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Pequenos negócios geram empregos pelo 2º mês seguido, diz Sebrae

Fonte: FCDL-MG

 

As micro e pequenas empresas voltaram a ter saldo positivo de empregos. Pelo segundo mês consecutivo, elas contrataram mais do que demitiram. Em setembro, o número de novas vagas de trabalho foi de 1.989. O resultado das micro e pequenas empresas foi positivo, enquanto as médias e grandes empresas encerraram quase 41 mil vagas no mês passado.


Em agosto e setembro foram criados 6,6 mil novos postos de trabalho pelos pequenos negócios. Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, o resultado é mais uma prova de que a recuperação do mercado de trabalho passa pelo segmento. “Há uma perspectiva de evolução na geração de empregos e essa melhoria começa pelas micro e pequenas empresas. A sanção do projeto Crescer Sem Medo e a ampliação do prazo de parcelamento dos débitos tributários vão dar mais fôlego para os empresários.


Também vai permitir que parte do orçamento destinado para pagar débitos seja usado na ampliação das vagas de emprego e na implementação de inovações”, disse. A geração de empregos pelos pequenos negócios foi puxada pelas empresas do setor de Serviços (novas 11.827 vagas), seguida pelas empresas do Comércio (novas oito mil).


No acumulado do ano, a geração de empregos nas micro e pequenas empresas continua a apresentar um saldo negativo com a extinção líquida de 40.195 postos de trabalho de janeiro a setembro. No entanto, as médias e grandes empresas encerraram 661 mil vagas, número 16 vezes superior ao dos pequenos negócios.

Crise econômica chega ao topo da pirâmide e atinge classes A e B

Fonte: FCDL-MG

 

“Distinção” é um termo que não faz parte do vocabulário da crise financeira nacional, que, nos últimos anos, tem mudado não apenas os hábitos dos consumidores com menor poder aquisitivo, como daqueles detentores de maior renda. Em Minas Gerais, com a instabilidade econômica do País, boa parte dos cidadãos incluídos nas classes A e B, situadas na ponta da pirâmide social, também tem procurado manter um planejamento rígido para conter as despesas e se proteger diante das oscilações do mercado, mesmo em uma situação aparentemente mais confortável.

 

Em pesquisa divulgada ontem pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL-MG), realizada apenas com consumidores das duas classes, 36,7% dos entrevistados, a maioria, afirmaram que vão utilizar o 13º salário para quitar dívidas ou pagar os compromissos típicos do mês de janeiro - como matrícula escolar, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) -, e 24,5% pretendem resguardar o dinheiro em alguma aplicação ou poupança.

 

O analista de mercado da FCDL-MG, Vinícius Carlos, explica que o comportamento cauteloso é resultante da insegurança ainda existente entre a população quanto ao quadro econômico atual. As tradicionais compras de Natal (11,2%), por exemplo, aparecem em segundo plano em termos de uso do abono natalino, assim como o gasto com as férias (14,3%).

 

“Os entrevistados apontaram que nesse cenário que está se desenhando, tem pontos positivos, mas ainda sem melhoras importantes dos indicadores macroeconômicos. E com a crise política anterior, eles ficaram mais cautelosos esperando uma definição no ambiente. Estamos em uma situação de redução de juros, inflação em patamar mais estável, mas isso ainda não foi suficiente para mitigar o peso do desemprego e da queda da renda, que impacta no desenvolvimento”, avalia Vinícius Carlos.

 

Conforme a análise do especialista, os consumidores das classes A e B costumam ter mais acesso à informação e aproveitam esse conhecimento extra para se organizar e assegurar a manutenção do seu poder de compra realizando investimentos diversos.

 

“Esse planejamento, as classes A e B fazem bem, buscando novas formas de rendimento e de proteção ao poder de compra, seja por via de novos investimentos pautados em um plano de negócios ou via conhecimento de produtos/investimentos financeiros oferecidos pelas instituições financeiras, que garantem certa rentabilidade capaz de mitigar, em média, as perdas oriundas do processo inflacionário. Ou seja, é ficar atento ao mercado, buscando informações e as referenciando com o custo de oportunidade de cada um e seus valores”, destaca.

 

As mulheres, na comparação com o sexo oposto, estão com um planejamento financeiro mais rígido, segundo a pesquisa. Entre os destinos para o 13º salário, a maior parte das mineiras aponta a aplicação do recurso (28,9%), o pagamento de dívidas (26,7%) e a quitação dos compromissos de janeiro (22,2%). Os homens também vão utilizar o benefício do fim de ano para aplicação (20,4%), mas se mostram mais suscetíveis aos gastos do período com férias (18,5%) e compras de Natal (16,7%).

 

Tíquete menor - As duas classes sociais, no entanto, afirmam que devem reduzir o número de presentes para este ano. Entretanto, elas prometem manter o tíquete médio natalino em patamar elevado. Segundo o levantamento da FCDL-MG, 31,8% dos entrevistados gastarão de R$ 500,01 a R$ 1.000,00. Um dado curioso apurado pela pesquisa é que mesmo o consumidor de maior poder aquisitivo tem sinalizado uma disposição maior para experimentar outros produtos, marcas e novidades.

 

Neste ano, os principais fatores econômicos que impactaram a confiança dos consumidores entrevistados foram crise política (36,3%), desemprego (16,1%) e queda da renda (14,5%).

Sistema de bloqueio de telemarketing em Minas Gerais

Bloqueio de telemarketing

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais em seu site (www.mpmg.mg.br)  publicou, na parte relativa a Defesa do Cidadão – Consumidor, matéria sobre o bloqueio de telemarketing, nos seguintes termos:

Todo consumidor em Minas Gerais pode escolher se deseja ou não receber ligação telefônica ou SMS que ofereça produtos e serviços. Caso não queira recebê-los, o consumidor pode cadastrar números de telefones fixo ou móvel no Sistema de Bloqueio deTelemarketing por Ligação e SMS, conhecido como Lista Antimarketing.

Esse é um serviço gratuito gerenciado pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MG), conforme determinação da Lei Estadual 19.095/2010.

Em 30 dias, contados do cadastro no sistema, todo fornecedor estará proibido de promover o marketing direto ativo para os números de telefone cadastrados, com exceção de entidades filantrópicas e de empresas que sejam expressamente autorizadas pelo consumidor. No entanto, apenas números de telefone registrados em Minas Gerais podem ser cadastrados na Lista Antimarketing.

Considera-se marketing direto ativo a estratégia de vendas consistente em estabelecer interação entre fornecedor e consumidor, independentemente da vontade deste, com o objetivo de oferecer produtos ou serviços.

O cadastro no sistema de bloqueio de telemarketing é válido por um ano. Ao final desse período, o sistema enviará alerta para o e-mail do usuário informando a necessidade de revalidação do cadastro.

O consumidor que efetuar o cadastro de um telefone no sistema deverá cancelá-lo imediatamente se deixar de ser o titular da linha.

Leia mais sobre a normalização do sistema de bloqueio de telemarketing:
Decreto Estadual N.º 46.587, de 26/08/2014 - Dispõe sobre a implementação da lista pública para registro dos consumidores que não desejam receber ofertas comerciais por meio de marketing direto ativo.

Resolução PGJ N.º 83/2014, de 18/09/2014 - Dispõe sobre a implementação, o gerenciamento e a manutenção da lista identificada como "Lista Antimarketing".
Acesse aqui o Sistema de Bloqueio de Ligações de Telemarketing - Lista Antimarketing

Fonte: site Federaminas

Veja 7 direitos que o consumidor pensa que tem

venda comercio

Consumir é uma necessidade básica do dia a dia. Sem isso é praticamente impossível sobreviver. Para não ser lesado no ato da compra, o consumidor tem vários direitos. No entanto, eles não são ilimitados. Listamos abaixo sete “supostos” direitos que a maioria das pessoas, muitas vezes, imaginam que são garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), mas na verdade não o são:


1. Troca de presentes – O CDC apenas estabelece a obrigação de troca para compras realizadas pela internet, por telefone ou catálogo e nesse caso o consumidor não precisa especificar o motivo. Sendo a compra realizada em loja física, não há obrigação de troca. A lei prevê que o lojista só é obrigado a trocar se o produto tiver defeito. Muitas lojas realizam a troca por motivo de cortesia e relacionamento, mas não estão obrigadas a fazê-lo.


2. Troca imediata de produto com defeito – Havendo reclamação de produto com defeito, a empresa tem um prazo de 30 dias para resolver o problema, podendo, inclusive, acionar o fabricante. Só depois de terminado esse prazo, se o problema ainda não foi resolvido, é que o consumidor pode exigir a troca, a devolução do dinheiro ou um abatimento no preço.


3. Compra de produtos por preço irrisório – A publicidade de um produto ou serviço vincula o fornecedor, que tem obrigação de cumpri-la. Porém, quando se trata de um erro grosseiro no preço, tal como, a oferta de um carro zero quilômetro por R$100,00, não obriga o fornecedor em seu cumprimento. Isso porque, nesse caso, estaríamos diante de um enriquecimento ilícito por parte do consumidor além de má-fé ao exigir algo que sabe não ser verdadeiro. Muita gente já tentou se aproveitar de erros cometidos por lojas virtuais, que anunciaram sem querer preços bem abaixo do real. A Justiça tem se manifestado contrária a esse tipo de ação.


4. Loja não aceita cheque ou cartão – A legislação brasileira apenas determina que todo estabelecimento comercial deve aceitar pagamento em dinheiro. Não existe nada que obrigue o fornecedor a aceitar cheque ou cartão como forma de pagamento. O comerciante pode optar por não aceitar. Nesse caso, apenas deve deixar a informação clara. Além disso, a restrição deve valer para todas as situações.


5. Reclamar nos órgãos de proteção ao consumidor sobre problemas de transações com pessoa física - Quem compra um bem (carro, moto, computador...) de outra pessoa e tem problemas não pode querer a aplicação do CDC ou reclamar no Procon. Isso porque essa não é uma relação de consumo. A pessoa pode reclamar, nesse caso, na Justiça Comum e a lei que ampara essa situação é o Código Civil.


6. Cheque especial cancelado – Os bancos podem cancelar ou diminuir o limite do cheque especial sempre devendo comunicar prévia e expressamente essa decisão ao correntista. Isso porque o valor colocado à disposição do cliente é um contrato de empréstimo e fica a critério do banco escolher o valor oferecido.


7. Couvert Artístico - Bares e casas noturnas podem cobrar o couvert artístico desde que realmente haja alguma manifestação artística no local e o estabelecimento informe previamente sobre a cobrança e seu respectivo valor.

Fonte: Terra Economia

Setor calçadista aposta que vendas para o Natal vão superar 2015

Fonte: FCDL-MG

 

Mesmo com o cenário adverso, as atividades industriais do polo calçadista de Nova Serrana, no Centro-Oeste do Estado, estão a todo o vapor. As encomendas de fim de ano começaram a chegar às fábricas do Arranjo Produtivo Local (APL) em meados de agosto e estão sendo entregues aos lojistas em etapas. A expectativa é de que as vendas natalinas deste exercício superem as do ano anterior.

 

De acordo com o presidente do Sindicato Intermunicipal da Indústria do Calçado de Nova Serrana (Sindinova), Pedro Gomes da Silva, apesar de o desempenho dos negócios no polo não ter sido tão favorável no primeiro semestre, a segunda metade de 2016 começou melhor. Ele lembra que este aquecimento já é tradicional, devido à proximidade com o Natal – principal data do comércio varejista.

 

Em relação às vendas do ano passado, o presidente não soube precisar se estão melhores, pois ainda não foi realizado um balanço. Por outro lado, ele contou que os produtores estão com os estoques comprometidos e nem 15% das empresas do APL têm o que vender para novembro.

 

“A maioria dos lojistas já fez as encomendas para o Natal. As indústrias agora estão produzindo para ir entregando em escala. Os pedidos que estão chegando são voltados para reposição ou até mesmo para o início do ano que vem, mais precisamente para a volta às aulas”, revela.

 

Dessa forma, as expectativas em relação ao desempenho das vendas para a data e no acumulado do exercício são as melhores possíveis. Para o dirigente, tudo indica que os resultados serão positivos. “Já temos alguns indícios de que terminaremos o ano bem. Se os números não forem um pouco maiores que os de 2015, serão, pelo menos, iguais”, acredita.

 

Atualmente, o polo calçadista de Nova Serrana e região conta com 1.200 empresas e emprega mais ou menos 19 mil profissionais.

Em Belo Horizonte, a situação não é muito diferente. Em uma das tradicionais fábricas de calçados e acessórios femininos da Capital – Luiza Barcelos, localizada no bairro São Francisco, na região da Pampulha –, os níveis de pedidos aumentaram nos últimos meses, também em função da proximidade do período natalino.

 

Segundo o proprietário da marca, Luiz Raul Aleixo Barcelos, outro evento que tem colaborado com o aquecimento dos negócios é a Black Friday, que acontece no fim de novembro, em todo o País. Conforme Barcelos, muitos lojistas já consideram a data como um “Natal antecipado” e, assim, também anteciparam seus pedidos.

 

“Nós mesmos teremos vendas maiores para novembro do que para dezembro, justamente em função da Black Friday. É que os consumidores querem aproveitar as promoções para comprar os presentes de Natal”, justifica.

 

De toda maneira, na comparação com os mesmos meses do ano passado, os números estão estáveis, o que o empresário considera positivo, uma vez que, nos meses anteriores, ficaram abaixo dos patamares atingidos em 2015. “Esses números poderiam estar melhores, não fosse o cenário econômico. De qualquer maneira, já tivemos uma melhora em relação à primeira metade do ano”, argumenta.

 

Ainda de acordo com Barcelos, a empresa deverá encerrar 2016 com as vendas cerca de 10% menores do que as de 2015. Já para 2017, as expectativas são mais otimistas e ele aposta em crescimento em relação ao atual exercício.

 

Na outra ponta, a rede de lojas Anacapri, pertencente ao Grupo Arezzo, já registra crescimento da ordem de 15% nos pedidos natalinos em relação ao ano passado. A marca, que conta com quatro lojas próprias e 76 franquias espalhadas pelo Brasil, também começou a repassar as encomendas dos lojistas em agosto.

 

De acordo com a consultora de franquias da Anacapri, Natália Lima, o crescimento foi possível graças a estratégias de vendas adotadas pela empresa, como renovação do mix de produtos e expansão das franquias. “A expectativa é manter o nível de crescimento para a data e para o acumulado do exercício”. diz.

O que é logística?

Fonte: Saia do Lugar

 

Muito se engana quem pensa que a logística se relaciona apenas ao transporte de mercadorias. A palavra vem do idioma grego, e significa habilidades de raciocínio lógico e cálculo.

A logística empresarial foi inspirada em táticas usadas nos campos de batalha durante a Segunda Guerra Mundial.

Para vencer as batalhas, generais montavam esquemas complexos para transportar e armazenas armas e suprimentos.

Quando a guerra terminou, havia uma acirrada disputa no mercado por mercadorias e formas mais eficientes de distribuí-las.

E foi através destas táticas de batalha que as empresas se organizaram para esquematizar o que hoje conhecemos como logística.

Em geral, somente a logística representa 10% do custo do produto. Para os clientes, ela é fundamental para a atribuição de valor da mercadoria.

Somado a isto, temos ainda os fenômenos da globalização e do comércio eletrônico, que elevaram a importância da logística para o sucesso de um empreendimento.

Se você está procurando gerenciar o fluxo dos seus produtos ao menor custo possível e se destacar no mercado, está no lugar certo!

O que é logística?

A logística pode ser definida como o processo de planejar, executar e controlar de forma eficiente o transporte, a movimentação e o armazenamento de mercadorias dentro e fora das empresas. O que garante que o ciclo ocorra de maneira íntegra e os prazos de entrega sejam cumpridos.

Se estiver fazendo tudo certo (e vamos garantir que esteja!), depois de passar pela fase de decolagem, sua empresa provavelmente começará a crescer, e junto dela, os desafios operacionais também crescerão.

Desta forma, aparecem mais desafios: como produzir em um tempo menor? Como fazer entregas mais rápidas? Como surpreender positivamente a sua rede de fornecedores e seus clientes?

Um bom empreendedor entende que seu papel também é fazer mais com menos. Para isso, é preciso investir em uma boa operação logística.

Para avaliar as possibilidade de promover melhorias em toda a cadeia logística, é preciso mensurar bem os custos logísticos. Eles podem ser classificados em:

  • Produtos, armazenagem e transporte;
  • Capital;
  • Coordenação do processo, que vai desde a fabricação até a disponibilização da mercadoria no ponto de venda (PDV);
  • Variações entre o previsto e o real, gerados pela complexidade e sua gestão.

A necessidade de melhorar a qualidade da operação, pensando na experiência do cliente e na redução de custos, deu origem à logística empresarial.

Afinal, é a logística que será a responsável pela maior eficiência em seu negócio, ajudando a trazer aquele destaque no mercado!

Tenha em mente que, quanto maior for a complexidade da atividade de sua empresa, maiores serão as necessidades de coordenar, de maneira sistêmica, os aspectos envolvidos no processo de produção.

A logística empresarial, portanto, torna-se ainda mais importante.

Coordenando a gestão de estoque, o transporte, a distribuição, os fornecedores e todos as demais fases de seu processo produtivo. Assim a logística empresarial irá propor caminho para organizar melhor os processos de produção da sua empresa.

Há três elementos essenciais para uma logística bem sucedida:

  • Investimento em comunicação eficiente para a sua equipe: quanto melhor a comunicação entre os diversos membros da cadeia logística, melhores as chances de melhoria de desempenho e de fluidez da operação. Antes de implementar processos, consulte seus funcionários para verificar quais seriam os melhores mecanismos e como melhorar os processos.
  • Um plano B: problemas podem acontecer, e uma série deles não podem ser controlados. Assegure-se de ter alternativas e garantir os bons resultados.
  • Controle do processo: a troca de informações e uma boa comunicação são essenciais para este item. É preciso que você esteja bem inteirado de tudo: meça resultados, entenda possíveis problemas e faça registro de seus resultados para acompanhá-los em seu cotidiano. Procure verificar o que a sua empresa está acertando e o que ela está acertando, buscando soluções pra otimizar o processo produtivo.

O que é Supply Chain?

supply chain pode ser definido como um processo que engloba todos os estágios e profissionais envolvidos direta ou indiretamente no atendimento de um pedido, incluindo fabricantes, distribuidores, fornecedores, lojistas e clientes.

Pelo fato da participação destes profissionais no processo de produção estarem encadeadas, denominamos este ciclo como “cadeia de suprimento”, ou “supply chain”.

Este processo é essencial para gerenciar bem uma boa logística.

Isto envolve estruturar bem as decisões no campo estratégico, operacional e de planejamento, coordenando decisões relacionadas aos estoques, estratégias de vendas, negociação e distribuição, bem como o controle dos fluxos de informações.

Lembre-se: melhorar a forma como produzimos algo faz com que economizemos e melhora a entrega para o cliente.

A grande diferença entre os conceitos de supply chain e logística é que a primeira engloba a segunda. A logística trata da movimentação e armazenagem de produtos, apenas uma das atividades da gestão da cadeia de suprimentos.

Os 3 A’s do supply chain: agilidade, adaptabilidade e alinhamento

Há três conceitos fundamentais para o supply chain: agilidade, adaptabilidade e alinhamento. Veja como aplicá-los e construir o sucesso de sua cadeia de suprimentos a seguir:

Agilidade: você precisa estar preparado para cancelamentos repentinos, acidentes e tudo o que possa atrasar a entrega das mercadorias. Como dissemos, conte com o seu plano B e encontre uma saída eficiente.

Alinhamento: garanta que informações profissionais sejam compartilhadas entre parceiros  fornecedores.

Bons canais de comunicação e o estabelecimento de relações de confiança, bem como o alinhamento de objetivos, faz com que os seus funcionários, terceirizados ou não, ajudem a traçar estratégias para melhorias no processo.

Adaptabilidade: seu supply chain precisa acompanhar os avanços tecnológicos, de modo a se adaptar às tendências da sociedade e mudanças de contexto.

Esta é uma das melhores formas de manter a sua competitividade no mercado!

Mas como gerir o supply chain mantendo estes três pilares, mesmo em grandes produções?

Dicas infalíveis para cuidar do supply chain!

Mapeie processos: a única forma de controlar a produção por inteiro e identificar fragilidades da caior é o mapeamento dos processos.

Compartilhe sistemas de cadeia de suprimentos com seus fornecedores: alinhamento é uma palavra essencial para o supply chain, como já vimos.

Garanta que seus processos estejam bem conectados.

Faça previsões de demanda: é melhor prevenir do que remediar, certo?

Integre suas equipes: garanta que suas equipes trabalhem em sinergia para alcançar os melhores resultados.

Invista em um bom sistema de TI: um sistema completo, que integre as equipes, pode ser um diferencial para a agilidade e eficiência de seus processos.

Acompanhe o desempenho de seus fornecedores: se um fornecedor não entrega o prometido, sua produção é prejudicada.

Tenha uma cartela de fornecedores bem-recomendados e acompanhe o desempenho deles em seu processo!

E a logística para o e-commerce?

Independente de seu tamanho, a logística pode gerar alguns empecilhos.

O relacionamento com o cliente enfraquece consideravelmente caso um pedido não seja entregue no prazo estipulado ou haja o envio errado.

E ninguém quer clientes insatisfeitos, não é verdade? Por isso, antes de criar um comércio eletrônico, é de suma importância garantir que haja estrutura empresarial e planejamento logístico.

Estes dois pilares do e-commerce têm algumas peculiaridades em relação às suas versões no comércio tradicional.

Veja a seguir as principais etapas do processo de vendas em plataformas virtuais e prepare-se para organizar a sua estrutura de logística e estoque para garantir o sucesso de seu empreendimento!

1. Preparo do pedido: nesta etapa, o comprador tem de localizar e identificar o produto pedido pelo cliente. Depois, levantar as informações necessárias para fechar a compra, autorizar a transação financeira e transmitir o pedido ao site.

2. Processamento do pedido: após efetuar o pedido do cliente, o site e as entidades inseridas no processo de compra (tais como empresas anti-fraude e administradoras de cartão de crédito, por exemplo) devem analisar, processar e validar os dados do pedido. Esta etapa busca garantir que a transação ocorra sem riscos de fraudes.

3. Confirmação do pedido: aqui, ocorre a confirmação da transação financeira. Separa-se a mercadoria (ou a encomenda) e após ser bem embalada, é emitida a documentação fiscal do pedido e o produto é entregue ao transportador. A partir deste momento, inicia-se a contagem regressiva para a chegada do pedido!

4. Entrega: embora os compradores possam rastrear o caminho dos produtos a partir da entrega deles ao transportador, tudo o que o cliente deseja é ver a sua caixinha chegando intacta e com os produtos que ele pediu.

Atenção aos pequenos detalhes: bilhetes de agradecimento, produtos bem protegidos e outros “mimos” fazem a diferença neste momento! Afinal, a chegada da caixa é o primeiro contato que o consumidor tem com o seu produto fora do ambiente virtual.

É dono de um e-commerce? Tenha uma forte equipe de retaguarda!

A sua equipe de back office, ou retaguarda, é aquela formada por profissionais que irão garantir a gestão interna de uma operação de e-commerce.

Esta equipe é essencial para a estrutura de um comércio eletrônico, já que eles garantem a encomenda dos pedidos, a entrega ágil, o pós-venda, dentre outros procedimentos.

Vamos revisar as etapas da gestão de entrega de uma mercadoria para ver onde eles estão?

Abaixo, todas as etapas do processo de logística gerenciadas pela retaguarda foram marcadas com a expressão “atrás do balcão”:

1.Escolha do produto: frente do balcão

2. Pedido de compra: frente do balcão

3. Recepção do pedido: atrás do balcão

4. Financeiro: atrás do balcão

5. Validação do pedido: atrás do balcão

6. Cliente recebe validação: frente do balcão

7. Estoque/compra: atrás do balcão

8. Expedição: atrás do balcão

9. Transportadora: atrás do balcão

10. Cliente recebe o produto: frente do balcão

11. Pós-venda: atrás do balcão

Como dissemos, garanta que seus colaboradores tenham mecanismos eficientes de comunicação entre si e que estejam todo alinhados em relação às metas de sua empresa. Assim, você assegura a sinergia de sua equipe!

E a logística reversa?

Desde a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, empresas brasileiras estão se adaptando para lidar com os próprios resíduos que produz.

Para isso, a logística reversa busca planejar, operar e controlar o fluxo e as informações relativas aos bens produzidos após a venda da mercadoria.

Cuidar do processo de logística reversa pode ser um diferencial para a sua empresa, posicionando-a no mercado com os ideais de sustentabilidade e melhorando os preços para o consumidor.

Está esperando o que para começar já este processo em sua organização?

Gostou de nossas dicas sobre logística? Mensurar bem os resultados em todos os processos para preparação e entrega de suas mercadorias é essencial para o crescimento bem-sucedido de um negócio.

Mas será que você está definindo as metas certas para seu empreendimento?

CNI: queda dos juros abre caminho para recuperação da economia

Fonte: Agência Brasil

A primeira redução da taxa Selic (juros básicos da economia) em quatro anos abre caminho para a volta do consumo e dos investimentos, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em nota, a entidade informou que a queda de 0,25 ponto percentual, decidida há pouco pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), marca o início do ciclo de reduções de juros de que o país precisa para sair da recessão.

Para a CNI, a queda dos juros da economia para 14% ao ano reflete a desaceleração dos preços e a expectativa de que a inflação alcançará o centro da meta, de 4,5%, no próximo ano. “A CNI lembra que a queda dos juros é essencial para a volta do crescimento da economia. A redução da taxa Selic diminuirá os custos do crédito para as empresas e as famílias, melhorando as condições financeiras e estimulando o consumo e os investimentos”, destaca a entidade.

A Confederação da Indústria adverte, no entanto, que a recuperação definitiva da economia brasileira no longo prazo depende da aprovação das medidas de ajuste fiscal. A entidade citou a fixação de limites de crescimento para o gasto público e a reforma da Previdência Social. “Sem o ajuste fiscal, permanecerão as ameaças de insolvência do setor público, e o país continuará convivendo com a insuficiência de recursos para financiar a expansão da economia”, conclui o comunicado.

Inadimplência alta impede queda de juros para o consumidor

A queda de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic, deve ter, pelo menos no curto prazo, efeito praticamente nulo para o consumidor, seja nos empréstimos bancários, seja nos financiamentos para compra de bens. Para especialistas, a inadimplência, que continua em níveis muito elevados, impede qualquer queda nas taxas ao consumidor nesse momento.


"A inadimplência responde por cerca de um terço das taxas cobradas dos empréstimos ao consumidor", diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac). Ele lembra que o maior risco de calote, em função da crise na economia e de empresas que são alvo da operação Lava Jato, fez os bancos aumentarem as reservas para cobrir a inadimplência. E esse risco foi embutido nas taxas ao consumidor.


Esse movimento é nítido, segundo Oliveira, quando se compara a evolução, por exemplo, da taxa de juros do comércio com a Selic. Entre julho de 2015 e setembro deste ano, enquanto a Selic ficou estacionada em 14,25% ao ano, a taxa de juros de lojas deu um salto. Era 131,10% ao ano em julho de 2015 e subiu para 158,61% ao ano no mês passado. O que explica o avanço da taxa no balcão da loja, mesmo com a Selic estável, é o maior risco de calote, diz.


CENTAVOS


Apesar da resistência da taxa ao consumidor, Ribeiro de Oliveira fez algumas simulações sobre o impacto da redução de 0,25 ponto porcentual da Selic nos juros básicos no varejo. Concluiu que tanto para compra de bens como para empréstimo bancário - e até para obter capital de giro, no caso das empresas -, o efeito será irrisório, de centavos.


"A inadimplência é mesmo um obstáculo à queda dos juros", reconhece Nicola Tingas, economista da Acrefi, associação que reúne as financeiras. Mas ele ressalta que o corte na taxa básica, mesmo pequeno, tem efeito favorável sobre as expectativas. O corte funciona como um sinalizador de que novas reduções virão, destravando assim a economia. "É uma mudança qualitativa, é um primeiro passo para um processo mais virtuoso."


Para Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil, o impacto da redução dos juros básicos deve ter efeito no varejo dentro de três a quatro meses. "O corte da Selic sinaliza que o trem voltou para os trilhos." Essa também é a avaliação da Confederação Nacional do Comércio (CNDL). Bruno Fernandes, economista da entidade, diz que a redução é "o início de um processo".


Na avaliação dele, essa redução da taxa Selic pode ter um "leve efeito sobre as vendas de Natal." A CNC prevê uma queda de 3,5% no volume de vendas do varejo restrito (que exclui veículos e materiais de construção) neste fim de ano.

 

Fonte: Diário do Comércio

Setor supermercadista em MG consegue driblar crise

Enquanto muitos setores sofrem com os efeitos da crise econômica, os supermercadistas mineiros foram surpreendidos com o desempenho das vendas em 2016 e anunciaram ontem uma nova meta de crescimento para o ano três vezes maior do que a inicialmente prevista. O setor, que em janeiro estimava um incremento no comércio da ordem de 0,5%, agora espera fechar dezembro com uma alta real de 1,8% nas vendas. A revisão para cima da projeção foi divulgada pela Associação Mineira de Supermercado (Amis), na abertura da 30ª edição da Superminas, a maior feira do varejo alimentício no Estado, que prossegue até amanhã, no Expominas, em Belo Horizonte.

 

Os resultados acima do esperado dão um novo fôlego para o segmento, que já visualiza um Natal mais rentável que o do ano passado. Segundo sondagem feita pela Amis, os empresários de Minas Gerais preveem um volume de vendas de fim de ano 4,5% maior do que o registrado em 2015. E para atender ao aumento da demanda durante as festividades de dezembro, os supermercadistas planejam abrir 3 mil postos de trabalho temporário. No ano anterior, foram 2,5 mil vagas.

 

O presidente da Amis e sócio-fundador da rede Verdemar Supermercado e Padaria, Alexandre Poni, associa o crescimento, mesmo diante do cenário adverso, ao processo de modernização por que tem passado o setor. Já as projeções otimistas para o restante do ano, de acordo com Poni, são reflexo da retomada da confiança que começa a acontecer entre os consumidores.

 

“Estamos tentando enfrentar esta crise com inovação e melhoria das lojas. O consumidor hoje está mais exigente, procurando ambientes melhores, produtos diferenciados. A forma de consumo mudou e tenho certeza que as lojas de supermercados têm de acompanhar essas transformações. Então o crescimento vem desse clima. A gente espera ter saído desse momento conturbado da política do País e acho que isso vai favorecer bastante as vendas no fim do ano”, afirma Poni.

 

Com a nova meta de expansão para 2016, a expectativa da Amis é de que o setor no Estado obtenha um faturamento anual de R$ 34,1 bilhões, em 7.095 lojas, e crie 5 mil empregos diretos. A estimativa da entidade para este ano aponta que os supermercadistas mineiros devem investir o equivalente a R$ 250 milhões em abertura e reformas de lojas. Em nível nacional, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) projeta um incremento das vendas para o segmento em torno de 0,7%.

 

Negócios - A 30ª edição da Superminas espera movimentar R$ 1,45 bilhão em volume de negócios diretos e indiretos. O principal objetivo do evento é projetar a indústria mineira no cenário nacional e internacional, gerar oportunidades, além de orientar os setores supermercadista e de panificação sobre o que há de mais moderno em termos de tecnologia, equipamentos, entre outros itens. Durante a feira serão lançados 349 produtos.

 

O presidente do Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão) - que organiza a feira juntamente com a Amis -, José Batista de Oliveira, avalia o evento como uma ponte entre o fornecedor e o varejo e destaca que este é o momento ideal de otimizar essa relação. Segundo ele, a expectativa do segmento da panificação é por crescimento real no faturamento em 2016 em torno de 0,5%. Para o Natal, as projeções também são de alta.

 

“Esperamos uma elevação de 10% do faturamento no Natal, porque na panificação há questões sazonais que influenciam como maior procura por assados e bebidas. No entanto, não devemos ter aumento de contratações”, revela Oliveira, que lembra que o segundo semestre de 2016 já indica uma reação do setor em termos de vendas.


“A gente nota que o ponto nevrálgico é a confiança, e acho que ela já se estabeleceu com essa mudança política. Com isso, queremos a partir de agora gerar crescimento”, completa o presidente da Amipão.

 

De acordo com dados levantados pela Amis, o faturamento conjunto dos segmentos supermercadista e da panificação representa aproximadamente 10% do Produto Interno Bruno (PIB) mineiro, algo em torno de R$ 42 bilhões.

Previsões da economia melhoram e retração do PIB deve ser de 3,1%

Com mais confiança dos empresários e os primeiros sinais de recuperação da economia, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) melhorou a maioria das previsões para a atividade em 2016. Agora, a entidade espera uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,1%, ante previsão anterior de queda de 3,5%. Os dados constam do Informe Conjuntural divulgado pela confederação trimestralmente. A expectativa é que o PIB industrial encolha 3,7% (era de -5,4% em julho).

 

Para os investimentos - medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo- a projeção é de queda de 11%, ante -13,9% anteriormente. O consumo das famílias também deverá cair menos. A previsão é de recuo de 4,6%, ante 4,8% no informe anterior.

 

A confederação espera uma inflação ligeiramente menor, em 7,1% (era 7,3%), mas a desaceleração nos preços está em ritmo menor do que o esperado pela entidade.

 

A projeção para a taxa básica de juros no fim de 2016 foi mantida em 13,75% ao ano. A entidade aposta em dois cortes consecutivos de 0,25 p.p. nas próximas duas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

 

Sinais de reversão - De acordo com a CNI, há sinais de reversão do quadro de profunda recessão, como a melhoria nos indicadores de confiança empresarial. “Incertezas políticas foram superadas com a assunção de um novo governo em caráter permanente, que alterou radicalmente o rumo da política econômica”, avaliam os economistas da entidade no documento.

 

A expectativa é que haja recuperação na demanda e melhoria no nível de produção das empresas nos próximos seis meses. “Os riscos à intensidade desse ciclo de recuperação estão associados a uma eventual frustração com o processo de ajuste econômico, em especial na questão fiscal, o principal desequilíbrio da economia brasileira”, completam.

 

Com isso, a confederação destaca que a aprovação do projeto que limita o crescimento do gasto público federal (PEC 241) e a reforma da Previdência são “absolutamente indispensáveis” para reverter o quadro de desequilíbrio fiscal, estabilizar a economia e levar o País a um ritmo mais elevado de crescimento. “O máximo de esforço político deve ser direcionado à aprovação tempestiva e substantiva dessas medidas.”

Para o resultado primário do setor público consolidado, a projeção passou de -2,62% do PIB para -2,7%. A entidade destaca que o ritmo dos gastos do governo deverá aumentar nos últimos meses do ano, o que reduz a margem para alcance da meta. A projeção para a dívida líquida passou de 73,4% do PIB para 71,6% do PIB.

 

A previsão de câmbio médio em 2016 foi mantida em R$ 3,48 e em dezembro a projeção da média foi mantida em R$ 3,30. Já a estimativa para o saldo comercial deste ano passou de US$ 42 bilhões para US$ 50 bilhões. A expectativa é que a taxa de desemprego encerre o ano 11,5%, a mesma anterior.

 

Fonte: Diário do Comércio