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Em janeiro, vendas no varejo crescem 0,9% em relação a dezembro de 2017

Em janeiro de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 0,9% frente a dezembro de 2017, na série com ajuste sazonal, compensando o recuo de dezembro (-0,5%).

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Com isso, a variação da média móvel do trimestre encerrado em janeiro (0,3%) reverteu a queda em relação ao resultado do trimestre encerrado em dezembro (-0,1%).

Na série sem ajuste sazonal, frente a janeiro de 2017, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 3,2%, décima taxa positiva consecutiva nessa comparação.

O acumulado nos últimos doze meses subiu 2,5% em janeiro de 2018 e teve sua maior alta desde de novembro de 2014 (2,6%), prosseguindo em trajetória ascendente desde outubro de 2016 (-6,8%).

O volume de vendas do comércio varejista ampliado (varejo mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção) teve variação de -0,1% em relação a dezembro de 2017, após o recuo (-0,4%) em dezembro. A média móvel trimestral do volume de vendas do varejo ampliado subiu 0,6% no trimestre encerrado em janeiro, variação superior à do trimestre encerrado em dezembro (0,1%).

Frente a janeiro de 2017, o volume de vendas no varejo ampliado subiu 6,5%, nona taxa positiva seguida. O acumulando nos últimos doze meses subiu 4,6% em janeiro de 2018, sua maior variação positiva desde setembro de 2013 (4,9%), mantendo trajetória ascendente iniciada em julho de 2016 (-10,4%). A publicação completa, a série histórica e a apresentação da PMC estão à direita desta página.

Cinco das oito atividades têm variação positiva de dezembro/2017 para janeiro/2018

O acréscimo de 0,9% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de dezembro de 2017 para janeiro de 2018, série ajustada sazonalmente, teve perfil generalizado de crescimento, alcançando cinco das oito atividades investigadas. Dentre essas, os avanços mais relevantes foram observados em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,3%) e em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,8%), ambos compensando os recuos registrados no mês anterior de -1,7% e   -7,2%, respectivamente.

Ainda com resultado positivo frente a dezembro de 2017, encontram-se: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (3,7%); Tecidos, vestuário e calçados (0,9%); e Livros, jornais, revistas e papelarias (0,3%). Por outro lado, mostrando recuo frente a dezembro de 2017, figuram: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,5%); Móveis e eletrodomésticos (-2,3%); e Combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

Considerando o comércio varejista ampliado, a variação ficou próxima a estabilidade      (-0,1%), após recuo de 0,4% no mês anterior, com Veículos e motos, partes e peças mostrando avanço de 3,8%, enquanto Material de construção assinalou queda de 0,2%).

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Em janeiro de 2018, frente a igual mês do ano anterior, o volume do comércio varejista mostrou expansão de 3,2%, décima taxa positiva seguida, sendo esse avanço o menos acentuado dos últimos três meses. O resultado positivo de janeiro foi disseminado entre as atividades, alcançando seis das oito atividades que compõem o varejo. Por ordem de contribuição à taxa global, os resultados foram os seguintes: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,1%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,5%); Móveis e eletrodomésticos (5,3%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,4%); Tecidos, vestuário e calçados (0,2%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,2%).

Por outro lado, pressionando negativamente a taxa global de janeiro de 2018, figuram: Combustíveis e lubrificantes (-4,0%); e Livros, jornais, revistas e papelaria (-7,3%).

O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com expansão de 3,1% no volume de vendas frente a janeiro de 2017, foi a atividade que exerceu o maior impacto positivo no desempenho global do varejo. O aumento da massa de rendimentos reais habitualmente recebida e a redução sistemática da inflação de alimentação no domicílio foram os principais fatores que impulsionaram o desempenho positivo do setor. No acumulado de 12 meses a atividade avançou 1,7%, mantendo-se em trajetória ascendente desde março de 2017 (-3,0%).

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O grupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, joalheria, artigos esportivos e brinquedos, mostrou aumento de 10,5% na comparação com janeiro de 2017, acima da média global do varejo. Com o resultado de janeiro, o setor exerceu a segunda maior influência positiva sobre a taxa global. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com taxa de 3,2%, mais elevada desde setembro 2015 (3,4%), mantém trajetória de recuperação iniciada em setembro de 2016 (-10,4%).

O setor de Móveis e eletrodomésticos registrou crescimento de 5,3%, exercendo a terceira maior influência positiva sobre a taxa do varejo frente a janeiro do ano passado, décima taxa positiva consecutiva, sendo essa a menos acentuada desde maio de 2017 (14,0%). Esse resultado, acima da média geral das vendas, está associado à maior disponibilidade de crédito à pessoa física. Em termos de resultado acumulado nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 9,6%, mantendo a trajetória de recuperação iniciada em março de 2016 (-16,6%).

O volume de vendas do segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos mostrou expansão de 5,4% em relação a janeiro de 2017. Com caráter de uso essencial, o setor farmacêutico registrou, em janeiro de 2018, a décima taxa positiva consecutiva. Quanto ao indicador acumulado nos últimos 12 meses, o resultado de 3,1% mantém o setor em trajetória ascendente desde abril de 2017 (-3,5%).

A atividade de Tecidos, vestuário e calçados, com variação de 0,2% em relação a janeiro de 2017, registrou a décima terceira taxa positiva consecutiva, no entanto, foi a menor do período. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com variação de 7,7%, manteve a recuperação observada desde outubro 2016 (-11,5%).

A atividade de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com avanço de 4,2% no volume de vendas em comparação com igual mês do ano anterior, registrou o avanço nessa comparação após três taxas negativas consecutivas. A taxa acumulada nos últimos 12 meses, embora ainda negativa (-2,3%) também sinalizou trajetória de recuperação desde   março 2017 (-10,8%).

A atividade de Combustíveis e lubrificantes, com -4,0% de variação do volume de vendas em relação ao mesmo mês do ano anterior, exerceu a maior contribuição negativa no resultado total do varejo. Essa é a oitava taxa negativa consecutiva. A elevação dos preços de combustíveis acima da variação média de preços, é fator relevante que ainda vem influenciando negativamente o desempenho do setor. Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses ainda permanece mostrando recuo (-3,1%), mas em trajetória ascendente desde fevereiro de 2017 (-8,9%).

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou variação no volume de vendas de -7,3% frente a janeiro de 2017, influenciada, em especial no que tange a jornais e revistas, por certa substituição dos produtos impressos pelos de meio eletrônico. O acumulado nos últimos 12 meses permanece no campo negativo -3,7%, porém sinalizando recuperação desde outubro 2016 (-16,8%).

comércio varejista ampliado registrou para o volume de vendas, uma variação de 6,5% contra janeiro de 2017. Esse comportamento ocorre, principalmente, devido ao desempenho positivo de Veículos, motos, partes e peças, que com resultado interanual de 18,2% respondeu por 58,5% do total do varejo ampliado. Com o resultado de janeiro, o varejo ampliado completa a nona taxa positiva consecutiva. O setor de Veículos, motos, partes e peças mostrou expansão de 18,2% no volume de vendas frente a janeiro de 2017, taxa mais elevada desde abril de 2013 (22,5%).

O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com variação positiva de 4,5%, registrou o resultado mais elevado desde julho de 2013 (6,2%) e permaneceu em trajetória ascendente desde fevereiro 2017 (-13,2%). O segmento de Material de construção, com taxa de 7,3%, completa nove meses mostrando expansão na comparação com igual mês do ano anterior, porém com a variação menos acentuada desde junho de 2017 (6,7%). O indicador acumulado em 12 meses, com aumento de 9,4%, mostra trajetória ascendente desde julho 2016 (-12,9%) e registrou a taxa mais elevada desde abril de 2012 (9,4%).

Vendas avançam em 19 das 27 Unidades da Federação

Na passagem de dezembro de 2017 para janeiro de 2018, na série com ajuste sazonal, as vendas no comércio varejista avançam em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Roraima (8,6%); Amapá (8,4%) e Rio Grande do Norte (7,6%). O Piauí registrou estabilidade (0,0%). Por outro lado, Espírito Santo (-2,9%) e Goiás (-2,1%) mostraram os maiores recuos nas vendas nessa comparação.

Frente a janeiro de 2017, na série original, o comércio varejista registrou aumento no volume de vendas em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque positivo, em termos de magnitude de taxa para Rondônia (18,2%), Santa Catarina (15,5%) e Roraima (14,5%). Por outro lado, Goiás (-9,2%) figura com a taxa negativa mais elevada dentre todas as Unidades da Federação. Quanto à participação na composição da taxa positiva do varejo, destacaram-se: Santa Catarina (15,5%), São Paulo (2,0%) e Rio Grande do Sul (7,2%).

(Fonte: IBGE)

 

 

72% dos brasileiros mudaram seus hábitos financeiros por causa da crise econômica, mostra pesquisa do SPC Brasil e CNDL


55% passaram a evitar compras de produtos supérfluos e reduziram gastos com lazer. Oito em cada dez consumidores pretendem manter os hábitos caso a crise seja resolvida em 2018

Baixa atividade econômica, dificuldade para encontrar emprego, renda per capta reduzida… Nos últimos anos os brasileiros foram obrigados a enfrentar um cenário bastante adverso. A recessão tomou conta das conversas no dia a dia das pessoas, mas quais têm sido, de fato, as consequências para o consumidor? Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que sete em cada dez brasileiros (72%) mudaram seus hábitos em relação ao dinheiro por causa da crise econômica. Somente 19% garantem não ter feito mudanças.

O orçamento mais curto fez com que muitas famílias modificassem a rotina de compras, além de repensar algumas de suas prioridades. Assim, 55% passaram a evitar compras de bens supérfluos, aumentando para 68% entre os mais velhos e 69% entre os pertencentes às classes A e B. Outros 55% reduziram os gastos com lazer, enquanto 54% passaram a fazer pesquisas de preço antes de adquirir um produto e 52% ficaram mais atentos às promoções, buscando preços menores.

De modo geral, estabelecer estratégias a fim de diminuir as despesas em casa passou a ser comum para boa parte dos entrevistados: considerando os consumidores que afirmaram ter mudado seus hábitos financeiros, 51% buscaram economizar nos serviços de luz, água e telefone, pensando no valor da conta, 46% adotaram a substituição de produtos por marcas similares mais baratas, 44% passaram a controlar os gastos pessoais e/ou da família e 43% passaram a evitar parcelamentos muito longos.

Por outro lado, observa-se que a atitude menos adotada a partir da crise econômica foi o hábito de poupar ao menos uma parte dos rendimentos, mencionada por apenas 26%. De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, de fato, em momentos de aperto financeiro é mais difícil para o consumidor constituir reserva financeira quando a prioridade é pagar as contas e manter demais compromissos em dia.

“Cada família encontrou um jeito de lidar com a situação, sempre com o mesmo objetivo: fazer as despesas caberem no orçamento. Em momentos de sufoco financeiro é importante os consumidores ficarem mais atentos aos gastos com itens supérfluos ou desnecessários e controlarem os gastos pessoais, mas atitudes como estas são recomendáveis em qualquer contexto para uma prosperidade financeira. Além disso, ter uma reserva financeira te ajuda a passar por momentos de crise com segurança e tranquilidade”, destaca a economista.

Em 2018, 83% pretendem manter os hábitos financeiros que adquiriram durante a crise

A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL indica que, em relação aos sentimentos vivenciados com a mudança de hábitos decorrente da crise, quatro em cada dez entrevistados sentiram alívio e tranquilidade por não estourar o orçamento (42%), enquanto 36% relatam alegria por conseguir manter pelo menos o essencial. Em contrapartida, 32% mencionam frustração por deixar de comprar certos produtos que gostam e 31% falam na limitação por querer e não poder comprar. Além disso, um em cada cinco consumidores se sente constrangido por não poder dar para família o que eles desejam (21%).

De qualquer forma, as mudanças proporcionadas por todo esse contexto parecem ter sido bem assimiladas pela grande maioria dos entrevistados: supondo que a situação do país melhore em 2018, 83% pretendem manter os hábitos que adquiriram durante a crise e somente 8% pretendem abandoná-los.

Essa disposição para manter atitudes adotadas no período de adversidades está relacionada a efeitos claramente positivos nas finanças pessoais: 52% poderiam dar continuidade aos hábitos adotados por terem conseguido administrar melhor o orçamento, enquanto 51% dizem ter aprendido a economizar dinheiro, 50% passaram a controlar o impulso por compras e 47% aprenderam a fazer compras melhores.

Por outro lado, o desejo de recuperar o antigo padrão de consumo levaria parte dos entrevistados a abandonar as práticas adquiridas no período de adversidades. Dentre aqueles que mudaram seus hábitos em relação ao dinheiro durante a crise, mas voltariam ao antigo padrão de comportamento em caso de melhora do cenário econômico, 44% fariam isso porque querem voltar ao tipo de vida que tinham antes, ao passo em que 26% não se sentiriam mais inseguros em relação ao futuro e por isso não precisariam mais se controlar.

“Foram quase três anos consecutivos de recessão, que se estendeu de meados de 2014 ao final de 2016, mas a economia brasileira voltou a crescer em 2017, ainda que em ritmo bastante lento. Esse início de recuperação conta também com alguma retomada do consumo das famílias, estimulado tanto pela medida que liberou o FGTS no primeiro semestre do ano passado quanto pela queda da inflação e dos juros”, afirma Marcela Kawauti. “Por outro lado, o quadro geral da economia ainda é ruim, com poucos reflexos positivos diretos no dia a dia do consumidor. Portanto, é importante que as pessoas mantenham a prudência nos gastos e priorizem o planejamento e o controle do orçamento”, indica.

Metodologia

Foram entrevistados 805 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

(Fonte: CNDL / SPC Brasil)

 

22% dos consumidores tiveram crédito negado ao tentarem parcelar compra em janeiro, revela indicador do SPC Brasil e CNDL


Em cada dez brasileiros, seis não se utilizaram de nenhuma modalidade de crédito no período; 22% dos usuários de cartões começaram 2018 entrando no rotativo e 78% dos consumidores fecharam o mês sem sobras de dinheiro

O Indicador de Uso do Crédito apurado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) revela que 22% dos brasileiros tiveram crédito negado no último mês de janeiro ao tentarem parcelar uma compra em estabelecimentos comerciais ou contratar serviços a prazo. A falta de comprovação de renda ou insuficiente de renda (36%) e as restrições ao CPF (31%) em virtude da inadimplência foram as principais razões para a negativa.

De acordo com a sondagem, em cada dez consumidores, seis (58%) não se utilizaram de nenhuma modalidade de crédito no último mês de janeiro, como cartões, crediário, cheque especial, linhas de financiamentos ou empréstimos. Outros 42% mencionaram ao menos uma modalidade a qual tenham recorrido no período. Em dezembro, período de tradicional aquecimento das vendas no varejo, esse índice era ligeiramente maior e atingiu 46% dos consumidores. Ainda assim, o número observado em janeiro deste ano é o segundo mais elevado desde junho de 2017, quando 44% dos brasileiros haviam se utilizado de ao menos um tipo de crédito naquele mês.

Os cartões de crédito (36%) e o crediário (12%) foram as modalidades mais usadas em janeiro deste ano. O cheque especial foi citado por 7% da amostra e os financiamentos por 6%.

Na escala do Indicador de Uso do Crédito que varia de zero a 100, sendo que quanto mais alto, maior a utilização de modalidades de crédito, o resultado observado em janeiro ficou em 28,1 pontos, pouco abaixo dos 31,0 pontos verificados em dezembro último.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o resultado timido do indicador é reflexo ainda da queda nas concessões de crédito ocorrida no período mais agudo da crise. “Com a renda do brasileiro menor, a análise de crédito tornou-se mais criteriosa para evitar a inadimplência e as concessões caíram ao longo do período mais severo da recessão. Somente agora o crédito começa a recuperar-se, mas é prudente que haja controle e critérios sobre a liberação de crédito por parte das instituições e que o consumidor se mantenha cauteloso antes de se endividar”, afirma Pellizzaro Junior.

Para 51%, contratar crédito é algo difícil; 48% dos que tomaram empréstimo ou financiamento atrasaram parcela em algum momento

No total, apenas 14% dos consumidores consideram a tomada de crédito como algo fácil nos dias de hoje. Para 51%, trata-se de algo dificil, ao passo que 22% consideram regular. “Crédito fácil e sem burocracia pode parecer algo positivo aos olhos do consumidor, mas em muitos casos, a contrapartida dessa agilidade é a cobrança de taxas de juros muito elevadas. O crédito pode ser um aliado do consumidor para aquisição de bens de maior valor, mas se não bem utilizado, pode ser a porta de entrada para o descontrole financeiro” explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Sobre as dificuldades que o mau uso do crédito pode acarretar, o levantamento aponta que 48% dos tomadores de empréstimos e financiamentos atrasaram, em algum momento, parcelas dessa dívida – sendo que 15% ainda possuem prestações pendentes.

23% dos usuários de cartão de crédito caíram no rotativo em janeiro e 41% viram valor da fatura aumentar

O indicador apurado pelo SPC Brasil e pela CNDL também revela que o percentual de consumidores que não pagaram o valor integral da fatura do cartão de crédito oscilou de 28% em dezembro do ano passado para 23% em janeiro deste ano. Desse total, 10% entraram no chamado ‘rotativo não regular’, quando não há nem mesmo o pagamento do mínimo. Já 13% ficaram dentro do ‘rotativo regular’, ou seja, pagaram ao menos o mínimo da fatura. Os consumidores que pagaram o valor total da fatura em janeiro somam 76% dos usuários do cartão.

Os juros cobrados pelos bancos quando o cliente não paga o valor integral da fatura do cartão de crédito são altos e chegam a 387% ao ano, em média, no caso do não regular e, 241% no caso do regular, segundo dados oficiais do Banco Central.

Entre os consumidores que se utilizaram do cartão de crédito no mês de janeiro, 41% aumentaram o valor da fatura nesse período e somente 21% notaram um queda. Para 35% houve estabilidade. Entre os que se lembram o valor que gastaram, a média da fatura encerrada em janeiro foi de R$ 849, cifra ligeiramente abaixo da observada em dezembro último, que era de R$ 966.

A pesquisa ainda mostra que o uso do cartão já não se limita a compra de itens de alto valor, que geralmente precisam ser parcelados. As despesas correntes de todo mês também estão sendo feitas a crédito pelo consumidor brasileiro. Em primeiro lugar ficaram as compras em supermercados, citadas por 59% de seus usuários. Em segundo lugar está a aquisição de remédios, com 45% de menções. Depois aparecem gastos como roupas, calçados e acessórios (34%), combustíveis (32%) e idas para bares e restaurantes (25%).

Mesmo com inflação sob controle, preços elevados fazem 49% planejarem corte de gastos; 40% estão com as contas no ‘zero a zero’

De acordo com os dados do Indicador de Propensão ao Consumo, no último mês de fevereiro, quase a metade (49%) dos consumidores manifestaram a intenção de reduzir gastos no orçamento, contra somente 8% que planejavam aumentar o valor de suas compras. Para 40%, os gastos devem se manter estáveis. Apesar de a inflação estar sob controle, os preços elevados dos produtos (37%) é a principal razão para a contenção de gastos do brasileiro, seguido da busca constante por economizar (25%) e do desemprego (19%).

Entre os produtos que os consumidores pretendem comprar em março, excluindo os itens de supermercado, os remédios lideram a lista (28%), seguido das roupas, calçados e acessórios (19%) e da recarga para celular (18%).

O estado das finanças do consumidor colabora para esse comportamento mais cauteloso. Apenas 18% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul – ou seja, com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos. A maior parte (40%) admite estar no ‘zero a zero’, sem sobra e nem falta de dinheiro, enquanto 38% encontram-se no vermelho e não conseguem pagar todas as contas com a renda que possuem.

Metodologia

A pesquisa foi realizada em abril e abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

(Fonte: CNDL)

 

Banco Central, CNDL e SPC Brasil assinam acordo de cooperação para promover ações de cidadania financeira


Instituições realizarão pesquisas e divulgarão conteúdos voltados a finanças pessoais

Melhorar a relação dos consumidores com suas finanças pessoais é o objeto do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que o Banco Central assinou hoje com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Focado em cidadania financeira, o acordo tem duração de dois anos, período no qual as instituições vão produzir pesquisas e disseminar conteúdos sobre educação financeira, crédito e consumo.

O indicador mensal Uso do Crédito no Brasil, que CNDL/SPC Brasil divulgam amanhã, mostra que, em janeiro, 22% dos brasileiros tiveram crédito negado ao tentar parcelar uma compra em estabelecimentos comerciais ou contratar serviços a prazo. Para 36% deles, faltaram comprovação ou suficiência de renda, enquanto um em cada três teve restrições ao CPF devido à inadimplência.

“Esse acordo poderá melhorar a vida das pessoas e aumentar a capacidade de consumo da população”, observou o presidente da CNDL, José César Costa, lembrando que as câmaras de dirigentes lojistas estão presentes em mais de 1.500 municípios de 26 estados e no Distrito Federal.

A ideia do ACT é unir esforços em prol da inclusão financeira da população e vai se estruturar nos pilares educação financeira e pesquisas. Isaac Sidney Ferreira, diretor de Relações Institucionais e Cidadania do Banco Central, informou que a bancarização cresceu 3,3% nos últimos dez anos, enquanto a população adulta brasileira segue heterogênea e muitas vezes usa mau o crédito.

“Todos nós temos de promover a cidadania financeira, daí a importância de o Banco Central firmar parcerias. Vamos conjugar esforços, fazer o intercâmbio de dados agregados, casando demandas e acessos a serviços financeiros. Esse diagnóstico comportamental daquele que usa o varejo e o crédito pode nos ajudar a avaliar o impacto de políticas públicas importantes”, explica o diretor, citando como possível consequência a redução do spread bancário.

Além das pesquisas, o conteúdo de educação financeira produzido pelo Banco Central será compartilhado nos canais que o SPC Brasil oferece para os consumidores, como o site Meu Bolso Feliz e o aplicativo SPC Consumidor. Em contrapartida, as pesquisas do SPC Brasil serão compartilhadas com o BC. “O desenvolvimento do Brasil só vai ocorrer quando todo cidadão tiver seu orçamento organizado, e isso inclui as pequenas empresas, que muitas vezes vão a óbito porque os empresários não têm noção do uso adequado de recursos. Esse acordo tem muito a contribuir para a cidadania financeira, fundamental para o desenvolvimento sustentável de longo prazo da nossa moeda”, afirmou o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, que aproveitou as perguntas dos repórteres para reforçar a importância da aprovação pelo Congresso do cadastro positivo, melhorando o acesso ao crédito no país.

 

Instituições envolvidas:

Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) – Principal representante do varejo nacional, tem 95% de suas associadas enquadradas como micro e pequenas empresas. O varejo emprega 20 milhões de pessoas e impacta 47% do PIB nacional, segundo o IBGE.

Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) – Ponte da CNDL com os consumidores, atua como um sistema de informações e serviços. Possui uma rica base de dados para a criação de produtos e a produção de indicadores e pesquisas.

Banco Central – Além de atribuições como controle de inflação e política monetária, o BC tem uma agenda de trabalho, chamada BC+, estruturada sobre quatro pilares: MAIS Cidadania Financeira; Crédito MAIS barato; Legislação MAIS moderna e Sistema Financeiro MAIS eficiente.

 

(Fonte: CNDL e SPC Brasil)

 

Vantagens e desvantagens do financiamento de dívidas tributárias

O financiamento de dívidas tributárias é um assunto em alta no momento, já que paira sobre os micro e pequenos empresários a dúvida sobre a possibilidade ou não de participarem do REFIS. Sancionado em janeiro pelo Congresso Nacional, a medida foi vetada pelo presidente Michel Temer para as MPEs optantes pelo Simples. O REFIS, se fosse sancionado sem vetos, reproduziria, para as microempresas, as condições de parcelamento de débitos oferecidas para grandes empresas. Por essa razão, separamos algumas vantagens e riscos do financiamento de dívidas tributárias para micro e pequenas empresas. Vamos lá?

 

Argumentos a favor


1) Empregos


As MPEs são responsáveis por 27% do PIB (produto interno bruto) brasileiro e 57% dos empregos formais. Caso o REFIS seja vetado, 600 mil pequenas e micro empresas seriam excluídas do Simples Nacional, o que implicaria em, no mínimo, dois milhões de empregos a menos.

 

2) Transição econômica


O Brasil está se recuperando de uma grave recessão em sua economia. É natural que as condições para a reabilitação das empresas, que estão auxiliando nessa recuperação, sejam facilitadas e melhoradas para que todo mundo esteja em dia e pronto para voltar com a força toda.

 

3) Reposição de caixa


Nos últimos três anos, o micro e pequeno empresário foi obrigado a fazer uma dura escolha. Ou pagava fornecedores e funcionários, ou pagava seus impostos. Para seguir trabalhando, abriu mão do pagamento deste último, o que gerou um déficit nas contas do próprio Governo Federal. Com o REFIS esse dinheiro será reposto, mesmo que gradualmente.

Argumentos contra


1) Injustiça


Por quê alguns empresários conseguiram cumprir com suas obrigações e outros não? Algumas instituições consideram o refinanciamento injusto, já que todos passaram pelas mesmas dificuldades econômicas.

 

2) Inadimplência


Há o risco de que o financiamento seja feito e não cumprido. Que, após manter-se no Simples Nacional, o empresário deixe de pagar as parcelas e perca o benefício, entrando em um círculo vicioso de dívidas tributárias.

 

3) Inconstitucionalidade


A inadimplência de optantes do Simples configura exclusão automática do programa. Por isso, não é cabível que o benefício do refinanciamento seja estendido a essas empresas.

 

Como você pode ver, são vários argumentos a favor ou contra o financiamento de dívidas tributárias para pequenas e micro empresas. A nossa dica é que a prioridade seja sempre do brasileiro, que gera empregos, faz a roda da economia girar e não fica preso em normatividades burocráticas que apenas travam o avanço do país.

 

(Fonte: FCDLMG)

 

Você conhece a origem dos boletos que recebe em sua empresa?

Frequentemente associados informam sobre cobranças indevidas de boletos de cobrança, e esse fato merece muita atenção.

A dinâmica da cobrança acontece da seguinte forma:

O lojista formaliza pedido normal ao seu fornecedor e posteriormente recebe o boleto para pagamento, de acordo com o valor e demais condições previamente estabelecidos.

Posteriormente o lojista recebe outro boleto, contendo os mesmos dados do seu fornecedor, porém, com a opção de pagamento com um desconto, para pagamento na mesma data, ou com outros benefícios.

Diante dessa situação, o lojista acaba pagando o boleto com o desconto, porém para terceiro, que arquitetou o golpe, e ainda continua devendo o valor para o seu real fornecedor.

Não se tem notícia de como acontece a interceptação de informações de cobranças de fornecedores, e por isso, todo o cuidado deve ser tomado para que o lojista não seja mais uma vítima.  

Assim, recomenda-se que, em eventual dúvida sobre um boleto de cobrança ou o recebendo de dois boletos referentes ao mesmo pedido de compra, o lojista deve entrar em contato com o seu fornecedor e confirmar o número identificador que consta no boleto, e as condições oferecidas, código de barras, etc., evitando-se o pagamento indevido.

Ainda em dúvida? Não hesite em entrar em contato com as ACIP/CDL pelo 3831-5500.

(Departamento Jurídico - CDL/BH)

 

Qual é o melhor meio de pagamento? Saiba mais sobre cada um deles!

cartaodecredito

Com os atuais avanços tecnológicos, os métodos de pagamento inovaram-se. Por isso, saber qual é a forma de pagamento mais vantajosa para cada situação nem sempre é uma tarefa fácil. Afinal, existe uma grande variedade de benefícios e inconvenientes para cada opção disponível no mercado.

Pensando nisso, no artigo de hoje elaboramos um guia com as principais formas de pagamento usadas atualmente e quais agradam e atraem mais o consumidor para que você saiba definir qual é o melhor meio de pagamento para o seu negócio. Ficou curioso? Então, continue acompanhando!

Como escolher o melhor meio de pagamento?

Na hora de escolher o meio de pagamento para as transações de sua empresa, é preciso considerar as vantagens e desvantagens de cada opção disponível no mercado. A escolha deve satisfazer seus clientes e também atender as necessidades do seu negócio.

Tomar a decisão errada pode comprometer os lucros e atrapalhar a execução do planejamento de suas ações. É imprescindível conhecer todos os pontos positivos e negativos dos métodos escolhidos como: taxas, segurança, facilidades.

Outro ponto importante é estar ciente de todos os custos envolvidos em cada opção. Ao optar pelo cartão de crédito, por exemplo, pode haver gastos com a contratação e manutenção do serviço, além de taxas de utilização. É papel do gestor definir qual é a melhor relação custo x benefício para a empresa e para os clientes.

Cartão de crédito

O cartão de crédito é uma das formas de pagamento que vem sendo cada vez mais utilizadas pelos brasileiros e também é a preferência de grande parte deles. Confira a seguir as vantagens e desvantagens dessa modalidade de pagamento:

Vantagens

Não há dúvidas de que a principal vantagem atribuída ao cartão de crédito é o parcelamento que, em parcela considerável dos casos, é feito com juros acessíveis e, em certos casos, sem juros. Tornando possível viabilizar a compra até mesmo para clientes que talvez não possuam todo o dinheiro necessário em mãos.

Outro fator relevante é a facilidade de carregá-lo na carteira, que faz com que muitas pessoas prefiram portá-lo em vez de dinheiro em espécie. Grande parte da popularidade do meio de pagamento é decorrente da segurança proporcionada por ele. Afinal, em caso de roubo ou perda do cartão, o bloqueio junto à instituição financeira é rápido e fácil.

Vale lembrar que é a forma de pagamento mais aceita nas compras efetuadas pela internet e, portanto, para manter a competitividade com o varejo online, é interessante adotar essa forma de pagamento.

Desvantagens

Como já foi dito, o cartão de crédito é uma das formas de pagamentos mais queridas do brasileiro. Contudo, o seu uso demanda um autocontrole, que nem sempre o consumidor possui e que, por vezes, pode levá-lo à inadimplência.

É comum que a situação saia do controle e torne-se cada vez mais difícil arcar com as dívidas feitas. A boa notícia é que quem assume o risco em relação ao crédito oferecido ao consumidor é o banco ou instituição financeira, não o comércio.

A não ser que sua loja possua um cartão próprio, sendo esse o caso, é preciso um cuidado extra para que inadimplentes não comprometam a sua lucratividade.

Cartão de débito

O cartão de débito é sem dúvida uma solução simples e rápida para efetuar o pagamento de compras. Afinal, ele é capaz de oferecer as vantagens comerciais do dinheiro e as facilidades do cartão de crédito. Por isso, é uma opção ágil e segura tanto para o comerciante quanto para o cliente.

Vantagens

A principal vantagem atribuída ao cartão de débito é a seguinte: assim como o dinheiro, esse método de pagamento é ideal para promover promoções com descontos à vista.

Afinal, como o débito representa um pagamento tão imediato quanto o dinheiro em espécie e, ainda, com a vantagem de ser mais seguro, fica mais fácil oferecer vantagens para a clientela.

Outro fator benéfico importante é a praticidade proporcionada, pois não exige preocupações como manter dinheiro em caixa ou ter sempre troco disponível. Isso sem falar que é um meio de pagamento amplamente difundido na internet, logo é importante oferecer em lojas físicas também para manter a competitividade.

Desvantagens

A desvantagem mais atribuída ao cartão de débito é a falta da possibilidade do parcelamento de compras efetuadas, que é o desejo de muitos clientes. O risco de roubo de dados e informações também é possível, o que exige um cuidado a mais para que as máquinas de pagamento não sejam vítimas de nenhum golpe ou fraude.

Boleto bancário

O boleto bancário foi uma solução criada pelo sistema bancário para efetuar pagamento de contas entre instituições financeiras diferentes (pagador e recebedor), sendo utilizado também por prestadores de serviços e para pagamentos de mensalidade. Em compras feitas pela internet, basta imprimir o boleto e pagá-lo em um banco ou pela internet.

Vantagens

Depois do cartão de crédito, o boleto é uma das formas de pagamento mais aderidas pelos consumidores, afinal não necessita de outros meios eletrônicos de crédito ou débito para a efetuação do pagamento. Os custos para os vendedores são relativamente baixos, variando entre R$ 1,00 a R$ 1,50 por boleto emitido, além de não exigir taxas mensais.

Desvantagens

A desvantagem mais atribuída ao boleto bancário é sua taxa elevada de desistência por parte dos compradores. Além disso, a informação sobre a efetuação do pagamento do boleto pode levar, em média, dois dias úteis para chegar até o vendedor, pois depende de informações de transações entre bancos diferentes.

PayPal

O PayPal é o método de pagamentos online mais aceito em todo o mundo. É indicado principalmente para negócios que realizam transações para o mercado internacional e que possuam elevadas margens de lucro, pois suas taxas são muito elevadas para o empresário.

Vantagens

Sendo o meio de pagamento online mais popular para compras internacionais, faz transações em 203 países e em 16 moedas diferentes. Aceita métodos de pagamento como débito online, boleto bancário e não é cobrada nenhuma taxa de adesão ou mensalidade, além de possibilitar compras sem juros mesmo que parceladas.

Já é um método consolidado e, por isso, possui serviços antifraude de qualidade, garantindo segurança para o vendedor e comprador. Ademais, sua rápida autenticação torna a compra online internacional muito mais rápida e simples.

Desvantagens

Com certeza a maior desvantagem do PayPal são suas taxas altamente elevadas: 4,99% + R$ 0,60 + (2,39% para cada parcela) isso para vendas dentro do Brasil, para vendas internacionais o vendedor paga 5,99% + R$ 0,60.

E qual é o seu meio de pagamento favorito? Aproveite para descobrir também como ter maior segurança nas transações eletrônicas da sua empresa!

(CDL BH)

 

Como uso o NÃO para poder evoluir

* Ricardo Gandra

Olá amigos e amigas, já pararam para pensar em quantos “nãos” nós recebemos em nossas vidas? Já fizeram uma reflexão das inúmeras situações que criamos uma expectativa de receber um “sim” e acabamos frustrados ao nos depararmos com uma negativa? Se eu perguntar para você, leitor, se você gosta de receber um “não, obviamente receberei um outro taxativo “não”. O ser humano, definitivamente, parece não ter sido preparado para ser receptivo a contrariedades.

Mas eis aqui alguns pontos para refletirmos sobre o “não” e alocarmos esta resposta que tanto nos atormenta como um estímulo de crescimentos pessoal e profissional.

Primeira reflexão, minha gente! Quando você leva uma proposta, realiza um pedido, solicita algo a alguém, pedi o consentimento ao outro para uma ação, pense o seguinte: O “não” você já tem! Portanto, nada de frustração, nada de se entregar, nada de pensamentos pessimistas, é proibido dizer “sou um fracassado”. Você não encontrará nenhuma novidade se o “não” for a resposta do indivíduo, uma vez que esta resposta já é uma realidade.

Mais um pensamento para analisarmos: quando recebemos sucessivas respostas antagônicas ao nosso desejo, é motivo de reflexão. Será que a forma, o método, o jeito, o procedimento que escolhemos é realmente o mais correto, o mais eficaz? Talvez se mudarmos um pouco a estratégia, poderemos moldar ou aperfeiçoar a maneira de expor nossos produtos, escolher uma forma mais inteligente de abordagem aos nossos clientes e, assim, reverter as negativas para conquistar êxito nos negócios.

Os estudos do SEBRAE revelam que uma alta porcentagem de empresas vai à falência com menos de cinco anos de idade, principalmente os microempreendedores. É fato que o sucesso de mercado, o alto nível de desempenho, os cases de êxito de vários empresários e profissionais está muito baseado na perseverança, insistência, foco, fé em Deus e confiança naquilo que se propõe a fazer. E quem disse que estes sujeitos não receberam sucessivos nãos em sua vida?

Como diretor de emissora de TV, como responsável pela comunicação de um parlamentar durante vários anos, como apresentador e produtor de programas, como jornalista, como professor acadêmico e palestrante já recebi uma “enxurrada” de “nãos”. Faz parte da vida, sempre receberemos até o fim dos nossos dias. Desde que o mundo é mundo, respostas contrárias aos nossos desejos aparecerão em nossos caminhos. O que vai diferir, o que vai te diferenciar na sua vida pessoal e no mundo dos negócios é a forma como você os encara, como você os percebe, a maneira como os enfrenta. Os vitoriosos tiveram incontáveis “nãos”, mas colecionam cada vez mais a resposta positiva, por terem acreditado em seus caminhos, por terem feito da sua escolha um exercício de fé. Pensar grande e pensar pequeno custam a mesma coisa. Convido-o(a) a pensar grande! Até a próxima!

* Ricardo Gandra é jornalista, pós-graduado em Comunicação e Marketing; pós-graduado em Comunicação Empresarial; pós-graduado em Imagens e Culturas Midiáticas; professor de Marketing da MBA de Gestão Empresarial da Fupac e professor da mesma disciplina na pós em Educação da mesma instituição acadêmica; palestra há cerca de 15 anos.

 

Pesquisa de Intenção de Compra para o mês de março da FCDL-MG aponta queda no consumo

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O consumidor mineiro não quer saber de gastar... A nossa Pesquisa de Intenção de Compra para o mês de março apontou queda no consumo. Quer saber os resultados completos? Acesse >> Pesquisa FCDL-MG e veja!

 

Número de jovens inadimplentes atinge 4,81 milhões de negativados entre 18 e 24 anos

Centro-Oeste e Sul são as regiões que apresentam a maior participação dos jovens no total de inadimplentes. 45% das dívidas são de bancos

Nos últimos dois anos, a desaceleração da inadimplência ganhou intensidade. Os indicadores continuavam a crescer, mas a taxas menores do que as verificadas anteriormente. Em março de 2017, o número de consumidores negativados registrou a primeira queda na comparação anual. Mesmo com as quedas observadas em alguns meses, o ano passado terminou com um crescimento de 1,27% no número de negativados. Esse crescimento não foi homogêneo, no entanto, e uma diferença relevante é encontrada na evolução da inadimplência por faixa etária. De acordo com o Indicador de Inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de negativados mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, recuou 21,96% em janeiro 2018. Em contraste, na faixa etária de 65 a 84 anos, o número de negativados avançou 6,19%.

O indicador mostra que diante das consecutivas quedas, a participação dos mais jovens no total de devedores caiu de 13,60%, em janeiro de 2010, para 6,12% em janeiro de 2018. Em termos absolutos, o SPC Brasil estima que, em janeiro, havia 4,81 milhões de consumidores negativados com idade entre 18 a 24 anos. A cifra representa 20,14% dos jovens dessa faixa etária.
 

Centro-Oeste e Sul são as regiões que apresentam a maior participação dos jovens no total de inadimplentes

É na região Centro-Oeste em que se observa a maior proporção de consumidores jovens com contas em atraso. Do total de devedores da região, 7,8% têm idade entre 18 e 24 anos. Em seguida aparece a região Sul, com 7,6%; o Norte, com uma proporção de 7,4%; Nordeste (5,7%) e o Sudeste, com 5,0%, a menor proporção de jovens negativados entre as regiões do país.

Em todas essas regiões, a inadimplência entre os jovens vem recuando a taxas expressivas.

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Número de dívidas dos jovens cai 23,45% em janeiro

Os dados de dívidas em atraso também confirmam a queda da inadimplência na população com idade entre 18 e 24 anos. Nesse caso, a retração foi de 23,45% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A participação das pendências de jovens no total de dívidas passou de 13,37%, em janeiro de 2010, para 6,74% em janeiro de 2018.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a retração dos indicadores de inadimplência da população mais jovem reflete a menor presença desses brasileiros nos níveis de ocupação do país. “De acordo com o IBGE, o nível de ocupação da população com idade entre 18 e 24 anos caiu de 57,9%, no primeiro trimestre de 2012, para 51,2%, no terceiro trimestre de 2017. Fora do mercado de trabalho pelas mais diversas razões, seja estudo, desemprego ou por opção, muitos desses brasileiros acabam ficando também fora do mercado de crédito, reduzindo o contingente de potenciais inadimplentes”, explica Kawauti. “Mesmo em caso de desemprego, o risco de ficar inadimplente é menor quando se é jovem e ainda se pode contar com o apoio dos pais”.
 

45% das dívidas dos jovens são de bancos

A abertura das dívidas por setor credor mostra que 44,8% das pendências dos mais jovens tem como credor os bancos. Em seguida, aparecem o comércio, com 29,9% do total de pendências; o setor de comunicações (14,7%); e de água e luz (1,8%).

Na população como um todo, as pendências com água e luz somam 7,8% do total; já as pendências com comércio somam 18,5% e, com os bancos, 50,8%.
 

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%.

Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em:
https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

(Fonte: CNDL)