerca de 20% dos brasileiros tiveram crédito negado em fevereiro ao tentarem parcelar uma compra em estabelecimentos comerciais ou contratar serviços a prazo. A inadimplência (9%) e a falta de comprovação ou insuficiente de renda (5%) foram as principais razões para a negativa.

“O acesso ao crédito é um fator de inclusão no mercado de consumo, mas que requer bastante cuidado. O consumidor que tem acesso ao crédito consegue antecipar o consumo de bens que, de outro modo, só seriam conquistados depois de um tempo de poupança. Mas muitos consumidores acabam se perdendo no atalho do crédito e comprometendo a própria vida financeira”, afirma a economista.

O Indicador de Uso do Crédito que varia de zero a 100, marcou 26,2 pontos, sendo que quanto mais alto, maior a utilização de modalidades de crédito.

Valor médio do total da fatura do cartão de crédito em fevereiro foi de R$ 928

De acordo com a sondagem, entre os que usaram cartão de crédito em fevereiro, 39% aumentaram o valor da fatura com relação ao mês anterior, enquanto 19% notaram redução e 36% que o valor permaneceu o mesmo. Questionados sobre o gasto total da fatura, o valor médio foi de R$ 928,28.

A lista de itens comprados com o cartão de crédito é variada. Os alimentos no supermercado foram os itens mais citados, lembrados por 64% dos consumidores. Em seguida, vieram os remédios (43%), as roupas, calçados e acessórios (33%) e combustível (32%).

48% dos que tomaram empréstimo ou financiamento atrasaram parcelas

No total, apenas 11% dos consumidores consideram a tomada de crédito como algo fácil nos dias de hoje. Para 54%, trata-se de algo dificil, ao passo que 18% consideram regular. Entre as classes C, D e E, a percepção de que é difícil contratar crédito é maior, chegando a 60% desses consumidores.

Sobre as dificuldades que o mau uso do crédito pode acarretar, o levantamento aponta que 47% dos tomadores de empréstimos e financiamentos atrasaram, em algum momento, parcelas dessa dívida – sendo que 21% ainda possuem prestações pendentes.

41% estão no vermelho, sem conseguir pagar todas as contas

De acordo com o Indicador de Propensão ao Consumo, entre os produtos que os consumidores pretendem comprar em abril, excluindo os itens de supermercado, os remédios lideram a lista (21%). Em seguida, aparecem as roupas, calçados e acessórios (19%); a recarga para celular (14%), entre outros.

Refletindo sobre a própria situação financeira, a maior parte diz estar no vermelho, sem conseguir pagar todas as contas (41%) ou no zero a zero – não sobrando e nem faltando dinheiro no orçamento (40%). Apenas 15% dizem estar com sobra de dinheiro.

A principal razão para estar no vermelho, segundo esses entrevistados, é o fato de os bens de consumo estarem mais caros, mencionada por (46%). Além disso, menciona-se a queda da renda (26%), a perda do emprego (19%) e o descontrole dos gastos (9%).

“Os dados acerca da situação financeira dos consumidores são bastante claros ao mostrar que, apesar de a economia ter iniciado um processo de recuperação, muitas famílias ainda estão em situação de aperto. Justamente esses casos demandam mais cuidado no uso do crédito, pois o acesso irrestrito e o uso irrefletido das modalidades disponíveis pode agravar ainda mais a situação”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “À medida que a renda se recupere e o desemprego caia de maneira mais expressiva, o quadro da situação financeira das famílias deve melhorar, motivando o consumo de maneira geral e, em particular, o uso do crédito”, conclui.

Metodologia

A pesquisa abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

(Fonte: SPC)

 

Evite débitos duplicados e taxas indevidas de operadoras de cartão

As vendas no cartão são responsáveis por grande parte dos recebimentos no varejo. Só na região Sudeste, de acordo com uma pesquisa do SPC Brasil no ano de 2016, o cartão de crédito foi a forma de pagamento aceita por 75,1% das empresas, perdendo apenas para o dinheiro (94,2%). O cartão de débito respondeu por 77% das vendas. De acordo com pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito (Abecs), em 2016 foram realizados R$ 1,14 trilhão de transações com cartões. Só no cartão de crédito foram R$ 173 bilhões, uma alta de 4,8% em relação ao ano de 2015. No primeiro trimestre de 2017, os brasileiros movimentaram R$ 285 bilhões com cartão de crédito e de débito, crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2016.

A mesma pesquisa do SPC apontou que 29% dos comerciantes e prestadores de serviços no Brasil já tiveram problemas com as transações no cartão. Na região Sudeste esse índice foi de 27,6%. As principais queixas, segundo os empresários ouvidos nessa região, são cobranças indevidas (9,2%) e pagamentos não creditados após a transação da venda (7,6%).

Com 90% das vendas realizadas por meio eletrônico, os Supermercados Verdemar encontraram em um software a alternativa para fazer a conciliação das transações com cartão. Afinal não era fácil manter um controle sobre as taxas cobradas pelas operadoras de cartões das suas 11 lojas. “Já tivemos erros com cobrança indevida de aluguel das máquinas”, conta o gerente de Tecnologia da Informação, Marcos Vinícius Chaves. “Além disso, o trabalho de conferência das vendas de todas as lojas com cartão que demorava dias para ficar pronto, hoje é finalizado em poucas horas”, completa.

A ideia era ampliar as formas de pagamento para o cliente, mas o Cruzeiro Esporte Clube sempre esbarrava no sistema de conferência. Afinal, com faturamento mensal na casa dos milhões de reais e tantos torcedores, o Clube não tinha como controlar os recebimentos com vendas de ingressos para os jogos, pagamento das mensalidades dos sócios do clube social, eventos, escola de esportes e o sócio torcedor. A solução foi obtida com a aquisição de um software que hoje faz todo o controle das vendas com cartão de crédito. “Antes seria impossível controlar todos esses pagamentos pelo cartão. O resultado foi a melhoria da qualidade do nosso serviço”, explica o diretor de Tecnologia da Informação do Cruzeiro, Aristóteles de Paula Loredo.

Apesar da consolidação dos meios eletrônicos de pagamentos entre os empresários do varejo, 28,7% deles, no Brasil, não realizam qualquer controle ou mecanismo de vendas feitas no cartão. Na região Sudeste esse índice é de 25,7%. A conciliação de cartões, consiste, basicamente, em verificar se o valor recebido pela venda a débito ou crédito corresponde ao valor correto (descontando as taxas) a ser repassado pela operadora. Ela permite, por exemplo, saber se as taxas cobradas pelo uso desses meios de pagamento estão corretas.

Entre os que não fazem conferência das vendas, 25,5% não sabem quanto recebem em cada meio de pagamento

Segundo a pesquisa do SPC Brasil, 63,8% dos comerciantes e prestadores da região Sudeste que não fazem conciliação bancária, se veem em desvantagem por não adotar esse tipo de controle interno em suas empresas. Os principais motivos são: não saber o quanto recebem em cada meio de pagamento (25,5%) e perda de dinheiro em virtude de pagamentos não realizados pelas operadoras de cartão (13,2%).

Outros riscos sentidos por esses empresários são: cobranças de taxas maiores do que as acordadas com as operadoras (11,3%); impossibilidade de acompanhar quanto custa manter as maquininhas de cartão (11,3%); exposição a fraudes das operadoras e de vendedores mal intencionados, que podem simular vendas para depois cancelá-las (10,9%) além de cobranças indevidas, débito duplicado ou cobrança por uso de tecnologia que não foi contratada pelo estabelecimento (10,3%).

Para auxiliar sobretudo o pequeno e microvarejista, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) oferece o “SPC Conciliador”, uma solução tecnológica que simplifica a comunicação entre as operadoras de cartão de crédito, débito e também de benefícios e os lojistas e prestadores de serviços de todo o país. A principal funcionalidade do “SPC Conciliador” é permitir a conferência automática das transações efetuadas em diversos tipos de cartões e bandeiras, facilitando as conciliações bancárias com rapidez e segurança.

Na opinião do presidente da CDL/BH, Bruno Falci, a ferramenta é sinônimo de ganho de produtividade. “Erros que podem acontecer num processamento de venda impactam diretamente no fluxo de caixa da empresa. É importante que o empresário faça o controle das suas vendas e recebimentos pois a sustentabilidade da empresa precisa ser mantida”, disse.

(Fonte: CDL BH)

 

Cheques de qualquer valor serão compensados em um dia útil a partir desta segunda-feira

A partir desta segunda-feira (16), cheques de qualquer valor passarão a serem compensados em um dia útil. Hoje, os cheques de até R$ 299,99 demoram dois dias úteis para “cair” na conta das pessoas físicas, empresas, ou favorecidos. O novo prazo para a compensação nos cheques segue determinação da circular 3.859, publicada pelo Banco Central em novembro do ano passado.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a alteração no prazo foi possível após implementação da compensação por imagem, em 2011. O processo por imagem reduziu o tempo e os gastos com transporte, eliminando as trocas físicas que antes eram feitas.

Outro fator que contribuiu para a redução no prazo de compensação, segundo os bancos, foi queda no número de cheques liquidados no país. Em 2017, foram compensados 494 milhões de cheques, 85% menos que o registrado 1995, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques.

Mudanças em relação ao cheque especial também vão ocorrer, mas a partir de 1º de julho. Pelas novas regras, as instituições financeiras terão de oferecer ao consumidor uma alternativa mais barata para parcelamento do saldo devedor do cheque especial.

Quando o consumidor “entrar” no cheque especial, o banco deverá comunicá-lo imediatamente, por meio de alerta, sobre a contratação do produto e que se trata de uma modalidade de crédito de uso temporário.

Segundo a Febraban, o valor do limite de crédito do cheque especial deverá ser informado nos extratos de forma clara de modo a não ser confundido com valores mantidos em depósito pelo consumidor na conta-corrente.

(Fonte: EBC)