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85% dos empresários não vão contratar neste fim de ano; apenas 27,2 mil vagas temporárias devem ser criadas, apontam SPC Brasil e CNDL

Fonte: CNDL

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O último trimestre do ano traz sempre grandes expectativas para o comércio e o setor de serviços, que costumam ampliar estoques e fazer investimentos para atender a demanda aquecida do Natal. Neste ano, porém, a crise econômica deverá novamente inibir o volume das tradicionais contratações de mão de obra temporária e também de trabalhadores efetivos. De acordo com um levantamento feito nas 27 capitais e no interior do país pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), oito em cada dez (84,6%) empresários não contrataram e nem pretendem contratar trabalhadores para este fim de ano, incluindo os temporários.

Apenas 15,4% dos empresários consultados manifestaram a intenção de reforçar o quadro de funcionários. Levando em consideração o setor do varejo e serviços, somente 27,2 mil vagas extras deverão ser criadas, o que demonstra um cenário de estabilidade frente às 24,4 mil observadas no ano passado, período em que o país já atravessa as dificuldades da crise.

Para quem não vai contratar – seja temporário ou efetivo -, a principal razão é não ver necessidade na ampliação do quadro de funcionários, acreditando que a equipe atual dará conta do volume de clientes aguardados para o período (46,6%). Outras justificativas são a expectativa de baixa demanda no fim do ano (13,2%) e a falta de dinheiro para pagar mão de obra extra (12,2%). Mesmo sem reforçar o tamanho da equipe, 45,9% desses empresários também disseram que não irão alterar a jornada de trabalho de seus funcionários por não haver um aumento significativo no número de clientes. Os que vão aumentar o número de horas trabalhadas por dia da atual equipe são apenas 10,8% da amostra.

Levando em consideração os empresários que pretendem contratar mão de obra temporária, a principal razão é suprir a demanda que aumenta com a proximidade das festas de fim de ano (63,2%), seguida da alta rotatividade dos funcionários que leva à necessidade de ocupar os cargos disponíveis (14,7%).

Entre temporários e efetivos, a média geral será de dois contratados por empresa, número igual ao verificado no ano passado. A pesquisa revela que mesmo entre quem têm interesse em contratar, há um clima de incerteza. Entre 2015 e 2016, aumentou de 0,9% para 28,2% o percentual de empresários que não quiseram responder ou estão indecisos sobre quantidade de funcionários que planejam contratar – o que sugere, segundo os especialistas do SPC Brasil e da CNDL, que parte do empresariado está cautelosa, à espera das reações do mercado antes de tomar uma decisão concreta.

Para os especialistas do SPC Brasil, as contratações de final de ano sempre foram uma boa oportunidade para o jovem que está procurando o primeiro emprego e para quem está desempregado e quer se reposicionar no mercado de trabalho. “Uma dica importante é encarar o trabalho, muitas vezes temporário, como uma porta de entrada para permanecer na empresa. Demonstrar comprometimento, dedicação e desenvoltura são fatores essenciais para atrair a atenção do chefe e da clientela. Muitas vezes os lojistas acabam continuando com esses colaboradores por mais um tempo após o Natal por causa da alta demanda no período de troca de presentes e de liquidações no início de ano”, afirma Honório Pinheiro.

26% pretendem efetivar temporários; quatro em dez contratações serão informais

Outro dado que revela como o empresariado está com baixas perspectivas, é o percentual dos que pretendem efetivar os temporários após o término do contrato. No passado eram 39,4% da amostra. Em 2016, são 26,4%. Após o período de três meses, a maior parte (47,9%) dos empresários irá dispensar essa mão de obra adicional, ao passo que 25,7% estão indecisos ou não responderam sobre o que irão fazer.

Dentre aqueles que pretendem contratar, a maior parte será de modo informal. Segundo o estudo, 37,9% dos empresários não vão assinar a carteira de trabalho dos novos colaboradores, principalmente no setor de serviços (46,0%). Outros 30,6% garantem que as contratações serão formalizadas pela empresa, enquanto 23,1% vão optar pelos terceirizados. Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, esse dado reforça a necessidade de ampliar o debate sobre as leis trabalhistas. “É preciso modernizar a legislação trabalhista, de maneia a oferecer mais oportunidades formais de trabalho nas quais todos, sejam eles empresários ou trabalhadores, possam sair ganhando. A rigidez das leis trabalhistas é um entrave que contribui não apenas para aumentar a informalidade, como também agrava a crise econômica, sobretudo em um momento em que o país sofre com altos índices de desemprego”, afirma Honório.

Para 31% dos empresários vendas serão piores neste fim de ano

A baixa intenção nas contratações de temporários tem relação direta com a incerteza de que a economia irá se recuperar e os brasileiros voltarem a consumir. Três em cada dez (31,4%) empresários ouvidos na pesquisa acreditam que as vendas neste fim de ano serão piores do que em 2015, sobretudo no setor de serviços (35,4%). Os otimistas representam apenas 22,9% da amostra, enquanto 35,6% acreditam que as vendas repetirão o desempenho do ano passado, período também marcado pelas dificuldades da crise.

Já entre a parcela minoritária de empresários que espera melhora nos negócios, a principal justificativa tem a ver com a mudança no cenário político e econômico dos últimos meses, que passou de 5,3% em 2015 para 17,4% em 2016.Na avaliação dos empresários pessimistas, os principais motivos para um pior desempenho das vendas são o aumento do desemprego (23,7%) e as mudanças no cenário político e econômico do país (17,1%). Completam o ranking de problemas o orçamento mais apertado das famílias (13,8%), os juros elevados (11,6%) e a diminuição do poder de compra em virtude da inflação elevada (10,3%). Nos três meses anteriores à pesquisa, apenas 8,8% dos empresários consultados tiveram um faturamento acima do esperado. Para 50,4% ele ficou dentro das expectativas e para 36,5% abaixo do que era aguardado.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o clima de desconfiança de parte do empresariado é justificável dado que o país ainda esboça sinais incipientes de recuperação. “Um dos piores efeitos da crise é a retração do consumo, em virtude do desemprego e da queda do poder de compra. Com o consumidor temeroso de gastar, o empresariado não tem perspectiva de vender mais e não vê necessidade em contratar mais pessoas e fazer investimentos”, afirma a economista.

11,8% demitiram alguém nos três meses anteriores à pesquisa

De acordo com a pesquisa, 11,8% dos empresários ouvidos demitiram algum funcionário nos três meses anteriores à pesquisa. Os motivos mais alegados para
as demissões foram a necessidade de redução da folha de pagamento (44,8%), a mão de obra ociosa devido a diminuição nas atividades da empresa (24,9%) e o fato de estarem insatisfeitos com o desempenho profissional da pessoa demitida (22,2%).

Apenas dois em cada dez farão investimentos para fim do ano

Reflexo da baixa expectativa para as vendas, a intenção de realizar investimentos para o final do ano também é afetada. Em 2016, somente dois em cada dez (22,2%) empresários dos setores de comércio e serviços pretendem investir no seu negócio para o período do Natal, o que representa uma queda de 4,4 pontos percentuais ao observado em 2015 – embora haja perspectivas um pouco melhores no comércio varejista (27,9%) e nas capitais (26,9%).

As estratégias de investimento mais adotadas para fazer frente às demandas do Natal e do Réveillon serão a ampliação do estoque (44,7%), o aumento na variedade de produtos e serviços (36,8%) e na comunicação e divulgação da empresa (27,7%). A principal justifica para quem não irá investir é não ver necessidade diante da baixa perspectiva de que a demanda aumentará (49,8%).

Dívidas deixam 66% dos inadimplentes deprimidos e 17% recorrem a algum vício para lidar com a ansiedade, revela SPC Brasil

Fonte: CNDL

Não é só o bolso que sai prejudicado quando o consumidor deixa de pagar as contas. Dívidas em excesso também podem ocasionar uma série de problemas emocionais e físicos, como ansiedade, angústia, alterações no apetite, dificuldades no relacionamento pessoal e até para pegar no sono. A conclusão é de um levantamento nacional realizado apenas com consumidores que têm contas em atraso há mais de 90 dias pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com o levantamento, dois em cada três (65,6%) inadimplentes se sentem deprimidos, tristes e desanimados por estarem devendo e 16,8% reconhecem que por não conseguirem pagar as contas, passaram a descontar a ansiedade em algum vício, como cigarro, comida ou álcool, sobretudo as pessoas das classes C, D e E (17,5%).

A pesquisa revela que em muitos casos a inadimplência altera negativamente o estado emocional dos consumidores, atingindo até mesmo a vida profissional e a saúde dos entrevistados. Depois que entraram na lista de devedores, seis em cada dez (57,8%) inadimplentes admitem que ficaram com a autoestima mais baixa. Outros sentimentos que a maioria dos inadimplentes passaram a desenvolver em algum grau foram a insegurança em não conseguir pagar as dívidas (69,6%), angústia (61,8%), ansiedade (59,8%) e estresse (57,6%). Quatro em cada dez inadimplentes (43,9%) sentem-se envergonhados perante a família e amigos por estarem nessa situação e 42,5% demonstram um alto grau de preocupação com as dívidas.

47% dos inadimplentes ficam irritados facilmente e 40% sofrem de insônia

Da mesma forma, o humor de boa parte dos entrevistados é impactado pelo endividamento, causando abalos na vida social. Os principais efeitos incluem ficar facilmente irritado (47,2%) ou mal-humorado (45,8%), além de ter menos vontade de sair e socializar com outras pessoas (42,2%). A pesquisa também detectou que alguns devedores acabam apresentando comportamentos distintos. Enquanto uns sentem dificuldades para dormir (39,7%) e maior vontade de comer (21,4%), outros acabam desenvolvendo atitudes opostas, como perda de apetite (24,9%) e vontade fora do normal de dormir (20,6%), comprovando que as dívidas em atraso muitas vezes trazem prejuízos para o corpo e para a mente de quem está devendo.

“O estado emocional do devedor também interfere no modo como ele lida com suas finanças. Sentimentos como perda de sono, irritação, baixa autoestima e falta de concentração podem potencializar os problemas, dificultando ainda mais o processo de saída do endividamento. Uma solução para esses casos é buscar ajuda. Para lidar com as finanças, é preciso muita racionalidade e ponderação para compreender a situação das dívidas e as melhores estratégias para quitá-las”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

A pesquisa mostra ainda que as dívidas afetam o ambiente profissional e o relacionamento social e familiar: 15,9% das pessoas que têm contas em atraso afirmaram ter ficado desatentas e pouco produtivas no trabalho ou nos estudos, enquanto 12,6% têm estado mais nervosos, cometendo agressões verbais a familiares e amigos e 7,6% já partiram até mesmo para agressões físicas.

39% fazem compras por impulso e 28% ouvem comentários de que compram demais

A pesquisa demonstra que a origem da inadimplência e, consequentemente, dessas alterações comportamentais, está frequentemente relacionada a falta de autocontrole na hora de consumir e de planejamento financeiro. Quatro em cada dez (39,2%) consumidores inadimplentes têm o hábito de fazer compras por impulso, sobretudo as mulheres (43,1%). Isso faz com que mais de um terço (34,2%) das pessoas que têm dívidas em atraso viva fora do seu real padrão de vida, adquirindo produtos que superam a sua capacidade de pagamento.

Para alguns inadimplentes é difícil resistir a vontade de consumir, mesmo que para isso deixe de honrar compromissos financeiros. De acordo com o levantamento, 27,9% dos brasileiros com contas em atraso admitem, eventualmente, deixar de pagar alguma conta quando sentem vontade de
comprar determinado produto. E esse consumo em excesso não passa batido pelas pessoas do círculo de convívio dos inadimplentes: 27,7% dos entrevistados disseram que ouvem comentários de amigos, familiares e conhecidos sobre as compras que faz. Ainda que eventualmente, a pesquisa descobriu que 22,9% dos inadimplentes escondem suas compras para evitar brigas na família – sobretudo as mulheres, com 26,3% de menções. Para 21,3% das pessoas ouvidas, a forma como gastam o dinheiro é motivo de brigas frequentes dentro da própria casa.

“A falta de autocontrole sobre os desejos de consumo, aliada ao desconhecimento dos limites do próprio orçamento, faz com que a pessoa exagere nas compras e acabe perdendo a noção dos gastos. O primeiro passo para evitar essa armadilha, portanto, é saber exatamente o quanto se pode gastar a cada mês com itens não essenciais, sem incorrer em desequilíbrio financeiro. Assim fica mais fácil racionalizar e resistir aos impulsos consumistas”, afirma o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

38% dos inadimplentes não controlam gastos com saídas para bares e restaurantes e 67% deixam de poupar para o futuro

Na média, 37,1% dos inadimplentes entrevistados apresentam comportamentos inadequados com relação às práticas financeiras e 39,7% não sabem exatamente quanto tem para gastar do orçamento a cada mês. Quase um quarto (24,1%) dos entrevistados não costumam pesquisar preços e 22,8% não fazem um planejamento antes de realizar uma compra.

A pesquisa revela que muitos entrevistados não controlam seus gastos com lazer: 38,0% dos inadimplentes admitem perder a noção, ainda que algumas vezes, do quanto gastam com saídas a bares, restaurantes e festas, fazendo com que o orçamento fique extrapolado – índice que sobe para 48,9% entre os mais jovens.

Com tanto gasto sem planejamento, também não sobra tempo para pensar no amanhã. Seis em cada dez (66,6%) inadimplentes não têm o hábito de guardar dinheiro pensando no futuro e 80,2% deles não contam com uma poupança ou reserva financeira para realizar sonhos de consumo, como carro, viagens e casa própria.

Apesar de estarem com as contas atrasadas, 84,1% dos inadimplentes reconhecem que ter o nome limpo é um dos bens mais preciosos que uma pessoa pode ter.

Cerca de 27 mil vagas temporárias devem ser criadas neste fim do ano

O último trimestre do ano traz sempre grandes expectativas para o comércio e o setor de serviços, que costumam ampliar estoques e fazer investimentos para atender a demanda aquecida do Natal. Neste ano, porém, a crise econômica deverá novamente inibir o volume das tradicionais contratações de mão de obra temporária e também de trabalhadores efetivos. Levando em consideração o setor do varejo e serviços, 27,2 mil vagas extras deverão ser criadas, o que demonstra um cenário de estabilidade frente às 24,4 mil observadas no ano passado, período em que o país já atravessa as dificuldades da crise.

 

Para quem não vai contratar - seja temporário ou efetivo -, a principal razão é não ver necessidade na ampliação do quadro de funcionários, acreditando que a equipe atual dará conta do volume de clientes aguardados para o período (46,6%). Outras justificativas são a expectativa de baixa demanda no fim do ano (13,2%) e a falta de dinheiro para pagar mão de obra extra (12,2%). Mesmo sem reforçar o tamanho da equipe, 45,9% desses empresários também disseram que não irão alterar a jornada de trabalho de seus funcionários por não haver um aumento significativo no número de clientes. Os que vão aumentar o número de horas trabalhadas por dia da atual equipe são apenas 10,8% da amostra.

 

Levando em consideração os empresários que pretendem contratar mão de obra temporária, a principal razão é suprir a demanda que aumenta com a proximidade das festas de fim de ano (63,2%), seguida da alta rotatividade dos funcionários que leva à necessidade de ocupar os cargos disponíveis (14,7%). Entre temporários e efetivos, a média geral será de dois contratados por empresa, número igual ao verificado no ano passado. A pesquisa revela que mesmo entre quem têm interesse em contratar, há um clima de incerteza. Entre 2015 e 2016, aumentou de 0,9% para 28,2% o percentual de empresários que não quiseram responder ou estão indecisos sobre quantidade de funcionários que planejam contratar - o que sugere, segundo os especialistas do SPC Brasil e da CNDL, que parte do empresariado está cautelosa, à espera das reações do mercado antes de tomar uma decisão concreta.

 

Para os especialistas do SPC Brasil, as contratações de final de ano sempre foram uma boa oportunidade para o jovem que está procurando o primeiro emprego e para quem está desempregado e quer se reposicionar no mercado de trabalho. “Uma dica importante é encarar o trabalho, muitas vezes temporário, como uma porta de entrada para permanecer na empresa. Demonstrar comprometimento, dedicação e desenvoltura são fatores essenciais para atrair a atenção do chefe e da clientela. Muitas vezes os lojistas acabam continuando com esses colaboradores por mais um tempo após o Natal por causa da alta demanda no período de troca de presentes e de liquidações no início de ano”, afirma Honório Pinheiro.

 

26% pretendem efetivar temporários; quatro em dez contratações serão informais

 

Outro dado que revela como o empresariado está com baixas perspectivas, é o percentual dos que pretendem efetivar os temporários após o término do contrato. No passado eram 39,4% da amostra. Em 2016, são 26,4%. Após o período de três meses, a maior parte (47,9%) dos empresários irá dispensar essa mão de obra adicional, ao passo que 25,7% estão indecisos ou não responderam sobre o que irão fazer.

 

Dentre aqueles que pretendem contratar, a maior parte será de modo informal. Segundo o estudo, 37,9% dos empresários não vão assinar a carteira de trabalho dos novos colaboradores, principalmente no setor de serviços (46,0%). Outros 30,6% garantem que as contratações serão formalizadas pela empresa, enquanto 23,1% vão optar pelos terceirizados. Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, esse dado reforça a necessidade de ampliar o debate sobre as leis trabalhistas. “É preciso modernizar a legislação trabalhista, de maneia a oferecer mais oportunidades formais de trabalho nas quais todos, sejam eles empresários ou trabalhadores, possam sair ganhando. A rigidez das leis trabalhistas é um entrave que contribui não apenas para aumentar a informalidade, como também agrava a crise econômica, sobretudo em um momento em que o país sofre com altos índices de desemprego”, afirma Honório.

 

Fonte: SPC Brasil

Impostômetro chegou a R$ 1,5 trilhão às 11h20 desta quinta-feira

Nesta quinta-feira, às 11h20, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingiu a marca de R$ 1,5 trilhão. O valor corresponde ao total pago em impostos, taxas e contribuições pela população brasileira desde o início do ano. Em 2015, essa mesma quantia foi registrada dia 2 de outubro. Esse atraso de quatro dias na arrecadação decorre dos efeitos da crise econômica brasileira. "A maior parte dos impostos recai sobre o consumo, que está menor, e consequentemente a produção industrial também está crescendo menos", explica Marcel Solimeo, diretor do Instituto de Economia da ACSP.

 

Solimeo ressalta que, embora o consumo esteja em queda, a arrecadação praticamente se mantém no mesmo patamar do ano anterior porque os preços de produtos e serviços estão mais caros. A conta do governo desconta a inflação acumulada no período, por isso a arrecadação diminui, mas o consumidor está pagando mais imposto, observou. "O produto em si está mais caro, então o imposto também fica mais alto", disse.


De acordo com Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), a arrecadação dos cofres públicos continua caindo devido ao processo recessivo que ainda se abate sobre a economia.


"Sendo assim, os governos precisam controlar seus gastos e, nesse sentido, é urgente a aprovação da PEC do Teto. Além disso, é necessário diminuir o tamanho do Estado, estimulando concessões e privatizações, para que o Tesouro obtenha novas receitas”, afirma. "Se o governo está sentindo dificuldade quanto aos gastos, a população sente isso em dobro”.


Para Burti, “não há necessidade – e nem possibilidade – de aumentar impostos no País, visto que a carga tributária já é uma das maiores do mundo e tal medida apenas aprofundaria os efeitos da recessão." O presidente da ACSP e da Facesp diz ainda que, no Brasil paga-se muito imposto, mas pouco desse dinheiro se reverte em bem-estar social.


Fonte: Diário do Comércio

Comércio pode sofrer perdas de até 6% com prolongamento da greve dos bancos

Greve Bancarios

Para líderes varejistas, paralisação aprofunda momento difícil das vendas no comércio.

Varejistas temem que a greve dos bancos se prolongue até o 5º dia útil do próximo mês, período em que a maioria das empresas executam suas folhas de pagamento. A paralisação pode causar um impacto potencial diário de até 5,95% nas vendas do comércio, de acordo com estimativa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Segundo a CNDL, entidade que administra o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e reúne mais de 1,2 milhão de pontos de venda em todo o país, a greve dos bancários vem prejudicando não só o comércio, mas toda a economia brasileira, que atualmente se encontra em uma situação delicada e precisa de estímulos para retomar o crescimento. “A paralisação é vista pelos lojistas como algo bastante preocupante, pois a partir do momento em que o consumidor deixa de ter dinheiro para gastar, ele se sente desmotivado para ir ao comércio e consequentemente a economia sofre com a retração nas vendas”, destaca o presidente da entidade, Honório Pinheiro.

Embora boa parte dos serviços oferecidos pelos bancos possa ser feita nos caixas eletrônicos, algumas operações precisam de atendimento personalizado. “Existem situações que precisam do contato com o bancário, como descontar um cheque, receber uma ordem de pagamento ou a captação de um financiamento”, afirma Pinheiro.

Ainda segundo ele, as micro e pequenas empresas já enfrentam dificuldades diárias e não podem ficar reféns desta paralisação. “Se a greve se prolongar e alcançar o quinto dia útil do mês, o comércio pode sofrer grandes perdas”.

Fonte: CNDL

Projeto de lei que obriga notificação de inadimplentes por AR em Minas é arquivado

Fonte: FCDL-MG

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) arquivou, no último dia 25, o Projeto de Lei 3.648/16, de autoria do deputado Arlen Santiago, que trata da obrigatoriedade do envio de carta de notificação de registro no SPC por meio de Aviso de Recebimento (AR).

Esse não é o primeiro projeto sobre o tema. No ano passado o deputado Noraldino Júnior apresentou o PL 1.193/15, com o mesmo teor, mas foi retirado de tramitação após o parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça, que alegou sua inconstitucionalidade, antijuridicidade e ilegalidade. Esse projeto foi arquivado junto com o PL 3.648/16, no último dia 25 de agosto.

O projeto

Segundo o deputado Arlen Santiago o projeto “visa proteger o consumidor e evitar que seu nome seja incluído nos cadastros de inadimplentes indevidamente”. Entretanto, apesar de bem-intencionada, a proposta acaba por incentivar a inadimplência já que a inscrição do devedor fica condicionada à comprovação do recebimento de uma correspondência. Em São Paulo, onde um projeto similar foi aprovado recentemente, apenas 30% das cartas enviadas são assinadas pelos consumidores. O Estado hoje acumula mais de R$21 bilhões em inadimplência.

Outro ponto negativo é o aumento nos custos de registro, que passariam de R$3 para cerca de R$20 – um acréscimo de aproximadamente 600%. Atualmente os consumidores são informados através de carta simples, nos termos do art. 43, parágrafo 2º, do Código de Defesa do Consumidor, portanto o projeto torna-se desnecessário uma vez que a comunicação já existe e a falta dela pode gerar indenização por danos morais, ainda que a dívida seja legítima.

A FCDL-MG entende o arquivamento como uma vitória para todo o Movimento Lojista. Para o presidente Frank Sinatra “a falta de inclusão em um banco de dados tira a segurança do empresário, fazendo com que ele aumente os juros, diminua as condições de parcelamento e tome outras atitudes para se proteger que vão prejudicar o próprio consumidor e desestimular as vendas, causando grande impacto na economia. A CDL/BH foi fundamental neste processo e está de parabéns pelo esforço e engajamento na causa. São ações como esta que reforçam nossa atuação e nos incentiva a cumprir nossa missão de, também, representar e defender os interesses de nossos associados".

Receita Federal notifica devedores do Simples Nacional

Fonte: FCDL-MG

 

As microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) devem ter atenção para não serem excluídas de ofício do regime tributário simplificado e diferenciado favorecido pelo Simples Nacional, por motivo de inadimplência.

 

Foi realizada no dia, 26/9, em todo Brasil, a emissão de Ato Declaratório Executivo – ADE, que notifica os optantes pelo Simples Nacional com débitos previdenciários e não previdenciários, com a Receita Federal (RFB) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

 

A contar da data de conhecimento do ADE de exclusão, a pessoa jurídica terá um prazo de 30 (trinta) dias para a regularização da totalidade dos débitos à vista, em parcelas, ou por compensação.

 

Foram notificados 584.677 devedores, que respondem por dívidas que totalizam R$ 21,3 bilhões.

 

O ADE de exclusão está disponível para os contadores, técnicos de contabilidade e contribuintes exclusivamente no Domicílio Tributário Eletrônico (DTE-SN), sistema de que todos os optantes pelo Simples Nacional são automaticamente participantes. Os débitos motivadores da exclusão de ofício estarão relacionados no anexo do ADE.

 

O teor do ADE de exclusão pode ser acessado pelo Portal do Simples Nacional ou pelo Atendimento Virtual (e-CAC), no sítio da Receita Federal, mediante certificado digital ou código de acesso. O prazo para consultar o ADE é de 45 dias a partir de sua disponibilização no DTE-SN, e a ciência por esta plataforma será considerada pessoal para todos os efeitos legais.

 

A pessoa jurídica que regularizar a totalidade dos débitos dentro desse prazo terá a sua exclusão do Simples Nacional automaticamente tornada sem efeito, ou seja, a pessoa jurídica continuará no Simples Nacional, não havendo necessidade de comparecer às unidades da RFB para adotar qualquer procedimento adicional.

 

A pessoa jurídica que não regularizar a totalidade de seus débitos no prazo de 30 (trinta) dias contados da ciência será excluída do Simples Nacional, com efeitos a partir do dia 01/01/2017.

Supermercados registram crescimento em agosto

Fonte: FCDL-MG

 

As vendas dos supermercados brasileiros cresceram 1,73% em termos reais em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Já na comparação com julho deste ano, houve queda real de 2,65%.

No acumulado do ano até agosto, as vendas do setor avançaram 0,8% em termos reais ante os mesmos meses de 2015. Todos os valores foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

Em termos nominais, a alta nas vendas em agosto foi de 10,87% na comparação com o mesmo mês de 2015. Já o resultado acumulado de oito meses é de crescimento nominal de 10,34% ante o mesmo período do ano anterior.

 

As vendas do varejo de supermercados estão superando as expectativas da Abras. O superintendente da entidade, Marcio Milan, avaliou que o desempenho total em 2016 pode chegar mais perto de um crescimento de 0,7%, superando a estimativa oficial da entidade para o ano, que é de 0,45%.

 

Milan considerou que os resultados do setor entre junho e agosto indicam uma reversão da tendência de queda no faturamento. Foram ao todo nove meses em que as vendas acumuladas ficaram no território de queda, no período entre julho de 2015 e maio deste ano. O único alívio neste intervalo havia acontecido temporariamente, com alta nas vendas de Páscoa. Mas agora a Abras entende que há uma trajetória mais sustentada para a recuperação.

 

Apesar do tom otimista, Milan considerou que os próximos meses tendem a ser de um crescimento menos acelerado do que a de agosto. Apenas no mês passado, as vendas subiram 1,73% ante igual mês de 2015. “A previsão é de que o resultado continue crescendo, mas talvez num ritmo mais lento e mais consistente”, ponderou.

 

Para o executivo, ainda há elementos de incerteza no cenário macroeconômico e político que dificultam projetar um ritmo de recuperação mais intenso. Para ele, ainda não é possível determinar até que ponto a confiança pode ser afetada por aspectos do cenário político, como o andamento das propostas de reforma elaboradas no governo do presidente Michel Temer.

 

Por outro lado, dados da consultoria GfK já indicam melhora das expectativas do empresariado. O Índice de Confiança dos Supermercadistas chegou a 56,3% em agosto ante 50,1% em junho. Resultados superiores a 50% indicam otimismo quanto à perspectiva de crescimento dos investimentos, das contratações e do faturamento.

 

“Em apenas dois meses, a confiança teve uma alta muito forte e consideramos que ainda há espaço para que esse índice continue crescendo”, afirmou Marco Aurélio, diretor de Relacionamento da GfK. Segundo a pesquisa, 80% dos empresários do setor de supermercados acredita que suas empresas estarão em situação melhor do que a atual nos próximos seis meses.

 

Cesta básica - O preço da cesta de itens básicos nos supermercados brasileiros caiu 0,27% em agosto na comparação com julho deste ano, de acordo com a Abrasmercado, cesta composta por 35 produtos de largo consumo pesquisada pela GfK e analisada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras.

 

O preço total da cesta saiu de R$ 487,34 em julho para R$ 486,04 em agosto. Já na comparação com agosto de 2015, o preço subiu 18,04%.

Entre as maiores altas do mês passado estão itens como queijo mussarela, cujo preço aumentou 8,56% ante o mês anterior, queijo prato, aumento de 8,54%, e tomate, com alta de 6,99%. Já as maiores quedas foram encabeçadas por cebola, cujo preço recuou 18,73%, batata, queda de 9,64%, e feijão, retração de 4,89%.

 

Segundo o diretor de Relacionamento da GfK, Marco Aurélio, há uma tendência de desaceleração pela frente em razão de uma esperada queda nos preços de alimentos mais afetados por quebras de safra ao longo deste ano. Ele destaca como exemplo o feijão, cujo preço subiu em meses anteriores e figurou entre as maiores quedas de agosto.

 

Fonte: Diário do Comércio

Taxa de juros para empresas é mantida em 7,5% ao ano

Fonte: FCDL-MG

 

As empresas que contraírem empréstimos e financiamentos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continuarão a pagar 7,5% ao ano. O Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve pelo terceiro trimestre consecutivo a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que permanece no maior nível em quase dez anos.


A cada três meses, o CMN fixa a taxa para o trimestre seguinte. O conselho é formado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e pelo ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira. O reajuste da TJLP diminui as pressões sobre o Tesouro Nacional, que gastará menos para cobrir a diferença entre a taxa subsidiada e os juros de mercado.

 

Em janeiro de 2013, a taxa tinha sido reduzida para o menor nível da história, em 5% ao ano, como medida de estímulo à economia. A taxa aumentou para 5,5% ao ano em janeiro de 2015, 6% em abril, 6,5% em julho, 7% em outubro e 7,5% em janeiro deste ano.Criada em 1994, a taxa é definida como o custo básico dos financiamentos concedidos ao setor produtivo pelo BNDES.

 

De acordo com o Ministério da Fazenda, o valor da TJLP leva em conta dois fatores: centro da meta de inflação, atualmente em 4,5%, mais o Risco Brasil, indicador que mede a diferença entre os juros dos títulos brasileiros no exterior e os papéis do Tesouro norte-americano, considerados o investimento mais seguro do mundo.

 

Fonte: Diário do Comércio

Dia das Crianças 2016 deve movimentar R$ 7,3 bilhões

O Dia das Crianças deve movimentar cerca de R$ 7,3 bilhões este ano no comércio de todo o País, de acordo estimativas da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (FecomércioRJ) em parceria com o instituto de pesquisa Ipsos.


O levantamento indica que 40% dos brasileiros pretendem comprar presente para a data, comemorada em 12 de outubro. Os brinquedos lideram a intenção de compra, mencionados por 59% dos entrevistados, seguidos por roupas (27%), calçados (7%) e bicicletas (3%).


O tíquete médio para a compra de todos os presentes ficou em torno de R$ 118,87. Os consumidores do sexo masculino serão um pouco mais generosos, com intenção de gastar, em média, R$ 125,37, enquanto as consumidoras mostraram intenção de gastar cerca de R$ 113,35.


O estudo mostrou ainda que 71% dos entrevistados pretendem adquirir os presentes para a data comemorativa por meio do pagamento à vista. No ano passado, esse porcentual era de 73%.


A pesquisa do Dia das Crianças foi conduzida no período de 30 de julho a 9 de agosto de 2016, com 1.200 entrevistados no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Florianópolis, Salvador, Recife e em mais 65 municípios brasileiros.

 

Fonte: Diário do Comércio