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Empresas do Simples ganham mais prazo para enviar a DeSTDA

A entrega das Declarações de Substituição Tributária, Diferencial de Alíquota e Antecipação (DeSTDAs) relativas ao mês de agosto agora poderá ser realizada até o dia 30 de setembro, segundo a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.


A prorrogação foi determinada pela Portaria CAT–98 publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (20/9), data de encerramento do prazo.


A alteração ocorre porque a certificação digital do Sistema de Escrituração Digital e Informações Fiscais do Simples Nacional  (SEDIF), um sistema nacional utilizado para a transmissão do arquivo, venceu na última sexta-feira (16/9), impossibilitando a entrega das declarações por contribuintes de todo o país.


Segundo a Secretaria, na tentativa de entrega, os contribuintes recebiam uma mensagem de erro indicando “Certificado de Aplicação Inexistente”.


De acordo com o órgão, para a correta transmissão da DeSTDA é necessário reinstalar uma nova versão completa do SEDIF 1.0.2.11 (34 MB) ou fazer a instalação de um pacote de correção (3 MB). 

 

A declaração é obrigatória para os contribuintes do Regime do Simples Nacional e tem por objetivo informar mensalmente os recolhimentos de Substituição Tributária e Diferencial de Alíquotas.

 

Fonte: Diário do Comércio

Apesar da crise, carga tributária sobe para 32,66% do PIB

O agravamento da crise econômica fez a carga tributária aumentar em 2015, apesar da queda na arrecadação. A parcela da produção que retornou ao governo em forma de tributos aumentou de 32,42% em 2014 para 32,66% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) no ano passado, conforme divulgou há pouco a Receita Federal.


A carga tributária é a razão entre a arrecadação tributária bruta e o PIB. De acordo com o órgão, o principal fator para o pequeno aumento da carga tributária foi a queda de 3,8% do PIB no ano passado. Em 2015, a arrecadação tributária nos três níveis de governo caiu 3,15% se descontado o deflator usado para corrigir o PIB. Como a contração da economia foi maior que a da arrecadação, a carga tributária subiu no ano passado.


Da variação de 0,24 ponto percentual na carga tributária no ano passado, metade concentrou-se nos tributos do governo federal, que saltaram 0,12 ponto percentual em 2015. A arrecadação dos estados subiu 0,05 ponto e os tributos dos governos municipais aumentaram 0,07 ponto. A reversão parcial de desonerações (reduções de tributos) ocorrida no ano passado também ajudou a impedir a queda da carga tributária.


A recomposição das alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), a reversão das desonerações de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis e linha branca, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito à pessoa física e a recomposição da base de cálculo do PIS/Cofins dos produtos importados renderam R$ 16,7 bilhões ao governo no ano passado.


Apesar dessas recomposições, o volume total de desonerações cresceu de R$ 104,4 bilhões em 2014 para R$ 108,6 bilhões em 2015 por causa de dois fatores. O atraso nas votações da lei que reduziu pela metade a desoneração da folha de pagamentos fez a renúncia fiscal com essa desoneração aumentar R$ 2 bilhões no ano passado – de R$ 22,1 bilhões para R$ 24,1 bilhões. A ampliação dos setores incluídos no Simples Nacional fez o governo arrecadar R$ 3,8 bilhões a menos em 2015.

 

Fonte: Agência Brasil

Número de devoluções de cheques é menor em agosto

O número de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos caiu para 2,13% do total movimentado em agosto, mostra pesquisa divulgada ontem. O resultado representa uma queda na margem, já que em julho o nível ficou em 2,21%, mas é mais alto que o de agosto de 2015 (2,07%).

 

Em termos absolutos, 1.101.930 cheques foram devolvidos em agosto, o que representou um aumento de 5,6% na comparação com o mês anterior. Mas, segundo a pesquisa, os cheques movimentados cresceram em uma proporção maior (9,6%) e chegaram a 51.704.060, o que levou à queda proporcional.

 

No acumulado do ano, o volume de cheques devolvidos em relação ao total movimentado atingiu 2,31%, ante 2,15% no mesmo período de 2015. Foi o maior nível para o acumulado em oito meses da série histórica iniciada em 2006. Os cheques devolvidos recuaram 7,1% e os cheques movimentados caíram 13,7%. Também no acumulado do ano, a devolução de cheques de pessoas físicas diminuiu 8,1% e a de pessoas jurídicas recuou 4,1%.

 

Fonte: Diário do Comércio

Estabilização da economia já é consenso entre economistas

O ex-ministro da Fazenda e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Nelson Barbosa voltou a afirmar nesta terça-feira (13/09) que a economia brasileira deverá se estabilizar nos próximos meses sob o estímulo da manutenção da apreciação do câmbio, consequente desaceleração da inflação, recuo da taxa de juro real e flexibilização da política fiscal.


Segundo Barbosa, que falou na abertura do "13º Fórum de Economia - Semiestagnação desde 1981. Por que?", realizado em São Paulo pela Fundação Getulio Vargas e Escola de Economia de São Paulo (FGV-EESP), agora é consenso entre os economistas que a economia tende a se estabilizar, o que é uma previsão que ele já fazia no final do ano passado enquanto ministro da Fazenda.


"Tendo a concordar com a maioria dos economistas de que o nível de atividade deve se estabilizar até o final do ano. Isso é o que a gente já falava no final do ano passado e agora é uma opinião cada vez mais consensual, disse, ponderando, no entanto, que estabilização não é recuperação .


"Vai se estabilizar porque vai ter os efeitos expansionistas da apreciação do real e os efeitos expansionistas da queda da taxa de juro real mais a flexibilização fiscal", afirmou. Barbosa lembrou que a taxa real de câmbio teve uma depreciação de 44% da eleição até setembro de 2015. A partir de setembro do ano passado, houve uma apreciação de 33%, que quase que zerou a desvalorização.


"Agora a expectativa é de que ela fique estável. A depreciação causou aumento da inflação e recessão. A apreciação agora gera manutenção, vai causar uma queda da inflação e uma expansão da demanda agregada, principalmente em 2017." Na taxa de juro, o pico da taxa real foi em setembro de 2015, quando chegou a 8,6%. Desde então já caiu 1,5 ponto porcentual, para 7,1%.


A expectativa do mercado é de que esta taxa caia para cerca de 5,5% até o final do ano que vem. "Já há uma redução de taxa de juro real esperada. Isso também tende a contribuir para uma recuperação do nível de atividade nos próximos meses. Então temos, seja do ponto de vista de juros seja do ponto de vista cambial, algumas forças que tendem a estabilizar a economia brasileira no curto prazo", disse.

 

Fonte: Diário do Comércio

22 dicas para melhorar as habilidades de comunicação de um empreendedor

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Veja a seguir 22 habilidades de comunicação que você deve ter ou desenvolver para melhorar seus resultados nesse quesito.

1. Seja um bom ouvinte

Por mais que não pareça, ser um bom comunicador implica ser um bom ouvinte.

Isso ocorre porque o ato de ouvir ajuda a entender melhor as outras pessoas, permite nos colocarmos no lugar do outro e construir relacionamentos.

Além disso, denota respeito. Por isso, aproveite as oportunidades que possuir para ouvir, prestando atenção e respondendo. Você vai ver: o resultado pode ser surpreendente.

2. Não interrompa ou fale junto com seu interlocutor

Interromper seu interlocutor ou falar junto com ele representa uma falta de respeito.

É claro que isso pode acontecer de vez em quando. Mas se deve evitar essa situação.

Nesse sentido, é importante destacar que, quando falamos junto com outra pessoa, caracterizamos que não importa o que ela está afirmando, porque o que temos a dizer é mais relevante.

Além disso, o ato de interromper o interlocutor indica que você não acredita nele e que, por isso, quer controlar a conversa.

3. Faça paráfrases do discurso do seu interlocutor

Quando usada em excesso em uma conversa, a paráfrase pode ser muito chata. Mas dependendo da conversa ela pode ser bastante útil.

Por exemplo: em uma conversa que você precisa estar 100% certo do que seu interlocutor está dizendo, confirmar por meio da paráfrase é uma ótima ideia.

Além disso, esse recurso demonstra que você está prestando atenção.

4. Ouça de forma ativa

Talvez você não saiba, mas existem dois tipos de escuta: a passiva e a ativa.

A passiva acontece quando você aparentemente conversa com alguém, mas, na verdade, está apenas escutando. Ou seja, não responde, dialoga, argumenta etc.

Já na escuta ativa, sua atitude é a de responder o outro baseando-se naquilo que ele diz.

Como você já deve ter percebido, ouvir de forma ativa denota respeito e ajuda a estabelecer um relacionamento.

5. Faça contato visual

Muitas pessoas nem percebem, mas têm mania de olhar para baixo ou para os lados quando estão conversando com outras pessoas.

Isso é um problema muito grande para a comunicação, porque demonstra falta de confiança ou até mesmo o ato de contar uma mentira.

Por isso, não hesite em fazer contato visual, passando a ideia de que está bem focado e atento na conversa.

6. Estipule uma meta para a conversa

Se as dicas até aqui pareciam um pouco óbvias para você, essa com certeza não é.

Afinal de contas, quem define uma meta na hora de conversar?

No entanto, aplicando a habilidade para o contexto empresarial, essa ação é bastante necessária e pode trazer ótimos resultados.

Basicamente, o objetivo aqui é ter uma conversa focada e rápida, sem grandes floreios. Dessa forma, fica bem claro o que se pretende dizer sem enrolações.

7. Inclua o interlocutor nas soluções

Assim como é importante mostrar que está atento à conversa respondendo seu interlocutor, também é recomendado incluí-lo na solução.

Por exemplo: ao invés de dizer que você vai fazer determinada coisa, diga “nós”, ou seja, que vocês dois juntos farão isso.

Essa atitude incentiva a pessoa a se comprometer. No entanto, quando for elogiar, não utilize o pronome “nós”, elogie somente a pessoa.

8. Permaneça tendo respeito por si e pelo outro em situações delicadas

Já foi especificado que o respeito é uma condição importante, mas quando for conversado algum assunto mais delicado, é ainda mais necessário.

Nesses casos, olhar nos olhos do interlocutor e ouvir a argumentação dele é uma maneira de mostrar que está considerando o que ele diz.

Demonstre que é uma conversa, não um monólogo, ou seja, tanto você quanto ele podem responder.

Além disso, deve-se ser firme ao falar, tomando o cuidado para não apresentar uma postura agressiva.

9. Pergunte sempre

Fazer perguntas não é ser chato.

Pelo contrário, é uma maneira de entender melhor a posição do outro e esclarecer possíveis dúvidas.

Faça sempre perguntas objetivas e claras para confirmar o que foi entendido.

Quando o objetivo for esclarecer um assunto, o melhor é fazer perguntas mais amplas, por exemplo: “por que você pensa isso?”, “como chegou a essa conclusão?”.

10. Atente-se ao tom de voz

Um dos grandes problemas durante a comunicação é o fato de as pessoas se exaltarem e acabarem mudando o tom de voz.

Isso pode acontecer aumentando o volume, o que pode denotar agressividade e falta de paciência, ou passando a impressão de que está sendo irônico ou falso.

Você deve sempre lembrar que não é somente a mensagem que importa, mas também a forma como ela é emitida.

Além disso, a própria postura corporal pode causar uma má impressão.

Quando você não se atenta a esses elementos, acaba tendo graves problemas de comunicação com seus colaboradores, investidores e parceiros de trabalho.

11. Critique de maneira objetiva

Sendo um empreendedor, é comum que você faça elogios aos colaboradores, mas também precise criticá-los.

Quando chega o momento de fazer essa segunda parte, seja objetivo.

A finalidade desse tipo de conversa é criticar um comportamento inadequado, e não a pessoa em si.

Por isso, cuide com as palavras que utiliza para não indicar que o colaborador é totalmente inadequado.

Mostre que ele possui pontos negativos e negativos e que, se trabalhar para melhorar o que é necessário, será um ótimo profissional.

Lembre-se: por mais que a personalidade não possa ser modificada do dia para a noite, a pessoa pode apresentar uma postura melhor e mais adequada.

12. Utilize exemplos ao argumentar

Uma maneira de ser objetivo é não fazer rodeios e usar exemplos ao argumentar.

Os exemplos ajudam a reduzir a generalização e a imprecisão.

Portanto, quando for falar sobre atrasos, por exemplo, não diga que o colaborador sempre chega após o horário, mas especifique que, no último mês, ele chegou atrasado 10 vezes.

Já em reuniões, os exemplos são ainda mais interessantes, porque deixam o assunto um pouco mais “palpável”.

Por isso, utilize histórias e exemplos que reforçam o que está dizendo e melhoram o entendimento.

Dica: as histórias são uma boa forma de argumentar, porque ajudam no processo de persuasão e na ativação do cérebro.

13. Evitar usar “mas”

Quando você fala que algo está certo, mas tem uma coisa errada, a outra pessoa já se foca exclusivamente na crítica, ao invés de compreender o elogio que está embutido.

Por isso, na medida do possível, utilize “e” para substituir o “mas”.

Por exemplo, se acha que uma ideia pode ser melhorada, não diga: “Gostei da ideia, mas ela precisa de ajustes”.

Prefira dizer: “Gostei da ideia e podemos pensar em estratégias para aumentar sua eficácia”. Isso faz com que a pessoa se sinta mais confortável para ouvir as críticas.

14. Não fique sempre na defensiva

As pessoas costumam ficar na defensiva e, muitas vezes, nem percebem que estão fazendo isso.

O resultado são grandes problemas de comunicação.

O ideal é que você tenha uma postura assertiva, que sabe o que quer e está pronto para ouvir diferentes argumentações.

Esse comportamento não ajuda apenas o interlocutor, mas a você mesmo, já que sair da defensiva aumenta a capacidade de ouvir argumentos.

15. Saiba silenciar quando necessário

Em muitos momentos da vida, a gente precisa saber ficar quieto. No mundo corporativo também é assim, porque uma fala impensada pode arruinar um negócio.

Além disso, o silêncio também faz parte de uma boa comunicação.

Por isso, exercitar essa habilidade de silenciar é fundamental para não ser mal interpretado.

O silêncio também oferece tempo para pensar sobre a resposta e organizar os pensamentos.

Por isso, não confunda saber silenciar com ficar calado o tempo todo.

Equilibre esses dois elementos e você terá melhores resultados no processo de comunicação.

16. Tenha empatia

A empatia é um sentimento muito necessário, porque permite à pessoa se colocar no lugar do outro, tentando compreender suas razões.

No mundo corporativo, exercitar a empatia é uma forma de aprender, por exemplo, a compreender os problemas pessoais dos colaboradores, que invariavelmente interferem no trabalho.

Nesse sentido, é importante saber que existem diferentes pontos de vista e que cada pessoa vê as coisas conforme sua visão e valores.

Por isso, não julgue as atitudes dos outros conforme seu entendimento. Tente sempre entender o lado do outro.

17. Faça um script para conversar casualmente

Pode até parecer estranho, mas conversas casuais podem gerar problemas para os envolvidos.

Por isso, criar um script para conversar casualmente é uma forma de sair daqueles momentos de silêncio constrangedor.

Uma técnica que costuma dar muito certo nesses papos comuns é falar sobre família, recreação, ocupação e desejos.

Considerando esses assuntos, você consegue conversar, conhecendo melhor os parceiros de trabalho e colaboradores.

A partir deles, também é possível aprofundar a conversa e encontrar interesses comuns.

18. Fale conforme seu público

Você pode ter uma coisa a dizer, mas, dependendo do público, precisa ajustar a conversa.

Por exemplo: para um colaborador da produção, falar em capital de giro e investimentos utilizando termos técnicos não é adequado.

É melhor explicar a ele que precisa aumentar a produtividade porque a empresa está com pouco dinheiro sobrando, por exemplo.

Ou seja, uma mesma mensagem pode ser repassada de diferentes formas.

Cabe a você ajustá-la conforme o público para obter o máximo de atenção e compreensão.

19. Seja positivo

A positividade é uma característica que realmente faz a diferença nas pessoas.

Sendo um empreendedor, é bastante normal receber notícias negativas, porque imprevistos acontecem.

Saber manter a positividade, compreendendo os problemas e o fato de nem sempre as expectativas serem superadas, é uma forma de manter uma boa comunicação e não perder a razão.

Isso também ajuda a visualizar melhor as soluções para os problemas.

20. Foque nos resultados da conversa

Uma conversa em um ambiente corporativo sempre tem uma meta.

Aprender a se focar nos resultados esperados é uma maneira de evitar desvios e argumentos desnecessários.

Assim, mantém-se a objetividade.

21. Solicite feedbacks

O feedback é uma técnica utilizada para indicar aos colaboradores seus pontos positivos e negativos, mostrando também o que se espera deles.

Porém, o empreendedor também deve solicitar feedbacks, porque essa é uma maneira de melhorar a comunicação.

Além disso, por meio dos fedbacks, é possível saber se os interlocutores estão compreendendo bem a mensagem, ou seja, se a comunicação está sendo bem transparente e clara.

22. Dê um retorno após a conversa

A conversa pode ser boa, clara e objetiva, mas se você não der um retorno algumas horas ou dias depois, o resultado será negativo.

O interlocutor deve saber o que você pretende fazer e que ações está tomando para solucionar a situação.

Esse retorno pode ser feito por meio de outra conversa, e-mail, telefonema, WhatsAppetc. O objetivo é mostrar o que está fazendo e também entender a reação do interlocutor após a conversa. Assim, ambos saem ganhando.

 

Inicial Consumidor recorre à família para colocar contas em dia

Para evitar a inadimplência e, consequentemente a perda de crédito no mercado, principalmente no atual momento econômico do País, a maioria dos belo-horizontinos tem recorrido ao suporte da família para conseguir pagar as contas do mês. Pesquisa realizada anualmente pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) mostra que neste ano mais da metade dos moradores da Capital (54,8%) têm compartilhado seus compromissos financeiros com outros membros da casa, enquanto apenas 23,1% vêm assumindo todos os pagamentos sozinhos.

 

Fatores como o elevado índice de desemprego, que já atinge 11,8 milhões de pessoas em todo o Brasil, segundo dados atualizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assim como a alta inflação, têm dificultado cada vez mais a situação do consumidor. De acordo com a economista da CDL-BH, Ana Paula Bastos, com a renda menor, o indivíduo acaba precisando mais do apoio familiar para dar conta dos pagamentos.

 

“Algo que vem favorecendo essa tendência é o crescimento da taxa de desocupação. Com a perda salarial, as despesas de quem não fez uma reserva financeira acabam sendo assumidas por outra pessoa”, explica a economista.

 

Em 2015, o número de belo-horizontinos compartilhando as contas com outros familiares foi de 57,1%. Apesar da queda em 2,3 pontos percentuais em 2016, na outra ponta, o percentual de consumidores que deixavam os pagamentos para outros moradores da casa aumentou frente ao ano passado, saindo de 9,2% para 20,4% neste ano. Situação gerada, na maioria dos casos, pelo crescimento do desemprego.

 

Na análise por faixa etária, os consumidores que mais dividem as responsabilidades com as despesas são os idosos e os jovens, segundo 60% dos entrevistados em cada uma das classes. Ana Paula Bastos destaca que as pessoas acima dos 65 anos em muitos casos ainda são as responsáveis financeiras pelas famílias, o que também explica o motivo da elevação da inadimplência nesse grupo nos últimos anos.

 

“Apesar de reduzida, a aposentadoria é uma renda garantida dentro das famílias. Além disso, a facilidade deles (idosos) para recorrer a empréstimos consignados acaba auxiliando na hora do pagamento das contas da casa”, diz. A classe social em que há mais distribuição do pagamento das despesas é a C/D (59,3%).

 

As mulheres são as que mais compartilham as dívidas. De acordo com o levantamento da CDL-BH, 57,9% das pesquisadas revelaram contar com a ajuda de algum familiar para honrar com os compromissos. Entre os homens, esse percentual é de 50%. Já entre o sexo masculino, é maior o número de consumidores que arcam com as contas sozinhos (30,8%), contra 18,4% do universo feminino. Os dados comprovam a desigualdade que ainda há no País quando se fala em homens e mulheres.

 

“Esse índice demonstra a diferença salarial que ainda existe entre os gêneros. Os homens ganham mais, por isso eles têm mais condições financeiras de quitar todas as despesas da casa”, analisa Ana Paula.

 

Prioridades - Após saldar as despesas consideradas de primeira necessidade, como água, luz e telefone, a prioridade de pagamento dos belo-horizontinos diz respeito aos gastos com alimentação/gás (31,0%), educação (11,8%) e lazer (11,1%). Para que lojistas de outros segmentos evitem prejuízos, principalmente diante do cenário de crise, a economista da CDL-BH orienta que esses sempre pesquisem a situação de crédito de seu consumidor antes de efetivar uma venda.

 

“O lojista pode se prevenir fazendo consulta aos bancos de proteção ao crédito para ver se a pessoa tem uma boa situação. É pesquisar mesmo, não tem outro jeito. Ele deve pensar que não tem de fazer a venda a qualquer custo, porque ele vai vender, mas também pode não receber”, destaca.

 

Na Capital, a maior parte dos consumidores (59,7%) ainda prioriza o pagamento de acordo com a data de vencimento. Os locais preferidos para quitar as dívidas são as casas lotéricas (30,1%), caixas eletrônicos (25,7%) e internet banking pelo computador (16,7%).

 

Fonte: Diário do Comércio

Projeto de lei que obriga notificação de inadimplentes por AR em Minas é arquivado

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CDL/BH apresentou considerações relativas ao projeto e solicitou a sua não aprovação, pressionando os parlamentares mineiros

 

 

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) arquivou, no último dia 25, o Projeto de Lei 3.648/16, de autoria do deputado Arlen Santiago, que trata da obrigatoriedade do envio de carta de notificação de registro no SPC por meio de Aviso de Recebimento (AR).


Esse não é o primeiro projeto sobre o tema. No ano passado o deputado Noraldino Júnior apresentou o PL 1.193/15, com o mesmo teor, mas foi retirado de tramitação após o parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça, que alegou sua inconstitucionalidade, antijuridicidade e ilegalidade. Esse projeto foi arquivado junto com o PL 3.648/16, no último dia 25 de agosto.

 

O projeto


Segundo o deputado Arlen Santiago o projeto “visa proteger o consumidor e evitar que seu nome seja incluído nos cadastros de inadimplentes indevidamente”. Entretanto, apesar de bem-intencionada, a proposta acaba por incentivar a inadimplência já que a inscrição do devedor fica condicionada à comprovação do recebimento de uma correspondência. Em São Paulo, onde um projeto similar foi aprovado recentemente, apenas 30% das cartas enviadas são assinadas pelos consumidores. O Estado hoje acumula mais de R$21 bilhões em inadimplência.


Outro ponto negativo é o aumento nos custos de registro, que passariam de R$3 para cerca de R$20 – um acréscimo de aproximadamente 600%. Atualmente os consumidores são informados através de carta simples, nos termos do art. 43, parágrafo 2º, do Código de Defesa do Consumidor, portanto o projeto torna-se desnecessário uma vez que a comunicação já existe e a falta dela pode gerar indenização por danos morais, ainda que a dívida seja legítima.


A FCDL-MG entende o arquivamento como uma vitória para todo o Movimento Lojista. Para o presidente Frank Sinatra “a falta de inclusão em um banco de dados tira a segurança do empresário, fazendo com que ele aumente os juros, diminua as condições de parcelamento e tome outras atitudes para se proteger que vão prejudicar o próprio consumidor e desestimular as vendas, causando grande impacto na economia. A CDL/BH foi fundamental neste processo e está de parabéns pelo esforço e engajamento na causa. São ações como esta que reforçam nossa atuação e nos incentiva a cumprir nossa missão de, também, representar e defender os interesses de nossos associados".

 

Fonte: FCDL-MG

CNC prevê contratação de 135 mil temporários para o fim de ano

Fonte: FCDL-MG

 

A previsão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é que o Natal, pelo segundo ano consecutivo, apresente queda nas vendas e na contratação de temporários em 2016. A estimativa é de retração de 3,5% no faturamento do varejo, e recuo de 2,4% em postos de trabalho temporários ofertados em relação ao ano anterior.

 

“Voltamos ao patamar de 2012, quando foram contratados cerca de 135 mil temporários para cobrir o movimento de fim de ano”, analisou o economista da CNC Fabio Bentes, em nota. O varejo deve movimentar R$ 32,1 bilhões até dezembro, de acordo com a estimativa.

 

O salário de admissão deverá chegar a R$ 1.205, um avanço de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado, ou 0,6%, se descontada a inflação. "O maior salário de admissão deverá ocorrer no ramo de artigos de informática e comunicação (R$ 1.403); contudo, esse segmento deverá ofertar apenas 1,6% das vagas totais a serem criadas no varejo", afirmou a entidade. As previsões da CNC de emprego e vendas serão revistas mensalmente até as vésperas do Natal.

 

Vestuário e supermercados

 

Ainda segundo a CNC, a estimativa é que os maiores volumes de contratação devem se concentrar no segmento de vestuário, com 62,4 mil vagas, e hiper e supermercados, 28,9 mil vagas.

 

"Além de serem os “grandes empregadores” do varejo – juntos eles representam 42% da força de trabalho do setor – esses segmentos costumam responder, em média, por 60% das vendas natalinas", afirmou a CNC.

 

Dólar x importados

 

A expectativa da entidade é que a taxa de câmbio apresente queda de 16% em 2016, "o que poderá estimular importações por parte do varejo e reajustes menos intensos do que no fim do ano".

 

O segmento de supermercados "deve aproveitar o cenário fazendo estoque de produtos estrangeiros e registrar modesta queda no volume das vendas (-1,6%). Já as lojas de vestuário e acessórios deverão amargar queda anual superior a 11% no Natal de 2016".

Fonte: CNC

Com a confiança em alta, varejistas já estão se preparando para o Natal

Para eles, a data comemorativa – que é a principal em termos de volume de vendas – deverá render ganhos melhores em comparação a 2015. “O setor não terá uma retomada forte para este Natal. Mas devemos registrar algum crescimento pequeno”, sustenta o presidente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Roque Pellizzaro Júnior. Após frustrações nas datas comemorativas no primeiro semestre, Pellizzaro garante que os lojistas estão melhor adaptados à realidade de queda dos rendimentos das famílias. “Os varejistas estão adequando mix de produtos e estrutura de financiamento das vendas dentro desse novo perfil. As empresas estão conseguindo projetar um Natal sabendo que o consumidor terá uma renda menor”, justifica.

 

A expectativa é que ocorram mais transações, mas tíquetes (valores) médios menores. Em 2015, em parceria com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), o SPC Brasil previu um queda real de 22% do valor médio por presente. Embora ainda não seja possível precisar quanto o gasto médio cairá este ano, Pellizzaro reforça que o recuo está contratado. “Os próprios departamentos de móveis e eletrodomésticos já mexeram na estrutura. Estão mais voltados para atender produtos mais baratos, que antes dificilmente eram encontrados nas lojas”, diz.

 

Para o otimismo ser materializado, as demandas por encomendas junto à indústria estão aumentando, garante o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia (FCDL-BA), Antoine Tawil. Somente nos segmentos calçadistas e de confecções, ele assegura que as encomendas feitas para os próximos 60 dias estão 12% superiores em relação ao primeiro trimestre.

 

Como as compras para o Natal têm início antes de dezembro, a expectativa é de que até o fim de setembro os varejistas tenham feito todos os pedidos necessários para a montagem dos estoques. E as encomendas não serão poucas, avalia Tawil. “Os estoques, hoje, estão baixos. A indústria realmente quase que parou de produzir. Estamos vendendo estoques anteriores e, se não nos arriscarmos com um volume razoável para podermos atender as nossas expectativas para novembro e dezembro, infelizmente vai chegar o cliente e não teremos o que entregar”, diz.

 

Para Tawil, os varejistas deverão ser ainda mais corajosos e otimistas na data comemorativa. “Se alcançarmos o número desejado em vendas, ótimo, não ficaremos com estoque alto em janeiro. Mas temos que ser audaciosos. Encomendamos para recebermos os produtos em 60 dias, mas devemos trabalhar com a perspectiva de vender em até 90 dias”, diz. Ele ainda ressalta que a indústria está preparada para atender às demandas do varejo. “Muitas indústrias sinalizaram que estão com linhas de financiamento para que possamos pagar.”

 

Mudanças

 

O otimismo no comércio inevitavelmente se estenderá até os shoppings centers, pondera o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun. “Tenho falado com vários empresários e eles estão com expectativa bem mais positiva dentro de um cenário que sentimos mudanças muito mais favoráveis”, diz ele, em referência ao processo de impeachment.

 

“Acreditamos que, com essa mudança de ter um governo que se torna permanente e reconhecido por uma grande parte da população que exige mudanças, efetivamente passaremos a ter ações concretas em várias reformas que acontecerão. E isso vai se traduzir em início da retomada do crescimento”, avalia Sahyoun. “Como muitos falam, chegamos ao fundo do poço. O que acontece a partir de agora é no sentido de retomada do crescimento e isso passa por muito movimento dentro do comércio e dos shoppings centers”, diz.

 

A melhor expectativa por vendas, no entanto, não deve se configurar como um aumento de contratações temporárias em relação a 2015, adianta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior. “O empresário parou de demitir justamente para guardar uma mão de obra já treinada para ter capacidade de passar bem o Natal. Está difícil de assimilar novos custos para operações tão baixas porque o varejista perdeu em volume e rentabilidade”, diz.

 

O economista-sênior da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes, pondera que a confiança do varejista é sempre importante, mas tem um limite: o bolso do consumidor. “O pior da crise já ficou para trás. Mas ela ainda está longe de terminar”, sustenta.

 

Para o presidente da FCDL-MG, Frank Sinatra, que é também, empresário do ramo de calçados, este é o momento de acreditarmos em uma reação no comércio. Fatores como a injeção do 13º. salário na economia nos faz apostar que os consumidores ampliaram suas compras, portanto vamos reforçar nossos estoques e pensar em estratégias e formas inovadoras de vender, divulgar e disseminar nossos produtos e serviços. 

 

Fonte: Portal EM

Bancários de 27 agências de MG aderem à greve, afirma sindicato

Fonte: G1

Bancários de 27 agências do Norte de Minas Gerais aderiram à greve que teve início nessa terça-feira (6). Luiz Carlos Rocha Caldeira, presidente do sindicato que representa a categoria em 74 municípios da região, afirma que o levantamento é inicial e que mais profissionais devem aderir ao movimento. Em Montes Claros, houve a adesão de profissionais dos Bancos do Brasil, Nordeste, Bradesco e Caixa Econômica.

Ainda de acordo com Luiz Carlos, uma assembleia foi realizada nessa segunda (5) e está marcada uma concentração em frente à agência da Caixa às 10h dessa terça. A greve é por tempo indeterminado.

Reivindicações
A categoria rejeitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste de 6,5%  sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Os sindicatos alegam que a oferta ficou abaixo da inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário.

Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

Segundo a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban, o braço sindical dos bancos), a proposta representa um aumento, na remuneração, de 15% para os empregados com salário de R$ 2,7 mil, por exemplo. Para quem ganha R$ 4 mil, o aumento de remuneração será de 12,3%; e, para salários de R$ 5 mil, equivale a 11,1%. O piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas/dia.

"É importante ressaltar que as soluções encontradas na mesa de negociação variam conforme a conjuntura econômica e que a proposta apresentada neste ano responde a condições específicas pela qual passa a economia brasileira", diz a entidade.