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Após crescimento no auge da crise, inadimplência com contas de água e luz recua no país

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Volume de atrasos com contas de serviços básicos da casa diminuiu -4,25% em fevereiro.
Crescimento expressivo dos atrasos com esse tipo de conta nos últimos anos é reflexo da crise

A crise econômica dos últimos anos fez com que muitas famílias brasileiras deixassem de pagar não apenas prestações de compras realizadas no comércio e faturas do cartão de crédito, mas também atrasassem o pagamento de serviços básicos da casa, como contas de água, luz e gás de cozinha. Passado o auge da crise, no entanto, o volume de atrasos com esse tipo de compromisso começa a recuar. Dados detalhados por setor do Indicador de Inadimplência apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que no último mês de fevereiro, o volume de atrasos com essas contas caiu -4,25% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao final de 2017, ano que marcou o início da retomada econômica, o número total dessas pendências recuou -4,32%.

Com exceção do ano passado, desde 2014 o volume de atrasos com as contas de água e luz vinham crescendo ano após ano. Em 2014, a alta fora de 7,74%, seguida de 4,79% em 2015 e uma expansão ainda maior em 2016, com alta de 13,62% na quantidade de atrasos.

“Gradativamente, a economia brasileira começa a melhorar e os números menores da inadimplência com serviços básicos é um reflexo positivo desse cenário. No entanto, o impacto sobre a inadimplência de maneira geral ainda é tímido e isso ocorre porque o retorno aos níveis de renda e emprego que tínhamos em uma fase anterior à crise ainda demandará mais algum tempo e esforço”, pondera a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Para o SPC Brasil, apesar do recuo do número de atrasos com contas básicas, o estoque de inadimplentes no país ainda é elevado e rompe a marca dos 61,7 milhões de pessoas com o CPF restrito. Do total de pendências registradas nos cadastros de devedores, aproximadamente 8% são devidas ao setor de Água e Luz.

Além do impacto da crise nas finanças do brasileiro, o crescimento expressivo desses atrasos nos últimos anos estimulou as companhias dos setores de água e luz a utilizarem a negativação de CPFs como forma de acelerar o recebimento atrasado antes de realizarem o corte no fornecimento.

Dívidas em atraso com água e luz são mais frequentes entre pessoas acima de 30 anos e no Nordeste

Os dados por gênero do indicador mostram que do total de pendências com serviços básicos de água e luz, 52% estão em nome de mulheres e 48% no nome de homens. Quanto a faixa etária, a proporção de devedores aumenta conforme a idade: do total de inadimplentes com idade superior a 30 anos, 10% deles devem para companhias de água e luz, ao passo que esse percentual cai para apenas 3% entre os de 18 a 29 anos.

Outro dado é que o Nordeste é a região que apresenta a maior proporção de dívidas em atraso com contas de água em luz: em fevereiro de 2018, o número chegou a 14% nessa região. Em seguida, aparece o Norte (9%); o Centro-Oeste (7%); o Sudeste (7%) e o Sul (2%).

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

(Com CNDL)

 

Mudanças na lei do Cadastro Positivo vão beneficiar consumidores, avalia SPC Brasil


Com nova lei, todos os brasileiros que possuem CPF passam a fazer parte do Cadastro Positivo. Para SPC Brasil, novo cadastro é um direito do cidadão e deve estimular concorrência entre instituições de crédito e criar critérios mais justos de concessão


Em vigor desde 2013, o ‘Cadastro Positivo’ ainda é pouco conhecido entre os brasileiros, mas poderá ganhar mais espaço e beneficiar os consumidores no acesso ao crédito, caso o Projeto de Lei Complementar 441/2017 já aprovado no Senado também passe pela Câmara dos Deputados nas próximas semanas, avalia o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

A proposta que tramita no Congresso desburocratiza a atual legislação do Cadastro Positivo. Com a alteração da lei, todos os cidadãos brasileiros que possuem CPF passam automaticamente a fazer parte do cadastro, a não ser que peçam a exclusão de suas informações, o que é feito de forma gratuita. Atualmente, para fazer parte do Cadastro Positivo, o consumidor deve autorizar de forma voluntária a inclusão do seu histórico de pagamentos.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a baixa adesão ao Cadastro Positivo nos últimos anos tem a ver com o excesso de burocracia para a inclusão de informações no sistema e será revertido com essa proposta do legislativo. “A mudança é fundamental para consolidarmos o Cadastro Positivo como um instrumento de concessão de crédito”, afirma.

Cadastro Positivo deverá estimular juros mais baixos ao consumidor

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o Cadastro Positivo é um direito do cidadão e será importante para democratizar o acesso ao crédito no país, pois permitirá que informações que atualmente não são consideradas em uma avaliação de crédito, passem a ser consultadas, possibilitando uma avaliação de risco mais justa na concessão de crédito e maior precisão por parte do empresário.

“A proposta beneficia os consumidores que buscam crédito porque estimula a utilização de informações sobre os pagamentos que são realizados em dia pelos clientes, considerando não apenas os dados negativos de inadimplência, como funciona hoje em dia. Com essa mudança, consumidores e empresas que estão em dia com seus compromissos financeiros poderão ter acesso a condições mais favoráveis de financiamento, juros diferenciados de acordo com o perfil de cada consumidor e formas de pagamento facilitadas. Isso tudo sem afetar a proteção de dados sensíveis e o próprio sigilo bancário que permanecem preservados”, explica Pellizzaro Junior.

A expectativa do SPC Brasil é de que o Cadastro Positivo estimule a concorrência no mercado de instituições de crédito, com mais competidores e ampliando o escopo de informações acessadas na tomada de decisão em financiamentos, empréstimos e compras a prazo. “Um dos motivos das taxas de juros serem altas e de não haver flexibilização dos prazos para pagamentos é a ausência de algumas informações sobre os hábitos de pagamento dos consumidores. Atualmente, o bom pagador é penalizado pelo consumidor inadimplente, fazendo com que os juros sejam elevados para todos, independentemente do seu comportamento financeiro. Com o Cadastro Positivo, o consumidor será analisado pelo histórico de pagamentos, e não apenas pelas restrições pontuais existentes em seu nome, o que é um modelo mais justo”, afirma Pellizzaro Junior.

(Fonte: CNDL)

 

O que é Customer Success ou Sucesso do Cliente?

ApertoDeMaos

Um bom relacionamento com os clientes é a base do sucesso de uma empresa. Por isso as empresas têm investido cada vez mais não apenas em entregar um bom serviço e bons produtos, mas em garantir uma experiência de qualidade, através de um bom relacionamento com os seus clientes.
 
Muito se diz, contudo, sobre a felicidade e a satisfação do cliente, mas você já parou para pensar o que os clientes realmente querem?
 
Eles não querem ser felizes ou se sentirem realizados por serem clientes, eles querem alcançar os objetivos que tinham ao adquirir seu produto ou serviço.
 
É aí que entra a figura do Customer Success — ou Sucesso do Cliente. Esta novidade entrou no mercado há pouco tempo para revolucionar a forma como as empresas enxergam o bom e velho relacionamento com os clientes, focando não apenas no que elas querem, mas no que mais importa: o cliente.
 
Customer Success tem como base o sucesso do cliente (como está no próprio nome) e isso vai muito além de um cliente que paga em dia ou sabe usar uma ferramenta.
 
Vale dizer que, desta forma, sucesso do cliente torna-se responsabilidade de todo mundo dentro de uma empresa, a partir do momento em que você interage com o cliente em algum nível, o sucesso deste cliente é problema seu.
 
Essa mudança no conceito de pós-venda transformou o mercado e, desde então, as empresas têm reinventado a forma com que tratam seus clientes depois que eles já fazem parte da sua carteira.
 
A importância de Customer Success para as empresas
 
Sabendo da atuação desse profissional você já deve ter uma ideia sobre as vantagens de ter um departamento de Sucesso do Cliente para as empresas.
 
Algumas das principais vantagens:
 
Retenção
 
Este é o ganho mais valioso em ter Customer Success: garantir que os clientes não apenas entrem para a sua base, mas sejam mantidos.
 
Isso quer dizer uma diminuição da taxa de churn (churn rate é a taxa de cancelamento ou de abandono registrada em sua base de clientes) e, consequentemente, torna o negócio mais saudável e lucrativo a médio e longo prazo.
 
Experiência do cliente
 
Além de garantir que o cliente permaneça, o profissional de Customer Success contribui para que os seus clientes tenham uma experiência bem mais satisfatória enquanto seus clientes. Isto porque como premissa deste trabalho está a proximidade com o cliente, o acompanhamento de perto, a garantia de resultados – e isso é o que todo cliente quer para ficar satisfeito.
 
Cliente satisfeito é a melhor propaganda
 
A importância de um atendimento acima da média para que o cliente não apenas fique satisfeito, mas torne-se um “advogado” da sua marca,  defensor e alguém que indica e te ajuda a trazer novos clientes para a sua base de clientes.
 
Identificar (e converter) oportunidades
 
A área de Customer Success é também uma fonte de receita para as empresas, pois identifica oportunidades, por exemplo por novos serviços ou produtos a partir de demandas dos atuais clientes.O feedback do cliente é a melhor fonte de inspiração para novos produtos ou serviços, ou mesmo melhorias. O Customer Success é a melhor fonte de feedbacks dos clientes.
 
(Fonte:  Rock Content)
 

Correios iniciam entrega em dias alternados em todo o país

Resultado de imagem para correios govOs Correios iniciaram a implantação de um novo sistema de entrega de correspondências, a chamada Distribuição Diária Alternada (DDA) em todo país. Na prática, os carteiros não passarão mais todos os dias nas localidades e seguirão um calendário com algumas visitas por semana. O cronograma de implementação da mudança, que começou este mês, irá até maio de 2019, e atingirá, inicialmente, 743 cidades. 

Um calendário será distribuído a cada localidade para proporcionar previsibilidade sobre as entregas. A medida afeta principalmente bancos e prestadores de serviços, que encaminham boletos faturas com frequência.

Modelo foi testado no sul

A estatal diz que testou o modelo em cidades do Rio Grande do Sul e do Paraná. Mas entidades sindicais alegam que a medida precariza o trabalho dos carteiros com o aumento da sua área de cobertura.

— As pessoas já estão reclamando muito de demora na distribuição, mas não é por culpa do funcionário. Esse modelo alternado vai prejudicar ainda mais o nosso trabalho, e em alguns locais a entrega ficará inviável — diz o presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios (Findect), José Aparecido Gandara.

Entidades de defesa do consumidor temem aumento das reclamações por atrasos nas entregas. Maria Elizabeth Pereira, diretora executiva do Procon do Rio Grande do Sul, estado que recebeu o embrião do projeto, diz que somente neste ano, dez procedimentos administrativos foram abertos a partir de reclamações contra os Correios por atrasos na entrega de correspondências no estado. Nos dois primeiros meses do ano, as queixas aumentaram quase 80%.

— O que estamos orientando aqui é que o consumidor não espere a chegada do boleto para pagar as contas. Ele deve se antecipar ao vencimento.

Os Correios informaram que o modelo já foi adotado por outros países devido à vertiginosa queda de correspondências.

(Extra)

 

Em janeiro, vendas no varejo crescem 0,9% em relação a dezembro de 2017

Em janeiro de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 0,9% frente a dezembro de 2017, na série com ajuste sazonal, compensando o recuo de dezembro (-0,5%).

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Com isso, a variação da média móvel do trimestre encerrado em janeiro (0,3%) reverteu a queda em relação ao resultado do trimestre encerrado em dezembro (-0,1%).

Na série sem ajuste sazonal, frente a janeiro de 2017, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 3,2%, décima taxa positiva consecutiva nessa comparação.

O acumulado nos últimos doze meses subiu 2,5% em janeiro de 2018 e teve sua maior alta desde de novembro de 2014 (2,6%), prosseguindo em trajetória ascendente desde outubro de 2016 (-6,8%).

O volume de vendas do comércio varejista ampliado (varejo mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção) teve variação de -0,1% em relação a dezembro de 2017, após o recuo (-0,4%) em dezembro. A média móvel trimestral do volume de vendas do varejo ampliado subiu 0,6% no trimestre encerrado em janeiro, variação superior à do trimestre encerrado em dezembro (0,1%).

Frente a janeiro de 2017, o volume de vendas no varejo ampliado subiu 6,5%, nona taxa positiva seguida. O acumulando nos últimos doze meses subiu 4,6% em janeiro de 2018, sua maior variação positiva desde setembro de 2013 (4,9%), mantendo trajetória ascendente iniciada em julho de 2016 (-10,4%). A publicação completa, a série histórica e a apresentação da PMC estão à direita desta página.

Cinco das oito atividades têm variação positiva de dezembro/2017 para janeiro/2018

O acréscimo de 0,9% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de dezembro de 2017 para janeiro de 2018, série ajustada sazonalmente, teve perfil generalizado de crescimento, alcançando cinco das oito atividades investigadas. Dentre essas, os avanços mais relevantes foram observados em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,3%) e em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,8%), ambos compensando os recuos registrados no mês anterior de -1,7% e   -7,2%, respectivamente.

Ainda com resultado positivo frente a dezembro de 2017, encontram-se: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (3,7%); Tecidos, vestuário e calçados (0,9%); e Livros, jornais, revistas e papelarias (0,3%). Por outro lado, mostrando recuo frente a dezembro de 2017, figuram: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,5%); Móveis e eletrodomésticos (-2,3%); e Combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

Considerando o comércio varejista ampliado, a variação ficou próxima a estabilidade      (-0,1%), após recuo de 0,4% no mês anterior, com Veículos e motos, partes e peças mostrando avanço de 3,8%, enquanto Material de construção assinalou queda de 0,2%).

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Em janeiro de 2018, frente a igual mês do ano anterior, o volume do comércio varejista mostrou expansão de 3,2%, décima taxa positiva seguida, sendo esse avanço o menos acentuado dos últimos três meses. O resultado positivo de janeiro foi disseminado entre as atividades, alcançando seis das oito atividades que compõem o varejo. Por ordem de contribuição à taxa global, os resultados foram os seguintes: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,1%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,5%); Móveis e eletrodomésticos (5,3%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,4%); Tecidos, vestuário e calçados (0,2%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,2%).

Por outro lado, pressionando negativamente a taxa global de janeiro de 2018, figuram: Combustíveis e lubrificantes (-4,0%); e Livros, jornais, revistas e papelaria (-7,3%).

O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com expansão de 3,1% no volume de vendas frente a janeiro de 2017, foi a atividade que exerceu o maior impacto positivo no desempenho global do varejo. O aumento da massa de rendimentos reais habitualmente recebida e a redução sistemática da inflação de alimentação no domicílio foram os principais fatores que impulsionaram o desempenho positivo do setor. No acumulado de 12 meses a atividade avançou 1,7%, mantendo-se em trajetória ascendente desde março de 2017 (-3,0%).

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O grupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, joalheria, artigos esportivos e brinquedos, mostrou aumento de 10,5% na comparação com janeiro de 2017, acima da média global do varejo. Com o resultado de janeiro, o setor exerceu a segunda maior influência positiva sobre a taxa global. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com taxa de 3,2%, mais elevada desde setembro 2015 (3,4%), mantém trajetória de recuperação iniciada em setembro de 2016 (-10,4%).

O setor de Móveis e eletrodomésticos registrou crescimento de 5,3%, exercendo a terceira maior influência positiva sobre a taxa do varejo frente a janeiro do ano passado, décima taxa positiva consecutiva, sendo essa a menos acentuada desde maio de 2017 (14,0%). Esse resultado, acima da média geral das vendas, está associado à maior disponibilidade de crédito à pessoa física. Em termos de resultado acumulado nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 9,6%, mantendo a trajetória de recuperação iniciada em março de 2016 (-16,6%).

O volume de vendas do segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos mostrou expansão de 5,4% em relação a janeiro de 2017. Com caráter de uso essencial, o setor farmacêutico registrou, em janeiro de 2018, a décima taxa positiva consecutiva. Quanto ao indicador acumulado nos últimos 12 meses, o resultado de 3,1% mantém o setor em trajetória ascendente desde abril de 2017 (-3,5%).

A atividade de Tecidos, vestuário e calçados, com variação de 0,2% em relação a janeiro de 2017, registrou a décima terceira taxa positiva consecutiva, no entanto, foi a menor do período. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com variação de 7,7%, manteve a recuperação observada desde outubro 2016 (-11,5%).

A atividade de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com avanço de 4,2% no volume de vendas em comparação com igual mês do ano anterior, registrou o avanço nessa comparação após três taxas negativas consecutivas. A taxa acumulada nos últimos 12 meses, embora ainda negativa (-2,3%) também sinalizou trajetória de recuperação desde   março 2017 (-10,8%).

A atividade de Combustíveis e lubrificantes, com -4,0% de variação do volume de vendas em relação ao mesmo mês do ano anterior, exerceu a maior contribuição negativa no resultado total do varejo. Essa é a oitava taxa negativa consecutiva. A elevação dos preços de combustíveis acima da variação média de preços, é fator relevante que ainda vem influenciando negativamente o desempenho do setor. Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses ainda permanece mostrando recuo (-3,1%), mas em trajetória ascendente desde fevereiro de 2017 (-8,9%).

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou variação no volume de vendas de -7,3% frente a janeiro de 2017, influenciada, em especial no que tange a jornais e revistas, por certa substituição dos produtos impressos pelos de meio eletrônico. O acumulado nos últimos 12 meses permanece no campo negativo -3,7%, porém sinalizando recuperação desde outubro 2016 (-16,8%).

comércio varejista ampliado registrou para o volume de vendas, uma variação de 6,5% contra janeiro de 2017. Esse comportamento ocorre, principalmente, devido ao desempenho positivo de Veículos, motos, partes e peças, que com resultado interanual de 18,2% respondeu por 58,5% do total do varejo ampliado. Com o resultado de janeiro, o varejo ampliado completa a nona taxa positiva consecutiva. O setor de Veículos, motos, partes e peças mostrou expansão de 18,2% no volume de vendas frente a janeiro de 2017, taxa mais elevada desde abril de 2013 (22,5%).

O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com variação positiva de 4,5%, registrou o resultado mais elevado desde julho de 2013 (6,2%) e permaneceu em trajetória ascendente desde fevereiro 2017 (-13,2%). O segmento de Material de construção, com taxa de 7,3%, completa nove meses mostrando expansão na comparação com igual mês do ano anterior, porém com a variação menos acentuada desde junho de 2017 (6,7%). O indicador acumulado em 12 meses, com aumento de 9,4%, mostra trajetória ascendente desde julho 2016 (-12,9%) e registrou a taxa mais elevada desde abril de 2012 (9,4%).

Vendas avançam em 19 das 27 Unidades da Federação

Na passagem de dezembro de 2017 para janeiro de 2018, na série com ajuste sazonal, as vendas no comércio varejista avançam em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Roraima (8,6%); Amapá (8,4%) e Rio Grande do Norte (7,6%). O Piauí registrou estabilidade (0,0%). Por outro lado, Espírito Santo (-2,9%) e Goiás (-2,1%) mostraram os maiores recuos nas vendas nessa comparação.

Frente a janeiro de 2017, na série original, o comércio varejista registrou aumento no volume de vendas em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque positivo, em termos de magnitude de taxa para Rondônia (18,2%), Santa Catarina (15,5%) e Roraima (14,5%). Por outro lado, Goiás (-9,2%) figura com a taxa negativa mais elevada dentre todas as Unidades da Federação. Quanto à participação na composição da taxa positiva do varejo, destacaram-se: Santa Catarina (15,5%), São Paulo (2,0%) e Rio Grande do Sul (7,2%).

(Fonte: IBGE)

 

 

72% dos brasileiros mudaram seus hábitos financeiros por causa da crise econômica, mostra pesquisa do SPC Brasil e CNDL


55% passaram a evitar compras de produtos supérfluos e reduziram gastos com lazer. Oito em cada dez consumidores pretendem manter os hábitos caso a crise seja resolvida em 2018

Baixa atividade econômica, dificuldade para encontrar emprego, renda per capta reduzida… Nos últimos anos os brasileiros foram obrigados a enfrentar um cenário bastante adverso. A recessão tomou conta das conversas no dia a dia das pessoas, mas quais têm sido, de fato, as consequências para o consumidor? Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que sete em cada dez brasileiros (72%) mudaram seus hábitos em relação ao dinheiro por causa da crise econômica. Somente 19% garantem não ter feito mudanças.

O orçamento mais curto fez com que muitas famílias modificassem a rotina de compras, além de repensar algumas de suas prioridades. Assim, 55% passaram a evitar compras de bens supérfluos, aumentando para 68% entre os mais velhos e 69% entre os pertencentes às classes A e B. Outros 55% reduziram os gastos com lazer, enquanto 54% passaram a fazer pesquisas de preço antes de adquirir um produto e 52% ficaram mais atentos às promoções, buscando preços menores.

De modo geral, estabelecer estratégias a fim de diminuir as despesas em casa passou a ser comum para boa parte dos entrevistados: considerando os consumidores que afirmaram ter mudado seus hábitos financeiros, 51% buscaram economizar nos serviços de luz, água e telefone, pensando no valor da conta, 46% adotaram a substituição de produtos por marcas similares mais baratas, 44% passaram a controlar os gastos pessoais e/ou da família e 43% passaram a evitar parcelamentos muito longos.

Por outro lado, observa-se que a atitude menos adotada a partir da crise econômica foi o hábito de poupar ao menos uma parte dos rendimentos, mencionada por apenas 26%. De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, de fato, em momentos de aperto financeiro é mais difícil para o consumidor constituir reserva financeira quando a prioridade é pagar as contas e manter demais compromissos em dia.

“Cada família encontrou um jeito de lidar com a situação, sempre com o mesmo objetivo: fazer as despesas caberem no orçamento. Em momentos de sufoco financeiro é importante os consumidores ficarem mais atentos aos gastos com itens supérfluos ou desnecessários e controlarem os gastos pessoais, mas atitudes como estas são recomendáveis em qualquer contexto para uma prosperidade financeira. Além disso, ter uma reserva financeira te ajuda a passar por momentos de crise com segurança e tranquilidade”, destaca a economista.

Em 2018, 83% pretendem manter os hábitos financeiros que adquiriram durante a crise

A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL indica que, em relação aos sentimentos vivenciados com a mudança de hábitos decorrente da crise, quatro em cada dez entrevistados sentiram alívio e tranquilidade por não estourar o orçamento (42%), enquanto 36% relatam alegria por conseguir manter pelo menos o essencial. Em contrapartida, 32% mencionam frustração por deixar de comprar certos produtos que gostam e 31% falam na limitação por querer e não poder comprar. Além disso, um em cada cinco consumidores se sente constrangido por não poder dar para família o que eles desejam (21%).

De qualquer forma, as mudanças proporcionadas por todo esse contexto parecem ter sido bem assimiladas pela grande maioria dos entrevistados: supondo que a situação do país melhore em 2018, 83% pretendem manter os hábitos que adquiriram durante a crise e somente 8% pretendem abandoná-los.

Essa disposição para manter atitudes adotadas no período de adversidades está relacionada a efeitos claramente positivos nas finanças pessoais: 52% poderiam dar continuidade aos hábitos adotados por terem conseguido administrar melhor o orçamento, enquanto 51% dizem ter aprendido a economizar dinheiro, 50% passaram a controlar o impulso por compras e 47% aprenderam a fazer compras melhores.

Por outro lado, o desejo de recuperar o antigo padrão de consumo levaria parte dos entrevistados a abandonar as práticas adquiridas no período de adversidades. Dentre aqueles que mudaram seus hábitos em relação ao dinheiro durante a crise, mas voltariam ao antigo padrão de comportamento em caso de melhora do cenário econômico, 44% fariam isso porque querem voltar ao tipo de vida que tinham antes, ao passo em que 26% não se sentiriam mais inseguros em relação ao futuro e por isso não precisariam mais se controlar.

“Foram quase três anos consecutivos de recessão, que se estendeu de meados de 2014 ao final de 2016, mas a economia brasileira voltou a crescer em 2017, ainda que em ritmo bastante lento. Esse início de recuperação conta também com alguma retomada do consumo das famílias, estimulado tanto pela medida que liberou o FGTS no primeiro semestre do ano passado quanto pela queda da inflação e dos juros”, afirma Marcela Kawauti. “Por outro lado, o quadro geral da economia ainda é ruim, com poucos reflexos positivos diretos no dia a dia do consumidor. Portanto, é importante que as pessoas mantenham a prudência nos gastos e priorizem o planejamento e o controle do orçamento”, indica.

Metodologia

Foram entrevistados 805 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

(Fonte: CNDL / SPC Brasil)

 

22% dos consumidores tiveram crédito negado ao tentarem parcelar compra em janeiro, revela indicador do SPC Brasil e CNDL


Em cada dez brasileiros, seis não se utilizaram de nenhuma modalidade de crédito no período; 22% dos usuários de cartões começaram 2018 entrando no rotativo e 78% dos consumidores fecharam o mês sem sobras de dinheiro

O Indicador de Uso do Crédito apurado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) revela que 22% dos brasileiros tiveram crédito negado no último mês de janeiro ao tentarem parcelar uma compra em estabelecimentos comerciais ou contratar serviços a prazo. A falta de comprovação de renda ou insuficiente de renda (36%) e as restrições ao CPF (31%) em virtude da inadimplência foram as principais razões para a negativa.

De acordo com a sondagem, em cada dez consumidores, seis (58%) não se utilizaram de nenhuma modalidade de crédito no último mês de janeiro, como cartões, crediário, cheque especial, linhas de financiamentos ou empréstimos. Outros 42% mencionaram ao menos uma modalidade a qual tenham recorrido no período. Em dezembro, período de tradicional aquecimento das vendas no varejo, esse índice era ligeiramente maior e atingiu 46% dos consumidores. Ainda assim, o número observado em janeiro deste ano é o segundo mais elevado desde junho de 2017, quando 44% dos brasileiros haviam se utilizado de ao menos um tipo de crédito naquele mês.

Os cartões de crédito (36%) e o crediário (12%) foram as modalidades mais usadas em janeiro deste ano. O cheque especial foi citado por 7% da amostra e os financiamentos por 6%.

Na escala do Indicador de Uso do Crédito que varia de zero a 100, sendo que quanto mais alto, maior a utilização de modalidades de crédito, o resultado observado em janeiro ficou em 28,1 pontos, pouco abaixo dos 31,0 pontos verificados em dezembro último.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o resultado timido do indicador é reflexo ainda da queda nas concessões de crédito ocorrida no período mais agudo da crise. “Com a renda do brasileiro menor, a análise de crédito tornou-se mais criteriosa para evitar a inadimplência e as concessões caíram ao longo do período mais severo da recessão. Somente agora o crédito começa a recuperar-se, mas é prudente que haja controle e critérios sobre a liberação de crédito por parte das instituições e que o consumidor se mantenha cauteloso antes de se endividar”, afirma Pellizzaro Junior.

Para 51%, contratar crédito é algo difícil; 48% dos que tomaram empréstimo ou financiamento atrasaram parcela em algum momento

No total, apenas 14% dos consumidores consideram a tomada de crédito como algo fácil nos dias de hoje. Para 51%, trata-se de algo dificil, ao passo que 22% consideram regular. “Crédito fácil e sem burocracia pode parecer algo positivo aos olhos do consumidor, mas em muitos casos, a contrapartida dessa agilidade é a cobrança de taxas de juros muito elevadas. O crédito pode ser um aliado do consumidor para aquisição de bens de maior valor, mas se não bem utilizado, pode ser a porta de entrada para o descontrole financeiro” explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Sobre as dificuldades que o mau uso do crédito pode acarretar, o levantamento aponta que 48% dos tomadores de empréstimos e financiamentos atrasaram, em algum momento, parcelas dessa dívida – sendo que 15% ainda possuem prestações pendentes.

23% dos usuários de cartão de crédito caíram no rotativo em janeiro e 41% viram valor da fatura aumentar

O indicador apurado pelo SPC Brasil e pela CNDL também revela que o percentual de consumidores que não pagaram o valor integral da fatura do cartão de crédito oscilou de 28% em dezembro do ano passado para 23% em janeiro deste ano. Desse total, 10% entraram no chamado ‘rotativo não regular’, quando não há nem mesmo o pagamento do mínimo. Já 13% ficaram dentro do ‘rotativo regular’, ou seja, pagaram ao menos o mínimo da fatura. Os consumidores que pagaram o valor total da fatura em janeiro somam 76% dos usuários do cartão.

Os juros cobrados pelos bancos quando o cliente não paga o valor integral da fatura do cartão de crédito são altos e chegam a 387% ao ano, em média, no caso do não regular e, 241% no caso do regular, segundo dados oficiais do Banco Central.

Entre os consumidores que se utilizaram do cartão de crédito no mês de janeiro, 41% aumentaram o valor da fatura nesse período e somente 21% notaram um queda. Para 35% houve estabilidade. Entre os que se lembram o valor que gastaram, a média da fatura encerrada em janeiro foi de R$ 849, cifra ligeiramente abaixo da observada em dezembro último, que era de R$ 966.

A pesquisa ainda mostra que o uso do cartão já não se limita a compra de itens de alto valor, que geralmente precisam ser parcelados. As despesas correntes de todo mês também estão sendo feitas a crédito pelo consumidor brasileiro. Em primeiro lugar ficaram as compras em supermercados, citadas por 59% de seus usuários. Em segundo lugar está a aquisição de remédios, com 45% de menções. Depois aparecem gastos como roupas, calçados e acessórios (34%), combustíveis (32%) e idas para bares e restaurantes (25%).

Mesmo com inflação sob controle, preços elevados fazem 49% planejarem corte de gastos; 40% estão com as contas no ‘zero a zero’

De acordo com os dados do Indicador de Propensão ao Consumo, no último mês de fevereiro, quase a metade (49%) dos consumidores manifestaram a intenção de reduzir gastos no orçamento, contra somente 8% que planejavam aumentar o valor de suas compras. Para 40%, os gastos devem se manter estáveis. Apesar de a inflação estar sob controle, os preços elevados dos produtos (37%) é a principal razão para a contenção de gastos do brasileiro, seguido da busca constante por economizar (25%) e do desemprego (19%).

Entre os produtos que os consumidores pretendem comprar em março, excluindo os itens de supermercado, os remédios lideram a lista (28%), seguido das roupas, calçados e acessórios (19%) e da recarga para celular (18%).

O estado das finanças do consumidor colabora para esse comportamento mais cauteloso. Apenas 18% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul – ou seja, com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos. A maior parte (40%) admite estar no ‘zero a zero’, sem sobra e nem falta de dinheiro, enquanto 38% encontram-se no vermelho e não conseguem pagar todas as contas com a renda que possuem.

Metodologia

A pesquisa foi realizada em abril e abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

(Fonte: CNDL)

 

Banco Central, CNDL e SPC Brasil assinam acordo de cooperação para promover ações de cidadania financeira


Instituições realizarão pesquisas e divulgarão conteúdos voltados a finanças pessoais

Melhorar a relação dos consumidores com suas finanças pessoais é o objeto do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que o Banco Central assinou hoje com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Focado em cidadania financeira, o acordo tem duração de dois anos, período no qual as instituições vão produzir pesquisas e disseminar conteúdos sobre educação financeira, crédito e consumo.

O indicador mensal Uso do Crédito no Brasil, que CNDL/SPC Brasil divulgam amanhã, mostra que, em janeiro, 22% dos brasileiros tiveram crédito negado ao tentar parcelar uma compra em estabelecimentos comerciais ou contratar serviços a prazo. Para 36% deles, faltaram comprovação ou suficiência de renda, enquanto um em cada três teve restrições ao CPF devido à inadimplência.

“Esse acordo poderá melhorar a vida das pessoas e aumentar a capacidade de consumo da população”, observou o presidente da CNDL, José César Costa, lembrando que as câmaras de dirigentes lojistas estão presentes em mais de 1.500 municípios de 26 estados e no Distrito Federal.

A ideia do ACT é unir esforços em prol da inclusão financeira da população e vai se estruturar nos pilares educação financeira e pesquisas. Isaac Sidney Ferreira, diretor de Relações Institucionais e Cidadania do Banco Central, informou que a bancarização cresceu 3,3% nos últimos dez anos, enquanto a população adulta brasileira segue heterogênea e muitas vezes usa mau o crédito.

“Todos nós temos de promover a cidadania financeira, daí a importância de o Banco Central firmar parcerias. Vamos conjugar esforços, fazer o intercâmbio de dados agregados, casando demandas e acessos a serviços financeiros. Esse diagnóstico comportamental daquele que usa o varejo e o crédito pode nos ajudar a avaliar o impacto de políticas públicas importantes”, explica o diretor, citando como possível consequência a redução do spread bancário.

Além das pesquisas, o conteúdo de educação financeira produzido pelo Banco Central será compartilhado nos canais que o SPC Brasil oferece para os consumidores, como o site Meu Bolso Feliz e o aplicativo SPC Consumidor. Em contrapartida, as pesquisas do SPC Brasil serão compartilhadas com o BC. “O desenvolvimento do Brasil só vai ocorrer quando todo cidadão tiver seu orçamento organizado, e isso inclui as pequenas empresas, que muitas vezes vão a óbito porque os empresários não têm noção do uso adequado de recursos. Esse acordo tem muito a contribuir para a cidadania financeira, fundamental para o desenvolvimento sustentável de longo prazo da nossa moeda”, afirmou o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, que aproveitou as perguntas dos repórteres para reforçar a importância da aprovação pelo Congresso do cadastro positivo, melhorando o acesso ao crédito no país.

 

Instituições envolvidas:

Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) – Principal representante do varejo nacional, tem 95% de suas associadas enquadradas como micro e pequenas empresas. O varejo emprega 20 milhões de pessoas e impacta 47% do PIB nacional, segundo o IBGE.

Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) – Ponte da CNDL com os consumidores, atua como um sistema de informações e serviços. Possui uma rica base de dados para a criação de produtos e a produção de indicadores e pesquisas.

Banco Central – Além de atribuições como controle de inflação e política monetária, o BC tem uma agenda de trabalho, chamada BC+, estruturada sobre quatro pilares: MAIS Cidadania Financeira; Crédito MAIS barato; Legislação MAIS moderna e Sistema Financeiro MAIS eficiente.

 

(Fonte: CNDL e SPC Brasil)

 

Vantagens e desvantagens do financiamento de dívidas tributárias

O financiamento de dívidas tributárias é um assunto em alta no momento, já que paira sobre os micro e pequenos empresários a dúvida sobre a possibilidade ou não de participarem do REFIS. Sancionado em janeiro pelo Congresso Nacional, a medida foi vetada pelo presidente Michel Temer para as MPEs optantes pelo Simples. O REFIS, se fosse sancionado sem vetos, reproduziria, para as microempresas, as condições de parcelamento de débitos oferecidas para grandes empresas. Por essa razão, separamos algumas vantagens e riscos do financiamento de dívidas tributárias para micro e pequenas empresas. Vamos lá?

 

Argumentos a favor


1) Empregos


As MPEs são responsáveis por 27% do PIB (produto interno bruto) brasileiro e 57% dos empregos formais. Caso o REFIS seja vetado, 600 mil pequenas e micro empresas seriam excluídas do Simples Nacional, o que implicaria em, no mínimo, dois milhões de empregos a menos.

 

2) Transição econômica


O Brasil está se recuperando de uma grave recessão em sua economia. É natural que as condições para a reabilitação das empresas, que estão auxiliando nessa recuperação, sejam facilitadas e melhoradas para que todo mundo esteja em dia e pronto para voltar com a força toda.

 

3) Reposição de caixa


Nos últimos três anos, o micro e pequeno empresário foi obrigado a fazer uma dura escolha. Ou pagava fornecedores e funcionários, ou pagava seus impostos. Para seguir trabalhando, abriu mão do pagamento deste último, o que gerou um déficit nas contas do próprio Governo Federal. Com o REFIS esse dinheiro será reposto, mesmo que gradualmente.

Argumentos contra


1) Injustiça


Por quê alguns empresários conseguiram cumprir com suas obrigações e outros não? Algumas instituições consideram o refinanciamento injusto, já que todos passaram pelas mesmas dificuldades econômicas.

 

2) Inadimplência


Há o risco de que o financiamento seja feito e não cumprido. Que, após manter-se no Simples Nacional, o empresário deixe de pagar as parcelas e perca o benefício, entrando em um círculo vicioso de dívidas tributárias.

 

3) Inconstitucionalidade


A inadimplência de optantes do Simples configura exclusão automática do programa. Por isso, não é cabível que o benefício do refinanciamento seja estendido a essas empresas.

 

Como você pode ver, são vários argumentos a favor ou contra o financiamento de dívidas tributárias para pequenas e micro empresas. A nossa dica é que a prioridade seja sempre do brasileiro, que gera empregos, faz a roda da economia girar e não fica preso em normatividades burocráticas que apenas travam o avanço do país.

 

(Fonte: FCDLMG)

 

Você conhece a origem dos boletos que recebe em sua empresa?

Frequentemente associados informam sobre cobranças indevidas de boletos de cobrança, e esse fato merece muita atenção.

A dinâmica da cobrança acontece da seguinte forma:

O lojista formaliza pedido normal ao seu fornecedor e posteriormente recebe o boleto para pagamento, de acordo com o valor e demais condições previamente estabelecidos.

Posteriormente o lojista recebe outro boleto, contendo os mesmos dados do seu fornecedor, porém, com a opção de pagamento com um desconto, para pagamento na mesma data, ou com outros benefícios.

Diante dessa situação, o lojista acaba pagando o boleto com o desconto, porém para terceiro, que arquitetou o golpe, e ainda continua devendo o valor para o seu real fornecedor.

Não se tem notícia de como acontece a interceptação de informações de cobranças de fornecedores, e por isso, todo o cuidado deve ser tomado para que o lojista não seja mais uma vítima.  

Assim, recomenda-se que, em eventual dúvida sobre um boleto de cobrança ou o recebendo de dois boletos referentes ao mesmo pedido de compra, o lojista deve entrar em contato com o seu fornecedor e confirmar o número identificador que consta no boleto, e as condições oferecidas, código de barras, etc., evitando-se o pagamento indevido.

Ainda em dúvida? Não hesite em entrar em contato com as ACIP/CDL pelo 3831-5500.

(Departamento Jurídico - CDL/BH)