2via boleto

Vendas na Páscoa crescem 3,24%, o melhor resultado em cinco anos, apontam SPC Brasil e CNDL


Alta não reverte perdas da crise econômica, mas resultado deste ano é o mais expressivo desde 2014 e sinaliza cenário melhor para o varejo nas próximas datas comemorativas

Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontam que as consultas para vendas parceladas na semana anterior à Páscoa cresceram 3,24% na comparação com o mesmo período do ano passado. Trata-se do crescimento mais expressivo desde 2014, quando a alta fora de 2,55%. Nos anos seguintes, as vendas amargaram queda de -4,93% em 2015 e -16,81% em 2016. No ano passado, a alta havia sido de apenas 0,93%.

a

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, os dados positivos confirmam a tendência de recuperação da economia e são consequência da melhora da conjuntura, mas ainda não colocam o país no patamar pré-crise. “Como foram anos seguidos de retração no consumo, essa alta ainda é em cima de uma base muito pequena. Mas ainda assim é um sinal consistente de que o brasileiro está voltando ao mercado de consumo”, explica Pellizzaro Junior.

Para Pellizzaro, a alta das vendas na Páscoa é algo positivo especialmente quando se considera que é a primeira data comemorativa do ano, que encaminha uma perspectiva melhor para as demais datas. “A Páscoa pode funcionar como uma prévia não só para o Dia das Mães, como para o desempenho da atividade comercial ao longo de 2018. Aos poucos, os consumidores se sentem mais confiantes para voltar a consumir e é um alento para o varejo começar a dar sinais sólidos de recuperação”, afirma o presidente.

Neste ano, segundo um levantamento do SPC Brasil e da CNDL, os produtos mais procurados seriam os tradicionais ovos (61%), bombons (51%) e barras de chocolate (48%).

(Fonte CNDL)

 

Consumidores que estão voltando a ter crédito registra o maior percentual dos últimos dois anos

O Indicador de Recuperação de Crédito do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) registrou, em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Fev.18/Fev.17) uma variação positiva de 8,75%. Esse é o maior percentual alcançado nos últimos dois anos. Em 2017, este índice era de apenas 1,37%, e em 2016 estava em queda (-7,87%). Ana Paula Bastos, economista da CDL/BH, explica que em fevereiro de 2017 alguns indicadores macroeconômicos encontravam-se em patamares elevados, devido ao cenário econômico ainda adverso.

Mas, com a desaceleração dos indicadores, como inflação (IPCA Jan.17 em 0,38% / Jan.18 em 0,29% - IBGE), da taxa de juros (Fev.18 em 6,75%/Fev.17 em 12,25% - Banco Central), da taxa de desemprego (4º tri.17 em 11,3%/3º tri.17 em 14,5%-  IBGE) e do aumento do rendimento real, as pessoas estão conseguindo organizar as finanças e retirar o nome do cadastro de inadimplentes. “Esse resultado expressivo está atrelado ao gradual aumento da atividade econômica e melhoria do mercado de trabalho. Com mais recursos disponíveis, os consumidores conseguem destinar uma maior parte da renda para quitar os débitos”, esclarece Ana Paula.

Na comparação mensal (Fev.18/Jan.18), o volume de pessoas que recuperaram o crédito apresentou redução de 1,18%.  Este decréscimo deve-se ao fato de janeiro ser uma base forte de comparação por ter mais dias úteis (22 dias janeiro/18 dias fevereiro). Além disso, neste ano o carnaval foi comemorado em fevereiro. “Durante o período de festividade, um número significativo da população usa seus rendimentos para aproveitar a data em detrimento da quitação de seus débitos”, comenta Ana Paula. No acumulado do ano, a recuperação de crédito apresentou um crescimento de 6,79%.

Recuperação de crédito é maior na faixa etária entre 50 e 64 anos

Os consumidores com idade entre 50 e 64 anos foram os que mais regularizaram seus débitos (24,54%) em fevereiro. Já a minoria dos pagamentos das dívidas (5,85%) correspondeu ao público de 18 a 24 anos. “Essa parcela da população está entrando mais tarde no mercado de trabalho, e por não possuir renda consome menos, e consequentemente tem menos dívidas”, justifica Ana Paula. Em seguida aparecem: 40 a 49 anos (24,41%); 30 a 39 anos (24,39%); acima de 65 anos (13,20%) e 25 a 29 anos (7,61%).

Na variação por gênero, em fevereiro, o número de cancelamentos de registros nos cadastros de devedores foi maior entre o sexo feminino, com 55,79% do total, e os outros 44,21% do sexo masculino. Embora o índice de desemprego seja maior entre o público feminino (12,3% de acordo com dados do IBGE do quarto trimestre de 2017 frente a 10,3% do público masculino), as mulheres estão conseguindo deixar as contas em dia porque possuem um valor médio de dívida menor que o dos homens. “Os homens geralmente estão atrelados às compras de maior valor agregado, o que pode acarretar possíveis dívidas em longo prazo, caso não sejam cumpridos os pagamentos”, explica a economista da CDL/BH. 

(Fonte: CDL BH)

 

Redes de varejo restringem troca à loja onde item foi comprado

Regras tributárias dificultam operação entre unidades e causam transtorno a clientes

A burocracia do sistema tributário brasileiro, queixa frequente de empresários, anda tirando o bom humor dos consumidores. A maioria nem sabe que a culpa é dos impostos, mas sente na pele o aumento das restrições para a troca de produtos entre lojas da mesma rede de varejo. A nova regra, em algumas marcas, é autorizar a operação apenas na unidade em que o produto foi comprado. O varejo argumenta que isso se deve às normas para recolhimento do ICMS.

CONDIÇÕES DEVEM SER INFORMADAS COM CLAREZA

De fato, pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), a troca só é obrigatória em caso de defeito. No entanto, David Nigri, advogado especialista em direito do consumidor, destaca que a loja precisa ser clara sobre as condições:

- A loja tem que informar no ato da compra se faz troca de mercadoria sem defeito, em que prazo e em que unidade, sob pena de violar o artigo 6º do CDC, que exige informação clara, precisa e ostensiva.

A negativa da troca fora da unidade onde a mercadoria foi comprada ocorre devido às regras para incidência de impostos. Para a Secretaria Estadual de Fazenda do RJ, cada unidade da rede de varejo é uma loja diferente. O órgão explica que o ICMS incide no momento em que a mercadoria é entregue ao consumidor. A Nota Fiscal de Venda a Consumidor Eletrônica (NFCe) é um documento digital mediante o qual é feito o controle do estoque das empresas. No caso de devolução ou troca, o comerciante deve solicitar do consumidor a apresentação de sua via do documento fiscal para verificar a origem


REGRAS PARA A TROCA


TROCA OBRIGATÓRIA.

O fornecedor só é obrigado a fazer a troca caso o produto apresente defeito. Nessa situação, a lei determina que ele tem até 30 dias para solucionar o problema. Por isso, é essencial que o consumidor tenha um documento que registre o dia em que a reclamação foi feita. Se o reparo não for realizado nesse período, o consumidor pode optar pela troca do produto, devolução do dinheiro ou abatimento proporcional do preço para a compra de outra mercadoria.

POR GOSTO OU TAMANHO.

Esta é uma prática comercial de mercado, não uma obrigação. Por iso, é importante, no momento da compra, verificar com a loja qual a sua política de trocas. O ideal é ter as condições por escrito.

EM OUTRA UNIDADE DA REDE.

O fato de ser uma rede de varejo, com várias lojas, não significa que o consumidor poderá trocar o produto em qualquer unidade da marca. Certifique-se, na hora da compra, qual é o procedimento da empresa para esses casos, pois a legislação tributária pode ser um impedimento para que a troca seja feita em unidade diferente daquela onde se adquiriu o item. da mercadoria, "anular" a venda anterior e "estornar" o imposto pago. Esses procedimentos somente podem ser feitos entre estabelecimentos da mesma empresa (mesma raiz de CNPJ), pois não há como controlar estoques, débitos e créditos de imposto de outras empresas, até porque cada uma delas pode estar sujeita a regimes tributários diferentes, afirma a secretaria.

- O estado sempre entendeu que quando um item sai do estoque de uma loja para outra deve recolher o ICMS e compensar esse valor na outra filial. É um briga antiga, inclusive com decisões judiciais contrárias a essa cobrança - explica o advogado tributarista Felipe Renault, acrescentando que há formas legais para fazer a troca de mercadoria entre lojas da mesma rede.

(Com O Globo Online)

 

 

Aprovada urgência de projeto que obriga participação no cadastro positivo

Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 441/17, do Senado, que torna compulsória a participação no cadastro positivo, no qual são reunidas informações sobre os pagamentos em dia dos cidadãos. O pedido de celeridade foi apreciado pelo Plenário da Casa na terça-feira, 27 de março.

A proposta estende ao cadastro positivo a mesma regra que hoje vale para o negativo: as instituições financeiras podem incluir informações no sistema sem autorização específica dos clientes. De acordo com a proposta, isso não seria considerado quebra do sigilo bancário.

O texto exige, no entanto, que o consumidor cadastrado seja comunicado de sua inclusão no cadastro positivo e dá a ele 30 dias para solicitar sua exclusão. Mesmo depois desse prazo, o consumidor também pode cancelar seu cadastro junto a qualquer gestor do banco de dados. Ainda não foi definida a data para votação da proposta.

(Fonte: Agência Câmara Federal)

 

Nova Plataforma entra em nova etapa: boletos acima de R$ 800,00 devem estar cadastrados no sistema

Em operação desde meados do ano passado, a Nova Plataforma de Cobrança, o sistema de liquidação e compensação para os boletos de pagamento desenvolvido pelos bancos e FEBRABAN, entrou em nova etapa de sua implementação no sábado, 24 de março. Desde essa data, os boletos de valor igual ou acima de R$ 800,00 devem estar cadastrados na base de dados do sistema para serem aceitos por qualquer banco, independentemente do canal de atendimento usado pelo consumidor, inclusive após o vencimento, sem risco de erros nos cálculos de multas e encargos.   

“Se o boleto não estiver na base da Nova Plataforma da Cobrança, os bancos não podem aceitá-lo”, afirma o diretor adjunto de Operações da FEBRABAN, Walter de Faria. Neste caso, “o pagador deve procurar o beneficiário, que é o emissor do boleto, para quitar seu débito”, orienta. Ele chama a atenção, ainda, para o procedimento correto por parte dos emissores: primeiro, os boletos precisam ser encaminhados aos bancos para inclusão na base da nova plataforma da cobrança e, então, emitidos e encaminhados aos pagadores.

O cronograma inicial previa que a Nova Plataforma passasse a incluir todos os boletos em sua base de dados até o fim de 2017, mas foi necessária uma adaptação para garantir a segurança e a tranquilidade no processamento, em função do elevado número de documentos – cerca de 4 bilhões de boletos por ano, montante que exige capacidade de processamento superior à de uma das grandes processadoras globais de cartões de crédito.

Dessa forma, desde julho do ano passado, quando passaram a ser processados os boletos de valor igual ou acima de R$ 50 mil, a Nova Plataforma vem, gradualmente, incorporando os montantes inferiores a esse valor à sua base de dados. “Além de um prazo maior, decidiu-se, também, adotar um período de convivência entre o antigo modelo de cobrança, que permitia os boletos sem registros, e o novo, que deverá ter todos os boletos de pagamento na base, para que não houvesse problemas de atendimento aos clientes”, explica o diretor da FEBRABAN.

A mais recente etapa do cronograma ocorreu no dia 24 de fevereiro, com a incorporação dos boletos de valor igual ou acima de R$ 2 mil. Desde 24 de março, todos os boletos que passarem pela Nova Plataforma terão de seguir as normas do novo sistema, dentro do seguinte cronograma:

Cronograma

A partir de 24 de março/2018 – R$ 800,00 ou mais

A partir de 26 de maio/2018 – R$ 400,00 ou mais

A partir de 21 de julho/2018 – R$ 0,01 ou mais

Em 22 de setembro/2018 – processo concluído, com a inclusão dos boletos de cartão de crédito e de doações, entre outros.

A Nova Plataforma de Cobrança é um projeto que nasceu há cerca de três anos, com o apoio de todos os recursos de tecnologia de ponta do setor bancário brasileiro. Ela moderniza o sistema de cobrança existente há mais de 20 anos no País, visando dar maior comodidade e segurança nos pagamentos. Todas as informações que, por norma do Banco Central, obrigatoriamente devem constar no boleto, tais como CPF ou CNPJ do emissor, data de vencimento, valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador, devem trafegar pela Nova Plataforma. Com o novo processo, os bancos passarão a controlar melhor todos os boletos encaminhados, melhorando a capacidade de restringir o envio indevido desses documentos. 

Glossário

Boletos de Pagamento - São documentos usados pelos bancos e seus clientes para recebimento de valores referentes a uma determinada venda de produto ou serviço. É uma forma de pagamento bastante disseminada no Brasil, desenvolvida para facilitar e tornar mais ágil o sistema de cobrança e compensação de operações de crédito por intermédio do Banco Central, proporcionando rapidez às transações comerciais. Os boletos surgiram no País em 1993, por meio da Carta Circular nº 2.414, de 07 de outubro de 1993, com a atualização por meios das Circulares 3.598/12 e 3.656/13. Qualquer pessoa física ou jurídica pode fazer uma cobrança por meio de boletos bancários, basta ter uma conta bancária e contratar o serviço junto ao banco.

Cobrança registrada – É um serviço oferecido pela rede bancária às empresas, profissionais liberais, entidades de classe, entre outros, que passam à instituição financeira informações referentes a uma determinada operação comercial, para gerar os boletos de pagamento.

Emissor – Instituição financeira contratada pela empresa para gerar os boletos de pagamento.

Beneficiário – Pessoa física ou jurídica que contrata o serviço de cobrança na rede bancária.

Pagador – Consumidor que adquiriu o bem ou serviço.

(Fonte: Febraban)

 

Cai volume de inadimplentes que regularizam débitos; conheça 6 passos para quitar uma dívida


Números revelam que queda foi menos intensa do que em períodos agudos da crise econômica. Brasileiros de 30 a 49 anos e mulheres foram as que mais pagaram dívidas que estavam atrasadas em fevereiro. Pendências com bancos lideram ranking de quitações

O Indicador de Recuperação de Crédito mensurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todo o país apresentou um leve recuo de -0,80% no último mês de fevereiro, se considerado o acumulado em 12 meses. O número é obtido a partir das exclusões de registros de inadimplência mediante pagamento integral da dívida ou renegociação do débito. Na comparação anual, isto é, entre fevereiro de 2018 e o mesmo mês do ano passado, o recuo foi de – 0,35%.

Apesar do dado negativo, a queda do número de dívidas colocadas em dia é mais sutil do que nos períodos mais agudo a crise econômica. Em fevereiro de 2017, por exemplo, a queda fora de -1,91% e, em fevereiro de 2016, -3,04%, sempre considerando o acumulado em 12 meses.

a

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados estão em linha com a lenta e gradual retomada da economia brasileira. “O número de consumidores com contas atrasadas e registrados em lista de inadimplentes continua muito elevado, mas já não cresce no mesmo patamar que no auge da recessão. Por mais tenha havido uma queda na quantidade de dívidas colocadas em dia, os números sugerem um recuo menos intenso do que o observado em um passado recente. A tendência é de que ao longo dos próximos meses, a recuperação de crédito possa ganhar força à medida que a melhora da economia se traduza em queda do emprego e aumento da renda da população”, explica a economista.

Mulheres e consumidores entre 30 e 49 anos foram os que mais regularizaram dívidas em fevereiro

Dados detalhados do Indicador de Recuperação de Crédito revelam que a única região a apresentar alta no volume de dividas regularizadas é o Centro-oeste, cujo crescimento foi de 0,98% no acumulado em 12 meses no último mês de fevereiro. A queda mais acentuada foi observada nos Estados que compõem a região Norte, um recuo de -12,94%. Em seguida aparecem a Região Sul (-11,93%), Sudeste (-6,39%) e Nordeste (-0,78%).

Do total de inadimplentes que quitaram suas pendências, a maior parte (45%) tem idade entre 30 e 49 anos. A segunda faixa que mais recuperou crédito é dos consumidores de 18 a 29 anos (14%), seguido dos idosos acima de 65 anos de idade (12%). Já a abertura por gênero mostra uma pequena predominância de mulheres entre os devedores que mais colocaram suas contas em dia, com 52% de participação contra 48% dos homens.

Volume de dívidas renegociadas cai -5,34% em fevereiro. Do total de débitos quitados, 58% são cartões de crédito, empréstimos ou financiamentos

Outro dado também calculado pelo indicador é o volume de dívidas que são quitadas. Nesse caso, a recuo foi um pouco maior, apresentando uma queda de -5,34% no último mês de fevereiro, no acumulado em 12 meses. Na comparação anual, sem ajuste sazonal, a baixa foi de -6,95%.

Entre todas as dívidas que foram pagas em fevereiro, 58% são com instituições bancárias, como faturas de cartões de crédito, financiamentos, empréstimos e seguros. O segundo tipo de dívida em atraso que mais foi colocada em dia é o com companhias de serviços básicos, como água e luz, que representam 22% do total de pendências quitadas. Em terceiro lugar aparecem as dívidas regularizadas no crediário ou boleto no comércio, com 10%. Já as pendências com empresas de telecomunicação, como contas de telefonia, TV por assinatura e internet, representaram um total de 4% em fevereiro.

Para a economista Marcela Kawauti, os dados refletem a priorização da dívida conforme peso dos juros e necessidade de manter serviços básicos da residência. “O recomendado e o natural é que se o consumidor deve para mais de um credor, ele precisa escolher pagar primeiro as contas que incidem os juros mais caros. Assim se evita o que chamamos de ‘efeito bola de neve’, que torna a dívida impagável em alguns casos. Outra prioridade deve ser a quitação de contas atrasadas com serviços básicos, uma vez que o seu não pagamento acarreta no corte no fornecimento”, afirma a economista.

SPC Brasil ensina os seis passos para quitar uma dívida

- Identifique o tamanho da dívida: consumidor deve calcular exatamente o quanto deve. Se não souber ao certo, o recomendável é procurar os credores para descobrir;

- Analise o quanto pode pagar por mês: saber o quanto possui para negociar é fundamental ao discutir a dívida com o credor. Se o valor não for suficiente, vender algum bem ou procurar renda extra por meio de ‘bicos’ pode ser uma alternativa;

- Aprenda a priorizar a dívida: as dívidas que possuem maiores taxa de juros deve e que implicam corte de serviços em caso de não pagamento devem ser priorizadas;

- Negocie o valor da dívida de forma realista: assim como consumidor tem interesse em regularizar sua situação, o credor também quer reaver uma pendência. Por isso, vale a pena tentar negociar. Mas o consumidor só deve propor um acordo que ele consiga cumprir;

- Troque uma dívida cara por outra mais barata: se não houver dinheiro para quitação integral da dívida, o consumidor deve propor uma mudança no tipo de financiamento, procurando alternativas mais baratas. Um bom exemplo é trocar a dívida do cartão de crédito por um crédito consignado, que cobra juros mais baratos;

- Portabilidade de crédito: também é possível encontrar um banco que aceite financiar a dívida em condições melhores que o atual banco, reduzindo o custo dos juros.


Metodologia
O Indicador de Recuperação de Crédito mostra a evolução da quantidade de devedores que deixaram o cadastro de inadimplentes num dado mês por conta do pagamento das suas pendências em atraso, bem como a quantidade de dívidas. Para isso, são usados os registros de saída de CPFs das bases a que o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) tem acesso. Os dados são de abrangência nacional. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

(Fonte: CNDL)

 

CNDL está otimista com iniciativa do Banco Central que reduz custo do cartão para comércio

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que administra o SPC Brasil, está otimista com a iniciativa do Banco Central do Brasil, publicada em circular nesta segunda-feira (26). A medida limitará, a partir de 1º de outubro de 2018, a tarifa de intercâmbio média de cartões de débito a 0,50% do valor da transação e a tarifa máxima a 0,80% do valor da transação.

A iniciativa impulsiona o pagamento eletrônico, que é mais seguro e eficiente. No entanto, segundo o presidente da CNDL, José César da Costa, como é pequena a diferença entre as taxas atualmente cobradas e as que passam a vigorar, a redução de preços ao consumidor não depende exclusivamente do lojista. “Para que o cliente perceba a diferença, é preciso que as credenciadoras realmente repassem a taxa de desconto”.

Nos últimos oito anos, a tarifa de intercâmbio dos cartões de débito aumentou de 0,79 por cento da transação para 0,82 por cento da transação, enquanto a taxa de desconto caiu de 1,60 por cento da transação para 1,45 por cento, informou o BC em comunicado. A taxa de intercâmbio é paga pelo credenciador do estabelecimento comercial ao emissor do cartão de débito.

(Fonte: CNDL)

 

Copom promove nova redução da Selic e sinaliza continuidade nos cortes

Resultado de imagem para banco central govTaxa passou para 6,5% ao ano, o menor nível da história

O Banco Central cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual ontem, a levando à nova mínima histórica de 6,5 % ao ano, e indicou que fará mais uma redução da Selic em maio antes de encerrar o ciclo de afrouxamento monetário. “Para a próxima reunião, o comitê vê, neste momento, como apropriada uma flexibilização monetária moderada adicional. O Comitê julga que este estímulo adicional mitiga o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas”, afirmou o Comitê de Política Monetária do BC em comunicado.

“Para reuniões além da próxima, salvo mudanças adicionais relevantes no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação, o comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária, visando a avaliar os próximos passos, tendo em vista o horizonte relevante naquele momento”, acrescentou.

O BC também reduziu sua projeção de inflação pelo cenário de mercado a 3,8% em 2018, ante 4,2% na reunião de fevereiro. Para 2019, o cálculo foi a 4,1%, contra 4,2% antes. “O comitê julga que o cenário básico para a inflação evoluiu de forma mais benigna que o esperado nesse início de ano. O comportamento da inflação permanece favorável, com diversas medidas de inflação subjacente em níveis baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária”, destacou o BC.

Em pesquisa Reuters, 36 de 41 economistas projetavam a redução de 0,25 ponto percentual na Selic agora, enquanto cinco esperavam manutenção. Até agora, já foram 12 reduções consecutivas na taxa básica de juros, somando 7,75 pontos percentuais. O prosseguimento do ciclo de cortes que começou em outubro de 2016 se dá em meio ao quadro de inflação persistentemente baixa. No mês passado, o BC chegou a sinalizar claramente o fim dos cortes na Selic, mas indicou que poderia seguir em frente caso visse sinais de fraqueza na inflação, cenário que acabou se concretizando.

IPCA

Em fevereiro, o IPCA atingiu o menor nível para o mês em 18 anos, somando em 12 meses alta de apenas 2,84%, abaixo da meta oficial - de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O próprio presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou no início deste mês que a inflação surpreendeu também a autoridade monetária, vindo abaixo do esperado.

Foi a senha para que o mercado e analistas mudassem seus cenários sobre a Selic, precificando mais um corte agora, ao invés de manutenção. Ainda que a expectativa seja de retomada um pouco mais forte da economia neste ano, o ambiente de juros baixos ainda não conseguiu acelerar firmemente a atividade em meio à alta ociosidade das empresas e elevado nível de desemprego. Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo BC junto a uma centena de economistas, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) recuou a 2,83% em 2018.

Ao mesmo tempo, a perspectiva para a inflação neste ano também caiu a 3,63%. No comunicado de ontem, o BC ponderou que a visão para a próxima reunião do Copom, que acontece em 16 de maio, pode mudar e levar ao fim da flexibilização monetária caso não veja mais risco de ser adiada a convergência da inflação.

(Fonte: Diário do Comércio)

 

104 milhões de pessoas devem realizar compras para a Páscoa, mostra estimativa


69% dos brasileiros pretendem comprar na data e 91% farão pesquisa de preços. Barras de chocolate já são opção de 48% dos consumidores. Gasto médio das compras será de R$ 135

Uma data comemorativa muito importante para grande parte dos brasileiros, a Páscoa deve movimentar o comércio no final do primeiro trimestre do ano. Uma estimativa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que cerca de 103,9 milhões de brasileiros devem realizar compras para a ocasião. De acordo com a sondagem, 69% dos consumidores pretendem comprar ou já compraram presentes e chocolates para a Páscoa de 2018 – percentual acima da intenção de compras relatada em 2017 (57%). Apenas 12% não pretendem ir às compras este ano.

Entre os consumidores que vão realizar compras na Páscoa, a maior parte (41%) relata a intenção de gastar a mesma quantia do ano passado, enquanto 36% vão gastar menos e 15% garantem que gastarão mais. Dentre estes, as justificativas incluem o desejo de comprar mais produtos (57%), o fato de achar que os preços estão mais altos (37%) e acreditar que os produtos estão com um preço muito bom e vale a pena aproveitar (29%).

Já aqueles que vão gastar menos justificam sua decisão dizendo que pretendem economizar (48%), que os preços subiram demais e a renda mensal não acompanhou o aumento (46%) e porque não querem fazer dívidas (31%).

O levantamento do SPC Brasil mostra que cerca de 44% dos consumidores pretendem comprar a mesma quantidade de produtos que na Páscoa de 2017, 31% pretendem comprar mais produtos e 14% comprar menos. A média de compras esperada é de cinco produtos e o gasto total médio, R$ 135,03.

Para 41%, preços estão mais caros. 91% farão pesquisa de preços. Barras de chocolate já são opção para 48% dos consumidores

O levantamento revela ainda que 41% dos consumidores ouvidos têm a sensação de que os preços dos produtos para a Páscoa estão mais caros neste ano do que em 2017 – percentual que era 56% na sondagem do último ano. Para 31%, os valores estão na mesma faixa e apenas 9% acreditam em preços menores. A pesquisa também mostrou que maioria (91%) dos compradores pretende fazer pesquisa de preço antes de levar os ovos ou demais produtos para casa, sendo que os locais preferidos serão os supermercados (76%), os sites (52%), as lojas em shoppings (38%) e as lojas de rua (34%).

Seis em cada dez consumidores pretendem comprar ovos de chocolate (61%), enquanto 51% preferem os bombons e 48% as barras de chocolate. Entre estes últimos, os principais motivos da preferência são por considerar que a celebração é mais importante do que a forma do chocolate (50%) e por achar que as barras e bombons são mais baratos (39%). Já entre os que pretendem comprar chocolates caseiros, os principais motivos são considerar que sejam mais personalizados (30%), considerar que a qualidade do chocolate é melhor (22%) e ajudar as pessoas que vendem informalmente (19%).

“O consumidor brasileiro já aprendeu que a variação de preços dos ovos de páscoa é enorme e pode ficar próxima a 100% em algumas cidades, de acordo com o Procon. Então, ir às compras na primeira loja que aparece é um erro grave. O ideal é se planejar com antecedência, usar a internet para pesquisar e só tomar decisões depois de ter visto os preços praticados em vários estabelecimentos. Por fim, é válido refletir: é necessário mesmo comprar ovos, ou este é apenas mais um símbolo de consumo? Muitas vezes o chocolate em outros formatos, como a barra, por exemplo, sai muito mais barato para o consumidor. Mas, em todo caso, se a pessoa fizer questão, pode buscar ovos artesanais ou caseiros, que saem mais em conta e também podem ser ótimos presentes”. – avalia a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Assim como no ano passado, os principais destinatários dos presentes serão os filhos (59%), seguidos do cônjuge (42%), das mães (37%) e de si mesmo (35%).


Maioria deve pagar em dinheiro. 50% pretendem ir às compras na semana anterior da Páscoa

O pagamento à vista será a forma de pagamento mais usada na Páscoa deste ano, seja em dinheiro (63%) ou no débito (38%). Outros 25% pagarão no cartão de crédito em parcela única, enquanto 22% preferem o cartão de crédito parcelado. Dentre os que vão optar pelo parcelamento, a média será de 3,5 prestações.

No momento de ir às compras, os fatores que pesam na escolha do brasileiro não são diferentes daqueles utilizados na maioria das situações de consumo. Basicamente, ao optar pelo local de compras, as pessoas estão em busca de preço (53%), qualidade dos produtos (52%), promoções e descontos (45%) e
diversidade de produtos (36%). Entre os principais locais pretendidos para as compras são supermercados (73%), diretamente com pessoas que fazem os ovos e chocolates em casa (25%) e em shoppings centers (25%).

Apesar de já saberem onde farão suas compras, a maior parte das pessoas não parece estar disposta a agir com antecedência: 50% pretendem fazer as compras na semana anterior à Páscoa e 31% terão feito até a terceira semana de março. Considerando o local de celebração, observa-se seu caráter familiar e 54% pretendem passar a Páscoa em casa, 13% na casa de parentes e 13% na casa dos pais.

A pesquisa ainda indica que oito em cada dez consumidores pretendem comprar peixe para a ocasião (80%).


30% devem participar de “amigo-secreto” na Páscoa

Uma prática que vem se tornando comum nos últimos anos é o “amigo-chocolate”. Este ano, 30% das pessoas ouvidas pretendem participar, aumentando para 41% entre os mais jovens, principalmente por gostar de eventos sociais (15%) e por ser uma boa maneira de poder presentear gastando menos dinheiro (9%). Em contrapartida, 48% não pretendem participar, sobretudo por não gostar da brincadeira (35%) e porque estão sem dinheiro no momento (13%).

Dentre os que pretendem participar de amigo-chocolate de Páscoa, a média é de 3 participações. Considerando o ambiente e as pessoas com as quais a brincadeira será feita, 56% realizarão o amigo-chocolate em família, 49% entre amigos e 45% entre colegas de trabalho. Quatro em cada dez pessoas que participarão (40%) pretendem gastar entre R$ 26,00 e R$ 50,00 com cada presente do amigo secreto, sendo que a média de gasto será de R$ 45,74.

“Por que não fazer da brincadeira uma oportunidade para economizar? Não custa lembrar que estamos saindo de um longo período de recessão e que muitas famílias estão em regime de contenção de gastos. Ao invés de ter de comprar ovos para várias pessoas, o amigo-chocolate permite que os gastos fiquem concentrados em um único membro da família. Ao mesmo tempo, ninguém fica sem presente”, indica o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.


7% ficaram com o nome sujo por causa da Páscoa passada. 14% costumam gastar mais do que suas finanças permitem nas compras

Ainda que evitar comprar presentes em datas comemorativas possa ser uma alternativa para economizar e colocar o orçamento em ordem, para parte dos entrevistados, essa não é escolha: 14% dos que vão fazer compras na data este ano admitem que costumam gastar mais do que suas finanças permitem para presentearem na Páscoa e 6% até deixarão de pagar alguma conta para comprar chocolates ou produtos neste ano.

Outro dado que inspira preocupação e denuncia o comportamento imprudente de alguns consumidores é que 7% dos entrevistados que fizeram compras na Páscoa do ano passado ficaram com o nome sujo por não quitarem as compras. Entre quem vai presentear em 2018, um terço (33%) reconhece que tem pelo menos uma conta em atraso e 31% estão com o CPF inscritos em cadastros de inadimplentes.

“Como qualquer outra data comemorativa, a Páscoa está sujeita a todos os mecanismos do marketing e da propaganda para estimular o consumo, já que se trata de uma data importante para o comércio. Então as pessoas acabam, muitas vezes, cedendo ao consumismo e exagerando nos gastos”, afirma Kawauti. “Se o consumidor está preparado, se ele reservou uma quantia para gastar na Páscoa, tudo bem, desde que isso não o impeça de cumprir compromissos financeiros mais importantes, assim como guardar dinheiro para imprevistos. O que não é recomendável é fazer dívidas ou deixar de pagar contas, com o intuito de comprar ovos, bombons etc.”, alerta a economista.


Metodologia

A pesquisa ouviu inicialmente 859 consumidores de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país para identificar o percentual de pessoas com intenção de gastar na Páscoa. Para avaliar o perfil de compra, foram considerados 600 casos da amostra inicial. A margem de erro é de no máximo 4,0 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

(Fonte: CNDL)

 

Papel-moeda perde cada vez mais espaço em pagamentos

cartaodecredito500Uso de cartões cresce 220% em oito anos no Brasil; operação por celular avança 

As transações eletrônicas estão transformando o dinheiro de papel em um artigo quase obsoleto. No Brasil, de 2008 a 2016, as transações com cartão de débito cresceram 220%, segundo dados do Banco Central, ou seja, aumentaram mais de três vezes. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs), os brasileiros realizaram R$ 1,36 trilhão em compras com cartões em 2017, um crescimento de 12,6% em relação a 2016.

“A gente não precisa mais de dinheiro. Compras maiores e médias eu faço pela internet, e para as pequenas tem o cartão. Mesmo na economia informal, do vendedor de rua de frutas à banca de jornal, todos têm a maquininha”, afirma o analista de sistema Mário Luiz Moura Júnior, 44. Um estudo global do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) mostra que nos países emergentes, com destaque para o Brasil, as pessoas possuem mais cartões e os utilizam em transações mais frequentes e de menores quantias.

Os pesquisadores identificaram que, em 2016, o menor valor médio de um pagamento por cartão foi de cerca de US$ 8, no Brasil e na Rússia. Para eles, uma das razões pelas quais os cartões estão sendo usados por um número cada vez maior de pessoas e para menores quantias é a melhora da infraestrutura, já que as maquininhas tornaram-se mais acessíveis. No entanto, o dinheiro em papel continua firme, segundo o estudo do BIS. De acordo com o levantamento, o montante de dinheiro em espécie em circulação no planeta aumentou de 7% para 9% do PIB entre 2000 e 2016 no planeta.

“O fim do papel-moeda é um caminho sem volta porque as transações eletrônicas, que podem ser feitas pelo celular, são muito mais fáceis que as físicas”, avalia o CEO e gestor da Monetus, plataforma digital de gestão de investimentos, Daniel Calonge. Ele usa o próprio exemplo. “Tem dois meses que não tenho dinheiro na carteira. Passei o Carnaval em Belo Horizonte sem cédulas na carteira. Até o ambulante da cerveja aceitava cartão, e transporte era pelo aplicativo”, conta. Para Calonge, além da praticidade, a segurança aumenta.

Redução. “Para os próprios bancos, as transações eletrônicas são interessantes porque reduzem custos”, lembra Calonge. Já o coordenador do curso de administração do Ibmec-MG Eduardo Coutinho lembra que as transações bancárias ainda estão concentradas em cinco corporações bancárias. Mas o surgimento de empresas de tecnologia no setor pode ajudar a baratear os preços. “A disseminação de soluções tecnológicas barateou as transações bancárias, e reduções de preço estimulam o consumo”,argumenta.

Visa. Mais de 71 mil compras digitais foram feitas por hora no Brasil em 2017 por clientes dos cartões Visa. Frente 2016, o aumento é de 25%. No último trimestre, 50% dos clientes Visa fizeram transações online.

As tecnologias de formas de pagamento não se resumem ao smartphone. O fundador do aplicativo Vah, que compara preço dos apps de mobilidade Uber, 99 e Cabify, Márcio Bern, utiliza o Sem Parar para pedágios e estacionamentos de shoppings na cidade de São Paulo. “É prático, evita fila e a cobrança vem no fim do mês na fatura do cartão de crédito”, explica.

O sistema utiliza um adesivo que é colado no para-brisa e vem com um chip que identifica o automóvel do usuário.

Smartphone é a nova carteira

Os aplicativos para smartphone dos bancos e aqueles que fazem cobrança no cartão de crédito também ajudam a diminuir o uso do papel-moeda. “Uma vantagem que os aplicativos de transporte trazem para o consumidor é o fato de se poder pagar via aplicativo. Eu nunca ando com R$ 1 no bolso. Quando esses aplicativos foram lançados, me tornei ‘heavy user’ e depois criei o Vah. Hoje meu celular funciona como a minha carteira”, diz Márcio Bern, fundador do Vah, que compara preço dos apps Uber, 99 e Cabify.

“Pago minhas contas todas por celular, não uso dinheiro nem para pagar o metrô porque tem o aplicativo que faz a recarga do valor na hora”, conta o publicitário Vitor Quinet, 31, que mora na capital paulista.

Segundo o Banco Central, as transferências bancárias aumentaram 53% de 2008 a 2016. E nas operações com cartão de crédito, esse aumento foi de 130% no mesmo período. A jornalista Mariana Ferreira, 22, conta que está migrando da conta convencional do banco para uma conta digital. “Não tem (custo) de manutenção de conta, não paga TED e DOC e posso fazer tudo pelo aplicativo. Para pagar as contas é muito melhor. Não uso papel moeda pra mais nada praticamente”, afirma.

Entre os apps que Quinet usa, está o Papelada, que reúne as contas mensais utilizando o CPF. “As próprias empresas já estão cadastradas, então eu não esqueço mais de nenhuma conta”, afirma o publicitário.


EVOLUÇÃO 

Século X. Primeiros registros do papel sendo usado como moeda, na China.

1644. A Suécia foi o primeiro país da Europa a utilizar papel-moeda.

1810. Os primeiros bilhetes de banco, precursores das cédulas atuais, foram lançados no país pelo Banco do Brasil.

1950. O Diners Club cria o primeiro cartão de crédito moderno nos EUA.

2008. Base tecnológica das criptomoedas, a blockchain é criada para ser uma tecnologia de registro de transações financeiras. 


(Fonte: O Tempo)