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Qual é o melhor meio de pagamento? Saiba mais sobre cada um deles!

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Com os atuais avanços tecnológicos, os métodos de pagamento inovaram-se. Por isso, saber qual é a forma de pagamento mais vantajosa para cada situação nem sempre é uma tarefa fácil. Afinal, existe uma grande variedade de benefícios e inconvenientes para cada opção disponível no mercado.

Pensando nisso, no artigo de hoje elaboramos um guia com as principais formas de pagamento usadas atualmente e quais agradam e atraem mais o consumidor para que você saiba definir qual é o melhor meio de pagamento para o seu negócio. Ficou curioso? Então, continue acompanhando!

Como escolher o melhor meio de pagamento?

Na hora de escolher o meio de pagamento para as transações de sua empresa, é preciso considerar as vantagens e desvantagens de cada opção disponível no mercado. A escolha deve satisfazer seus clientes e também atender as necessidades do seu negócio.

Tomar a decisão errada pode comprometer os lucros e atrapalhar a execução do planejamento de suas ações. É imprescindível conhecer todos os pontos positivos e negativos dos métodos escolhidos como: taxas, segurança, facilidades.

Outro ponto importante é estar ciente de todos os custos envolvidos em cada opção. Ao optar pelo cartão de crédito, por exemplo, pode haver gastos com a contratação e manutenção do serviço, além de taxas de utilização. É papel do gestor definir qual é a melhor relação custo x benefício para a empresa e para os clientes.

Cartão de crédito

O cartão de crédito é uma das formas de pagamento que vem sendo cada vez mais utilizadas pelos brasileiros e também é a preferência de grande parte deles. Confira a seguir as vantagens e desvantagens dessa modalidade de pagamento:

Vantagens

Não há dúvidas de que a principal vantagem atribuída ao cartão de crédito é o parcelamento que, em parcela considerável dos casos, é feito com juros acessíveis e, em certos casos, sem juros. Tornando possível viabilizar a compra até mesmo para clientes que talvez não possuam todo o dinheiro necessário em mãos.

Outro fator relevante é a facilidade de carregá-lo na carteira, que faz com que muitas pessoas prefiram portá-lo em vez de dinheiro em espécie. Grande parte da popularidade do meio de pagamento é decorrente da segurança proporcionada por ele. Afinal, em caso de roubo ou perda do cartão, o bloqueio junto à instituição financeira é rápido e fácil.

Vale lembrar que é a forma de pagamento mais aceita nas compras efetuadas pela internet e, portanto, para manter a competitividade com o varejo online, é interessante adotar essa forma de pagamento.

Desvantagens

Como já foi dito, o cartão de crédito é uma das formas de pagamentos mais queridas do brasileiro. Contudo, o seu uso demanda um autocontrole, que nem sempre o consumidor possui e que, por vezes, pode levá-lo à inadimplência.

É comum que a situação saia do controle e torne-se cada vez mais difícil arcar com as dívidas feitas. A boa notícia é que quem assume o risco em relação ao crédito oferecido ao consumidor é o banco ou instituição financeira, não o comércio.

A não ser que sua loja possua um cartão próprio, sendo esse o caso, é preciso um cuidado extra para que inadimplentes não comprometam a sua lucratividade.

Cartão de débito

O cartão de débito é sem dúvida uma solução simples e rápida para efetuar o pagamento de compras. Afinal, ele é capaz de oferecer as vantagens comerciais do dinheiro e as facilidades do cartão de crédito. Por isso, é uma opção ágil e segura tanto para o comerciante quanto para o cliente.

Vantagens

A principal vantagem atribuída ao cartão de débito é a seguinte: assim como o dinheiro, esse método de pagamento é ideal para promover promoções com descontos à vista.

Afinal, como o débito representa um pagamento tão imediato quanto o dinheiro em espécie e, ainda, com a vantagem de ser mais seguro, fica mais fácil oferecer vantagens para a clientela.

Outro fator benéfico importante é a praticidade proporcionada, pois não exige preocupações como manter dinheiro em caixa ou ter sempre troco disponível. Isso sem falar que é um meio de pagamento amplamente difundido na internet, logo é importante oferecer em lojas físicas também para manter a competitividade.

Desvantagens

A desvantagem mais atribuída ao cartão de débito é a falta da possibilidade do parcelamento de compras efetuadas, que é o desejo de muitos clientes. O risco de roubo de dados e informações também é possível, o que exige um cuidado a mais para que as máquinas de pagamento não sejam vítimas de nenhum golpe ou fraude.

Boleto bancário

O boleto bancário foi uma solução criada pelo sistema bancário para efetuar pagamento de contas entre instituições financeiras diferentes (pagador e recebedor), sendo utilizado também por prestadores de serviços e para pagamentos de mensalidade. Em compras feitas pela internet, basta imprimir o boleto e pagá-lo em um banco ou pela internet.

Vantagens

Depois do cartão de crédito, o boleto é uma das formas de pagamento mais aderidas pelos consumidores, afinal não necessita de outros meios eletrônicos de crédito ou débito para a efetuação do pagamento. Os custos para os vendedores são relativamente baixos, variando entre R$ 1,00 a R$ 1,50 por boleto emitido, além de não exigir taxas mensais.

Desvantagens

A desvantagem mais atribuída ao boleto bancário é sua taxa elevada de desistência por parte dos compradores. Além disso, a informação sobre a efetuação do pagamento do boleto pode levar, em média, dois dias úteis para chegar até o vendedor, pois depende de informações de transações entre bancos diferentes.

PayPal

O PayPal é o método de pagamentos online mais aceito em todo o mundo. É indicado principalmente para negócios que realizam transações para o mercado internacional e que possuam elevadas margens de lucro, pois suas taxas são muito elevadas para o empresário.

Vantagens

Sendo o meio de pagamento online mais popular para compras internacionais, faz transações em 203 países e em 16 moedas diferentes. Aceita métodos de pagamento como débito online, boleto bancário e não é cobrada nenhuma taxa de adesão ou mensalidade, além de possibilitar compras sem juros mesmo que parceladas.

Já é um método consolidado e, por isso, possui serviços antifraude de qualidade, garantindo segurança para o vendedor e comprador. Ademais, sua rápida autenticação torna a compra online internacional muito mais rápida e simples.

Desvantagens

Com certeza a maior desvantagem do PayPal são suas taxas altamente elevadas: 4,99% + R$ 0,60 + (2,39% para cada parcela) isso para vendas dentro do Brasil, para vendas internacionais o vendedor paga 5,99% + R$ 0,60.

E qual é o seu meio de pagamento favorito? Aproveite para descobrir também como ter maior segurança nas transações eletrônicas da sua empresa!

(CDL BH)

 

Como uso o NÃO para poder evoluir

* Ricardo Gandra

Olá amigos e amigas, já pararam para pensar em quantos “nãos” nós recebemos em nossas vidas? Já fizeram uma reflexão das inúmeras situações que criamos uma expectativa de receber um “sim” e acabamos frustrados ao nos depararmos com uma negativa? Se eu perguntar para você, leitor, se você gosta de receber um “não, obviamente receberei um outro taxativo “não”. O ser humano, definitivamente, parece não ter sido preparado para ser receptivo a contrariedades.

Mas eis aqui alguns pontos para refletirmos sobre o “não” e alocarmos esta resposta que tanto nos atormenta como um estímulo de crescimentos pessoal e profissional.

Primeira reflexão, minha gente! Quando você leva uma proposta, realiza um pedido, solicita algo a alguém, pedi o consentimento ao outro para uma ação, pense o seguinte: O “não” você já tem! Portanto, nada de frustração, nada de se entregar, nada de pensamentos pessimistas, é proibido dizer “sou um fracassado”. Você não encontrará nenhuma novidade se o “não” for a resposta do indivíduo, uma vez que esta resposta já é uma realidade.

Mais um pensamento para analisarmos: quando recebemos sucessivas respostas antagônicas ao nosso desejo, é motivo de reflexão. Será que a forma, o método, o jeito, o procedimento que escolhemos é realmente o mais correto, o mais eficaz? Talvez se mudarmos um pouco a estratégia, poderemos moldar ou aperfeiçoar a maneira de expor nossos produtos, escolher uma forma mais inteligente de abordagem aos nossos clientes e, assim, reverter as negativas para conquistar êxito nos negócios.

Os estudos do SEBRAE revelam que uma alta porcentagem de empresas vai à falência com menos de cinco anos de idade, principalmente os microempreendedores. É fato que o sucesso de mercado, o alto nível de desempenho, os cases de êxito de vários empresários e profissionais está muito baseado na perseverança, insistência, foco, fé em Deus e confiança naquilo que se propõe a fazer. E quem disse que estes sujeitos não receberam sucessivos nãos em sua vida?

Como diretor de emissora de TV, como responsável pela comunicação de um parlamentar durante vários anos, como apresentador e produtor de programas, como jornalista, como professor acadêmico e palestrante já recebi uma “enxurrada” de “nãos”. Faz parte da vida, sempre receberemos até o fim dos nossos dias. Desde que o mundo é mundo, respostas contrárias aos nossos desejos aparecerão em nossos caminhos. O que vai diferir, o que vai te diferenciar na sua vida pessoal e no mundo dos negócios é a forma como você os encara, como você os percebe, a maneira como os enfrenta. Os vitoriosos tiveram incontáveis “nãos”, mas colecionam cada vez mais a resposta positiva, por terem acreditado em seus caminhos, por terem feito da sua escolha um exercício de fé. Pensar grande e pensar pequeno custam a mesma coisa. Convido-o(a) a pensar grande! Até a próxima!

* Ricardo Gandra é jornalista, pós-graduado em Comunicação e Marketing; pós-graduado em Comunicação Empresarial; pós-graduado em Imagens e Culturas Midiáticas; professor de Marketing da MBA de Gestão Empresarial da Fupac e professor da mesma disciplina na pós em Educação da mesma instituição acadêmica; palestra há cerca de 15 anos.

 

Pesquisa de Intenção de Compra para o mês de março da FCDL-MG aponta queda no consumo

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O consumidor mineiro não quer saber de gastar... A nossa Pesquisa de Intenção de Compra para o mês de março apontou queda no consumo. Quer saber os resultados completos? Acesse >> Pesquisa FCDL-MG e veja!

 

Número de jovens inadimplentes atinge 4,81 milhões de negativados entre 18 e 24 anos

Centro-Oeste e Sul são as regiões que apresentam a maior participação dos jovens no total de inadimplentes. 45% das dívidas são de bancos

Nos últimos dois anos, a desaceleração da inadimplência ganhou intensidade. Os indicadores continuavam a crescer, mas a taxas menores do que as verificadas anteriormente. Em março de 2017, o número de consumidores negativados registrou a primeira queda na comparação anual. Mesmo com as quedas observadas em alguns meses, o ano passado terminou com um crescimento de 1,27% no número de negativados. Esse crescimento não foi homogêneo, no entanto, e uma diferença relevante é encontrada na evolução da inadimplência por faixa etária. De acordo com o Indicador de Inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de negativados mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, recuou 21,96% em janeiro 2018. Em contraste, na faixa etária de 65 a 84 anos, o número de negativados avançou 6,19%.

O indicador mostra que diante das consecutivas quedas, a participação dos mais jovens no total de devedores caiu de 13,60%, em janeiro de 2010, para 6,12% em janeiro de 2018. Em termos absolutos, o SPC Brasil estima que, em janeiro, havia 4,81 milhões de consumidores negativados com idade entre 18 a 24 anos. A cifra representa 20,14% dos jovens dessa faixa etária.
 

Centro-Oeste e Sul são as regiões que apresentam a maior participação dos jovens no total de inadimplentes

É na região Centro-Oeste em que se observa a maior proporção de consumidores jovens com contas em atraso. Do total de devedores da região, 7,8% têm idade entre 18 e 24 anos. Em seguida aparece a região Sul, com 7,6%; o Norte, com uma proporção de 7,4%; Nordeste (5,7%) e o Sudeste, com 5,0%, a menor proporção de jovens negativados entre as regiões do país.

Em todas essas regiões, a inadimplência entre os jovens vem recuando a taxas expressivas.

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Número de dívidas dos jovens cai 23,45% em janeiro

Os dados de dívidas em atraso também confirmam a queda da inadimplência na população com idade entre 18 e 24 anos. Nesse caso, a retração foi de 23,45% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A participação das pendências de jovens no total de dívidas passou de 13,37%, em janeiro de 2010, para 6,74% em janeiro de 2018.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a retração dos indicadores de inadimplência da população mais jovem reflete a menor presença desses brasileiros nos níveis de ocupação do país. “De acordo com o IBGE, o nível de ocupação da população com idade entre 18 e 24 anos caiu de 57,9%, no primeiro trimestre de 2012, para 51,2%, no terceiro trimestre de 2017. Fora do mercado de trabalho pelas mais diversas razões, seja estudo, desemprego ou por opção, muitos desses brasileiros acabam ficando também fora do mercado de crédito, reduzindo o contingente de potenciais inadimplentes”, explica Kawauti. “Mesmo em caso de desemprego, o risco de ficar inadimplente é menor quando se é jovem e ainda se pode contar com o apoio dos pais”.
 

45% das dívidas dos jovens são de bancos

A abertura das dívidas por setor credor mostra que 44,8% das pendências dos mais jovens tem como credor os bancos. Em seguida, aparecem o comércio, com 29,9% do total de pendências; o setor de comunicações (14,7%); e de água e luz (1,8%).

Na população como um todo, as pendências com água e luz somam 7,8% do total; já as pendências com comércio somam 18,5% e, com os bancos, 50,8%.
 

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%.

Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em:
https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

(Fonte: CNDL)

 

 

Receita Federal libera hoje programa do Imposto de Renda Pessoa Física de 2018

O programa de preenchimento da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2018, ano base 2017, estará disponível nesta segunda-feira (26), a partir das 8h, no site da Receita Federal. O prazo para a entrega da declaração começa no próximo dia 1º e vai até 30 de abril.

Está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis, em 2017, em valores superiores a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, deve declarar quem teve receita bruta acima R$ 142.798,50. A Receita Federal espera receber, este ano, 28,8 milhões declarações de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), 300 mil a mais do que em 2017 (28,5 milhões).

A declaração poderá ser preenchida por meio do programa baixado no computador ou do aplicativo Meu Imposto de Renda para tablets e celulares. Por meio do aplicativo, é possível ainda fazer retificações depois do envio da declaração.

Outra opção é mediante acesso ao serviço Meu Imposto de Renda, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), no site da Receita, com uso de certificado digital.

Também estão obrigadas a declarar as pessoas físicas: residentes no Brasil que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; que obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens e direitos, sujeito à incidência do imposto ou que realizaram operações em bolsas de valores; que pretendem compensar prejuízos com a atividade rural; que tiveram, em 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; que passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e assim se encontravam em 31 de dezembro; ou que optaram pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital com a venda de imóveis residenciais para a compra de outro imóvel no país , no prazo de 180 dias contados do contrato de venda.

Multa por atraso

A multa para quem apresentar a declaração depois do prazo é de 1% por mês de atraso sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20%.

Deduções

As deduções por dependente estão limitadas a R$ 2.275,08. As despesas com educação têm limite individual anual de R$ 3.561,50. A dedução de gastos com empregadas domésticas é de R$ 1.171,84.

Novidades deste ano

O painel inicial do sistema terá informações das fichas que poderão ser mais relevantes para o contribuinte durante o preenchimento da declaração.

Neste ano, será obrigatória a apresentação do CPF para dependentes a partir de 8 anos, completados até o dia 31 de dezembro de 2017.

Na declaração de bens, serão incluídos campos para informações complementares, como números e registros, localização e número do Registro Nacional de Veículo (Renavam).

Também será incluída a informação sobre a alíquota efetiva utilizada no cálculo da apuração do imposto.

Outra mudança é a possibilidade de impressão do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) para pagamento de todas as cotas do imposto, inclusive as que estão em atraso.

(Agência Brasil)

 

Além do cancelamento do CNPJ, MEI com débitos tributários são incluídos na dívida ativa

Empreendedores que não colocaram em dia suas pendências com a Receita terão que parcelar seus débitos para não serem penalizados

Microempreendedores Individuais (MEI) que não regularizaram sua situação tributária com a Receita Federal, além de terem o CNPJ cancelado, não poderão tirar passaporte, fazer inventário, emitir certidão negativa, nem realizar transferência de bens até pagarem seus débitos na dívida ativa.

Estão nessa situação os formalizados que não fizeram nenhum pagamento dos tributos entre janeiro de 2015 e dezembro de 2017 ou não entregaram as Declarações Anuais do Simples Nacional (DASN-SIMEI) referentes a 2015 ou 2016. A listagem completa dos MEI que tiveram seus CNPJ cancelados pode ser consultada no Portal do Empreendedor .

Vale lembrar que o CNPJ cancelado não pode ser mais ativado e o empreendedor passa a ser um trabalhador informal se continuar exercendo a atividade econômica. “Caso queira se tornar um MEI novamente, ele deverá passar por todo o processo de formalização para que seja gerado um novo CNPJ”, afirma o analista do Sebrae Minas Haroldo Santos.

Todos os MEI que tiveram seus CNPJ cancelados pela Receita também terão seus débitos incluídos na dívida ativa. “O débito tributário ficará ativo no CPF do devedor e não prescreve, ou seja, poderá ser cobrar a qualquer tempo pelo poder público. O indivíduo ainda será privado de emitir passaporte, por exemplo”, explica Santos.

Para não ser penalizado, o empreendedor poderá parcelar seus débitos com a Receita. Vale lembrar que a cada mês o valor da dívida é acrescido de 0,33% e haverá multa de 20% sobre o valor do débito.

A dívida contraída, dos débitos já vencidos, poderá ser parcelada, no Portal do Simples Nacional, em até 60 meses com valor mínimo de R$50,00, desde que a DASN-SIMEI do ano de referência tenha sido entregue. Para que o parcelamento seja validado, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) da 1ª (primeira) parcela deverá ser pago até a data de vencimento.

Em caso de dúvida, os empreendedores poderão entrar em contato com a Central de Atendimento do Sebrae Minas pelo 0800 570 0800, pelos canais digitais (Chat e Facebook) ou ainda nos Pontos de Atendimento do Sebrae Minas em todo o estado, inclusive na ACIP/CDL.

(Fonte: Sebrae)

 

Presidente do Senado manifesta apoio à derrubada do veto ao Refis das MPEs

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB-CE), recebeu na tarde do dia 20 lideranças do setor de comércio e serviços, quando  garantiu que colocará em pauta no início de março a derrubada do veto ao Refis da micro e pequena empresa. Na ocasião, o parlamentar manifestou o seu apoio a esse pleito das entidades empresariais do País. 

De acordo com o senador, nos últimos 10 anos o Congresso Nacional aprovou mais de 17 Refis, para diversos setores, mas quando chegou a vez do empresário de micro e pequena empresa, a matéria foi vetada completamente. "Isso não é justo", frisou ele.

Segundo Eunício Oliveira, em acordo com o presidente da República, Michel Temer - que pediu um tempo para avaliar a situação econômica -, a derrubada do veto ao projeto entrará na pauta no início do mês de março.

Na parte da manhã, as lideranças do comércio se reuniram para discutir estratégias para incluir a questão do veto na pauta de votações ainda nesta semana. Esta pretensão contou com o apoio do senador Romero Jucá (MDB-RR).

O presidente da CACB, George Pinheiro, e o presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado do Mato Grosso (Facmat), Jonas Alves, estiveram no encontro no Senado. Além deles, também participaram Paulo Solmucci (Abrasel), Emerson Destro, (Abad) e José César da Costa (CNDL), presidentes de entidades que compõem a União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (Unecs). 

(Federaminas)

 

70% dos brasileiros não possuem plano de saúde particular, mostram SPC Brasil e CNDL

Resultado de imagem para plano de saude gov25% tiveram o nome incluído em serviços de proteção ao crédito por motivos de saúde. Gasto médio mensal com medicamentos é de R$ 138. Para mais da metade dos brasileiros, saúde pública no Brasil piorou nos últimos 12 meses

Um estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com 1.500 consumidores das capitais do país revela que 70% dos brasileiros não possuem plano de saúde particular – seja ele individual ou empresarial, percentual ainda maior entre as pessoas das classes C, D e E (77%). O estudo é uma parceria do SPC Brasil e da CNDL com o Instituto Ibope e busca investigar o impacto dos gastos com saúde no orçamento do consumidor brasileiro, além de avaliar o nível de satisfação com o serviço prestado pelas operadoras.

De acordo com o estudo, quando essas pessoas precisam de atendimento, 45% alegam utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS) e o restante (25%) arca com dinheiro do próprio bolso para pagar pelos serviços necessários.

Entre quem paga o plano individualmente (11%), a média de valor gasto mensal é de R$ 439,54. Considerando tanto quem paga o plano quanto quem tem o plano pago por terceiros (6%), quatro em cada dez entrevistados (42%) escolheram pelo preço acessível, seguido pela qualidade dos hospitais e clínicas oferecidos (33%) e recomendação de outras pessoas (22%).

Quase a metade dos que possuem plano de saúde particular (47%) afirmam que são contratados com coparticipação – quando parte dos procedimentos e exames são pagos pelo associado. E quando o plano de saúde contratado não cobre toda ou parte das despesas necessárias com exames e procedimentos, 42% pagam particular e 14% recorrem ao SUS. “A dica para quem pretende contratar essa modalidade é estudar se o modelo de coparticipação realmente vale a pena, levando em consideração o perfil do usuário do plano, bem como a frequência de consultas e de exames necessários”, orienta Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Outros 48% dos que pagam o plano individualmente alegam abrir mão de algo em seus orçamentos para pagarem o serviço de saúde.

“Os dados mostram que o plano de saúde é considerado uma prioridade para grande parte de seus usuários. É um serviço de primeira necessidade,
relacionado aos cuidados de um bem maior, que é a vida. É tanto que a taxa de inadimplência declarada é baixíssima”, afirma Kawauti. “A pesquisa mostra que 97% dos entrevistados estão com os pagamentos de suas mensalidades em dia”, revela.


25% tiveram o nome incluído em serviços de proteção ao crédito por motivos de saúde no último ano

De acordo com o levantamento, 74% não possuem nenhum tipo de reserva financeira para imprevistos e, entre os que possuem (26%), somente 4% é designada exclusivamente para saúde. Para o educador financeiro do SPC Brasil e do portal ‘Meu Bolso Feliz’ José Vignoli, reservas financeiras permitem que as pessoas possam encarar situações emergenciais com mais segurança e tranquilidade. “Reservar uma parte do rendimento mensal para criar um fundo de apoio pode ser fundamental para lidar com um imprevisto de saúde na família que demande medicamentos mais caros, cirurgias, internações ou procedimentos que não são cobertos pelo plano, no caso de quem possui o serviço. Uma coisa é certa: aquele que não poupa e não tem reserva acaba lidando com dois problemas delicados: o de saúde e o financeiro”, afirma.

A grande maioria (80%) afirma não fazer nenhum tipo de controle formal de gastos com saúde e 25% já tiveram o nome incluído em serviços de proteção ao crédito por motivos de saúde no último ano, sendo que 18% ainda estão nesta situação. O principal motivo para isso foi a perda do emprego (37%) e gastos fora do planejamento sem ter reserva financeira para pagar as despesas (19%).

Segundo o estudo, 73% das pessoas que possuem planos de saúde particular e pagam individualmente acompanham os reajustes de valores e 51% acham que esse reajuste é abusivo. O educador financeiro explica que os limites para reajustes anuais são estipulados pela tabela da ANS, a Agência Nacional de Saúde, responsável pela fiscalização do setor. “Sempre que um plano sofrer reajustes acima deste limite, o consumidor deve procurar um advogado especialista e orientar-se para rever o reajuste aplicado”, orienta Vignoli.


Gasto médio mensal com medicamentos é de R$ 138 – genéricos são os mais priorizados

Cerca de 27% dos entrevistados fazem uso de algum medicamento de uso contínuo ou periódico; sendo que 43% recebem do SUS e 51% pagam por eles, e o gasto médio mensal é de R$ 138,32. A pesquisa mostra que os genéricos são o medicamento priorizado por 68%.

A pesquisa de preços de medicamentos antes da compra é feita por 62% dos entrevistados, sendo mais frequente a pesquisa pessoalmente na farmácia (29%). Sete em cada dez pessoas (69%) tiveram algum gasto com saúde nos últimos três meses da realização da pesquisa, principalmente com remédios (45%) e exames (21%); e segundo os entrevistados, tais gastos estão dentro do orçamento para 57% e extrapolaram para 42%.


69% afirmam estar bem atendidos pelo plano de saúde

O levantamento também buscou avaliar o nível de satisfação do serviço prestado pelas operadoras de saúde com os que contratam o plano particular: 69% dizem que estão de alguma maneira bem ou muito bem atendidos em suas necessidades, sendo 8 a nota média para a satisfação com a qualidade dos serviços dos planos de saúde.

Entre aqueles que não possuem plano de saúde atualmente, 60% nunca tiveram este tipo de serviço e entre os 39% que já tiveram no passado, 32% relatam desligamento da empresa que pagava o benefício e 25% cancelaram por não terem mais condições de pagar as mensalidades.

Considerando os entrevistados que não possuem plano de saúde particular e costumam recorrer ao SUS, é grande a insatisfação quanto ao atendimento de forma geral. Em uma avaliação de 1 a 5 foram atribuídas as seguintes notas:

- Qualidade técnica do profissional que atende: 2,74

- Disponibilidade de medicamentos gratuitos: 2,32

- Presença de médicos especialistas: 2,14

- Estrutura física de atendimento dos hospitais e postos de saúde: 2,13

- Rapidez no atendimento de urgência/emergência: 2,06

- Facilidade para agendar consultas: 2,02

- Tempo de agendamento de consultas: 2,01

- Tempo de agendamento de cirurgias e exames: 1,79

Para mais da metade dos entrevistados (56%), a saúde pública no Brasil piorou nos últimos 12 meses. Para eles, o maior receio para o futuro da saúde no Brasil é não receberem tratamento adequado caso adoeçam (66%), seguido da piora da qualidade do atendimento médico (59%).


Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Ibope e ouviu 1.500 consumidores em todas as capitais. A margem de erro é de no máximo 2,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.
Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

(Fonte: CNDL)

 

Tempo médio de desemprego no país já dura um ano e dois meses, revela pesquisa do SPC Brasil e CNDL

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Estudo traça o perfil dos desempregados brasileiros: maioria tem filhos, ensino médio
completo e, em média, 34 anos.  61% estão dispostos a ganhar menos que no último e
mprego; 34% atuavam no setor de serviços e 33% no comércio

Ainda que o cenário de recessão econômica esteja finalmente no fim, com a maioria dos indicadores mostrando melhora, o número de brasileiros à espera de uma oportunidade de emprego ainda é alto e acumulava 12,3 milhões de pessoas ao final de 2017. A pesquisa “O desemprego e a busca por recolocação profissional no Brasil”, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais mostra que o tempo médio de desemprego já chega a 14 meses entre os entrevistados, maior do que o observado em 2016, quando girava em torno de 12 meses.

O estudo mostra o seguinte perfil dos desempregados: 59% são do sexo feminino, com média de idade de 34 anos; 54% têm até o ensino médio completo, 95% pertencem às classes C/D/E e 58% têm filhos, a maioria menor de idade. Entre os que já tiveram um emprego antes, 34% atuavam no segmento de serviços, enquanto 33% no setor de comércio e 14% na indústria. A média de permanência no último emprego foi de aproximadamente dois anos e nove meses.

No último emprego, 40% dos desempregados possuíam carteira assinada, 14% eram informais e 11% autônomos ou profissionais liberais. Já 8% dos desempregados atuais estão buscando a primeira oportunidade profissional. “Tudo aponta para um cenário de recuperação no mercado de trabalho, mas este ainda é um movimento tímido e que, no momento, permanece concentrado na informalidade, o que implica em contratações sem carteira assinada e atividades feitas por conta própria”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

“As pessoas sabem que não podem ficar esperando em casa pelo reaquecimento do mercado e por isso buscam por alternativas de sobrevivência. Porém, informalidade também implica em fragilidade. O trabalhador que atua nessas condições não tem proteção e está sujeito às variações do mercado. Por isso, é importante informar-se e buscar a formalização”, indica o presidente. De acordo com Pellizzaro, uma atividade feita por conta própria pode, por exemplo, encaixar-se na modalidade MEI – microempreendedor individual. “Com ela é possível ter CNPJ, emitir nota fiscal e contribuir para a aposentadoria, dentre outras possiblidades”.

Segundo o levantamento, dentre aqueles que já tiveram algum emprego antes, 67% já haviam ficado desempregados anteriormente e 32% nunca haviam passado por esta situação. Mais da metade (57%) conhecem alguma outra pessoa que também está desempregada ou que teve de fechar sua empresa nos últimos três meses.

Em 56% dos casos, os entrevistados afirmam terem sido desligados da empresa, mas outros 17% garantem ter pedido demissão e 14% alegam que foi feito um acordo.

Dentre os que foram demitidos, a maioria alega causas externas, principalmente ligadas à crise econômica, como redução de custos por parte da empresa para lidar com os efeitos da crise (35%), redução da mão de obra ociosa (12%) e o fechamento da empresa (11%). Levando em conta apenas os que pediram demissão, a principal razão apontada foi algum problema de saúde (15%), seguido da insatisfação com o salário (13%) e do desejo de poder dedicar mais tempo à família (11%).

Perguntados sobre o tipo de oportunidade desejada pelos desempregados, 46% preferem os postos com carteira assinada, enquanto 29% mencionam qualquer vaga, independente do formato.


61% dos desempregados estão dispostos a ganhar menos que no último emprego

A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL mostra que seis em cada dez desempregados (61%) estão dispostos a ganhar menos do que recebiam no último emprego – uma queda em relação ao ano passado (68%).

As principais justificativas nestes casos são que o que importa atualmente é voltar ao mercado de trabalho (23%) e arrumar um emprego para pagar as despesas (22%). Por outro lado, 39% não estão dispostos a receber menos, sendo a razão mais citada o fato de encararem o salário menor como regressão profissional (19%), seguido da possibilidade de ser difícil voltar ao patamar salarial que possuía antes (13%).

O levantamento revela que, considerando aqueles que têm sido chamados para entrevistas desde que estão desempregados (40%), 56% chegaram a recusar alguma proposta, sendo que 18% o fizeram porque a remuneração ou benefícios eram insuficientes, enquanto 13% alegam que o local era muito distante de casa.

Entre os desempregados, 66% estão procurando emprego, sendo que a média do tempo de procura por empregos é de quase 10 meses. Outros 25% estão recorrendo a fontes alternativas de renda enquanto não encontram emprego e 9% estão esperando por algo, porque procuraram uma oportunidade de trabalho por muito tempo sem sucesso. A grande maioria (78%) sente que tem condições de conseguir um emprego, sendo que os principais motivos são ter uma boa experiência profissional (40%), preencher cadastro em sites de empregos (27%) e ler com frequência jornais e sites de empregos em busca de vagas (27%).


53% estão confiantes em conseguir emprego nos próximos 3 meses

De acordo com o levantamento, cerca de 25% dos desempregados afirmam estar em busca de capacitação profissional para conseguir oportunidades melhores e 53% estão confiantes de que vão conseguir uma oportunidade nos próximos três meses. A expectativa média de que consigam um emprego é de pouco mais de quatro meses.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, conseguir um novo emprego é mais que recolocar a vida profissional nos trilhos, “é ter a chance de recuperar hábitos cotidianos, poder adquirir produtos e serviços e desfrutar de pequenas comodidades – coisas das quais muitos brasileiros, em maior ou menor grau, tiveram de abrir mão nos últimos tempos em virtude das dificuldades financeiras”.

As principais prioridades após conseguir um emprego serão voltar a consumir produtos que gosta como roupas, sapatos, eletrônicos (51%), retornar ao padrão de compra no supermercado que tinham antes (47%) e voltar a realizar atividades de lazer como saída a bares e restaurantes (46%).

Os dados mostram também que os desempregados estão divididos quanto o futuro do desemprego no Brasil em 2018: 31% acreditam que o desemprego irá aumentar, 31% que irá continuar igual e 24% que irá diminuir.

“Ainda que a recuperação da economia já esteja em curso, o futuro permanece incerto para milhões de brasileiros que aguardam nova oportunidade de trabalho, seja para retomar suas carreiras, seja simplesmente para pagar as contas e voltar a consumir, reassumindo, aos poucos, o padrão de vida que tinham antes do desemprego”, analisa a economista.


41% dos desempregados que possuem família são os principais responsáveis pelo sustento da casa; 28% tiveram algum conflito familiar

Além de investigar o perfil e o comportamento dos desempregados na busca por uma recolocação, a pesquisa analisou o impacto do desemprego no contexto familiar. Para isso, algumas perguntas foram focadas nos desempregados que não moram sozinhos: 34% deles garantem que há pelo menos mais uma pessoa sem trabalho na casa onde vivem.

Cerca de 87% desses desempregados ouvidos contribuíam financeiramente para as despesas da casa quando tinham um emprego, sendo que 41% eram ou ainda são os principais responsáveis e 29% não eram o principal responsável, mas continuam a ajudar de alguma forma.

Por consequência do desemprego, 28% tiveram algum conflito familiar, sendo que os principais motivos foram a discordância quanto aos gastos da casa (13%) e brigas por causa da divisão do pagamento das contas (12%).

Já 34% garantem que o desemprego motivou outras pessoas da casa, que antes não trabalhavam, a trabalhar ou fazer bicos. Em casos mais agravantes, 16% destes entrevistados afirmaram que após a perda do emprego algum integrante da família precisou interromper os estudos para trabalhar e ajudar nas despesas de casa.


Metodologia

A pesquisa buscou traçar o perfil do desempregado brasileiro e o impacto no processo de recolocação profissional no mercado. Foram entrevistados pessoalmente 600 brasileiros desempregados acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro geral é de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

Acesse a pesquisa na íntegra e a metodologia em: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas 

(Fonte: CNDL)

 

Apenas 21% dos brasileiros guardaram dinheiro em dezembro, mostra indicador do SPC Brasil e CNDL

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37% dos poupadores guardam dinheiro para imprevistos. Poupança é o principal destino da reserva financeira

Com a ainda lenta recuperação econômica, são poucos os brasileiros que estão conseguindo chegar ao final do mês com sobras de dinheiro. Segundo dados do Indicador de Reserva Financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), apenas dois em cada dez consumidores (21%) guardaram dinheiro em dezembro de 2017. A maioria (71%) dos consumidores não conseguiu guardar qualquer quantia.

Entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo, 40% justificam uma renda muito baixa, o que torna mais difícil ter sobras no fim de cada mês. Outros 17% disseram não ter qualquer fonte renda e 16% foram surpreendidos por algum imprevisto. Há ainda 13% de consumidores que disseram não ter controle dos gastos e disciplina para guardar o que recebem de salário.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o momento econômico limitou a renda das famílias, tornando a poupança de recursos ainda mais difícil, mas nem tudo deve ser creditado na fatura da crise. “O alto desemprego e a queda da renda de fato pesam, mas também há a negligência com as próprias finanças. Um controle adequado do orçamento pode fazer a diferença entre ter e não ter dinheiro sobrando no final do mês”, afirma.

A economista acrescenta que a questão da renda baixa de fato pesa. Ainda assim, vale o esforço de poupar. “Nem que seja pouco por mês, o hábito de poupar afasta o mal hábito de gastar mais do que ganha e assim, aos poucos, o consumidor cria uma reserva de emergência. É necessário fazer uma avaliação do orçamento, identificando o que pode ser cortado. Muito provavelmente, para montar uma reserva financeira o consumidor terá de abrir mão de algo”, orienta.

Apenas um terço dos brasileiros (34%) afirmaram ter o hábito de poupar, sendo que 12% estipulam o valor a ser poupado e 22% guardam o que sobra do orçamento. Pouco mais da metade (51%) afirmou que não tem o hábito de poupar e que não tem reserva financeira. Além desses, 7% disseram que não poupam, mas já têm uma quantia reservada.

O indicador ainda revela que metade dos brasileiros que possuem reserva financeira (49%) tiveram de sacar parte dos seus recursos guardados em dezembro. Os principais motivos foram imprevistos (14%), alguma compra (13%) e pagamento de dívidas (11%).

37% guardam dinheiro pensando em imprevistos

A pesquisa mostra que proteger-se contra imprevistos é o principal propósito dos brasileiros que tem o hábito de poupar. Quase quatro em cada dez poupadores (37%) reservaram parte de seus rendimentos para lidar com uma eventual doença ou outros problemas do dia a dia. Em seguida, aparece o desejo de garantir um futuro melhor para a família (24%), fazer uma viagem (22%) e fazer uma reserva no caso de ficar desempregado (21%). Em média, o valor poupado em dezembro foi de R$ 571,91.

Perfil conservador: 57% recorrem a poupança como reserva financeira

Considerando os entrevistados que costumam poupar, 57% recorreram a tradicional poupança. Em seguida, um percentual elevado de 27% disse que costuma deixar o dinheiro em casa e 17% deixam na conta corrente. Outras opções mais rentáveis de investimentos, porém menos citadas pelos poupadores, são os fundos de investimento (9%), previdência privada (8%), tesouro direto (7%), CDBs (5%) e ações (5%).

Para Marcela Kawauti, as escolhas revelam um perfil conservador e, em alguns casos, pouco atento à rentabilidade. “Se o dinheiro está parado na conta corrente, sem muita complicação é possível transferi-lo para a poupança. Assim, o consumidor consegue uma rentabilidade que, apesar de pequena, é maior que do zero. A poupança serve a alguns propósitos por ser uma opção com alta liquidez. Mas, principalmente para aqueles que têm objetivos de longo prazo, hoje existe bastante informações disponíveis sobre modalidades de investimentos com rendimento maior, sem grandes riscos”, explica.

Para aqueles que mantêm o dinheiro na conta corrente, conta poupança ou em casa, os principais motivos foram o fato de não ter dinheiro suficiente para investir em algumas modalidades, citado por 27%; a liquidez, isto é, facilidade para sacar os recursos (21%); a falta de conhecimento sobre outras possibilidades (19%); o costume com as modalidades tradicionais (14%); a falta de recomendação (14%) e o receio de perder o dinheiro aplicado (13%).

Metodologia

O objetivo da sondagem é acompanhar, mês a mês, a formação de reserva financeira do brasileiro, destacando a quantidade daqueles que tiveram condições de poupar ao longo dos meses. O indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

(Fonte: SPC Brasil)